Abril 02, 2026
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O aditivo ao Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) específico do plano de saúde dos empregados e empregadas da Caixa Econômica Federal, o Saúde Caixa, foi oficialmente assinado na última  quarta-feira (31/12). A assinatura marca o fechamento das negociações entre o banco e a Comissão Executiva dos Empregados (CEE), que assessora a Contraf-CUT e o Comando Nacional dos Bancários. O acordo negociado garante a continuidade do plano em condições que preservam direitos fundamentais da categoria.

“A assinatura do aditivo ao ACT do Saúde Caixa representa não apenas a defesa de um dos mais importantes benefícios da categoria, mas também a vitória da organização e da mobilização coletiva contra aumentos abusivos e retrocessos”, afirmou o secretário-geral da Contraf-CUT, Gustavo Tabatinga.

Principais conquistas da negociação

  • Reajuste zero nas mensalidades
    Conquistado pela mobilização e pressão da categoria, este é um dos pontos centrais da negociação, pois mantém os percentuais pagos pelos trabalhadores e trabalhadoras e seus dependentes, preservando a participação atual (3,5% sobre o salário do titular e até R$ 480,00 por dependente). Esse resultado evita o repasse dos crescentes custos médicos e assistenciais ao bolso dos usuários em um contexto de forte inflação médica no país.
  • Preservação do modelo de custeio e limites de participação

O acordo mantém as regras de coparticipação e os limites máximos estabelecidos, como o teto anual de R$ 3.600,00 por grupo familiar e o pacto intergeracional e de mutualismo, pilares que garantem a sustentabilidade solidária do plano.

Ampliação da abrangência do plano

Foi aprovada a possibilidade de inclusão de filhos até 27 anos como dependentes, ampliando a proteção das famílias dos empregados e empregadas da Caixa.

Acordos complementares de custeio

A partir da assinatura do aditivo, as contribuições patronal e dos empregados incidentes sobre valores pagos em ações judiciais de natureza salarial serão vertidas ao Saúde Caixa, fortalecendo a base financeira do plano sem onerar ainda mais os usuários.

Compromissos para medidas estruturantes em 2026

O banco e a representação dos trabalhadores definiram que, ao longo do ano que vem, serão debatidas medidas estruturantes para garantir sustentabilidade e qualificação do plano, incluindo mesa permanente de negociação, com retomada já prevista para fevereiro.

Por que essa assinatura é fundamental?

A assinatura do ACT agora consolida um processo que começou com resistência à proposta da Caixa, que queria repassar déficits crescentes aos usuários. Neste caso, os valores a serem pagos pelos usuários poderia sofrer aumentos de até 71% nas mensalidades, conforme proposta original do banco no início das negociações. Com forte mobilização das bases sindicais e participação massiva nas assembleias, a categoria impediu esse reajuste e assegurou proteção à renda dos trabalhadores e trabalhadoras.

Além disso, os dados apresentados pela Caixa sobre o desempenho financeiro do plano reforçam a importância do acordo: projeções apontam déficit acumulado superior a R$ 560 milhões em 2025, com despesas assistenciais em crescimento expressivo, confirmando que sem o novo ACT os custos seriam repassados aos usuários.

Avanços necessários

“A luta continua para consolidar avanços estruturais que garantam a sustentabilidade do plano e os direitos dos empregados e empregadas da Caixa ao longo dos anos”, ressaltou o coordenador da Comissão Executiva dos Empregados (CEE), Felipe Pacheco.

  • Fim do teto de gastos da Caixa com saúde (6,5% da folha)
    Embora o custeio 70/30 esteja mantido no acordo, sua aplicação plena depende da eliminação do limite atual fixado no Estatuto Social da Caixa – um desafio central para fortalecer financeiramente o plano no longo prazo.

 

  • Igualdade de direitos no pós-aposentadoria para admitidos após setembro de 2018
    A categoria seguirá na luta para que os empregados admitidos a partir dessa data tenham os mesmos direitos à manutenção do Saúde Caixa após a aposentadoria que os colegas com mais tempo de banco.
    Melhoria da rede credenciada e governança
    A efetividade da gestão do plano e a qualidade da rede de atendimento permanecem pontos de atenção, com reivindicações por maior transparência e participação da categoria nos comitês de credenciamento e gestão.

