Abril 02, 2026
Slider
Imprensa

Imprensa

Na quinta-feira (26/02), a Caixa Seguridade publicou suas demonstrações financeiras do exercício de 2025. A holding, braço da Caixa na comercialização de seguros, previdência, capitalização e consórcio, registrou um lucro anual de R$ 4,3 bilhões, crescimento de 14% em relação a 2024. O resultado representa um recorde na história da companhia.

As demonstrações também destacam a distribuição de dividendos aos acionistas no ano, que alcançou R$ 3,93 bilhões. A cifra corresponde a 91,39% do lucro do exercício e chama a atenção por ocorrer no mesmo ano em que a Caixa – controladora da holding – se desfez de parte das ações sob seu controle, ampliando ainda mais a participação de acionistas minoritários nesse resultado.

Outro dado relevante é o peso das receitas com corretagem no desempenho da CXSE3. O total de receitas auferidas no ano foi de R$ 5,7 bilhões, sendo R$ 2,25 bilhões decorrentes de corretagem/intermediação da venda de produtos, quase 40% das receitas totais. O número evidencia a centralidade do trabalho realizado nas unidades da Caixa e contrasta com o sentimento de desvalorização percebido pelos empregados após as mudanças nas regras de pagamento das comissões de venda, hoje submetidas aos critérios mais restritivos do regulamento do SuperCAIXA.

Para a conselheira eleita pelos empregados no Conselho de Administração da Caixa, Fabiana Uehara (Fabi), os números escancaram uma incoerência entre o desempenho financeiro e a política de reconhecimento aos trabalhadores.
“Os resultados comprovam que quem gera esse lucro são as empregadas e os empregados da Caixa, que estão diariamente na linha de frente atendendo a população e comercializando os produtos da Caixa Seguridade. Não é razoável que, ao mesmo tempo em que a empresa distribui quase todo o lucro aos acionistas, o regulamento do SuperCaixa restrinja comissões e aumente a pressão por metas. Valorização precisa aparecer também na remuneração e nas condições de trabalho”, afirma.

“O resultado da Caixa Seguridade reforça tanto nossa posição de que o follow on não foi positivo para a Caixa, pois a empresa abriu mão de receber um expressivo valor adicional de dividendos, quanto a nossa crítica sobre o regulamento do SuperCaixa, que, exatamente no ano em que a Caixa Seguridade conquistou um lucro recorde, graças ao trabalho dos empregados que vendem os produtos, tornou o pagamento das comissões pelas vendas mais restritivo. Não é à toa que o sentimento em relação às alterações é de desvalorização e de indignação”, critica o diretor-presidente da Apcef/SP, Leonardo Quadros.

“Recebemos acionamentos de colegas de diversas unidades, que abriram chamados requerendo a revisão de apontamentos indevidos que afetaram a nota das unidades, impactando a elegibilidade dos colegas vinculados, e vamos levar estes casos à direção da Caixa. Além disso, seguimos cobrando a revisão do regulamento, e que o próximo seja construído de forma negociada, ouvindo os empregados por meio das contribuições apresentadas pelos sindicatos, associações e pela nossa representante no Conselho de Administração”, relata a diretora da Apcef/SP e presidenta da Agecef/SP, Fernanda Cristina dos Anjos.

Fonte: Contraf-CUT 

O Comando Nacional dos Bancários realizou, na tarde dessa segunda (2), em Brasília, reunião com a Federação Nacional dos Bancos para mais uma rodada da mesa de negociações permanentes “Igualdade da Mulher Bancária e de Igualdade de Oportunidades”, onde foram abordados a implementação de conquistas da categoria pelo fim da violência de gênero e por justiça de entrada e ascensão no setor.

Pacto pelo fim da violência

A categoria bancária se tornou pioneira na implementação de medidas, instituídas em forma de cláusulas na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), que combatam dentro do banco e na sociedade a violência contra a mulher.

