Junho 12, 2026
Slider
Imprensa

Imprensa

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal aprovou nesta quarta-feira (10) a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 65/2023, que altera o regime jurídico do Banco Central do Brasil (BC) e amplia significativamente sua autonomia administrativa, orçamentária e financeira. A matéria agora segue para votação em dois turnos no Plenário do Senado antes de ser encaminhada à Câmara dos Deputados.

A proposta, apresentada pelo senador Vanderlan Cardoso (PSD-GO), transforma o Banco Central em uma instituição de natureza especial, organizada sob a forma de empresa pública, sem vinculação a ministérios ou a qualquer outro órgão da administração pública federal. O texto prevê autonomia técnica, operacional, administrativa, orçamentária e financeira, além de permitir que a instituição tenha orçamento próprio e utilize receitas oriundas da chamada senhoriagem para custear suas atividades.

Segundo o texto da PEC, o Banco Central passaria a atuar sem tutela ou subordinação hierárquica ao Poder Executivo, mantendo apenas mecanismos de supervisão pelo Congresso Nacional e pelos órgãos de controle.

Para a Contraf-CUT, a proposta representa um grave risco para o interesse público e para a soberania nacional, ao aprofundar um processo de distanciamento do Banco Central em relação ao controle democrático exercido pela sociedade por meio dos governos eleitos.

“O Banco Central já possui autonomia operacional desde 2021. O que está sendo proposto agora vai muito além disso. A PEC cria uma estrutura praticamente desvinculada do Estado brasileiro e amplia o risco de captura da autoridade monetária pelos interesses do mercado financeiro. Estamos falando de um órgão que define juros, influencia o emprego, o crédito, o crescimento econômico e a vida de milhões de trabalhadores. Essas decisões precisam estar subordinadas ao interesse público e não aos interesses do sistema financeiro”, afirma o secretário de Relações do Trabalho da Contraf-CUT, Jeferson Meira, o Jefão.

Críticas de especialistas e entidades

A aprovação da proposta ocorre em meio à mobilização de entidades sindicais, economistas e organizações da sociedade civil que defendem o arquivamento da PEC. Entre os principais questionamentos está a transformação do Banco Central em uma instituição com características próprias de empresa pública, dotada de autonomia patrimonial, financeira e orçamentária e desvinculada da estrutura tradicional da administração pública federal.

As críticas apontam que a medida pode reduzir mecanismos de controle social e aumentar a influência do setor financeiro privado sobre as decisões da autoridade monetária. Também há preocupação com a possibilidade de flexibilização das regras aplicáveis aos servidores da instituição e com a criação de um regime jurídico diferenciado em relação ao restante do serviço público.

Jefão destaca que o debate vai além de uma discussão técnica sobre política monetária. “O que está em disputa é quem controla uma das instituições mais importantes do país. Não existe neutralidade quando se decide o nível dos juros, a oferta de crédito ou a regulação do sistema financeiro. Essas decisões afetam diretamente o emprego, a renda, os investimentos públicos e privados e a capacidade do Estado de promover desenvolvimento. Retirar cada vez mais esses temas do controle democrático significa concentrar ainda mais poder nas mãos do mercado financeiro”, critica.

Banco Central e projeto de país

A Contraf-CUT também avalia que a PEC segue uma lógica que vem sendo defendida por setores do mercado financeiro desde a aprovação da autonomia operacional do Banco Central, em 2021.

Na avaliação da entidade, a proposta enfraquece a capacidade do Estado brasileiro de coordenar políticas econômicas voltadas à geração de empregos, ao desenvolvimento produtivo e à redução das desigualdades sociais.

“O Banco Central não pode funcionar como um ente isolado, desconectado do projeto de desenvolvimento do país. A política monetária precisa dialogar com os objetivos nacionais de crescimento econômico, geração de emprego, fortalecimento da indústria e combate às desigualdades. A PEC 65 caminha na direção oposta e aprofunda a financeirização das decisões econômicas”, afirma Jefão.

Próximos passos

Após a aprovação na CCJ, a PEC 65/2023 ainda precisará ser votada em dois turnos pelo Plenário do Senado. Se aprovada, seguirá para análise da Câmara dos Deputados.

