Agosto 29, 2025
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Ao longo de toda esta sexta-feira (22), representantes sindicais das trabalhadoras e dos trabalhadores do Banco do Brasil participaram do 35º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil (35º CNFBB), na capital de São Paulo.

Pela Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro dos Estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo (Fetraf RJ/ES), participaram os diretores Danilo Funke, Flávio Pereira, Bethania Emerick, Glória Dias, Igor Chagas, Fernando Tonielo e Giovana Pinto.

Fui contemporâneo de Direito na mesma faculdade do foragido que está agora nos Estados Unidos [Eduardo Bolsonaro], que chegou a dizer que o Banco do Brasil pode falir a depender das forças dele. Só no BB somos 87 mil trabalhadoras e trabalhadores, além de tantos outros nos demais bancos públicos. Precisamos ser agentes politizadores, disputar a consciência dos colegas e fortalecer a luta de classe. É fundamental que este congresso resulte em propostas efetivas para cobrar dos bancos públicos a valorização e a garantia de saúde dos trabalhadores. Que daqui saiam soluções concretas para manter empregos e fazer política para que o Brasil siga no caminho certo”, comentou Danilo Funke.

Para Bethania Emerick, “o 35° CNFBB foi um espaço onde pudemos relembrar a relevância de instituições como a CASSI e a Previ, e onde pudemos debater a defesa da Governança da Previ e as negociações do custeio da CASSI. Além disso, foi unânime e reafirmado em muitas falas a importância do Banco do Brasil como patrimônio público, forte, a serviço da sociedade , fortalecendo o Brasil, sempre.”

E completou. “A leitura e o referendo do manifesto Tolerância zero para casos de violência e assédio (veja a íntegra abaixo), assinado pela Contraf-CUT, pelo Comando Nacional dos Bancários, federações e sindicatos dos bancários, foram de extrema importância nesse dia considerando o momento de retrocesso em nossa sociedade com relação à violência contra mulheres e crianças.”

Sobre os eixos de luta, Fernanda Lopes, coordenadora da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB (CEBB), ressaltou que foram construídos com base nas contribuições que chegaram das federações. “Foi um dia muito importante, no qual abordamos temas fundamentais, como a questão da Soberania Nacional, na aula realizada pelo convidado Jessé Souza (sociólogo e professor). Também tivemos, da economista do Dieese Rosângela Vieira, uma avaliação sobre a importância do BB para o desenvolvimento do país. Na parte da tarde, nos debruçamos sobre as questões pertinentes à Previ e à Cassi. E concluímos o evento com a aprovação de pontos de lutas, relacionados à defesa do Banco do Brasil como banco público, voltado ao desenvolvimento do país, e à sustentabilidade e perenidade da Cassi e da Previ, resumiu.

A seguir, os eixos aprovados:

1 – Defesa da função pública do Banco do Brasil, essencialmente quanto ao desenvolvimento econômico e social, da agroecologia e da agricultura familiar;
2 – Expansão do PRONAF, volta do DRS (Desenvolvimento Regional Sustentável) e maior apoio à agricultura familiar;
3 – Abertura de agências em municípios desbancarizados;
4 – Novo concurso (cumprindo efetivamente a cota de PCDs);
5 – Fim das terceirizações;
6 – Distribuição de dividendos em proporção que garanta investimentos no setor produtivo, assegurando o desenvolvimento econômico e social do Brasil;
7 – Revisão dos processos de financiamento ao agro, aprofundando o cuidado para garantir a produção sustentável tanto com viés ambiental, como o retorno para a garantia de alimentos para o Brasil;
8 – Ampliação do atendimento à população nas agências com maior movimento em regiões carentes e/ou periféricas;
9 – Ampliação de postos de trabalho, garantindo o atendimento de caixa e preenchimento de claros;
10 – Que o banco se responsabilize para que efetivamente não aconteça desvios éticos para cumprimento de metas;
11 – Fim do assédio moral e metas abusivas;
12 – Previdência: defesa da governança da PREVI e do modelo de gestão paritária pelos funcionários do banco; o papel dos órgãos controladores/reguladores. Planos e aspectos dos perfis de investimentos;
13 – Os funcionários do Banco do Brasil devem seguir na defesa intransigente da Previ, cujo modelo de governança prevê a gestão compartilhada entre a empresa patrocinadora, por sua indicação com a representação dos funcionários, por meio democrático de eleição participativa, o que garante a permanência da robustez da sua governança impedindo interferência externas, seja do mercado ou de governos, com respeito inequívoco aos órgãos controladores e reguladores competentes;
14 – A Previ deve ser para todos, com tratamento isonômico aos egressos de bancos incorporados, com direito à adesão ao plano PREVI Futuro e seus benefícios;
15 – Saúde: modelo de custeio e sustentabilidade do plano de associados da Cassi; Adoecimento e saúde mental;
16 – Os funcionários do Banco do Brasil devem seguir na defesa intransigente da Cassi, objetivando o fortalecimento da caixa de assistência, em modelo de autogestão e patrocínio do empregador;
17 – A forma de custeio não pode se basear tão somente na folha de pagamento, sendo necessária a busca de outras fontes de receitas oriundas do patrocinador. Com as premissas de aumento da contribuição patronal para 70% (setenta por cento), sem aumento na contribuição do associado;
18 – A Cassi é para todos e deve ser garantida a isonomia de tratamento para os egressos dos bancos incorporados e funcionários que ingressaram no Banco após a reforma estatutária de 2018;
19 – É de fundamental importância que o banco informe precisamente os dados do EPS (exame periódico de saúde) e do adoecimento profissional;
20 – Necessário incluir a cirurgia de afirmação de gênero/redesignação sexual no rol de procedimentos da Cassi, custeadas pelo banco, com apoio das instituições no acolhimento de pessoas trans;
21 – Fortalecer e ampliar as CliniCassi e a rede credenciada;
22 – O banco deve, ainda, cumprir de imediato as diretrizes da NR1;
23 – Campanhas: Em Defesa do Banco do Brasil; Menos Metas Mais Saúde; Contra o Assédio Moral; Dias de Luta em todas as datas de negociação sobre a Cassi.

Também foram aprovadas moções sobre a defesa do BB e de sua função pública, sustentável e inclusiva; repúdio aos ataques de Trump contra a soberania nacional; transparência na destinação de verbas parlamentares; contra o genocídio praticado por Israel contra os palestinos; em defesa do deputado Renato Freitas; e contra as ameaças de grupos de extrema-direita a Jones Manoel.

*com informações da Contraf-CUT

A Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Bradesco se reuniu, na tarde desta quarta-feira (20), de forma online, com a direção do banco para tratar de dois acordos inéditos que estão em negociação. Ambos são fruto de reivindicações históricas do movimento sindical e representam avanços importantes no diálogo entre as partes.

O Bradesco trouxe para a reunião equipes das áreas de Comissão de Conciliação Voluntária (CCV) e de Remuneração, com o objetivo de esclarecer dúvidas dos representantes sindicais e aprofundar o debate sobre os temas.

Comissão de Conciliação Voluntária (CCV)

A CCV é um espaço extrajudicial onde trabalhadores e o banco podem buscar soluções para questões trabalhistas com a intermediação do sindicato, sem a necessidade de recorrer à Justiça, voluntariamente. Desde janeiro de 2025, um projeto piloto realizado com o Sindicato dos Bancários de São Paulo testou o fluxo de trabalho e apresentou bons resultados, após ajustes definidos em conjunto.

A proposta em discussão é firmar um acordo “guarda-chuva” nacional com a Contraf-CUT. A partir dele, as entidades sindicais poderão aderir quando se sentirem seguras para implementar o modelo.

Poderão participar da CCV os trabalhadores demitidos sem justa causa ou que pediram desligamento do banco e que não ingressaram com reclamação trabalhista (ação judicial). Por meio da CCV, os profissionais poderão reivindicar direitos que julgam que tenham sido descumpridos pelo empregador.

