Agosto 29, 2025
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Após solicitação do Sindicato dos Bancários de Itaperuna e Região, a Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro dos Estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo (Fetraf RJ/ES) designou o Diretor Fernando Correia de Sá, e membro da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa Econômica Federal, para visita às agências localizadas nos municípios de Itaperuna, Miracema, Santo Antonio de Pádua, Natividade, Porciúncula e Bom Jesus do Itabapoana, que pertecem às bases do Sindicato.

Fernando também é Diretor do Sindicato dos Bancários da Baixada Fluminense. 

A pauta principal foi o plano de saúde dos funcionários, o Saúde Caixa. Foi esclarecido para as funcionárias e funcionários do banco, os novos caminhos adotados pela direção da Caixa, que afetaram de forma direta, tanto os bancários, quanto seus dependentes.

Além disso, foram esclarecidos os avanços nas negociações específicas, como a derrubada do teto de 6,5%, implantado no estatuto da Caixa; reajuste zero nas mensalidades do plano, melhoria da rede credenciada, com a expansão e compartilhamento com outras estatais.

Os funcionários puderam tirar suas dúvidas, apresentaram sugestões e reclamações, principalmente, no que tange a forma burocrática apresentada pelo plano em realizar os respectivos credenciamentos de hospitais, clínicas e profissionais especializados. Tais demandas serão repassadas aos membros da Comissão Executiva dos Empregados, para que sejam discutidas na mesa de negociação específica do Plano de Saúde.

Foram super importantes e, principalmente, produtivas as visitas nestas agências. Pois é uma região que vem passando por inúmeras dificuldades. Esse contato presencial é fundamental para estreitar o elo entre os funcionários e as entidades que os representam, já que o objetivo é um só: atender os anseios dos trabalhadores da Caixa e melhorar, sempre, as condições de trabalho”, comentou Fernando.

E eu, enquanto membro da CEE da Caixa, me coloco à disposição dos outros Sindicatos. Esse foi somente o pontapé inicial. A Federação sempre se fez presente nas bases de seus sindicatos filiados, e essa é uma de suas atuações. Defender os bancos públicos, é defender o Brasil”, completou.

 

Bradesco encerrou o primeiro semestre de 2025 com um Lucro Líquido Recorrente de R$ 11,931 bilhões, resultado que representa um crescimento de 33,7% em relação ao mesmo período de 2024. Em relação ao primeiro trimestre deste ano, o crescimento foi de 3,5%, já que o banco havia registrado lucro de R$ 5,864 bilhões nos três primeiros meses e R$ 6,067 bilhões no segundo trimestre.

O Retorno sobre o Patrimônio Líquido (ROE) alcançou 14,6%, com aumento de 3,5 pontos percentuais em doze meses. De acordo com o relatório divulgado pelo próprio banco, a principal razão para essa melhora da rentabilidade foi o desempenho das receitas, que chegaram a R$ 34 bilhões no trimestre – alta de 15,1% em relação ao ano anterior.

Entre os principais destaques estão o crescimento da margem financeira total (+15,8%), das receitas com serviços (+5,3%) e dos resultados com seguros, que subiram 33,4% e registraram um ROE de 21,4%.

Mais lucro, menos emprego

Mesmo com os resultados expressivos, o Bradesco segue promovendo cortes de pessoal e de unidades físicas de atendimento, o que afeta negativamente tanto os trabalhadores quanto os clientes. Em junho de 2025, o banco tinha 82.147 funcionários em sua holding, sendo 70.724 no Banco Bradesco, o que representa uma redução de 2.564 postos de trabalho em doze meses — 1.218 deles apenas no último trimestre.

O número de agências também caiu significativamente: foram fechadas 342 agências, 1.067 postos de atendimento (PA e PAE) e 127 unidades de negócios em doze meses. Em junho de 2025, o banco contava com 2.168 agências, 2.376 postos de atendimento e 682 unidades de negócios.

A justificativa apresentada pelo banco em seu relatório foi a de que os cortes seguem “em linha com a estratégia de otimização do custo de servir”, ao mesmo tempo em que afirma estar reforçando equipes de tecnologia, operações e negócios.

Para Erica de Oliveira, coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Bradesco, o cenário é preocupante. “Os números são cristalinos: o banco segue reduzindo o custo de servir, fechando agências físicas e reduzindo postos de trabalho. Semestre após semestre, o lucro cresce e o volume do emprego bancário diminui e mais agências fecham. Bom atendimento se faz com rede adequada e com trabalhadores bancários. Esse deveria ser o diferencial do Bradesco”, critica. 

Expansão da carteira e inadimplência em queda

A Carteira de Crédito Expandida do Bradesco superou a marca de R$ 1 trilhão em junho de 2025, com crescimento de 11,7% em doze meses e 1,3% no trimestre. A carteira de pessoa física cresceu 15,9% no período, somando R$ 442,4 bilhões, com destaque para o crédito pessoal (+17,5%), crédito imobiliário (+17,6%) e crédito rural (+89,1%).

Já o segmento de pessoa jurídica cresceu 8,6%, chegando a R$ 576,0 bilhões. O saldo da carteira para grandes empresas ficou estável (-0,2%), enquanto houve alta expressiva de 25,2% nas micro, pequenas e médias empresas.

A inadimplência acima de 90 dias recuou para 4,1%, queda de 0,2 ponto percentual em relação a junho de 2024. 