A Contraf-CUT informou que continuará acompanhando a tramitação da proposta e atuará junto às centrais sindicais, entidades representativas dos trabalhadores e parlamentares para barrar a aprovação definitiva da matéria.

“A sociedade precisa compreender que essa PEC não trata apenas da estrutura administrativa do Banco Central. Ela trata de quem terá influência sobre decisões que impactam diariamente o emprego, o crédito, o custo de vida e o futuro do país. Por isso, defendemos que a proposta seja rejeitada e arquivada”, conclui Jefão.

Fonte: Contraf-CUT

Funcionárias e funcionários do Banco do Brasil começarão a receber, nos próximos dias, ligações telefônicas para participar de uma pesquisa nacional promovida pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), em parceria com o Instituto Simplex. O objetivo é aprofundar o conhecimento sobre as principais demandas da categoria e fortalecer a atuação das entidades sindicais durante a Campanha Nacional dos Bancários 2026.

A pesquisa buscará identificar as percepções dos trabalhadores sobre temas como condições de trabalho, saúde, carreira, remuneração, diversidade, tecnologia, Cassi, Previ e os desafios enfrentados atualmente pelos funcionários do banco.

Segundo o secretário-geral da Contraf-CUT, Gustavo Tabatingaa iniciativa permitirá que as entidades tenham um retrato mais preciso da realidade vivida pelos colegas em todo o país. “A negociação coletiva precisa estar conectada com aquilo que os funcionários vivenciam diariamente. A pesquisa será uma ferramenta importante para identificar prioridades e orientar a atuação das entidades sindicais na Campanha Nacional de 2026”, afirma.

De acordo com o dirigente, as respostas servirão de subsídio para a definição das estratégias de negociação e para a construção de uma pauta cada vez mais alinhada às necessidades dos trabalhadores. “É fundamental que os colegas atendam à ligação e participem. Quanto maior for o número de respostas, mais representativo será o resultado e mais força teremos para defender as reivindicações dos funcionários nas mesas de negociação com o banco”, destaca.

A pesquisa também permitirá analisar diferentes realidades dentro do BB, considerando aspectos como local de trabalho, função exercida, tempo de banco, jornada, faixa etária e região do país.

A orientação das entidades é que todos os funcionários que receberem a ligação reservem alguns minutos para responder ao questionário. As informações coletadas serão tratadas de forma confidencial e utilizadas exclusivamente para subsidiar a atuação sindical durante a Campanha Nacional dos Bancários 2026.

Fonte: Contraf-CUT

As entidades que compõem a mesa de negociações sobre o custeio da Cassi se reuniram nesta terça-feira (9) com representantes do Banco do Brasil para dar continuidade à construção de alternativas que garantam a sustentabilidade e a perenidade do Plano Associados.

Um dos principais temas debatidos no encontro foi a necessidade de recomposição das reservas obrigatórias da Caixa de Assistência. Logo no início das discussões, a coordenadora da mesa de negociações, Fernanda Lopes, apresentou à representação do banco a proposta de criação de uma alternativa emergencial para evitar problemas financeiros no curto prazo.

A proposta consiste na elaboração de um memorando de entendimento que estabeleça uma contribuição transitória do Banco do Brasil e dos associados, com o objetivo de recompor as reservas da Cassi e assegurar maior estabilidade às contas da entidade.

“A recomposição das reservas da Cassi é uma medida necessária para garantir estabilidade financeira no curto prazo e evitar que a entidade enfrente dificuldades enquanto seguimos discutindo as questões estruturais do plano. A proposta de contribuição transitória cria as condições para que possamos avançar nas negociações com responsabilidade, preservando os direitos dos associados e a sustentabilidade da assistência à saúde dos trabalhadores do Banco do Brasil”, destacou Fernanda Lopes, coordenadora da mesa de negociações.

Segundo as entidades, a medida permitiria que as negociações avançassem com mais segurança, criando as condições necessárias para aprofundar o debate sobre os temas estruturais que ainda não alcançaram consenso entre as partes e que deverão compor a proposta de reforma estatutária a ser submetida ao corpo social.