Entre as conquistas está a que responsabilizou os bancos pela criação canais para acolher funcionárias vítimas de violência doméstica e conceder apoio para protegê-las de seus agressores.

Até o final de 2025, segundo a Fenaban todos os bancos já haviam implementado seus canais. A entidade desse ainda que está em fase final de relatório, que será apresentado aos trabalhadores nos próximos dias, com os números atualizados de atendimentos e como os casos foram encaminhados.

“Há anos o movimento sindical bancário se debruça sobre este tema, o que nos levou a conquistar essas cláusulas que hoje são referências para outras categoriais e também para a sociedade”, destacou a coordenadora do Comando Nacional e presidenta da Contraf-CUT, Juvandia Moreira. “Precisamos, mais do que nunca, de todas as vozes, e isso inclui o engajamento dos homens, para proteger mulheres e crianças. As mudanças para um mundo melhor só acontecerão com medidas concretas e envolvimento de todos e todas”, completou.

As bancárias usaram a oportunidade do encontro para reforçar, junto aos bancos, um pacto de combate à violência contra a mulher.

A categoria também pediu o aprimoramento dos canais de denúncias e apresentou casos em que não funcionaram devidamente, como no apoio às bancárias que solicitaram transferência de unidade e mudanças de regime de horário. “Inclusive tivemos demissões de mulheres que precisavam de proteção. Então, precisamos que os bancos sejam efetivos no cumprimento dessas cláusulas, uma vez que cada atendimento é uma vida que está em jogo”, explicou a secretária da Mulher da Contraf-CUT, Fernanda Lopes.

Categoria apresenta números do “Basta!”

O movimento sindical apresentou o relatório mais recente do programa de assessoria jurídica e humanizada às mulheres vítimas de violência doméstica “Basta! Não irão nos calar!”.

- 14 canais de atendimento (e mais 1 em implantação) em sindicatos localizados em todas as regiões do país;
- 542 atendimentos, sendo 540 de mulheres vítimas de violência física, psicológica, patrimonial, moral e sexual;
- 121 atendimentos sem ações judiciais;
- 518 ações judiciais;
- 313 medidas protetivas vigentes;
- 194 ações relacionadas ao direito de família sendo 116 concluídas.

"A medida protetiva é um mecanismo que ajuda a salvar vidas, porque estabelece o distanciamento dos agressores de suas vítimas. Por isso vamos seguir lutando para que o ‘Basta!’ continue crescendo no país para promover mais segurança às mulheres”, pontuou Fernanda Lopes.

4º Censo da Diversidade

Outra conquista da categoria bancária na última campanha nacional foi o 4º Censo da Diversidade, realizado em 2025, e que teve os dados apresentados pelo Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (Ceert) na reunião.

A pesquisa teve a participação de mais de 93 mil bancários e bancárias de 35 bancos. "Ter o retrato da categoria é fundamental para direcionar as negociações e as ações sindicais”, destacou a secretária de Políticas Públicas da Contraf-CUT, Elaine Cutis.

O setor permanece majoritariamente masculino, com maior redução entre mulheres brancas. Porém, ocorreu um importante avanço no aumento de pessoas negras. No 1º Censo da Diversidade, realizado em 2008, negros e negras compunham 19% do quadro de trabalhadores. O levantamento mais recente mostrou que agora o grupo responde por cerca de 33%.

A categoria bancária avalia que essa expansão de negros e negras foi resposta a reivindicação para que os bancos passassem a fazer anúncios de vagas, massivamente pela internet. “Percebemos que pessoas brancas acessavam as vagas por indicação, enquanto os negros e negras, a partir de anúncios feitos pela internet ou por editais. Então, passamos a exigir que os bancos melhorassem a comunicação das vagas para ampliar as oportunidades de acesso ao setor”, explicou Juvandia Moreira.

Mais Mulheres na TI

O programa “Mais Mulheres na TI” é fruto da reivindicação da categoria bancária contra a forte redução da participação de mulheres no setor bancário, fenômeno que foi intensificado pelo avanço tecnológico, uma vez que, tradicionalmente, as áreas de tecnologia da informação são ocupadas por homens.