Tarifas seguem crescendo mais que despesas de pessoal

As receitas com prestação de serviços e tarifas bancárias aumentaram 5,3%, totalizando R$ 15 bilhões. Já as despesas com pessoal, considerando o pagamento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), cresceram 9%, somando quase R$ 13 bilhões. Com isso, o banco cobriu 115,8% das despesas de pessoal com as receitas secundárias, evidenciando que os custos com a força de trabalho seguem mais do que cobertos pelas cobranças feitas aos clientes.

A base de clientes também aumentou, com 1,1 milhão de novos correntistas em doze meses, totalizando 74 milhões de clientes.

Fonte: Contraf-CUT

O Grupo de Trabalho Caixa do Futuro, formado por empregadas e empregados indicados pelas entidades sindicais e por representantes da Caixa Econômica Federal, se reuniu, pela primeira vez, nesta quinta-feira (31). O grupo foi pensado para refletir sobre soluções de defesa do caráter público banco, valorização e manutenção dos direitos dos empregados e para o bom atendimento aos clientes.

“Temos que pensar a Caixa do Futuro tendo em conta o bom atendimento aos clientes, que nós empregados da Caixa sempre nos orgulhamos de fazer. Com atenção a esta relação de proximidade, de humanidade, que o banco público sempre teve e precisa continuar tendo. Um banco com produtos voltados para as reais necessidades das pessoas, que se vendam sozinhos, sem ter que ser ‘empurrados’ pelos empregados aos clientes, para que se batam as metas de vendas estabelecidas pelo banco”, disse o coordenador da representação das empregadas e empregados, Rafael de Castro, que é diretor da Contraf-CUT. “É desta forma, com bons produtos e bom atendimento que vamos recuperar nichos de clientes perdidos nos últimos anos, para que o banco tenha bons resultados e valorize o trabalho dos empregados da ativa e daqueles que se doaram até se aposentar”.

Rafael também ressaltou a importância do diálogo franco e aberto entre o banco e as entidades sindicais. “Tivemos problemas nesta relação há alguns anos e ainda existem resquícios desta relação que precisam ser superados. Nesta mesa de negociações, somos todos empregados Caixa. Precisamos trabalhar em conjunto para resolver as questões que afetam o dia a dia de trabalho nas unidades e prejudicam o desempenho do banco junto aos clientes. E é aqui, na mesa de negociações, que podemos estreitar essa relação para juntos defender o banco público e valorizarmos o trabalho das empregadas e empregados. Assim vamos resgatar o orgulho que sempre tivemos de trabalhar na Caixa”, disse.

Foco no cliente

O banco fez uma apresentação sobre sua “cultura organizacional”, ressaltando que o propósito da Caixa é “transformar a vida das pessoas”, sendo indispensável ao Brasil, atuando com agilidade, eficiência e centralidade no cliente. E que, nesta cultura organizacional, “cooperar é melhor do que competir”.

“Será muito bom se a gente conseguir concretizar o que foi falado nessa apresentação, pois hoje estamos seguindo por um caminho que não é esse”, observou a representante da Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Fetrafi) do Nordeste, Chay Cândida. “Hoje a empresa não consegue se alinhar ao mercado e, ao mesmo tempo, pensar no bem dos empregados e no bom atendimento aos clientes”, completou.

“Éramos agentes de transformação social. Hoje até nos esquecemos deste termo. Fico contente que este trabalho, de pensar o banco do futuro, trabalhe para recuperar esse espírito”, reforçou a representante da Fetrafi do Rio Grande Sul, Sabrina Muniz.

Super Caixa

Outro ponto apresentado pela Caixa foi com relação ao programa de premiação Super Caixa. O banco disse se tratar de uma premiação concedida aos empregados das redes de varejo e atacado como reconhecimento pelo desempenho superior ao ordinariamente esperado e que se trata de uma liberalidade do banco.

“Este é um assunto muito delicado, pois enxergamos fatores adoecedores nesta modalidade de premiação. Acreditamos que quando negociado com as entidades de representação dos trabalhadores e estabelecidos critérios objetivos, não existem tantas reclamações como as que estamos recebendo das nossas bases”, disse Rafael de Castro.

A representante da Associação do Pessoal da Caixa (Apcef) do Amapá, Joana Lustosa, observou que a remuneração do empregado está condicionada à entrega de 100% no resultado.caixa da sua unidade, e também ao índice de satisfação do cliente (CSAT) e de Negócios Sustentáveis (NS).

“O problema é que, se a unidade não entregar o azul, ninguém naquela unidade recebe a remuneração, mesmo que tenha cumprido 100% das metas individuais e contribuído para o resultado coletivo da Caixa, isso pode desestimular os colegas e não reconhecer o esforço das entregas”, observou Joana. “No regramento anterior do TDV (time de vendas), os empregados poderiam alcançar até R$ 50 mil por trimestre. Sem estar atrelado ao resultado da unidade, e ainda assim mais de 90% das unidades da Caixa fecharam acima dos 100%, o que reflete a dedicação dos empregados”, disse.

“Outra questão agora é, além de condicionar aos 100%, ampliaram os gatilhos, fazendo com que as pessoas tenham que vender mais pra ganhar menos”, completou a dirigente da Apcef/AP.