Entre os pontos que permanecem em discussão estão a definição do custeio do período pós-laboral dos funcionários que ingressaram no Banco do Brasil a partir de 2018, o direito de filiação ao plano dos trabalhadores oriundos de bancos incorporados e os impactos das alterações promovidas pela Instrução Normativa nº 649/2025 da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

Durante a reunião, os representantes do Banco do Brasil se comprometeram a analisar a proposta apresentada pelas entidades e a apresentar um posicionamento na próxima rodada de negociações, agendada para o dia 23 de junho.

Para as entidades representativas dos funcionários, a construção de uma solução para a recomposição das reservas é fundamental para preservar a solidez da Cassi e garantir que o debate sobre o futuro do plano ocorra de forma responsável, com foco na manutenção dos direitos dos associados e na sustentabilidade da assistência à saúde dos trabalhadores e aposentados do Banco do Brasil.

Fonte: Contraf-CUT

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) realizará uma pesquisa nacional com empregadas e empregados da Caixa Econômica Federal para aprofundar o conhecimento sobre as principais demandas da categoria e fortalecer a atuação das entidades sindicais durante a Campanha Nacional dos Bancários 2026.

Segundo o secretário-geral da Contraf-CUT, Gustavo Tabatinga, trata-se de uma ferramenta importante para aproximar ainda mais a atuação sindical da realidade vivida pelos trabalhadores.

“A negociação coletiva precisa estar conectada com aquilo que os empregados e empregadas vivenciam todos os dias. Esta pesquisa vai nos ajudar a compreender melhor quais são as prioridades do pessoal da Caixa neste momento e quais temas exigem maior atenção das entidades sindicais durante a Campanha Nacional dos Bancários de 2026”, afirma.

De acordo com Tabatinga, os resultados servirão como subsídio para a construção das estratégias de negociação e para o aprimoramento das ações desenvolvidas pela Contraf-CUT, pela Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa e pelas demais entidades representativas.

“Quanto maior a participação dos colegas, mais preciso será o diagnóstico do que pensa o pessoal da Caixa. Isso fortalece nossa capacidade de negociação junto ao banco e contribui para que as reivindicações apresentadas estejam alinhadas às necessidades reais dos empregados”, destaca.

A pesquisa também permitirá identificar diferenças de percepção entre segmentos específicos, considerando aspectos como tempo de banco, função exercida, local de lotação, jornada de trabalho, faixa etária e região do país.

Para a Contraf-CUT, ouvir diretamente os trabalhadores é fundamental em um momento em que temas como o fortalecimento do Saúde Caixa, a melhoria das condições de trabalho, o combate ao assédio, a valorização profissional e a sustentabilidade dos programas de remuneração variável estão entre os principais desafios enfrentados pelos empregados da instituição.

A orientação é que todos os empregados e empregadas da Caixa participem da pesquisa. A participação poderá ser realizada até o dia 19 de junho. As informações coletadas serão utilizadas para orientar a atuação das entidades sindicais e contribuir para a construção de uma pauta cada vez mais representativa dos interesses da categoria.

Para participar da pesquisa, acesse o link que será enviado por e-mail e responda o questionário.

Fonte: Contraf-CUT

Nesta terça-feira, 9 de junho, o Sindicato dos Bancários da Baixada Fluminense realizou um ato na agência 4162 da Caixa Econômica Federal, localizada na Avenida Nilo Peçanha, em Duque de Caxias, pelo Dia Nacional de Luta “Saúde Caixa Sem Teto”. 

Houveram atividades e manifestações em unidades do banco de todo o país. Os dirigentes sindicais fizeram reuniões com trabalhadores, antes e durante o expediente, nas portas das agências e unidades administrativas da Caixa.

O objetivo é ampliar o debate sobre o futuro do Saúde Caixa e pressionar a empresa a discutir o fim do teto de 6,5% da folha salarial imposto pelo estatuto da Caixa para os gastos com a saúde de seus empregados.

A mobilização é necessária porque o banco já sinalizou que pretende apresentar propostas que podem aumentar ainda mais os custos para os usuários do plano.

Além da defesa do plano de saúde, o objetivo também é denunciar outros fatores que vêm prejudicando a saúde dos empregados, como a falta de pessoal, o fechamento de unidades, a cobrança excessiva por metas, os problemas de infraestrutura e os critérios considerados injustos do programa de remuneração variável da Caixa, o Super Caixa.

A mobilização foi convocada pela Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa), que assessora a Contraf-CUT e o Comando Nacional dos Bancários nas negociações com o banco. 

