Abril 02, 2026
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O Comando Nacional das Bancárias e dos Bancários se reuniu, nesta segunda-feira (1), com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), para a negociação "Gestão ética da tecnologia na relação de trabalho".

O encontro foi solicitado pelo movimento sindical para discutir os riscos do uso abusivo de tecnologias como ferramentas de controle, por parte das empresas sobre os funcionários, de forma a violar o direito à privacidade e ao bem-estar dos trabalhadores.

Logo no início da reunião, os representantes do movimento sindical apresentaram propostas sobre o tema, com as seguintes linhas gerais, que poderão fundamentar cláusulas futuras, na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria:

1. Que a aplicação de todas as novas ferramentas utilizadas nas relações de trabalho, seja monitoramento, avaliação ou treinamento, por exemplo, se atenha, exclusivamente, às questões relacionadas ao trabalho;

2. A garantia de que todas as ferramentas tecnológicas, novas ou as que já estão implementadas, sejam negociadas com o movimento sindical, para garantir a transparência de utilização das mesmas;

3. Garantia de intervenção humana e qualificada em todos os processos decisões relacionadas ao uso das tecnologias, para que nenhum trabalhador seja punido ou avaliado de forma automatizada; e

4. Gestão humana na utilização de novas tecnologias de monitoramento e avaliação no teletrabalho, garantindo ao funcionário o direito de questionar o resultado de seus feedbacks (avaliações).

Para a coordenadora do Comando Nacional e também presidenta da Contraf-CUT, Juvandia Moreira, orientar o tema por meio de cláusulas é fundamental para que a tecnologia tenha seu uso limitado às situações do trabalho. "Não tem cabimento aceitarmos que a trabalhadora e o trabalhador sejam submetidos a vigilância intrusiva, que invada sua privacidade, indo além das dimensões do trabalho, retirando-lhes a autonomia. A hipervigilância não é saudável, em sentido algum, seja para a criatividade, seja para o bem-estar, porque impede que o funcionário realize de forma saudável suas atividades", destacou. "Para isso, exigimos a garantia de participação do movimento sindical sobre os tipos e usos de tecnologias, e de que formam impactam o dia a dia dos trabalhadores", completou.

O secretário de Saúde da Contraf-CUT, Mauro Salles, completou que a "gestão ética do uso da tecnologia" no trabalho, por parte dos bancos, deve incluir ainda o direito do trabalhador à contestação e informação. "Os trabalhadores têm o direito de saber que tipo de sistemas estão monitorando-os e de que forma são utilizados para a formulação de feedbacks. Também defendemos que nenhum trabalhador seja punido ou avaliado exclusivamente por decisão automatizada. Para isso, é necessária a garantia da intervenção humana e qualificada, especialmente nos processos relacionados ao monitoramento", ressaltou.

A também coordenadora do Comando Nacional e presidenta do Sindicato de São Paulo, Osasco e Região (Seeb-SP), Neiva Ribeiro, reiterou a importância de que os bancos garantam a transparência em todos os mecanismos de monitoramento. “Este debate é de suma importância para a categoria diante do avanço das novas tecnologias. Não podemos permitir que se repita um episódio recente – no qual o monitoramento digital, do qual trabalhadores não tinham pleno conhecimento e não receberam feedback prévio, foi utilizado como justificativa para demissão em massa. Para isso, é preciso garantirmos a utilização ética das novas tecnologias em todas as etapas das relações de trabalho no setor bancário”, concluiu. 

Uma nova reunião será realizada, ainda sem data prevista, para que as negociações sobre o tema prossigam.

Fonte: Contraf-CUT

Vem aí mais um Karaokê dos Bancários!

E desta vez, será realizado na Sede do Sindicato dos Bancários da Baixada Fluminense, em Duque de Caxias.

O evento ocorre dia 12 de dezembro, sexta-feira, a partir das 17 horas.

Mais um evento para a categoria bancária confraternizar e se divertir!

A comida é liberada e as bebidas são à parte.

Endereço: Rua Professor Henrique Ferreira Gomes 179 - Centro - Duque de Caxias/RJ. 

Até lá!

 

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), em parceria com a Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro dos Estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo, realizou nesta quinta-feira (27/11), um Workshop de Comunicação para dirigentes sindicais dos sindicatos filiados Fetraf RJ/ES. A atividade foi realizada na sede da federação.

As atividades de formação e instrução foram conduzidas por um dos responsáveis pelas redes sociais da Contraf-CUT, Henrique Guilherme Batista. Os participantes puderam aprender, na teoria e na prática, sobre os desafios do dia a dia na comunicação e nas redes.

“O conteúdo trabalhado no workshop vai ajudar os dirigentes e nossas entidades filiadas a ampliar sua atuação nas redes e, principalmente, a levar as informações da categoria sob uma ótica do movimento de representação sindical dos trabalhadores para um número maior de bancários e bancárias”, disse o presidente da Fetraf RJ/ES, Nilton Esperança. “Agradecemos à Contraf-CUT pela contribuição nesta formação”, completou.