Outra mudança que, segundo a representação dos empregados pode prejudicar os trabalhadores é que o pagamento está atrelado à remuneração base (RB). Além disso, deixa de ser trimestral e passa a ser semestral. O teto por semestre passa a ser de até quatro RBs. Antes era de até R$ 50mil por trimestre. “Para funções gerenciais o impacto tende a ser menor, mas os assistentes e TBNs (técnicos bancários), ainda que vendam a mesma quantidade, receberão menos”, explicou Joana.

“Da forma como estabelecido pela Caixa, quando há um esforço do empregado e ele atinge sua meta individual, mas existe problema na unidade, ele não recebe a premiação. Ao invés de a premiação ser um estímulo, funciona ao contrário”, disse Fernanda dos Anjos, representante da Apcef do Estado de São Paulo e da Associação dos Gerentes da Caixa de São Paulo.

Segundo a representação dos trabalhadores, ao contrário do que foi afirmado pela Caixa, os empregados reclamam que a nova forma de premiação da Caixa dificulta o atingimento da meta estabelecida e, se for atingida, os valores pagos serão menores do que os que eram pagos no formato anterior. A Caixa nega.

“Vocês podem apresentar um espelho que mostre a média de premiação (em valor e em número de empregados que receberam) obtida nos últimos dois anos e um comparativo para os mesmos anos aplicando as novas regras estabelecidas pela Caixa?”, questionou Fernanda.

A representação dos trabalhadores pede para que, se o espelho mostrar que houve redução do valor e do número de beneficiados, o banco reveja as normas estabelecidas, pois empregados que realizam vendas podem ficar sem receber a premiação. “As subsidiárias pagam a premiação pelas vendas, mas empregados que realizam a venda podem não receber a premiação devido a esta regra estabelecida pelo banco”, observou Rafael de Castro.

Outra revisão pedida pela representação dos trabalhadores foi com relação ao absenteísmo. O banco disse que as ausências prejudicam apenas do nível das Superintendências Regionais para cima. Os empregados observaram que se as superintendências são prejudicadas elas fazem pressão nos níveis inferiores. Ou seja, mesmo que não oficializado, há prejuízo também os níveis mais baixos.

VPN

Os empregados questionaram o banco sobre a volta do funcionamento da Rede Virtual Privada (VPN) que está desativada e impede o trabalho remoto (home office). A volta do funcionamento da VPN está prevista para acontecer nesta sexta-feira (1º/8). O banco deve enviar uma circular interna sobre o assunto ainda nesta quinta-feira (31/7).

A falta do VPN causa diversos problemas aos empregados, uma vez que o banco não tem estrutura adequada suficiente para que todos os empregados realizem suas atividades em alguma unidade.

“Empregados trabalham amontoados nas unidades e, em Salvador, tem departamentos inteiros tendo que trabalhar em um hotel, com seus laptops no colo. Sem qualquer cuidado de ergonomia. Não há condição de trabalho”, disse o representante da Federação dos Empregados em Estabelecimentos Bancários (Feeb) da Bahia e Sergipe, Erico Gomes.

Outros assuntos

A representação dos empregados também apresentou outros questionamentos para que a Caixa traga respostas na próxima reunião. Entre elas a disponibilização, ou não, de celulares para o uso do App de visitas PJ; a falta de estrutura para o retorno ao trabalho presencial dos empregados que realizam as atividades em formato remoto; e questões relacionadas à reestruturação de agências (digitais, novos formatos de agências.

A representação dos empregados também cobrou o debate sobre carreiras e sobre novas ferramentas de mensuração, que privilegiem a cooperação entre colegas e unidades e não o canibalismo ou autofagia, que só incentivam disputas entre unidades da própria Caixa.

Próximas reuniões

A próxima reunião do GT Caixa do Futuro deve acontecer no dia 3 de setembro, de forma remota, por videoconferência.

Antes disso, nos dias 14 e 15 de agosto, no Rio de Janeiro, acontecerão as reuniões de negociações sobre o Saúde Caixa e das demais questões pendentes, respectivamente.

Fonte: Contraf-CUT

Nesta última quarta-feira, dia 30 de julho, a Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro dos Estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo (Fetraf RJ/ES), que representa os Sindicatos dos Bancários de Angra dos Reis e Região, Baixada Fluminense, Espírito Santo, Itaperuna e Região, Macaé e Região, Nova Friburgo e Região e Três Rios e Região, realizou o Encontro Interestadual dos Bancários e Bancárias de Banco Privado.

O evento ocorreu virtualmente, através da plataforma Google Meet, e todos os bancários e bancárias dos bancos Bradesco, Itaú e Santander, que pertencem à base da Fetraf RJ/ES, estavam aptos a participar.

No total, foram 102 os participantes, sendo 69 homens e 33 mulheres.

Para Max Bezerra, Diretor de Bancos Privados da Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro dos Estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo (Fetraf RJ/ES),"o encontro foi excelente e serviu para esclarecer como as inteligências artificiais atuam. Além de suas transformações no sistema financeiro e efeitos no trabalho da categoria", avaliou.

Encontro Interestadual dos Bancários e Bancárias de Bancos Privado da Fetraf RJ/ES também contou com a palestrante Cátia Uehara, economista e técnica do DIEESE/SP, que falou e debateu sobre o “avanço tecnológico, inteligência artificial e impactos no emprego bancário”.