O Sindicato dos Bancários da Baixada Fluminense se coloca à disposição para o diálogo com os trabalhadores, pois entende que é necessário fortalecer a campanha nacional pelo fim do teto de custeio do Saúde Caixa.

*confira mais fotos em nossas redes sociais 

Representantes dos funcionários e do Banco do Brasil se reuniram nesta quarta-feira (3) para mais uma rodada de negociações sobre o custeio da Cassi. O encontro teve como objetivo discutir alternativas para garantir a sustentabilidade da Caixa de Assistência e avançar na construção de um modelo de financiamento capaz de atender às demandas dos associados.

Durante a reunião, o Banco do Brasil propôs aprofundar o debate técnico sobre cenários elaborados a partir de uma proposta de modelo híbrido de custeio, sob o argumento de que existiriam divergências em relação ao formato apresentado.

Os representantes dos trabalhadores afirmaram ter recebido a posição com surpresa. Segundo as entidades, a expectativa era obter um retorno sobre as críticas e os apontamentos feitos na reunião anterior, uma vez que há consenso quanto à necessidade de buscar uma alternativa que não esteja vinculada exclusivamente à remuneração dos funcionários.

As entidades reiteraram que é necessário aprofundar os estudos e as simulações para avaliar os impactos de cada proposta e construir uma solução equilibrada para a Cassi.

A coordenadora da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), Fernanda Lopes, ressaltou que o debate precisa contemplar temas que seguem sem definição. “As entidades já manifestaram concordância com a busca de um modelo híbrido de custeio. O que precisamos agora é analisar com profundidade os cenários apresentados e seus impactos para os associados. Mas também é fundamental avançar em questões que seguem sem solução, como o custeio da assistência à saúde no período pós-laboral dos funcionários admitidos após 2018 e o direito definitivo de filiação à Cassi para os colegas egressos de bancos incorporados”, afirmou.

Outro ponto destacado pela representação dos trabalhadores foi a necessidade de garantir uma solução permanente para os funcionários oriundos de bancos incorporados pelo Banco do Brasil, assegurando seu acesso ao Plano de Associados da Cassi.

Ao final do encontro, ficou definida uma nova rodada de negociações para a próxima terça-feira (9), quando as partes darão continuidade às discussões.

Para as entidades, a construção de uma saída duradoura para a Cassi passa pelo diálogo e pelo compromisso do Banco do Brasil com a manutenção da assistência à saúde dos funcionários da ativa e aposentados.

Fonte: Contraf-CUT

A Caixa Econômica Federal apresentou, em live realizada na segunda-feira (2), alterações no regulamento do programa de remuneração variável Super Caixa. As mudanças foram divulgadas faltando apenas 19 dias úteis para o fechamento do ciclo e, embora tragam alguns ajustes na forma de cálculo do valores a pagar, mantêm critérios que vêm sendo duramente criticados pelas entidades representativas dos empregados desde a implantação do programa.

Entre os pontos que permanecem inalterados estão os indicadores de CSAT (Customer Satisfaction Score – Pontuação de Satisfação do Cliente) e NS, apontados pelos trabalhadores como fatores excludentes e desproporcionais para o acesso ao programa. Durante a apresentação, representantes do banco afirmaram que a Caixa não abrirá mão desses critérios.

Outro aspecto que chamou a atenção das entidades é a exigência de assinatura de diversos termos de ciência para que os empregados possam acessar o sistema de acompanhamento do desempenho. O trabalhador só tem acesso ao sistema Super Caixa, para consultar seus resultados, se concordar com todos os itens dos termos.

Os termos também estabelecem que os valores pagos pelo programa possuem natureza de premiação, sem incorporação à remuneração, sem reflexos trabalhistas, previdenciários ou fundiários. Além disso, o empregado precisa declarar ciência de que as simulações apresentadas no portal não representam expectativa de pagamento e que os valores dependem de regras, gatilhos e repasses definidos pela empresa.

O que mudou

Segundo a apresentação feita pela Caixa, o modelo deixa de operar exclusivamente na lógica do “tudo ou nada” e passa a prever faixas intermediárias de "premiação".

Pelas novas regras, a habilitação inicial passa a ser de 25% do valor da remuneração devida, desde que se atinja os marcos de liderança na dimensão Integridade do Alcance.Caixa e em pelo menos mais uma dimensão Core, além de CSAT e NS igual ou superior a 100.