O procedimento prevê que os interessados procurem a assessoria jurídica do sindicato, que fará a análise dos pedidos e elaborará um termo de reivindicação. Após o protocolo, o banco analisará os pleitos e pode, ou não, apresentar uma proposta de acordo.

Preparamos abaixo um perguntas e respostas para você entender melhor o tema

O que é CCV?

A Comissão de Conciliação Voluntária (CCV) é um fórum extrajudicial que reúne trabalhador com algum questionamento trabalhista ou de natureza indenizatória trabalhista, e representantes do Sindicato e do banco.

Para que serve a CCV?

O objetivo da CCV é a resolução de pendências trabalhistas do contrato de trabalho, buscando entendimentos para eventual acordo.

Qual a vantagem da CCV?

O trabalhador que aciona a CCV não tem a necessidade de ingressar na Justiça – o que pode tornar muito mais rápido o processo de resolução da causa.

A CCV me impede de ingressar na Justiça do Trabalho?

O bancário que não aceitar a proposta de acordo via CCV poderá ingressar posteriormente na Justiça

Sou obrigado a ingressar na CCV?

Não é. Apenas se julgar que existem reclamações/pedidos trabalhistas a serem feitos

Uma vez recebida a proposta de valor na CCV, sou obrigado a aceita-la?

Não é obrigado. A comissão é voluntária para o bancário e para o banco também.

Depois de feito o acordo da CCV, em quantos dias o dinheiro será disponibilizado?

Em até dez dias úteis o dinheiro acordado na CCV será disponibilizado ao trabalhador.

Quais pendências trabalhistas podem ser revolvidas na CCV?

Todas de natureza trabalhista e indenizatória, incluindo horas extras, valores do vale-transporte, casos de assédio etc.

Programa de Participação nos Resultados (PPR)

Outro ponto em negociação é a criação de um acordo específico para o Programa de Participação nos Resultados (PPR), batizado de Supera. Até então, o Bradesco trabalhava apenas com a Participação nos Lucros e Resultados (PLR), de acordo com a Convenção Coletiva de Trabalho da categoria. Posteriormente, sem negociação com o movimento sindical, o banco criou o Prêmio por Desempenho Extraordinário (PDE), voltado exclusivamente para a área comercial. Desde então, os dirigentes sindicais reivindicam a ampliação do benefício para todos os funcionários e sem descontos sobre a PLR.

A coordenadora da COE Bradesco, Erica de Oliveira, lembra que a contratação da remuneração total dos bancários do Bradesco é reivindicação muito antiga do movimento sindical. “Está na nossa minuta de reivindicação específica faz bastante tempo. Aderir a esse acordo de PPR é o primeiro passo nessa direção. Temos muitos pontos a avançar e vamos batalhar pra concluir esse processo, de forma vitoriosa, o mais breve possível.”

A proposta do Supera é estruturada em três ciclos. O primeiro ciclo engloba aproximadamente 65% do quadro de funcionários, cerca de 48 mil pessoas, incluindo:

  • Rede de agências (Varejo, Prime e Empresas);
  • Bradesco Financiamentos (área comercial);
  • Segmento Principal (em expansão);
  • Bancários do Bradesco Expresso;
  • Assessores administrativos e comerciais das Gerências Regionais (com exceção dos gerentes regionais).

Serão contemplados os bancários que atingirem 95% dos objetivos estabelecidos, diferentemente do antigo PDE, que premiava apenas a partir de 101%.

No Supera, existe o Programa de Remuneração Bradesco (PRB), um valor mínimo de R$ 1.000, destinado à força de vendas que não bateu as metas ou aos trabalhadores que não são da chamada força de venda, pago no início do ano subsequente. Entretanto, esse valor está atrelado ao atingimento do ROAE de 15,5% em 2025.

O ROAE, ou Return on Average Equity (Retorno sobre o Patrimônio Médio), é um indicador financeiro que mede a rentabilidade de uma empresa, utilizando como base o patrimônio líquido médio durante um determinado período, geralmente um ano fiscal.