"A reunião serviu para alinharmos, com nossos dirigentes, suas participações nos encontros dos bancos privados, que acontecerão no dia 21 de agosto, em São Paulo. A participação foi excelente, demonstrando o profissionalismo e a dedicação de nossos diretores e, também, dos bancários de base. Agora, vamos juntos representar nossa Fetraf RJ/ES no Encontro Nacional. Parabéns a todas e todos", declarou Nilton Esperança, Presidente da Federação.

No próximo sábado, 2 de agosto, a Fetraf RJ/ES realizará sua 27ª Conferência Interestadual dos Trabalhadores e Trabalhadoras as do Ramo Financeiro dos Estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo, na cidade de Itaperuna (RJ).

Fonte: Fetraf RJ/ES

 

 

 

 

 

O Banco Santander lucrou R$ 7,520 bilhões no Brasil no primeiro semestre de 2025, um crescimento de 18,4% em relação ao mesmo período de 2024. Apesar do desempenho positivo, o banco eliminou 1.173 postos de trabalho nos últimos 12 meses — sendo 1.385 somente no 2º trimestre deste ano — e fechou 561 pontos de atendimento, o que escancara a contradição entre os ganhos crescentes e o desmonte da estrutura física e humana.

No trimestre, o lucro líquido gerencial caiu 5,2%, passando de R$ 3,861 bilhões nos primeiros três meses do ano para R$ 3,659 bilhões no segundo trimestre. O retorno sobre o patrimônio (ROE) anualizado ficou em 16,4%, com acréscimo de 0,9 ponto percentual em 12 meses.

“A política de redução de custos agressiva implementada pelo Santander no Brasil não é observada nos demais países da América, tampouco na casa matriz na Espanha. É importante destacar que grande parte das demissões realizadas no país afetaram as mulheres, que já representaram 59% do quadro de empregados e hoje, segundo o Relatório de Transparência do Governo Federal, somam apenas 43% da força de trabalho. É lamentável essa discriminação, é lamentável uma política de corte que não tem trazido nenhum benefício aos empregados, aos clientes, nem à sociedade brasileira. O papel do Banco Santander, que atua no Brasil há mais de 30 anos por meio de uma concessão pública, deveria ser o de promover o atendimento à população e contribuir com o desenvolvimento econômico e social. Nós, das entidades sindicais, seguiremos mobilizadas em defesa do emprego bancário, lutando por melhorias nas condições de trabalho e por um atendimento de qualidade a todos os clientes”, afirma Wanessa Queiroz, coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander.

O crescimento no semestre foi impulsionado pela expansão da margem financeira, que subiu 4,4% em 12 meses, puxada pela alta de 11,3% na margem com clientes. Já na comparação trimestral, houve queda de 3,3% na margem financeira, reflexo da elevação das taxas de juros, parcialmente compensada pelos ganhos com clientes.

Globalmente, o banco teve lucro de € 6,833 bilhões no período, alta de 13% em doze meses. A operação brasileira foi a segunda mais lucrativa do grupo, com € 996 milhões, atrás apenas da matriz na Espanha (€ 2,258 bilhões), representando 14,6% do lucro global.

Crédito e inadimplência

A Carteira de Crédito Ampliada cresceu 1,5% em 12 meses, chegando a cerca de R$ 675,5 bilhões. Em relação ao trimestre anterior, porém, houve retração de 1,0%. A carteira pessoa física ficou praticamente estável, com destaque para o crescimento no cartão de crédito (+13,1%) e queda no crédito consignado (-10,2%). Já a carteira pessoa jurídica teve queda de 5,0% no ano, com retração de 13,0% no crédito para grandes empresas e alta de 11,2% para pequenas e médias empresas.

A inadimplência acima de 90 dias ficou em 3,1% em junho de 2025, praticamente estável em relação a junho de 2024. As despesas com provisões para devedores duvidosos (PDD) aumentaram apenas 0,7%, somando R$ 13,3 bilhões.

Receitas e despesas

As receitas com prestação de serviços e tarifas bancárias somaram R$ 10,949 bilhões no semestre, permanecendo estáveis. Já as despesas de pessoal, incluindo PLR, aumentaram 4,0%, alcançando cerca de R$ 6,3 bilhões. Com isso, o índice de cobertura dessas despesas pelas receitas secundárias ficou em 174,4% no fim do semestre.

Redução no quadro e fechamento de agências

Ao final de junho de 2025, o Santander contava com 53.918 empregados, frente aos 55.091 de junho de 2024. Em doze meses, foram 1.173 demissões líquidas. No mesmo período, a base de clientes aumentou em 4,5 milhões, atingindo 71,7 milhões de pessoas.

No que se refere à estrutura física, o banco fechou 561 unidades de atendimento em um ano, das quais 159 no último trimestre.

Fonte: Contraf-CUT

A Comissão de Empresa das Funcionárias e dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) se reuniu, no final da tarde desta quarta-feira (30), com a direção do banco para discutir a integração dos trabalhadores egressos dos bancos incorporados — Banco Nossa Caixa (BNC), Banco do Estado de Santa Catarina (Besc) e Banco do Estado do Piauí (BEP) — aos planos de previdência da Previ e ao plano de saúde da Cassi, ambos utilizados pelos funcionários do BB.

A apresentação de uma proposta até o dia 31 de julho foi um compromisso assumido pelo banco em reunião realizada no dia 5 de fevereiro, quando foi anunciada a criação de um Grupo de Trabalho (GT) voltado exclusivamente à busca de soluções para os impasses enfrentados por esses trabalhadores. A medida atendeu a uma reivindicação histórica do movimento sindical.