Juvandia Moreira destacou na mesa que, só em 2025, o setor bancário eliminou 8,9 mil postos, sendo 63% (5,6 mil) de postos que antes eram ocupados por mulheres. Entre 2020 e 2025, dos 23,9 mil postos de trabalho fechados pelos bancos, 87% (20,6 mil) eram ocupados por mulheres.

Para enfrentar o problema, em 2024, a categoria fechou um acordo para que os bancos concedessem bolsas para a capacitação de mulheres, sendo 3.000 voltadas à iniciação na área e 100 para o desenvolvimento de carreira.

Na mesa desta segunda, representantes de duas escolas contratadas, Programaria e Laboratória, apresentaram o balanço do que já foi feito.

Programaria:

- 20 mil mulheres se inscreveram para concorrer às bolsas;
- 2.500 bolsas já foram concedidas;
- 500 estão abertas para este mês de março.

Do total de mulheres contempladas, 60% são negras e indígenas; 29% mães e responsáveis legais; 34% de fora do eixo Sul-Sudeste; 6,3% pessoas trans; e 36% são da comunidade LGBTQIA+.

Laboratória:

- 101 mulheres contempladas;
- 30% de empregabilidade pós programa, sendo 40% nos setores bancário e financeiro.

“O Mais Mulheres na TI é mais um passo da categoria rumo à igualdade, porque mostra às mulheres que elas podem chegar onde quiserem, desde que tenham oportunidade e amparo social. O elevado número de inscrições aponta que temos, sim, uma demanda reprimida, de mulheres que querem ter acesso a esse mercado de trabalho. Então, que a gente consiga nesta mesa de negociação avançar ainda mais para que todas as 20 mil sejam contempladas”, destacou Neiva Ribeiro, também coordenadora do Comando Nacional e presidenta do Sindicato de São Paulo, Osasco e Região.

Comitê de gestão de crise

A pedido dos trabalhadores, ficou acordado uma nova rodada de negociações na quarta-feira (4), para avaliar a atuação dos bancos na realização dos Comitês de Gestão de Crise, outra conquista estabelecida na CCT 2024, para acelerar ações de proteção e apoio aos trabalhadores de locais atingidos por calamidades.

No início da reunião, Juvandia Moreira solicitou um minuto de silêncio por Liana Martins de Paula, bancária da Caixa, e uma das mais de 70 vítimas fatais dos desastres que atingiram a região da Zona da Mata mineira.

Fonte: Contraf-CUT

Mulheres de todo o país, bancárias e não bancárias, podem inscrever-se até 16 de março para concorrer a bolsas de 100% do curso "Eu ProgrAmo: Análise de dados - meus primeiros passos em python", realizado pela escola PrograMaria e financiado pelos bancos, graças a uma conquista do movimento sindical bancário, obtida em mesa de negociação.

Após as inscrições, as candidatas deverão ficar atentas aos seus e-mails para verificar o recebimento do link do processo seletivo, previsto para ocorrer entre os dias 17 e 18 de março.

Clique aqui e acesse o formulário de inscriçõesNão é necessário conhecimento prévio para participar do curso, que possui material didático construído para que as participantes consigam aprender do zero.

Entenda a iniciativa

Esta é uma nova fase da iniciativa "Mais mulheres na TI", para a qual duas escolas foram contratadas pelos bancos na concessão de bolsas de estudo na área de tecnologia da informação, conforme compromisso fechado com a categoria bancária, na campanha nacional unificada de 2024. Por meio do programa, foram estabelecidas a concessão de cerca de 3.100 bolsas pela escola PrograMaria e cerca de 100 pela escola Laboratória.

Fernanda Lopes, secretária da Mulher da Contraf-CUT, reforça que a conquista é parte de "uma construção" de direitos adquiridos pelas bancárias, na mesa de negociação "Igualdade de Oportunidades", estabelecida há cerca de 26 anos.