Fonte: Contraf-CUT

Informativo - 24/12

Dezembro 24, 2025

O Sindicato dos Bancários da Baixada Fluminense informa que nesta quarta-feira, 24 de dezembro, o atendimento será realizado EXCLUSIVAMENTE na Sede de DUQUE DE CAXIAS, das 9 horas às 12 horas.

Agradecemos a compreensão.

Com a proximidade do fim do ano, é importante estar atento ao funcionamento dos bancos.

Segundo a Febraban (Federação Brasileira de Bancos), nos dias 25/12 (Natal) e 01/01 (Confraternização Universal) não haverá expediente bancário e as instituições financeiras não abrirão para atendimento presencial ao público.

As compensações bancárias não são efetivadas nessas datas, incluindo a TED. Somente o PIX, que funciona 24 horas todos os dias e feriados, poderá ser feito normalmente.

No dia 24/12 (quarta-feira), os bancos terão o horário de atendimento reduzido, das 9h às 11h, horário de Brasília, ou das 8h às 10h nos estados com diferença de 1 ou 2 horas em relação à Brasília.

Já nos dias 26/12 e 02/01 os bancos irão funcionar normalmente para atendimento presencial ao público nas localidades onde não há feriado municipal.

O último dia do ano para atendimento presencial ao público, com expediente normal para a realização de todas as operações bancárias, será no dia 30/12 (terça-feira).

No dia 31/12 não há expediente bancário e as compensações bancárias não serão efetivadas.

CONTAS

Contas de consumo (água, energia, telefone, etc.) com vencimento nos dias em que não há compensação bancária – 25/12, 31/12 e 01/01 – poderão ser pagas, sem acréscimo, no dia útil seguinte. Já no caso dos tributos e impostos, caso vençam no feriado ou nos dias em que não há compensação bancária, é necessário que o pagamento seja antecipado, para evitar a incidência de juros e multa.

Os meios eletrônicos são uma alternativa prática e extremamente segura aos clientes, que podem usar as áreas de autoatendimento nas agências disponíveis, e os canais digitais (celulares e computadores) dos bancos, para a realização de transferências e pagamento de contas, e demais serviços.

Boletos bancários de clientes cadastrados como sacados eletrônicos podem ser pagos via DDA (Débito Direto Autorizado).

Fonte: Febraban – Federação Brasileira de Bancos

Na última quinta-feira (11/12), o Coletivo Nacional de Formação da Confederação Nacional dos Trabalhadores e das Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) realizou um encontro para discutir o balanço das atividades de 2025 e preparar o calendário de atividades para 2026.

A Diretora do Sindicato dos Bancários da Baixada Fluminense e Diretora de Formação Sindical da Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro dos Estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo (Fetraf RJ/ES), Elizabeth Paradela, participou da reunião, virtualmente.

Entre as ações em destaque, realizadas pelas entidades de várias partes do país e que compõe o coletivo, estão oficinas, seminários, cursos e até encontros mensais, relacionados a diversos temas, como política, economia, saúde, meio ambiente, novas tecnologias (incluindo inteligência artificial/IA), mídias sociais e oratória.

A Secretaria de Formação da Contraf-CUT também apresentou seu balanço, com destaque para a realização dos módulos I e II do Curso de Formação Sindical para Dirigentes que, neste ano, alcançou a marca de 600 participantes em 10 federações, de norte a sul do país.

“Estamos muito satisfeitos com os resultados desse ano, uma vez que a formação tem um papel essencial para a classe trabalhadora organizada, tanto no fortalecimento do conhecimento crítico de nossa história, quanto para adaptar os dirigentes às habilidades que hoje são necessárias às ações coletivas”, observa Eliana Brasil, secretária de Formação da Contraf-CUT, ao lembrar, em seguida, que neste ano o curso de formação da Contraf-CUT chegou, pela primeira vez, à região Norte do país, com a realização do 1º módulo para os dirigentes do Sindicato dos Bancários e Trabalhadores do Ramo Financeiro de Rondônia (SEEB-RO).

Planos para 2026

Para construir o calendário das atividades do próximo ano, o coletivo determinou, como lição de casa, que as federações realizem um levantamento interno das demandas pelos módulos I e II do Curso de Formação Sindical para Dirigentes.

“Com essas informações em mãos, sobre quais são os locais que desejam receber o módulo I, o módulo II, ou até ambos os módulos, vamos conseguir estabelecer o calendário final das atividades presenciais em 2026”, explica o professor José Luís Vasquinho Paredes, assessor da Contraf-CUT nas áreas de formação e organização sindical.