O pagamento e a aferição da performance do Supera serão semestrais, ampliando as possibilidades de recebimento mesmo em casos de desempenho abaixo do esperado em determinado período do ano. O início dos demais ciclos será comunicado posteriormente pelo banco.

A proposta será submetida às assembleias das entidades sindicais na próxima semana.

Fonte: Contraf-CUT

O Itaú enviou, na tarde desta terça-feira (19), as respostas às reivindicações feitas pelos representantes dos trabalhadores na reunião realizada, na última terça-feira (13), com o Grupo de Trabalho (GT) de Saúde do Itaú. Os temas discutidos incluíram clínicas médicas, fornecimento de atestados de saúde ocupacional, acesso a prontuários médicos e melhorias na folha de pagamento.

Uma das principais críticas dos bancários estava relacionada à qualidade do atendimento em algumas clínicas credenciadas. Em resposta, o banco informou que descredenciou quatro unidades por não atenderem às necessidades dos funcionários e que pretende criar salas ocupacionais em diversos estados.

Sobre os atestados de saúde ocupacional, que antes eram enviados apenas por e-mail, o Itaú anunciou que passará a fornecer os documentos originais, atendendo às exigências das perícias do INSS, caso contrário, permanece digital.

No caso do prontuário médico, a exigência de firma reconhecida foi retirada. Agora, bastará uma carta de próprio punho acompanhada de foto do crachá para que o trabalhador tenha acesso às informações.

Outra demanda tratada foi a dificuldade de compreensão das folhas de pagamento. O banco informou que, a partir de agosto, o imposto de renda passará a ser retido no momento do pagamento, evitando descontos acumulados em uma única vez. Além disso, a antecipação salarial será registrada em apenas uma rubrica, o que deve facilitar a leitura e entendimento.

Em relação ao exame de retorno e às faltas injustificadas, o Itaú esclareceu que, ao receber a informação de alta, envia um e-mail ao trabalhador para o agendamento. Os dias entre a alta do INSS e a realização do exame deverão ser abonados pelo gestor. Para evitar atrasos, o banco também enviará notificações 15, 10 e 5 dias antes da alta.

Para Luciana Duarte, coordenadora do GT Saúde, os avanços apresentados foram importantes. “O retorno do banco foi satisfatório em relação à maioria dos temas apresentados, uma vez que podemos levar algumas respostas à categoria. Nossa próxima discussão será sobre o canal de denúncias, pois também precisamos que os bancários tenham confiança em denunciar situações de sofrimento no trabalho, sem medo de retaliação, demissão e quebra de sigilo, e que esse processo seja ágil, já que esse é um dos problemas mais recorrentes que recebemos.”

A coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú, Valeska Pincovai, também destacou o papel do GT: “É fundamental que o GT Saúde discuta de forma contínua as questões de saúde e condições de trabalho no banco. Queremos também retomar o debate sobre as metas, como forma de prevenção e qualidade de vida no trabalho.”

Fonte: Contraf-CUT

Em reunião realizada nesta segunda-feira (18), a Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) recebeu da direção do banco a apresentação do Protocolo de Atendimento para casos de Violência Doméstica e Familiar, que será lançado oficialmente nesta terça-feira (19). O protocolo inclui a Cartilha de Prevenção à Violência Doméstica e estabelece um canal específico na Gepes Atendimento, pelo telefone 4003-5291, de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h, com equipe capacitada para orientar bancárias sobre medidas externas e internas de proteção.

O canal oferece acolhimento e suporte para romper o ciclo de violência, além de medidas previstas na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), como transferência de local de trabalho, alternância de horários e mudança do regime presencial para teletrabalho ou vice-versa. Também garante encaminhamento para acompanhamento psicológico e médico da Cassi, além de auxílio deslocamento para idas a delegacias ou serviços públicos especializados. A autonomia da mulher é sempre respeitada, permitindo que cada bancária escolha quais caminhos seguir.