"Esse importante espaço permanente de negociações, entre bancários e empresas, nos permitiu avançar nas reivindicações pelo tratamento igualitário no acesso ao emprego e ascensão para todos e todas, negros, negras, mulheres, LGBTs e pessoas com deficiência", destaca a dirigente. "Nossas defesas são construídas com base em levantamentos técnicos que nós temos apresentados, reiteradamente, nas negociações, como, por exemplo, o problema do saldo negativo de empregos do setor ser, cada vez mais, superior entre as mulheres e as mulheres negras, em relação aos homens não negros", completa.

Fernanda ressalta ainda que, entre todas as áreas ocupacionais dos bancos, a de Tecnologia da Informação (TI) é uma das poucas que registrou, nos últimos anos, saldo positivo na geração de empregos. Segundo levantamento mais recente do Dieese, realizado com base no Caged de 2025, no ano passado, do total de contratações feitas pelo setor bancário para vagas em TI, 78,3% das contratações foram de homens, contra 21,7% de mulheres.

“O setor de TI ainda é predominantemente ocupado por homens e foi para corrigir essa distorção e preparar mulheres para acessar e permanecer no mercado de trabalho que desenvolvemos essa iniciativa das bolsas”, observa a secretária da Mulher da Contraf-CUT. Ela lembra que, desde que os cursos começaram a ser implementados, no início de 2025, o número de inscrições para concorrer às bolsas superou quase 300% o número de vagas ofertadas. “Essa alta procura comprova que existe uma demanda reprimida de mulheres que desejam atuar na tecnologia, mas que, por fatores estruturais e históricos, ainda são sub-representadas nessas atividades”, conclui.

Fonte: Contraf-CUT

Os participantes da SantanderPrevi já podem alterar o perfil de investimento no plano. O prazo para a mudança vai de 23 de fevereiro até 24 de março de 2026, e a nova opção escolhida passará a valer após o encerramento da campanha. Caso nenhuma alteração seja realizada, o perfil atual será mantido.

A entidade realiza duas campanhas de alteração de perfil por ano, e a escolha é considerada uma decisão pessoal e estratégica, pois influencia diretamente o saldo acumulado ao longo do tempo e, consequentemente, o valor da aposentadoria complementar.

Perfis disponíveis

Atualmente, a SantanderPrevi oferece quatro opções, com diferentes níveis de risco e expectativa de retorno:

Conservador – 100% Juros Pós-Fixados

Perfil de menor risco, com predominância de títulos públicos e privados de baixo risco de crédito, majoritariamente atrelados à taxa Selic e com alta liquidez. Indicado para quem prioriza previsibilidade, ainda que possa abrir mão de retornos maiores.

Taxa de administração: 0,08% ao ano.

Moderado sem Ações – 100% Renda Fixa

Investe em títulos pós-fixados, prefixados e indexados à inflação, podendo incluir títulos privados. Apresenta risco de mercado e de crédito, especialmente em cenários de instabilidade, mas pode oferecer rentabilidade superior ao perfil exclusivamente pós-fixado.

Taxa de administração: 0,10% ao ano.

Moderado com Ações – até 25% em renda variável

Busca rentabilidade superior aos perfis anteriores, podendo investir até 25% em ações e até 10% em investimentos estruturados. Está sujeito a oscilações e eventuais perdas em momentos de instabilidade.

Taxa de administração: 0,22% ao ano.

Agressivo – até 40% em renda variável

Perfil com maior potencial de retorno e maior exposição ao risco. Pode investir até 40% em renda variável e até 10% em investimentos estruturados, estando sujeito a flutuações significativas.

Taxa de administração: 0,25% ao ano.

Pontos de atenção

A entidade reforça que rentabilidade passada não é garantia de retorno futuro. Antes de optar pela mudança, é fundamental que o participante avalie:

  • O tempo restante até a aposentadoria;
  • A disposição para assumir riscos;
  • O grau de comprometimento com o planejamento financeiro.