O grupo propôs ainda a ampliação do Curso de Formação para Dirigentes Sindicais com a inclusão do módulo III, tendo como sugestão a este módulo os temas “ferramentas de IA para comunicação sindical” e “política partidária eleitoral”. Por fim, o coletivo aprovou a retomada de oferta de cursos online em 2026.

A seguir, veja o calendário provisório das atividades presenciais para o primeiro semestre de 2026:

Data Atividade Local/Entidade
15 e 16/01 Curso Módulo II SEEB PB
27 e 28/02 Curso Módulo II SEEB Rondônia
05 e 06/03 Planejamento SEEB Campinas
14/03 Oficina de Juventude CONTRAF
20 e 21/03 Curso Módulo I SEEB PI (À Confirmar)
10 e 11/04 Curso Módulo I FETEC PR – Curitiba
Fonte: Contraf-CUT

Nesta terça-feira, 16 de dezembro, a Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander se reuniu com a direção do banco.

Claudio Merçon (Cacau), representante da Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro dos Estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo (Fetraf RJ/ES) na Comissão, participou da reunião, que aconteceu na sede do banco, em São Paulo.

Logo no início do encontro, os representantes dos trabalhadores fizeram uma cobrança firme ao banco em razão do vazamento de informações internas ocorrido no dia seguinte à última reunião, divulgado por pessoas que não pertencem ao banco nem à representação sindical.

Na ocasião anterior, o Santander havia afirmado que não poderia fornecer mais detalhes sobre determinados temas. No entanto, informações internas acabaram circulando externamente e se misturaram a boatos, o que gerou insegurança entre os trabalhadores e indignação nos dirigentes sindicais. Para a COE, a situação compromete a credibilidade da representação junto à base e caracteriza uma grave quebra de confiança.

Os bancários afirmaram que se sentiram traídos e cobraram que o banco reveja seus fluxos de comunicação e fortaleça o diálogo com a representação sindical, para evitar que episódios semelhantes voltem a ocorrer. O Santander reconheceu o problema e se comprometeu a ajustar o formato de comunicação interna.

A coordenadora da COE Santander, Wanessa de Queiroz, criticou o erro cometido pelo banco e destacou a gravidade da situação. “O vazamento de informações internas por pessoas que não fazem parte do banco nem da representação sindical é um erro grave. Isso enfraquece a confiança e prejudica diretamente o nosso trabalho junto aos trabalhadores. Esperamos que o banco cumpra o compromisso assumido e que esse tipo de situação não volte a acontecer”, afirmou Wanessa.

Banco apresenta mudanças na gestão de compliance

No decorrer da reunião, o Santander apresentou alterações e reforços na sua Gestão de Compliance e no Processo Estruturado de Apuração, que já haviam sido comunicados nas redes internas do banco.

Entre os pontos apresentados estão:

• Compliance – Conduta Corporativa, responsável pela gestão do canal ético;
• Prevenção de Conflito de Interesses, com verificação interna para mitigar riscos entre investigador e denunciado;
• Protocolo de Investigações, com diretrizes rigorosas para denúncias comportamentais graves, como assédio, garantindo a escuta do denunciante, do denunciado e de testemunhas;
• Quality Check (Controle de Qualidade), realizado após a conclusão das apurações para assegurar proporcionalidade e ausência de favorecimento nas medidas disciplinares;
• Métricas globais e transparência, com cerca de 50 indicadores trimestrais sobre o Canal Aberto e divulgação de informações em relatórios públicos.

Canal Aberto Santander e proteção ao denunciante

Um representante da área de Compliance apresentou detalhes sobre o Canal Aberto Santander, ferramenta destinada ao acolhimento de denúncias e à promoção do comportamento “Speak Up” (Falo Abertamente).

O canal permite o registro de denúncias sobre temas como assédio moral ou sexual, discriminação, corrupção, fraude interna, conflitos de interesse, violação de normas trabalhistas, segurança da informação, lavagem de dinheiro, entre outros.

O banco informou que o Canal Aberto funciona 24 horas por dia, sete dias por semana, por telefone gratuito e pela intranet, e que também recebe denúncias feitas pelo sindicato. O denunciante pode acompanhar o andamento do caso por meio de uma senha exclusiva, com garantia de anonimato.