Migração para a Previ

Durante o encontro, o BB apresentou a possibilidade de migração dos planos de previdência Previ BEP, Economus e Fusesc para a Previ, mantendo os direitos e características atuais. A proposta prevê a migração de todos os planos para a Previ, com a possibilidade de que em seguida, os funcionários da ativa possam optar pela migração para o Previ Futuro.

A Comissão de Empresa avaliou que a proposta representa um avanço, por permitir ganhos aos trabalhadores, redução de custos para o banco, como copatrocinador, e para as associações, além de contribuir para a otimização da gestão dos recursos previdenciários.

A coordenadora da CEBB, Fernanda Lopes, destacou a importância do momento e fez um alerta sobre a necessidade de atenção às mudanças. “É fundamental que os colegas que optem pela migração compreendam bem as regras e as diferenças que entrarão em vigor para que tomem decisões conscientes e seguras.”

Uma das reivindicações centrais do movimento sindical era a inclusão dos funcionários oriundos de bancos incorporados na parcela 2B da tabela PIP. Até o momento, a única alternativa prevista é que aqueles que migrarem para o Previ Futuro possam pontuar na nova tabela, tornando-se aptos a contribuir para a 2B — a parcela em que o banco contribui na mesma proporção do participante.

No entanto, a efetivação da migração para a Previ dependerá ainda de ajustes técnicos e atuariais, que serão conduzidos com acompanhamento da Comissão de Empresa.

Pós-laboral: luta segue na mesa de custeio da Cassi

No campo da saúde, o banco informou que permitirá a adesão dos funcionários da ativa, oriundos dos bancos incorporados, ao plano da Cassi, após a apresentação da proposta da mesa de custeio da Cassi — espaço onde estão sendo discutidas, entre outras questões, as regras do pós-laboral para novos ingressantes na caixa de assistência.

O estatuto vigente estabelece que os novos participantes do plano de associados só poderão permanecer na Cassi após a aposentadoria como autopatrocinados, ou seja, sem a contribuição do banco.

Antônio Netto, representante da Fetec-CUT/SP na CEBB, foi enfático ao defender a responsabilidade do banco. “Nossa luta continuará para que todos os funcionários oriundos de bancos incorporados tenham a possibilidade do pós-laboral com a permanência da contribuição do patrocinador. Além disso, essa também é a luta dos funcionários que ingressaram no banco após 2018.”

Ele reforçou que a inclusão do banco no custeio do pós-laboral é uma demanda legítima, justa e alinhada aos princípios constitucionais da igualdade e da isonomia. “É essencial que o Banco do Brasil trate de forma equitativa todos os seus funcionários, sem discriminação baseada na origem bancária.”

A coordenadora Fernanda Lopes também criticou a exclusão. “Uma proposta que exclui o direito ao pós-laboral não resolve o problema — ao contrário, perpetua a desigualdade e o sentimento de injustiça entre trabalhadores que ajudaram e ajudam diariamente na construção do banco. Seguiremos firmes na luta para que esses colegas tenham o direito de permanecer no plano de saúde da Cassi após a aposentadoria, com a devida participação do banco no custeio, assim como os demais funcionários do BB.”

Luta por isonomia plena continua

A CEBB reafirma que a luta por isonomia plena permanece como uma bandeira central para o conjunto das trabalhadoras e trabalhadores do Banco do Brasil. “Chamamos todos e todas — sejam oriundos do BB, da Nossa Caixa, do Besc ou do BEP — a se manterem mobilizados e unidos nessa luta. O diálogo e a solidariedade são fundamentais para construirmos um futuro mais justo e equilibrado para toda a categoria”, concluiu Fernanda.

Os representantes dos trabalhadores exigiram e garantiram a instalação de uma mesa de acompanhamento mensal, com participação da Previ e da Cassi, para monitorar a implementação das mudanças e garantir transparência e participação durante todo o processo. O banco concordou com a proposta.

Fonte: Contraf-CUT

Mais de 650 bancárias e bancários de todo o Brasil, que trabalham nos diversos bancos que atuam no país, vão realizar, de 22 a 24 de agosto, em São Paulo, sua 27ª Conferência Nacional, tendo como principal objetivo a definição das prioridades e o plano de lutas da categoria até o ano que vem. O evento é promovido pelo Comando Nacional dos Bancários.

Consulta Nacional

“Realizamos a Consulta Nacional à categoria, que contou com mais de 30 mil respondentes, e 11 conferências nas diferentes regiões do país. Na Conferência Nacional, vamos debater sobre os pontos que foram trazidos de nossas bases sindicais e sobre diversas questões do dia a dia de trabalho da categoria e da sociedade brasileira para definirmos as ações em defesa da categoria e da classe trabalhadora como um todo”, informou a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e vice-presidenta da CUT, Juvandia Moreira, que é uma das coordenadoras do Comando Nacional do Bancários.

“É um processo bastante democrático, do qual toda a categoria pode participar, apontando suas prioridades em questões, relacionadas à defesa do emprego bancário, à implementação de novas tecnologias nos bancos, ao adoecimento relacionado ao trabalho, ao preconceito e equidade, à melhoria dos salários e rendas complementares, enfim mais específicas da categoria”, explicou Juvandia. “Mas também outras que envolvem a classe trabalhadora em geral e a sociedade como um todo, ligadas ao orçamento familiar; isenção de imposto de renda e outras questões tributárias; jornada de trabalho; crédito pessoal; e igualdade de gênero”, completou.