Também é recomendável responder ou atualizar o questionário de perfil de investidor, ferramenta que auxilia na identificação do perfil mais adequado. O resultado não é limitador, mas serve como referência para uma escolha mais consciente.

Como alterar o perfil

A mudança pode ser feita diretamente no site www.santanderprevi.com.br, seguindo três passos:

  • Acessar a Área Restrita com login e senha;
  • No menu lateral, clicar em “Perfil de Investimento”;
  • Responder ao questionário, selecionar a opção desejada e salvar.

Quem ainda não possui cadastro pode se registrar na própria Área Restrita. Em caso de esquecimento de senha, o sistema permite a geração de senha temporária por e-mail.

Os índices de rentabilidade de cada perfil são publicados mensalmente no site, no menu “Rentabilidade”. Já a Política de Investimentos — documento com validade de cinco anos e revisão anual — detalha critérios de alocação, objetivos e limites de aplicação.

Para mais informações, a SantanderPrevi disponibiliza atendimento pelo telefone 0800-042-0434 (de segunda a sexta-feira, das 8h30 às 17h30), pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou pelo canal “Fale Conosco” no site.

Fonte: Contraf-CUT

Nesta segunda-feira, 23 de fevereiro, a Comissão Eleitoral, composta por Silvio Brandão, Alvaro Gomes da Cruz Neto e Antônio José dos Santos, se reuniu na Sede do Sindicato dos Bancários da Baixada Fluminense, em Duque de Caxias.

A reunião ocorreu em razão do encerramento do prazo para registro de chapas para concorrer às eleições sindicais, que ocorrerão nos dias 17 e 18 de março.

O Banco do Brasil informou que antecipará o pagamento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) para o dia 3 de março de 2026.

A antecipação é resultado da pressão do movimento sindical, que cobrou do banco a liberação dos valores o quanto antes, considerando o cenário econômico e a importância da PLR para os trabalhadores, especialmente em um contexto de sobrecarga, fechamento de agências e redução do quadro de pessoal.

Fonte: Contraf-CUT

O Banco Inter registrou lucro líquido de R$ 1,397 bilhão em 2025, um crescimento de 43,6% em relação a 2024. No quarto trimestre o resultado foi de R$ 402,4 milhões, superando os R$ 356 milhões do trimestre anterior. O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) anualizado chegou a 15,1%, com alta de 2,6 pontos percentuais em 12 meses, reforçando o forte desempenho financeiro da instituição.

Os ativos totais alcançaram R$ 98,6 bilhões, alta de 29% em um ano, enquanto a carteira de crédito somou cerca de R$ 48,3 bilhões, crescimento de 35,6% no mesmo período. O avanço foi impulsionado por produtos como crédito consignado, financiamento imobiliário e cartões de crédito. No consignado privado, o banco atingiu 500 mil clientes, com operação 100% digital.

A receita total em 2025 foi de R$ 8,4 bilhões, crescimento de 31,3%, enquanto o resultado líquido após perdas atingiu R$ 5,98 bilhões, alta de 30,1% em 12 meses. A inadimplência acima de 90 dias ficou em 4,3%, com leve variação positiva.

Lucro cresce, mas empregos diminuem

Apesar dos resultados robustos, o banco encerrou 2025 com 4.179 trabalhadores, o que representa o fechamento de 212 postos de trabalho em 12 meses, ainda que tenha havido a abertura de 77 vagas no último trimestre.

Por ser uma instituição essencialmente digital, o Banco Inter não mantém uma rede tradicional de agências físicas, o que limita o atendimento presencial e transfere a maior parte da demanda para canais digitais — muitas vezes sobrecarregando trabalhadores e impactando a qualidade do atendimento aos clientes.

Com 43,1 milhões de clientes globais, sendo 25 milhões ativos, o banco chegou a uma média de aproximadamente 6 mil clientes ativos por funcionário, um índice que evidencia o aumento da pressão sobre a força de trabalho.