Segundo o Santander, há tolerância zero à retaliação, sendo proibida qualquer forma de discriminação ou tratamento injusto contra quem denuncia de boa-fé. Casos de retaliação podem resultar na aplicação de medidas disciplinares, sem exceção.

Saúde mental, bem-estar e risco psicossocial

A segunda apresentação ficou a cargo da área de Pessoas, Cultura e Ouvidoria, que abordou as ações de saúde mental e bem-estar previstas para 2025. Entre os destaques estão isenções de coparticipação para exames preventivos, a Semana de Saúde Mental, o Family Day, além das campanhas do Outubro Rosa e Novembro Azul.

O banco detalhou as iniciativas de atenção à saúde mental em três níveis. Na atenção primária, foram citadas ações de psicoeducação de líderes, com mais de 2,6 mil gestores treinados em segurança psicológica, e a realização de mais de 35 rodas de conversa sobre saúde e bem-estar em 2025.

Na atenção secundária, o Atendimento Médico Integrado (AMI) já atendeu mais de 1.200 pessoas neste ano, com NPS de 4,8, além do apoio psicológico do PAPE, que registrou mais de 12 mil atendimentos em 2025. Já na atenção terciária, o programa Retorne Bem, criado em 2014, apresentou taxa de sucesso de 82% nos últimos cinco anos.

O Santander também apresentou o plano de implementação das exigências relacionadas ao Risco Psicossocial, conforme a NR-1, destacando etapas como análise de risco, planos de ação individualizados e documentação legal obrigatória a partir de maio de 2026.

Inclusão de pessoas com deficiência e neurodivergentes

Outro ponto discutido foi o Programa do Seu Jeito, voltado ao acompanhamento de funcionários com deficiência. A iniciativa prevê acolhimento, adaptação ao ambiente de trabalho, acompanhamento por equipe multidisciplinar, parceria com o TotalPass, equipe dedicada de saúde e segurança do trabalho e isenção de coparticipação para consultas e exames.

Para trabalhadores neurodivergentes, o banco informou que há isenção de coparticipação nos casos em que a renda esteja comprometida com o plano de saúde, além da ampliação do acesso a exames preventivos de câncer.

Ao final da reunião, Wanessa de Queiroz reforçou a importância de ouvir os trabalhadores e avaliar o impacto real das políticas apresentadas. “É fundamental entendermos o que, de fato, melhora o dia a dia dos trabalhadores. Só assim conseguimos avaliar o impacto dessas ações na vida deles e mostrar como essas medidas podem ser realmente benéficas”, concluiu a coordenadora da COE Santander.

Wanessa também criticou o fato de os exames preventivos não terem sido clausulados no ano passado, apesar de esse ser um pedido do movimento sindical, e voltou a cobrar a extensão da isenção de coparticipação aos dependentes das pessoas com deficiência (PCDs).

Mudanças no varejo

A última apresentação do dia tratou da nova organização comercial do varejo do Santander, tema que havia gerado ruídos após a reunião anterior. O banco explicou que as mudanças fazem parte de uma estratégia de clientes baseada na gestão matricial multicanal, com foco na distribuição comercial e no fortalecimento da presença territorial de forma integrada.

Segundo o Santander, a nova estrutura prevê coordenação em todo o ecossistema do banco, manutenção da especialização das equipes e atuação comercial orientada por sinergia, disciplina e portfólio de produtos. Também foi destacada uma mudança significativa na liderança das redes.

O banco apresentou ainda a nova segmentação de clientes Pessoa Jurídica (PJ), que passa a contar com novas nomenclaturas, além de alterações no segmento Select, com novos nomes e ajustes nas faixas de enquadramento.

De acordo com o Santander, nenhuma das mudanças anunciadas trará impactos no dia a dia dos trabalhadores. A nova estrutura passou a vigorar em dezembro e será refletida nos sistemas a partir de 1º de janeiro de 2026. Já a migração de clientes, tanto PJ quanto Pessoa Física (PF), está prevista para ocorrer na primeira quinzena de janeiro de 2026.

Por fim, ficou definido que a mesa sobre Diversidade e Segurança Bancária será realizada no dia 28 de janeiro de 2026. Já no dia 25 de fevereiro está prevista uma reunião específica para tratar da NR-1.

*com informações da Contraf-CUT

 

A Contraf-CUT, a Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae) e as Apcefs, lançam, nesta segunda-feira (15/12), a campanha “Vendeu/Recebeu”, que cobra mudanças no Super Caixa (programa de premiação da rede de varejo e atacado do banco, responsável pelo pagamento por desempenho dos empregados). A iniciativa chega acompanhada de um abaixo-assinado que reivindica mudanças no atual regramento.