Após a habilitação, o empregado passa a acumular percentuais de premiação conforme seu desempenho nas dimensões Core e nas demais dimensões do Alcance.Caixa.

Na prática, isso significa que um trabalhador poderá receber percentuais intermediários, mesmo sem atingir o nível máximo em todas as dimensões, situação que não ocorria no formato anterior.

Apesar da mudança, as entidades observam que a estrutura continua baseada em uma série de condicionantes, gatilhos e classificações que tornam o programa complexo e de difícil compreensão para os empregados.

Críticas permanecem

Para o coordenador da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Felipe Pacheco, as alterações anunciadas são resultado direto da mobilização dos trabalhadores e da pressão exercida pelas entidades representativas, mas ainda estão longe de resolver os principais problemas do programa.

“Se houve mudanças, elas aconteceram porque os empregados se mobilizaram, denunciaram as injustiças do programa e cobraram a Caixa de forma permanente. Mas a principal crítica continua válida. O banco manteve critérios que podem excluir trabalhadores, mesmo quando eles contribuem efetivamente para os resultados da unidade. O reconhecimento não pode depender de indicadores que muitas vezes fogem ao controle do empregado”, afirmou.

Felipe também criticou o momento escolhido pela empresa para anunciar as mudanças. “Não é razoável alterar regras de um programa dessa relevância quando o semestre já está praticamente encerrado. Isso gera insegurança, dificulta o acompanhamento dos resultados e compromete a transparência que deveria existir em qualquer política de remuneração variável”, acrescentou.

Falta de transparência

A representante da Fetec-CUT/CN e presidenta do Sindicato dos Bancários do Pará, Tatiana Oliveira, destacou que a exigência de assinatura dos termos para acesso ao sistema amplia as preocupações sobre a condução do programa.

“É muito grave que o empregado seja obrigado a concordar integralmente com uma série de condições para simplesmente acessar informações sobre o seu desempenho. Transparência não pode ser tratada como concessão da empresa. O trabalhador tem o direito de saber como está sendo avaliado e como está sendo calculada sua remuneração variável”, afirmou.

Segundo Tatiana, o modelo continua excessivamente complexo. “A Caixa fala em simplificação, mas o que vemos é a manutenção de uma estrutura difícil de compreender, com vários gatilhos, módulos, dimensões e critérios que acabam dificultando o acompanhamento pelos empregados. Quanto mais complexo é o sistema, menor é a transparência”, observou. "Se a Caixa quer simplificar, basta implementar o 'Vendeu, recebeu' que o movimento sindical defende", acrescentou.

Programa continua excludente

Para o diretor executivo da Contraf-CUT, Lívio Santos e Assis, o banco deixou de enfrentar a principal reclamação apresentada pelos trabalhadores desde o lançamento do Super Caixa.

“O problema central continua existindo. A categoria sempre defendeu que quem gera resultado precisa ser reconhecido. As alterações criam algumas faixas intermediárias, mas não eliminam mecanismos que continuam excluindo colegas que ajudaram a construir os resultados da unidade. A lógica do programa segue distante daquilo que os empregados reivindicam”, avaliou.

Ele também ressaltou que as mudanças foram anunciadas sem negociação prévia com as representações dos trabalhadores. “Mais uma vez a Caixa comunica decisões já tomadas e espera que os empregados simplesmente se adaptem às novas regras. Esse não é o caminho para construir um programa justo e legítimo.”

Mobilização continuará

A diretora da Apcef/AP, Joana Lustosa, avalia que o anúncio confirma críticas feitas pelas entidades ao longo de todo o processo de implantação do Super Caixa. “As alterações são insuficientes diante das reivindicações apresentadas pelos empregados. Houve flexibilizações pontuais, mas permanecem critérios excessivos, informações pouco claras e mecanismos que podem impedir que trabalhadores que contribuíram para os resultados recebam os valores a eles devido. Além disso, a divulgação tardia das regras demonstra mais uma vez a falta de previsibilidade que tem marcado esse programa”, afirmou.

As entidades representativas dos empregados informaram que continuarão acompanhando a implementação das novas regras e cobrando mudanças que garantam maior transparência, previsibilidade e justiça no programa de remuneração variável da Caixa.