Segundo Fernanda Lopes, coordenadora da CEBB e secretária da Mulher da Contraf-CUT, “essa é uma conquista histórica. Desde 2018, cobramos ações efetivas do BB para proteger bancárias em situação de violência doméstica. Em 2020, o ACT [Acordo Coletivo de Trabalho] implantou medidas de apoio que hoje estão consolidadas no protocolo. Com esse canal, garantimos acolhimento especializado, integração com a Cassi e acompanhamento seguro. Esse é um avanço fundamental!”.

A cartilha informa sobre os diferentes tipos de violência – física, psicológica, sexual, patrimonial e moral – e detalha os passos após a denúncia, com os possíveis caminhos, como a concessão das medidas protetivas da Lei Maria da Penha, o eventual registro do boletim de ocorrência, acompanhamento pelo sistema de justiça, acesso à Defensoria Pública e aos serviços públicos especializados. Também orienta sobre canais externos de denúncia, como Delegacias da Mulher, Defensorias Públicas, Núcleo Judiciário da Mulher e emergência policial (190).

Fernanda Lopes reforça: “Cada passo dado nesse protocolo fortalece a proteção das bancárias e mostra que, com informação, suporte e medidas eficazes, podemos romper o ciclo de violência. É um compromisso da Contraf-CUT e do Banco do Brasil com a vida e a dignidade das mulheres”.

Fonte: Contraf-CUT

Nesta terça-feira, 19 de agosto, o Sindicato dos Bancários da Baixada Fluminense reintegrou mais uma funcionária do Itaú Unibanco.

Pâmela Fonseca Ribas, bancária da Plataforma Business - 8166, foi reintegrada por doença ocupacional, devidamente reconhecida pelo INSS.

Pâmela estava com o processo em outro escritório. Mas, logo depois, entrou em contato com o Sindicato, sendo devidamente acolhida.

Fui demitida em dezembro 2024 e procurei um escritório de advocacia por indicação, mas não tive um suporte de qualidade durante o acompanhamento do processo. Preocupada com a falta de orientação do antigo advogado, procurei o Sindicato e fui muito bem acolhida pelo Departamento Jurídico da entidade que, em apenas 2 meses, fez mais por mim do que o antigo advogado, em 6 meses. Finalmente consegui a minha reintegração. Obrigada ao Sindicato dos Bancários da Baixada Fluminense e, em especial, ao Dr. Luiz Paulo”, declarou Pâmela.

A trabalhadora é sindicalizada e teve o suporte e atendimento do Departamento Jurídico do Sindicato, através do advogado Luiz Paulo, do Escritório Baptista & Reis Advogados Associados, e pelo Departamento de Saúde.

A reintegração foi acompanhada pelos Diretores Pedro Batista, Renata Soeiro e Fernando Correia.

IMPORTANTE

É fundamental que bancárias e bancários, logo que sejam informados de suas demissões, procurem imediatamente atendimento no Sindicato.

ATENDIMENTO JURÍDICO PRESENCIAL

Nova Iguaçu - às terças-feiras, das 11 horas à 13 horas e das 14 horas às 17 horas (telefone: 21 / 2658-8041)

Duque de Caxias - às quintas-feiras, das 10 horas às 13 horas (telefone: 21 / 26710-110)

SINDICALIZE-SE!

Nesta terça-feira, 19 de agosto, o Sindicato dos Bancários da Baixada Fluminense esteve na agência do Banco Santander, em Belford Roxo, para protestar contra o fechamento do local, previsto para o próximo dia 22.

A agência é o único ponto de atendimento do Santander, em todo o munícipio. O banco informou que os funcionários serão transferidos para as agências de Vila dos Teles, Mesquita e Queimados.

O Sindicato intensificou a mobilização, dialogando diretamente com os funcionários, clientes, e explicando todos os malefícios que o fechamento de uma agência causa para a região e para os trabalhadores.

Enquanto amplia seus lucros bilionários, o Santander segue atuando no Brasil com total desrespeito aos trabalhadores, clientes e à sociedade: fechando agências, impondo metas abusivas, demitindo bancários e promovendo práticas fraudulentas, especialmente no crédito consignado.  