O objetivo é envolver os empregados na luta por mudanças nas regras do Super Caixa, que, desde que foi lançado, tem gerado insatisfação e sentimento de desvalorização entre os trabalhadores do banco.

Super Caixa, super injusto

O Super Caixa é um programa que incentiva empregados da rede de varejo e atacado da Caixa Econômica Federal a comercializarem produtos de seguridade (seguros, previdência, consórcios, capitalização etc.) nas redes de Varejo e Atacado, premiando empregados “indicadores” e gestores que superarem metas estabelecidas (bloco sinergia); e de premiação de gestores da rede de Varejo e Atacado por desempenho superior, considerando experiência do cliente, resultado financeiro e fidelização de clientes.

O programa de remuneração variável substitui mecanismos anteriores, como o Bônus Caixa e o TDV (Time de Vendas).

O modelo vigente gera sensação de desvalorização e incerteza. Muitos empregados relatam que o esforço não é recompensado de forma proporcional, o que impacta na motivação, no bem-estar e até na qualidade do atendimento. A mudança é necessária para garantir mais equilíbrio e transparência para os empregados.

Fonte: Contraf-CUT

O Governo do Brasil anunciou, nesta segunda-feira (15/), as ações que compõem o Plano Nacional de Cuidados, que contará com investimento de R$ 25 bilhões até 2027. A estratégia reúne 79 iniciativas, organizadas em cinco eixos, e contempla políticas como a criação de cuidotecas, capacitação de profissionais do cuidado, implantação de lavanderias públicas e ampliação da oferta de creches.

Na mesma data, foram publicadas três portarias: uma que estabelece as ações do Plano; outra que define sua estrutura de governança, composta por um Comitê Estratégico e um Comitê Gestor; e uma terceira que abre o processo de adesão para estados, Distrito Federal e municípios.

O lançamento ocorreu no auditório do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), com a presença do ministro Wellington Dias e da ministra das Mulheres, Márcia Lopes. “Hoje, damos mais um passo decisivo na implementação da Política Nacional de Cuidados. A lei expressa o reconhecimento de que o cuidado não é uma questão menor ou restrita à esfera privada, mas um elemento central para a sustentabilidade da vida, a promoção da igualdade de gênero e raça e a autonomia das mulheres”, afirmou o ministro Wellington Dias.

A Política Nacional de Cuidados foi sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em dezembro de 2024 e instituiu o direito ao cuidado tanto para quem necessita quanto para quem o oferta.

Para a ministra Márcia Lopes, a consolidação da política representa um marco que ultrapassa as fronteiras nacionais. “Sabemos o significado de termos chegado a esse momento, que inaugura um trabalho ainda mais intenso de convencimento da sociedade brasileira e de diálogo com outros países, porque essa é, sem dúvida, uma agenda internacional”, destacou.

O público prioritário do Plano inclui crianças e adolescentes, com atenção especial à primeira infância; pessoas idosas com necessidades de cuidado; pessoas com deficiência; trabalhadores do cuidado remunerado; trabalhadores com responsabilidades familiares de cuidado; e cuidadores não remunerados.

A secretária nacional da Política de Cuidados e Família do MDS, Laís Abramo, ressaltou que a construção da política envolveu 20 ministérios e teve início em 2023. “Tivemos a sanção da lei há um ano, o decreto que instituiu o Plano Nacional de Cuidados em julho e, agora, damos um passo fundamental com a criação da estrutura de governança”, explicou.

Também nesta segunda-feira, foi oficialmente instalado, em Brasília, o Comitê Gestor do Plano Nacional de Cuidados, que será implementado sob o nome “Brasil que Cuida”. Com o lema “Cuidar é o trabalho que sustenta o mundo”, o plano busca estruturar o cuidado como política pública permanente, voltada à redução das desigualdades de gênero, raça, classe, idade, território e deficiência.

A secretária de Políticas Sociais da Contraf-CUT, Elaine Cutis, que participou da solenidade, definiu a iniciativa como “um avanço histórico”. “Reconhecer o cuidado como um trabalho essencial, que sustenta a economia e a vida, é fundamental para reduzir desigualdades e garantir direitos, especialmente às mulheres, que historicamente assumem essa responsabilidade de forma invisibilizada e não remunerada”, afirmou.