Desde 2025, o Super Caixa tem sido alvo de críticas relacionadas à falta de transparência dos critérios, à utilização de indicadores considerados punitivos, à dificuldade de acompanhamento dos resultados durante o ciclo e à possibilidade de exclusão de trabalhadores que contribuíram para o desempenho das unidades, pautas que continuam presentes mesmo após as alterações anunciadas pelo banco.

Fonte: Contraf-CUT

A Previ realizou, na segunda-feira (1º), a cerimônia de posse dos novos diretores e conselheiros eleitos pelos associados e dos representantes indicados pelo Banco do Brasil para o mandato 2026-2030. A renovação dos colegiados reforça o modelo de governança paritária da entidade, uma das principais conquistas dos funcionários do BB e referência no sistema de previdência complementar fechada do país.

No processo eleitoral encerrado em abril, os associados elegeram Alencar Ferreira para a Diretoria de Administração e Lissane Holanda para a Diretoria de Planejamento. Também foram escolhidos representantes para os Conselhos Deliberativo e Fiscal e para os Conselhos Consultivos dos planos Previ Futuro e Plano 1.

O diretor de Administração eleito, Alencar Ferreira, ressaltou a importância do diálogo com as entidades representativas dos trabalhadores. “Vamos manter um relacionamento permanente com as entidades sindicais, que são um elo importante para chegarmos aos mais de 190 mil associados e associadas da Previ. A governança da Previ e a gestão paritária são fundamentais para a proteção e a segurança de todos nós. Preservar esse modelo é garantir uma entidade cada vez mais forte, transparente e comprometida com seus participantes”, destacou.

Para a diretora de Planejamento eleita, Lissane Holanda, a posse marca o início de um novo ciclo construído a partir da participação democrática dos associados. “Essa conquista é fruto de uma construção coletiva que reuniu trabalhadores da ativa, aposentados e apoiadores de todas as regiões do país. A democracia esteve no centro desse processo e o resultado das urnas deve sempre ser respeitado. Assumo esta responsabilidade com absoluto compromisso com os participantes, com a gestão compartilhada e com a defesa de uma Previ cada vez mais forte, transparente e voltada ao interesse coletivo dos seus associados”, destacou.


Durante a cerimônia, foram homenageados os dirigentes e conselheiros que encerraram seus mandatos, entre eles os ex-diretores Paula Goto e Márcio de Souza, que destacaram os avanços alcançados ao longo dos últimos oito anos.
 

 

Participação dos associados fortalece a Previ

Para a coordenadora da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), Fernanda Lopes, a posse dos novos dirigentes representa a continuidade de um modelo de gestão que tem na participação dos associados um dos seus principais pilares. “A Previ é uma conquista histórica dos funcionários do Banco do Brasil. A participação dos associados na escolha de seus representantes fortalece a governança da entidade e garante que as decisões sejam tomadas com foco na defesa dos interesses dos participantes, na sustentabilidade dos planos e na proteção do patrimônio construído ao longo de gerações”, destacou.

Fernanda também ressaltou a importância do compromisso assumido pelos novos dirigentes diante dos desafios do cenário econômico e previdenciário. “Os representantes que tomam posse assumem uma grande responsabilidade. É fundamental preservar o modelo de gestão compartilhada, ampliar a transparência e manter a Previ como referência em governança, rentabilidade e segurança para os trabalhadores da ativa e aposentados”, afirmou.

 

Modelo de governança é referência

A Previ completou 122 anos mantendo um modelo de governança considerado referência no segmento de previdência complementar. Em todos os seus colegiados, há composição paritária entre representantes eleitos pelos associados e indicados pelo patrocinador, o que assegura equilíbrio nas decisões e amplia a participação dos trabalhadores na administração da entidade.

Fiscalizada pela Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc), a Previ é reconhecida pela adoção de práticas de governança, transparência e compliance que superam as exigências legais do setor.

Para as entidades representativas dos funcionários do Banco do Brasil, a manutenção desse modelo é fundamental para garantir a solidez da entidade, a proteção dos recursos dos participantes e a segurança dos benefícios presentes e futuros dos associados.