Os resultados da Consulta Nacional serão divulgados durante a 27ª Conferência Nacional.

Diversidade

As delegações devem respeitar a cota de gênero mínima de 30%. Outra recomendação é para que haja, pelo menos, 10% de delegados, ou delegadas, com até 35 anos de idade.

Para garantir a participação de delegadas mães e delegados pais de crianças com até seis anos de idade, será disponibilizada uma “creche”, com espaço de recreação e cuidadores no local. Basta que, no momento da inscrição, seja informada a necessidade, para que a estrutura adequada para este serviço esteja preparada para recepcionar todas as crianças inscritas.

Conferências regionais

Das 11 conferências regionais, seis já foram realizadas com bancários do Rio de Janeiro (Federa-RJ), Santa Catarina (Fetrafi-SC), São Paulo e Mato Grosso do Sul (Feeb-SP/MS); Minas Gerais (Fetrafi-MG), Rio Grande do Sul (Fetrafi-RS) e da Bahia e Sergipe (Feeb-BA/SE).

Os bancários do Nordeste (Fetrafi-NE) se reúnem de 1º a 3 de agosto, em Teresina (PI); do Rio de Janeiro e Espírito Santo (Fetraf-RJ/ES) em Itaperuna (RJ), no dia 2 de agosto; do Paraná (Fetec-PR) e do Centro-Norte (Fetec-CN), no dia 9 de agosto, ambas em formato remoto, por meio de plataforma de conferência eletrônica pela internet; e de São Paulo (Fetec-SP), na capital do estado, no dia 16 de agosto.

Neste ano, nas conferências regionais foram debatidos oito temas: Conjuntura nacional e internacional; os impactos de novas tecnologias e da IA no trabalho bancário; a regulação do sistema financeiro nacional; redução da jornada de trabalho sem redução salarial; terceirização e pejotização no setor bancário; formação; comunicação popular; e mobilização e organização dos trabalhadores.

“Os debates realizados nas conferências regionais, e também nos encontros de trabalhadores de cada um dos principais bancos, são importantes para direcionar as prioridades que serão definidas na Conferência Nacional. Sem elas, não seria possível realizarmos a conferência nacional em apenas dois dias, devido à diversidade de demandas e propostas de ação trazidas pelos trabalhadores do ramo”, observou a presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Neiva Ribeiro, que divide a coordenação do Comando Nacional dos Bancários com a presidenta da Contraf-CUT.

Além das conferências regionais da categoria, são realizados encontros estaduais/regionais de trabalhadores de cada um dos bancos e os principais bancos do país também realizam encontros/congressos nacionais.

Fonte: Contraf-CUT

Nesta segunda-feira (28), foi realizada a 5ª Reunião Ordinária do Comitê Gestor do Plano Juventude Negra Viva (PJNV), na sede do BNDES, no Rio de Janeiro. O encontro foi convocado pelo Ministério da Igualdade Racial e pela Secretaria-Geral da Presidência da República, por meio da Secretaria da Juventude, e contou com a participação de representantes de diversas entidades e ministérios.

Dois pontos centrais marcaram os debates: a proposta de realização de um seminário nacional de comunicação e a inclusão de 50 municípios mapeados na adesão ao PJNV. A ideia é dinamizar as ações do plano por meio de mesas temáticas, debates e atividades culturais, além de ampliar o alcance das políticas públicas em regiões mais afetadas pela violência letal contra a juventude negra.

“O seminário vai nos ajudar a comunicar melhor o plano e suas ações. E a adesão dos 50 municípios mapeados é fundamental para interiorizar a política pública e atacar o problema onde ele é mais grave”, explicou o secretário de Combate ao Racismo da Contraf-CUT, Almir Aguiar, que é membro do Comitê Gestor do PJNV e também representou a CUT Nacional na reunião.

O PJNV é um instrumento da política de igualdade racial voltado à juventude negra, com o objetivo de reduzir a violência letal e outras vulnerabilidades sociais que afetam essa parcela da população, combatendo o racismo estrutural. A importância do plano fica evidente diante dos dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado na última semana: em 2024, foram registradas 44.127 mortes violentas intencionais, sendo 79% das vítimas homens negros e 48,5% com menos de 29 anos.

“Reduzir a letalidade da juventude negra é o grande objetivo do PJNV. Basta observar os dados alarmantes do Anuário da Segurança Pública para entender a importância deste plano. A iniciativa do governo Lula é um passo fundamental para conter a violência policial e o genocídio da juventude negra”, afirmou Almir Aguiar.

O plano foi construído a partir do diálogo com mais de seis mil jovens de todo o país e envolve a articulação de 18 ministérios. Ele está estruturado em 11 eixos transversais que abrangem áreas como justiça, segurança pública, educação, saúde, cultura e meio ambiente.

A programação do comitê continua nesta terça-feira, no auditório da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), com a presença da ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, da deputada federal Benedita da Silva, mesas de debate e a eleição da delegação de jovens negros que participará da 5ª Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial (V Conapir).