A proposta do plano é olhar de forma integrada para quem precisa de cuidados — como crianças, pessoas idosas e pessoas com deficiência — e para quem cuida, majoritariamente mulheres sobrecarregadas com tarefas não remuneradas. Os cinco eixos que estruturam a política são: garantia de direitos; conciliação entre vida profissional, educacional e familiar; promoção do trabalho decente para cuidadores remunerados; reconhecimento e valorização cultural do cuidado; e governança.

Entre as ações previstas estão a ampliação das creches em tempo integral, a criação de cuidotecas, serviços de atenção domiciliar, implantação de centros-dia e iniciativas como lavanderias e restaurantes comunitários, que contribuem para reduzir a carga do cuidado indireto. O plano também prevê campanhas de valorização do trabalho de cuidado, capacitação de cuidadores e o fortalecimento do combate ao trabalho infantil e ao trabalho análogo à escravidão no setor.

A governança contará com participação do governo federal, da sociedade civil e de entes federativos. Para Elaine Cutis, a presença das entidades sindicais nesses espaços é fundamental. “É isso que garante que essa política saia do papel e chegue à vida de quem cuida e de quem precisa de cuidados”, afirmou.

Após o lançamento, estados e municípios poderão aderir ao Brasil que Cuida e desenvolver políticas próprias, ampliando o alcance e a efetividade da iniciativa em todo o país.

Fonte: Contraf-CUT

Nota de Falecimento

Dezembro 13, 2025

Com profundo pesar, o Sindicato dos Bancários da Baixada Fluminense comunica o falecimento de Marcela Castro dos Santos Tavares, Gerente Pessoa Jurídica da agência 129 do Banco Bradesco, neste sábado (13/12).

Nos solidarizamos com familiares, amigos e com toda a categoria neste momento de dor.

 

O Super Caixa, programa de remuneração variável implementado pela Caixa Econômica Federal para o 2º semestre de 2025, segue sendo alvo de intensas críticas das entidades de representação das empregadas e empregados. O modelo, criado unilateralmente pelo banco e apresentado como “prêmio por liberalidade”, alterou regras de habilitação, cálculo e distribuição da premiação, ampliou exigências e, na prática, tornou mais difícil o acesso ao benefício, principalmente para quem atua diretamente nas agências.

Desde sua divulgação, a Contraf-CUT, por meio da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, federações e sindicatos vêm denunciando que o programa aumenta a pressão sobre as equipes, baseia-se em indicadores complexos, penaliza unidades inteiras e impacta diretamente a renda de trabalhadoras e trabalhadores, sem que tenha havido qualquer negociação coletiva prévia.

Segundo as entidades, o modelo reforça a cobrança por metas, carece de previsibilidade e não reflete de forma fiel a realidade das agências, especialmente diante do quadro reduzido de pessoal e do aumento constante de demandas geradas por programas sociais e políticas públicas operadas pela Caixa.

Principais críticas

Entre os pontos mais criticados, destacam-se:
•    Exigências elevadas de habilitação, baseadas em resultados de unidade que não dependem exclusivamente do esforço individual;
•    Indicadores complexos e pouco transparentes, dificultando o entendimento do cálculo;
•    Penalizações por desempenho de terceiros, o que desestimula o trabalho coletivo e gera conflito interno;
•    Pressão permanente por metas, ampliando o risco de adoecimento;
•    Ausência total de negociação com as entidades representativas, desrespeitando a mesa permanente;
•    Impacto direto sobre a renda, já que o programa substitui mecanismos anteriores mais estáveis e previsíveis.

Fora da realidade

Para o coordenador da CEE/Caixa, Felipe Pacheco, o programa reforça desigualdades e não considera as condições reais da rede de atendimento. “O Super Caixa não reconhece a realidade de quem trabalha na ponta. É inadmissível que um programa que impacta a renda de milhares de empregados seja construído sem negociação, com regras que penalizam quem já sofre com sobrecarga e falta de pessoal. Esse modelo precisa ser revisto para garantir justiça e transparência”.

Felipe reforça que a CEE continuará cobrando mudanças e que a Caixa deve respeitar o diálogo com as entidades. “A Caixa não pode tratar remuneração como liberalidade unilateral. A mesa de negociação existe para proteger direitos e construir soluções. O banco precisa ouvir suas empregadas e empregados”.