Crescem despesas, mas também a pressão sobre trabalhadores

As despesas com pessoal totalizaram R$ 1,1 bilhão, com alta de 16,3%, enquanto as despesas administrativas alcançaram R$ 2,2 bilhões, crescimento de 24,4%. Já as despesas tributárias subiram 52,8%, somando R$ 728,7 milhões.

Fonte: Contraf-CUT

A Caixa Econômica Federal abriu, nesta semana, o Rede Responde #2188, canal interno que permitirá às unidades da rede de varejo regularizar a digitalização dos Termos de Adesão de aplicações em fundos de investimento realizadas no segundo semestre de 2025. A medida atende algumas das cobranças apresentadas pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), pela Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa), pela Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae) e pela representante eleita dos empregados no Conselho de Administração do banco, Fabiana Uehara.

Ao todo, 656 unidades tinham termos pendentes de digitalização no sistema interno (SICTD). A ausência desses registros vinha impactando diretamente o indicador SISNS, e consequentemente penalizado a habilitação no programa Super Caixa, deixando equipes inteiras sem o recebimento das comissões de vendas de produtos de seguridade.

As unidades têm até 13 de fevereiro, às 18h, para digitalizar os documentos não digitalizados e informar a data da digitalização, ou justificar eventual impossibilidade, e adotar as providências necessárias para regularização.

Segundo o diretor da Contraf-CUT, Rafael de Castro, a medida corrige uma injustiça evidente. “Os empregados fizeram o trabalho, atenderam clientes, venderam produtos e entregaram resultado. Não era aceitável que ficassem sem reconhecimento por uma falha operacional de registro. A abertura do Rede Responde é fruto direto da mobilização e das cobranças das entidades e da nossa representante no Conselho de Administração.”

A representante dos empregados no CA da Caixa, Fabiana Uehara, destacou que a demanda surgiu diretamente das unidades. “Recebemos inúmeros relatos de colegas que tinham atingido seus objetivos, mas viram a pontuação zerada por causa da não digitalização dos termos. Levamos essas situações para a direção do banco e insistimos na correção. Essa medida recoloca muitas agências na apuração e amplia a possibilidade de recebimento da premiação.”

Para o coordenador da CEE/Caixa, Felipe Pacheco, o caso demonstra a importância da organização coletiva dos trabalhadores. “Desde o lançamento do programa, a representação dos empregados vem questionando à Caixa sobre o regulamento injusto e que penaliza os empregados. Ao final do semestre, quando as equipes começaram a perceber as distorções não corrigidas nos indicadores SISNS e CSAT, as reclamações se intensificaram. A partir daí houve uma cobrança sistemática até o banco reconhecer o problema. É uma vitória parcial, mas importante, porque valoriza quem de fato constrói os resultados da empresa.”

O presidente da Fenae, Sergio Takemoto, ressaltou que a medida beneficia diretamente os empregados e as próprias unidades. “Muitas agências ficariam injustamente fora do Super Caixa. A correção amplia o reconhecimento do esforço coletivo e mostra que a pressão organizada dos trabalhadores gera resultados concretos.”

Avanço importante, mas debate continua

As entidades reconhecem que a abertura do Rede Responde representa um avanço, mas destacam que a situação evidencia problemas estruturais do próprio programa.

Rafael de Castro afirma que a correção de inconsistências do SISNS não encerra o tema. “A solução resolve um erro específico, mas o regulamento do Super Caixa ainda não reflete adequadamente o esforço das equipes. É preciso discutir critérios, transparência e governança do programa com a representação dos empregados.”

Fabiana Uehara reforça a necessidade de negociação. “O que buscamos é um programa justo, com regras claras e previsíveis. A premiação precisa reconhecer o trabalho real das unidades. Esse debate precisa acontecer com a participação dos trabalhadores.”