Fonte: Contraf-CUT

A categoria bancária comemora a sanção do Projeto de Lei nº 1.246/2021, na última quarta-feira (23), pelo presidente Lula. A medida, de autoria da deputada federal Tábata Amaral, obriga reserva mínima de 30% de vagas para mulheres em conselhos de administração das empresas estatais, sejam 100% públicas, de economias mistas ou abertas, além de subsidiárias, controladas e outras companhias em que União, estados ou municípios detenham direta ou indiretamente a maior parte do capital com direito a voto. A nova lei também prevê reserva de vagas para mulheres negras e com deficiência.

A secretária da Mulher da Contraf-CUT e coordenadora da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), Fernanda Lopes, comemora o avanço institucional. "O reconhecimento de que uma política pública é um instrumento necessário para mudar a trajetória de desigualdade, que impôs às mulheres salários mais reduzidos e menor representatividade em cargos de liderança, reflete uma série de lutas dos movimentos sociais, incluindo o movimento sindical bancário", explica a dirigente. "Além disso, é uma medida que serve de referência para que empresas privadas também apliquem a cota", completa.

A nova lei também prevê que, dentro dos 30% de postos reservados às mulheres, 30% serão destinados exclusivamente às mulheres autodeclaradas negras ou com deficiência. Para que a medida tenha efeito, em nota, o Planalto explicou que o texto da lei "atribui a fiscalização do cumprimento mínimo aos órgãos de controle externo e interno das empresas públicas e sociedades de economia mista". A medida determina também que os conselhos de administração que infringirem o cumprimento das cotas serão impedidos de deliberar sobre quaisquer outras matérias.

Segundo dados apresentados pela ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, durante a solenidade para a sanção da nova lei, as estatais federais contam, atualmente, com 25% de mulheres à frente dos conselhos. Mas essa é a média, porque há conselhos com mais de 50% e outros com menos de 30% de representatividade.

"Então, essa lei é mais um passo para uma transformação muito maior que precisamos ter. A representatividade de mulheres no Congresso Brasileiro, por exemplo, hoje é inferior a 15%. Se considerarmos as 100 maiores companhias brasileiras listadas na Bolsa de Valores do Brasil, o percentual médio de mulheres em conselhos de administração é ainda menor: 10%", completou Fernanda Lopes.

Bancos públicos que já se destacam no cumprimento da lei

Atualmente, o Conselho de Administração do Banco do Brasil conta com a participação de mulheres em 50% das cadeiras. Mas a gestão da empresa pública, de capital misto, trabalha para ampliar a diversidade e garantia de paridade de gênero em todos os setores. Em julho de 2023, durante uma reunião com a CEBB, o BB anunciou a criação do Grupo Matricial da Diversidade, responsável pela implementação das ações para promoção da diversidade e igualdade de oportunidades. Entre as ações desse coletivo estão:

- Escuta ativa dos grupos BB Black Power, PCDs, BB Azul, Autistas no BB, Neuro divergentes, LGBTQIA+, Liderança Feminina, Mulher na TI;
- Estudo do diagnóstico da diversidade no BB e melhores práticas; e
- Auxílio na implementação de programas de ações afirmativas.

A Caixa é outro exemplo positivo entre as empresas públicas, também graças à atuação do movimento sindical que, em 2024, conquistou na Campanha Nacional a inclusão de um dispositivo no Estatuto Social do banco que obriga o banco a ter, no mínimo, 30% de mulheres em todos os cargos de função.

Fonte: Contraf-CUT

O Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) se reuniram nesta segunda-feira (28), na capital paulista, para a “Negociação Nacional Bancária sobre Novas Tecnologias, como a IA, e a Atividade Bancária”.

Com base em dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT), a coordenadora do Comando Nacional e também presidenta da Contraf-CUT, Juvandia Moreira, destacou que 1 a cada 4 empregos serão impactados, em algum grau, pela Inteligência Artificial (IA) Generativa, sendo que a maioria dos postos de trabalho expostos à IA serão transformados, exigindo ações para a qualificação e requalificação de trabalhadores.

A pesquisa apontou ainda que as mulheres têm duas vezes mais chances de serem expostas à IA generativa e em postos de trabalho que tendem a desaparecer pelos avanços tecnológicos.

“Dados do próprio setor mostram que o uso de IA é intenso, por parte dos bancos, e está reduzindo os custos dessas empresas. Na Consulta Nacional dos Bancários 2025, que acabamos de realizar, maioria significativa dos trabalhadores apontaram que esses ganhos de produtividade, obtidos com os avanços tecnológicos, devem ser traduzidos em aumento salarial. Além desse pedido, nós, do Comando Nacional, cobramos que esses ganhos obtidos com a tecnologia também se traduzam com a redução da jornada para quatro dias de trabalho semanais, sem redução salarial”, ressaltou Juvandia Moreira.