Lucros

O Banco Santander lucrou R$ 7,520 bilhões no Brasil no primeiro semestre de 2025, um crescimento de 18,4% em relação ao mesmo período de 2024.

No trimestre, o lucro líquido gerencial caiu 5,2%, passando de R$ 3,861 bilhões nos primeiros três meses do ano para R$ 3,659 bilhões no segundo trimestre. O retorno sobre o patrimônio (ROE) anualizado ficou em 16,4%, com acréscimo de 0,9 ponto percentual em 12 meses.

O crescimento no semestre foi impulsionado pela expansão da margem financeira, que subiu 4,4% em 12 meses, puxada pela alta de 11,3% na margem com clientes. Já na comparação trimestral, houve queda de 3,3% na margem financeira, reflexo da elevação das taxas de juros, parcialmente compensada pelos ganhos com clientes.

Globalmente, o banco teve lucro de € 6,833 bilhões no período, alta de 13% em doze meses. A operação brasileira foi a segunda mais lucrativa do grupo, com € 996 milhões, atrás apenas da matriz na Espanha (€ 2,258 bilhões), representando 14,6% do lucro global.

Redução no quadro e fechamento de agências

Apesar do desempenho positivo, o banco eliminou 1.173 postos de trabalho nos últimos 12 meses — sendo 1.385 somente no 2º trimestre deste ano — e fechou 561 pontos de atendimento, o que escancara a contradição entre os ganhos crescentes e o desmonte da estrutura física e humana.

Ao final de junho de 2025, o Santander contava com 53.918 empregados, frente aos 55.091 de junho de 2024. Em doze meses, foram 1.173 demissões líquidas. No mesmo período, a base de clientes aumentou em 4,5 milhões, atingindo 71,7 milhões de pessoas.

No que se refere à estrutura física, o banco fechou 561 unidades de atendimento em um ano, das quais 159 no último trimestre.

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Na sexta-feira (15), foi realizada a quinta rodada de negociações sobre o custeio do plano associados da Cassi.

Pela manhã, representantes das entidades que compõem a mesa de negociação e membros da Comissão de Empresa se reuniram na sede da Anabb para debater os pontos em pauta. Também participaram dirigentes eleitos pelos funcionários.

À tarde, foi instalada a mesa de negociação na sede da Cassi, com representantes do Banco do Brasil e da assessoria da direção da caixa de assistência. O negociador do banco reafirmou o objetivo de construir um modelo de custeio perene e informou que um grupo interno está avaliando alternativas. Em seguida, apresentou uma proposta de custeio “híbrido”, que mantém a solidariedade com base na remuneração, mas prevê antecipação de contribuição a partir de estimativas de gastos calculadas conforme tabela de custos definida pela ANS.

A coordenadora da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), Fernanda Lopes,destacou que o modelo precisa preservar a justiça e a solidariedade. “Defendemos a construção de um modelo que garanta sustentabilidade para a Cassi, mas não aceitaremos soluções que quebrem o princípio da solidariedade ou que onerem excessivamente os trabalhadores. A proporção 70%/30% entre Banco e funcionários é essencial para manter o equilíbrio e assegurar o acesso à saúde de qualidade. Também exigimos que haja cobertura para os egressos dos bancos incorporados e uma solução definitiva para os admitidos após 2018, que hoje estão sem perspectiva de assistência no pós-laboral”, afirmou.

Os representantes dos funcionários reforçaram que a solução para garantir o atendimento aos egressos não pode recair sobre o plano associados, bem como insistiram na necessidade de avançar na inclusão dos admitidos a partir de 2018, que atualmente não têm cobertura de saúde no período pós-laboral.

A próxima rodada de negociações foi agendada para o dia 28 de agosto, às 14h30.

Fonte: Contraf-CUT

Nos dias 21 e 22 de agosto, será realizado no Hotel Holiday Inn Parque Anhembi, em São Paulo, o Encontro Nacional dos Funcionários do Banco Santander, promovido pela Comissão de Organização dos Empregados (COE) do banco. O evento reunirá dirigentes sindicais e representantes da base de diversas regiões do país para discutir a conjuntura econômica, os desafios do sistema financeiro, as negociações da Campanha Nacional e a construção de um plano de luta unificado.