Felipe Pacheco acrescenta que a pauta continuará nas mesas de negociação. “Seguiremos cobrando. A abertura do Rede Responde mostra que as distorções existem e podem ser corrigidas. Porém ainda é necessário que a Caixa revise o indicador CSAT, que não reflete a qualidade de atendimento dos empregados da Caixa, tendo diversas falhas sistêmicas de apuração, além disso, é necessário avançar para regras mais transparentes e justas.”

Para Sergio Takemoto, a experiência reforça o papel da representação coletiva. “A correção só aconteceu porque houve organização, pressão e diálogo institucional. O próximo passo é aprimorar o programa para evitar novas injustiças.”

As entidades orientam que as unidades verifiquem imediatamente a existência de pendências e realizem a regularização dentro do prazo estabelecido pela Caixa.

Fonte: Contraf-CUT

Os bancos não terão atendimento presencial ao público nas agências nos dias 16 de fevereiro (segunda-feira), e 17 de fevereiro (terça-feira), feriados bancários, durante o período de Carnaval. As compensações bancárias não serão efetivadas nessas datas, incluindo a TED. O PIX, que funciona 24 horas todos os dias e feriados, poderá ser feito normalmente.

O atendimento será retomado na Quarta-Feira de Cinzas (18/02), a partir das 12h (horário de Brasília), com encerramento previsto no horário normal de fechamento das agências.

Nas localidades onde as agências fecham tradicionalmente antes das 15h, o início do expediente bancário será antecipado, garantindo o mínimo de 3 horas de atendimento presencial ao público.

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) orienta os clientes a utilizarem preferencialmente os canais digitais, como sites e aplicativo dos bancos, para a realização de transferências e pagamento de contas nos dias em que não houver expediente bancário nas agências.

Boletos de cobrança e contas de consumo (água, energia, telefone, entre outros) com vencimentos nos dias em que não há compensação – 16/02 e 17/02 – poderão ser pagos, sem acréscimo, no dia útil seguinte, ou seja, 18/02. O sábado não é considerado dia útil e, por essa razão, não há liquidação financeira.

Já no caso dos tributos e impostos, caso vençam nos dias em que não há compensação bancária, é necessário que o pagamento seja antecipado, para evitar a incidência de juros e multa.

Entre os principais benefícios destacam-se o uso facilitado de ferramentas como o Pix, pagamentos, transferências, investimentos e consultas de saldo em tempo real.

Boletos bancários de clientes cadastrados como sacados eletrônicos podem ser pagos via DDA (Débito Direto Autorizado).

Fonte: Febraban – Federação Brasileira de Bancos

Se o Brasil é o país do carnaval, os sindicatos também vão entrar na avenida — com muito samba no pé, consciência na cabeça e luta no coração. Entre confete, serpentina e palavras de ordem, bancários e financiários de várias regiões do país vão “tirar o crachá e botar a fantasia”, provando que dá, sim, para brincar o carnaval sem esquecer as pautas da categoria.

De blocos de rua a matinês infantis, passando por botecos carnavalescos e desfiles tradicionais, a folia sindical promete tomar conta de fevereiro com alegria, cultura e mobilização.

Sindicato dos Bancários da Baixada Fluminense, filiado à Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro dos Estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo (Fetraf RJ/ES), no dia 12 de fevereiro, irá realizar o Grito de Carnaval dos Bancários, em sua Sede, localizada em Duque de Caxias, a partir das 17 horas.

Confira a agenda completa e marque na sua agenda para não ficar fora desse desfile.

São Paulo – Bloco dos Bancários

O tradicional Bloco dos Bancários desfila no dia 14 de fevereiro (sábado), com concentração às 10h, na sede do Sindicato (Rua São Bento, 413), e dispersão às 14h.

O cortejo vai animar o centro antigo ao som da bateria da Acadêmicos da Ursal.

O tema deste ano é “O futuro é soberano, justo e solidário”, escolhido pela categoria em enquete.