Fonte: Contraf-CUT

A Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander cobrou, nesta quarta-feira (3), do banco a suspensão imediata de um processo de demissões em massa que estaria atingindo trabalhadores em diversas regiões do país. A representação dos empregados encaminhou manifestação formal à direção da instituição após receber relatos de desligamentos realizados nesta terça-feira (2), especialmente envolvendo trabalhadores do cargo de Especialista de Atendimento.

Segundo a COE, os desligamentos ocorreram sem qualquer comunicação prévia ou negociação com a representação dos trabalhadores, desrespeitando o compromisso de diálogo permanente estabelecido entre as partes por meio do Comitê de Relações Trabalhistas, previsto no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).

A preocupação da representação dos trabalhadores é ainda maior porque o tema foi levado à mesa de negociação na última reunião com o banco, realizada em 13 de maio. Na ocasião, a COE questionou rumores sobre a extinção do cargo de Especialista de Atendimento. De acordo com os representantes dos empregados, o negociador do Santander afirmou categoricamente que não havia qualquer processo de extinção do cargo e que eventuais movimentações seriam pontuais.

Para a coordenadora da COE Santander, Ana Marta Lima, “o banco precisa esclarecer imediatamente o que está acontecendo e interromper os desligamentos”. Ela destaca ainda que “a adoção de medidas dessa natureza sem diálogo prévio também contraria o entendimento consolidado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que reconhece a necessidade de participação das entidades representativas dos trabalhadores em processos de dispensa coletiva”.

A COE aguarda uma manifestação formal do Santander e reforça que continuará acompanhando o caso e adotando todas as medidas necessárias para defender os empregos, o respeito à negociação coletiva e os direitos dos trabalhadores do banco.

Fonte: Contraf-CUT

A Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil empossou, na segunda-feira (1º), em Brasília, a nova diretora de Saúde, Rede de Atendimento e Risco Populacional, Luciana Bagno, além dos conselheiros deliberativos e fiscais eleitos pelos associados no processo eleitoral realizado em março deste ano. A posse marca o início de um novo ciclo de gestão na Cassi, em um momento de importantes desafios relacionados ao atendimento aos associados e à sustentabilidade da entidade.

Com 23 anos de atuação no Banco do Brasil, Luciana Bagno é graduada em Psicologia pela PUC-MG e possui MBA em Gestão Estratégica. Ao longo de sua trajetória, foi gerente do segmento Alta Renda do BB, diretora do Sindicato dos Bancários de Belo Horizonte, representante da Fetrafi-MG na Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), diretora executiva da Fundação Banco do Brasil e conselheira deliberativa eleita da Previ.

Ao tomar posse, Luciana destacou o compromisso dos representantes eleitos com uma gestão participativa e voltada às necessidades dos associados. “Nosso compromisso é fazer uma gestão a mais inclusiva e representativa possível. Para isso, contamos com os associados e associadas para estarem juntos com a gente nessa caminhada. Queremos fazer uma Cassi que seja boa para todos e para todas nós”, afirmou.

No Conselho Fiscal, Diego Carvalho assumiu como membro titular eleito pelos associados.

 

Desafios para o próximo período

Para a coordenadora da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), Fernanda Lopes, a posse dos novos dirigentes ocorre em um momento decisivo para o futuro da Caixa de Assistência. “A Cassi é uma das maiores conquistas dos funcionários do Banco do Brasil e precisa continuar sendo administrada com responsabilidade, transparência e participação dos associados. Os dirigentes que assumem agora terão o desafio de fortalecer o modelo assistencial, ampliar o acesso aos serviços de saúde e construir soluções sustentáveis para garantir a perenidade da entidade”, destacou.

Fernanda também ressaltou a importância da mobilização dos associados para os debates que envolvem o futuro da Cassi. “Os próximos anos exigirão diálogo permanente e compromisso com os interesses dos participantes. A defesa da Cassi passa pela valorização do seu caráter solidário e pelo fortalecimento de uma gestão que mantenha os associados no centro das decisões”, afirmou.

A nova gestão assume a Cassi em meio às discussões sobre o financiamento da entidade e à busca por soluções estruturais que garantam atendimento de qualidade aos associados da ativa, aposentados e seus dependentes, preservando um dos mais importantes patrimônios dos funcionários do Banco do Brasil.

Fonte: Contraf-CUT

 

Página 1 de 620