Para a coordenadora da COE Santander, Wanessa de Queiróz Paixão, o encontro será decisivo para preparar a categoria para os próximos passos. “O Encontro Nacional é um momento estratégico para alinharmos as demandas dos trabalhadores, analisarmos o cenário em que estamos inseridos e definirmos ações concretas que fortaleçam nossa mobilização e assegurem avanços nas negociações com o Santander.”

A secretária de Relações Internacionais da Contraf-CUT e funcionária do Santander, Rita Berlofa, destacou a importância de conectar as lutas no Brasil com o contexto internacional. “O Santander é um banco global e suas políticas têm impacto direto em trabalhadores de diversos países. É fundamental que estejamos articulados internacionalmente, trocando informações e estratégias com colegas de outras regiões para enfrentar práticas nocivas e pressionar por melhores condições de trabalho. Essa unidade fortalece nossa luta e amplia nossas conquistas.”

Programação completa

21 de agosto de 2025

14h às 20h – Credenciamento
15h – Início do check-in no Hotel Holiday Inn Parque Anhembi

 

22 de agosto de 2025

9h30 – Abertura
10h15 às 11h30 – Mesa de Análise Econômica e Dados do Banco Santander
12h às 13h – Intervalo para almoço
13h às 14h30 – Mesa de Análise de Conjuntura do Sistema Financeiro Nacional e Perspectivas
15h – Campanha Nacional Santander e Desdobramentos
16h – Plano de luta
17h – Encaminhamento e encerramento das propostas


Fonte: Contraf-CUT

Na próxima sexta-feira, 22 de agosto, acontece o Encontro Nacional dos Funcionários do Banco Itaú-Unibanco, no Hotel Holiday Inn Parque Anhembi, em São Paulo. O evento reunirá dirigentes sindicais e representantes da base de diversas regiões do país para debater temas estratégicos, como o cenário político e econômico, os impactos da inteligência artificial na atividade bancária e questões relacionadas à saúde e condições de trabalho.

A abertura será feita pela Coordenação da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú-Unibanco e membros do Comando Nacional dos Bancários, reforçando a importância da unidade e da organização para enfrentar os desafios da categoria.

Segundo a coordenadora da COE Itaú-Unibanco, Valeska Fernanda Pincovai, o encontro será um momento essencial para fortalecer a organização da categoria. “Vivemos um momento em que a tecnologia e as pressões por metas impactam diretamente o dia a dia dos trabalhadores. O Encontro Nacional será a oportunidade de construirmos estratégias conjuntas, ouvirmos as demandas da base e definirmos pautas que garantam não só a preservação dos direitos, mas também a melhoria das condições de trabalho.”

Programação completa

9h – Abertura
9h30 – Análise de conjuntura
11h – Painel: Inteligência Artificial e o Banco Itaú-Unibanco – impactos na Atividade Bancária
13h – Intervalo para almoço
14h – Painel: Saúde e Condições de Trabalho
16h – Encaminhamento e encerramento

Fonte: Contraf-CUT

A programação do Encontro Nacional dos Funcionários do Bradesco já está definida. O evento será realizado no dia 22 de agosto de 2025, no Hotel Holiday Inn Parque Anhembi, em São Paulo (SP), reunindo representantes da categoria de todo o país para debater os desafios e perspectivas para o futuro.

A atividade faz parte da agenda de eventos que acontecem de 21 a 24 de agosto, na capital paulista.

Para a coordenadora da COE Bradesco, Erica Oliveira, o encontro será um momento estratégico. “Teremos um dia inteiro para analisar os desafios que enfrentamos no Bradesco e refletir sobre como o banco está inserido no atual cenário. A situação não é boa: convivemos com muitas demissões e o fechamento de agências mês a mês. Nosso objetivo é proteger o emprego, preservar direitos e avançar em outras pautas importantes para a categoria. Este encontro será fundamental para fortalecer nossa luta.”

Programação

Fonte: Contraf-CUT