Minas Gerais – Bloco do Pirulito (33ª edição)

Com foco em alegria e conscientização sobre prevenção ao HIV e ISTs:

Belo Horizonte

14/02 (sábado)

Concentração: 13h

Avenida Álvares Cabral, 366

São João del-Rei

12/02 (quinta-feira)

Concentração: 20h30

Largo do Carmo

O bloco reforça a importância do uso de camisinha, além da PrEP e PEP. Porque se cuidar também faz parte da festa.

Rio de Janeiro – Bloco “Vestiu a camisinha listrada e saiu por aí”

13 de fevereiro

A partir das 17h

Centro do Rio

Com bateria da Unidos da Tijuca, abrindo o carnaval carioca.

Bloquinho infantil

14 de fevereiro

A partir das 8h30

Sede Campestre do Sindicato

Curitiba – Bloco “Balança povo que o de cima faz”

11 de fevereiro (quarta-feira)

19h30

Sociedade 13 de Maio – Rua Des. Clotário Portugal, 27, Centro

Com o lema “Trabalhador(a) vota em trabalhador(a)”, o bloco defende pautas como fim da escala 6×1, tarifa zero, democracia e combate ao feminicídio, ao som da bateria da Rosa do Povo.

Caxias do Sul – Boteco Sindical de Carnaval

27 de fevereiro (sexta-feira)

19h30 à meia-noite

Salão rústico da Sede Campestre

A 7ª edição incentiva fantasias criativas e bloquinhos em grupo, com open bar de chope, petiscos e música ao vivo com o grupo Aguerê.

Campos dos Goytacazes (RJ) – Bloco Vaca Valiosa

12 de fevereiro (quinta-feira)

Concentração: 16h

Saída: 17h

Sede Social – Rua Marechal Floriano, 129/133

Em seu 16º desfile, o bloco mantém viva a tradição que nasceu de protesto contra os lucros dos banqueiros, com bateria do Batuque do Beira Rio.

Baixada Fluminense (RJ) – Grito de Carnaval

12 de fevereiro

A partir das 17h

Sede do Sindicato dos Bancários da Baixada Fluminense – Duque de Caxias

A atração principal é a cantora Micarla, marcando o primeiro grande evento sindical de 2026 na região.

Campinas – Matinês no Clube dos Bancários

15 e 17 de fevereiro

14h30 às 17h30

Clube dos Bancários

Com animação da banda Canta Brasil.

No dia 17/02, haverá Desfile de Fantasias Infantil, com premiação simbólica.

Entrada gratuita para sócios e dependentes cadastrados.

Paraíba – Bloco dos Borrachudos

A XXIII edição do Bloco Os Borrachudos, tradicional Camarote VIP dos Bancários da Paraíba no desfile das Muriçocas do Miramar, acontece nesta quarta-feira (11). A iniciativa reafirma o compromisso da entidade com a valorização dos bancários também nos momentos de confraternização e lazer, fortalecendo os laços da categoria em um dos eventos mais populares do calendário cultural de João Pessoa.

O bloco se concentra no dia 11 de fevereiro, a partir das 19h, na Flora Canário, localizada na Avenida Epitácio Pessoa, nº 4480. O espaço foi preparado para oferecer conforto e segurança aos foliões, contando com estrutura de bar, banheiros químicos e equipe de apoio, garantindo tranquilidade para bancárias e bancários, familiares, amigos e convidados que irão prestigiar o desfile.

Além da estrutura, o Bloco Os Borrachudos mantém a proposta de ser um ambiente de integração, alegria e celebração coletiva, reunindo a categoria em torno da cultura carnavalesca paraibana. Ao longo de mais de duas décadas de história, o bloco se consolidou como referência entre os bancários, tornando-se tradição aguardada a cada ano.

Para o presidente do Sindicato dos Bancários da Paraíba, Lindonjhonson Almeida, o evento vai além da folia. “O Bloco Os Borrachudos representa a união da categoria em um momento de celebração, mas também simboliza o cuidado do Sindicato em oferecer espaços seguros e organizados para que os bancários possam viver a cultura e o lazer com tranquilidade. É uma tradição que muito nos orgulha”, destacou.

Fonte: Contraf-CUT