Programa abre portas para o assédio e o adoecimento

O diretor da Contraf-CUT, Rafael de Castro, alerta para os impactos do programa na saúde mental das equipes. “O Super Caixa intensifica a pressão por metas, expõe trabalhadores a comparações constantes e amplia o risco de adoecimento. Não podemos aceitar que a Caixa use indicadores punitivos e pouco claros para determinar quem será ou não premiado. Isso não é valorização, é adoecimento institucionalizado.”

Rafael destaca que os indicadores de habilitação, como o Resultado.Caixa, Negócios Sustentáveis e satisfação de clientes, não refletem apenas esforço, mas também fatores estruturais. “O empregado não pode ser responsabilizado por questões que extrapolam seu trabalho individual. Isso é injusto e desrespeitoso.”

Falta de transparência

A representante da Fetec-CUT/SP na CEE, Luiza Hansen, enfatiza que o programa falha em dois pilares básicos de qualquer ferramenta de reconhecimento: clareza e objetividade. “Transparência e simplicidade são fundamentais. Hoje, o Super Caixa tem regras difíceis de interpretar, cálculos pouco claros e premissas que mudam de acordo com o desempenho de toda a unidade. Isso afeta a previsibilidade da remuneração e prejudica a organização de vida das trabalhadoras e trabalhadores”.

Luiza também aponta que não basta a Caixa afirmar que “analisará sugestões”. “As entidades apresentaram diversos pleitos e nenhum foi atendido até agora. A Caixa precisa não apenas ouvir, mas implementar mudanças reais. O programa só será justo se refletir o cotidiano de quem atende a população todos os dias.”

Mudanças já!

Diante das inconsistências e dos impactos negativos do modelo, a Contraf-CUT, por meio da CEE/Caixa, segue cobrando:
•    Negociação efetiva das regras;
•    Simplificação dos critérios;
•    Transparência nos indicadores;
•    Proteção à saúde mental;
•    Previsibilidade na remuneração;
•    Respeito às condições de trabalho da categoria.

O movimento sindical reforça que o reconhecimento às pessoas que constroem diariamente a Caixa não pode se dar por meio de programas que ampliam desigualdades, geram insegurança e ignoram a realidade enfrentada por quem atende milhões de brasileiros em todo o país.

A Contraf-CUT continuará acompanhando e denunciando os problemas do Super Caixa, ao lado das federações, sindicatos e entidades representativas dos empregados, e exigindo que o banco revise imediatamente o programa para garantir justiça, valorização e respeito ao trabalho da categoria.

Fonte: Contraf-CUT

O Santander divulgou a agenda de expediente de fim de ano para os empregados e empregadas. Nos dias 24 e 31 de dezembro a jornada será até o meio-dia (12h). O banco orienta que, ao bater o ponto eletrônico, nessas datas, os funcionários escolham nas justificativas a opção "OUTROS ABONOS" e, no espaço para indicar o motivo, escrever "Expediente final do ano".

Se os trabalhadores tiverem que trabalhar mais de 4h, a empresa orienta ainda que será obrigatório realizar o intervalo.

Nos casos em que o funcionário alinhar com a liderança a ausência nos dias 24 e 31 de dezembro, a orientação é que utilize a opção "DESMEMBRAR" no ponto eletrônico e, em seguida:

- Até às 12h: justificar como "HORAS COMPENSADAS"
- Após às 12h: justificar como "OUTROS ABONOS"

"É importante que os empregados e empregadas fiquem atentos à marcação correta do ponto, seguindo as normas internas, pra que possam desfrutar desse período de festas sem nenhum prejuízo em seu ponto eletrônico", reforçou Wanessa de Queiroz, coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander.

Horários atendimento ao público nas agências bancárias de todo o país

Veja também como ficará o atendimento bancário ao público nos dias que antecedem as datas comemorativas do Natal e Ano-Novo, conforme determinação do Banco Central e da Fenaban.

24/12:
- Estados com horários iguais ao de Brasília-DF - 9h às 11h
- Estados com diferença de 1 hora em relação à Brasília-DF - 8h às 10h (horário local) ou 9h às 11h (horário de Brasília)
- Estados com diferença de 2 horas em relação à Brasília-DF - 8h às 10h (horário local) ou 10h às 12h (horário de Brasília)

31/12:
Não haverá atendimento ao público, sendo necessário manter apenas as rotinas internas nas agências.

Fonte: Contraf-CUT