A dirigente completou que a categoria também quer verificar em que medida a IA está sendo utilizada para controle dos trabalhadores, e como essas novas tecnologias podem estar vinculadas às questões de direitos por igualdade de oportunidades dentro das empresas, desumanizando os processos de contratação, ascensão e até demissão dos empregados

Em seguida, o presidente da Fetrafi-NE, Carlos Eduardo, apresentou à Fenaban, a proposta dos trabalhadores de instalação de uma mesa permanente para negociações sobre IA, a partir da qual, seriam debatidos os seguintes pontos:

1 – Informar e consultar os sindicatos sobre o desenvolvimento e a implementação de sistemas de IA que possam ter um impacto significativo nos funcionários dentro do sistema financeiro. Incluindo ainda estabelecimento de mesa de negociação por banco envolvendo as COEs.
2 - Pontos que devem ser negociados de forma imediata: fechamento de agências, cargos eliminados, por exemplo, de caixas, tesoureiro, gerente administrativo.
3 - Reconhecimento dos bancos que a IA tem o potencial de impactar os funcionários de várias maneiras, incluindo: mudanças nas funções e responsabilidades do trabalho; a necessidade de novas habilidades e treinamento; o potencial para deslocamento de empregos e mudanças nas condições de trabalho.
4 - Garantir em ACT que esses novos profissionais não sejam PJ ou terceirizados, ou seja, que o trabalho não seja precarizado.
5 - Negociação de um programa de requalificação e realocação, em se fazendo necessário, para que os bancários possam migrar para outras áreas. Estabelecer um apoio financeiro (indenização adicional) aos trabalhadores demitidos.
6 - Garantir que os sistemas de IA sejam desenvolvidos e usados de forma ética e responsável, em conformidade com as leis e regulamentos relevantes. Problemas nos “scores” que são definidos pela IA que discriminam socialmente os clientes e impactam no trabalho bancário.
7 - Proteger e privacidade e a segurança dos dados de funcionários e clientes.
8 - Garantir que os funcionários tenham o direito de contestar decisões tomadas por sistemas de IA.
9 - Os bancos e sindicatos concordam em estabelecer o “Observatório de Transformação Digital dos Bancários” num trabalho conjunto para monitorar a implementação deste acordo e para desenvolver orientação adicional sobre o uso da IA no trabalho bancário.
10 – Redução da jornada de trabalho para 4x3, sem redução salarial, para que os ganhos de produtividade dos bancos advindos da tecnologia sejam divididos com os trabalhadores.

“A tecnologia não tem que trazer apenas benefício para os bancos, mas também, e principalmente, para os trabalhadores e para a sociedade. Por isso, nós queremos participar ativamente do debate, sobre essas transformações, que estão relacionadas à criação de novas formas de trabalho que os bancários necessitam aprender”, reforçou o presidente do Sindicato dos Bancários de Belo Horizonte e Região, Ramon Peres. “As IAs não precisam apenas estar ligadas aos lucros e aumento de produtividade no setor. Podem e devem nos trazer mais segurança e mais ferramentas que estejam ligadas à ética e à responsabilidade social das organizações”, completou.

A também coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, Neiva Ribeiro, defendeu que “as revoluções tecnológicas devem ser usadas para o bem da sociedade em geral, e não para acabar com empregos e com o atendimento presencial à população”. Para isso, recorreu a um levantamento do Dieese, realizado a partir de pesquisa de tecnologia da própria Febraban: "Em 2024, só 2% das atividades bancários foram feitas nas agências, mas esses 2% representam R$ 3,6 bilhões do total de transações (de R$ 208,2 bilhões no ano), volume semelhante ao de anos anteriores. Ou seja, as agências continuam rendendo para os bancos, o que reforça a necessidade de se manter as unidades físicas e os postos de trabalho”, observou.

Resposta da Fenaban

Os porta-vozes da Fenaban concordaram em incluir os trabalhadores no debate sobre mudanças tecnológicas no setor e aceitaram a proposta de mesa permanente para discussões sobre IA. Além disso, solicitaram ao Comando uma proposta de calendário para os próximos encontros sobre o tema.

Programa Mais Mulheres na TI

Por fim, a Fenaban trouxe os dados do Programa Mais Mulheres na TI, conquistado pela categoria bancária na última renovação da CCT, onde ficou estabelecida 3.000 bolsas de estudos pela escola PrograMaria e 100 bolsas de estudos pela escola Laboratória, de cursos voltados à tecnologia da informação.

Os resultados do PrograMaria foram:

1ª Turma - Análise de dados/Meus primeiros passos em python, teve 9.729 inscrições para 1000 bolsas. Desse total, formaram-se 475 estudantes, sendo:
- 67% de pessoas pretas e pardas;
- 33% de pessoas da comunidade LGBTQIA+;
- 9,4% de pessoas trans;
- 29% mães e responsáveis;
- 40% de pessoas de zonas periféricas;
- 14,5% de pessoas com deficiência.

Em termos geográficos:
- 25% do Nordeste;
- 5% do Norte;
- 5% do Centro Oeste;
- 7,5% do Sul;
- 57,5% do Sudeste.

2ª Turma - Front-end/Minha primeira página web, que teve 4.600 inscritas para 1.000 bolsas.

Desta turma, com formatura prevista para esta semana:
- 56,56% são pessoas negras;
- 25,67% LGBTQIA+;
- 3,09% pessoas trans;
- 36,32% são mães ou responsáveis;
- 25,55% são pessoas de fora das regiões Sul e Sudeste.

3ª Turma - 500 bolsas (curso Front-end/Minha primeira página web):
- Início das inscrições previsto para 18 de outubro.

4ª Turma - 500 bolsas (curso Análise de dados/Meus primeiros passos em python):
- Início das inscrições previsto para 3 de dezembro.

Os resultados do Laboratória:

Curso mais intensivo, com duração de 20 semanas (5 meses):
- Turma 1: ativa e com término previsto para 1º de agosto, hoje com 40 alunas ativas.
- Turma 2: ativa e com término previsto para 17 de outubro, hoje com 50 alunas ativas.

Fonte: Contraf-CUT