Muito além da postagem

“Saber criar um card, um vídeo e um texto é parte importante da atuação nas redes sociais, mas, para atingirmos nosso público-alvo, o trabalho precisa ir muito além da criação e da postagem. É uma tarefa intensa que passa pela definição do objetivo, definição do público, da linguagem (e isso inclui não apenas o texto, mas também a imagem, as cores, tipologia das letras...), e também do acompanhamento após a postagem, com respostas e engajamento com as redes de entidades parceiras”, explicou o Guilherme.

Durante o workshop foram apresentados diversos exemplos e números que mostram a importância de fortalecer a identidade e a unidade interna; tornar visível as reivindicações; ganhar o apoio da sociedade; e atrair novos filiados. Pontos importantes que precisam ter a comunicação como ferramenta estratégica para convencer e alcançar as transformações que as entidades buscam.

“Atendemos com muita satisfação o pedido da Fetraf RJ/ES para colaborarmos com a formação, pois sabemos da importância da atuação nas redes sociais para levarmos os ideais do movimento sindical de representação dos trabalhadores para o maior número possível de pessoas. E, sem abandonarmos a ação presencial nas agências e departamentos bancários, sabemos o quanto as redes sociais pode contribuir com nosso trabalho de mobilização a ação sindical”, disse o secretário de Comunicação da Contraf-CUT, Elias Hennemann Jordão. “Por isso, nos colocamos à disposição da nossa secretaria de Formação e das entidades para contribuir com essa tarefa”, completou.

Fonte: Contraf-CUT

Na manhã de quinta-feira (27), os representantes das entidades que compõem a comissão de negociação da Cassi reuniram-se na sede da ANABB, em Brasília, assessorados por profissionais da Caixa de Assistência, para preparar a reunião agendada com o Banco do Brasil para o período da tarde.

Diante do longo tempo decorrido desde o início das negociações e da necessidade de garantir segurança financeira para que a Cassi honre seus compromissos com os prestadores, as entidades definiram solicitar ao banco o adiantamento de 10 anos do 13º salário, medida que reforçaria o caixa da instituição. Para fortalecer o capital regulatório, também será solicitado que o banco antecipe o valor das despesas administrativas referentes a 12 meses.

No período da tarde, foi instalada a mesa de negociação. No entanto, os negociadores do BB não apresentaram qualquer proposta ou novidade relacionada ao custeio da Cassi, alegando que os resultados apresentados e a conjuntura enfrentada no momento dificultam a formulação de alternativas.

A coordenadora da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), Fernanda Lopes, reforçou o compromisso da representação dos funcionários em construir uma solução perene e sustentável para o custeio da Cassi. “Diante das justificativas apresentadas pelo banco, reiteramos a reivindicação do adiantamento de 10 valores do 13º salário e da antecipação da taxa administrativa referente ao ano de 2026 já para janeiro, como forma de ampliar a margem financeira da entidade”, informou.

Fernanda lembrou ainda que o objetivo central é viabilizar uma proposta responsável para o funcionalismo, e que, portanto, as conversações precisam ser mantidas, com foco na busca de uma solução efetiva.

Os negociadores do banco concordaram com a continuidade das discussões e se comprometeram a encaminhar as solicitações às instâncias decisórias, retornando com a maior brevidade possível com uma resposta.

Fonte: Contraf-CUT

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, nesta quarta-feira (26), a lei que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) para trabalhadores que ganham até R$ 5 mil por mês e estabelece descontos para rendas mensais de até R$ 7.350. A medida marca um passo decisivo rumo a um sistema tributário mais justo e trará impacto direto para milhões de brasileiros e brasileiras.

A Coordenadora Geral do Sindicato dos Bancários da Baixada Fluminense, Renata Soeiro, participou da cerimônia, em Brasília. 

Com a mudança, cerca de 15 milhões de pessoas deixarão de pagar Imposto de Renda. A lei também aumenta a taxação de altas rendas, com novas regras que passam a valer para quem recebe acima de R$ 600 mil anuais.

Entre os segmentos impactados está o dos bancários. Segundo levantamento do Dieese, 30% da categoria ficará isenta ou pagará menos imposto — o equivalente a 54,3 mil trabalhadores. O estudo destaca ainda que 54% dos beneficiados são mulheres, reforçando o alcance social da medida e sua contribuição para a redução das desigualdades.

Para ajudar trabalhadores e trabalhadoras a identificarem quanto poderão economizar com as novas regras, o Dieese disponibilizou uma calculadora especial:

>>>>> Calcule quanto você vai economizar

A presidenta da Contraf-CUT, Juvandia Moreira, ressaltou a importância política e social da sanção. “A isenção de IR para quem ganha até R$ 5 mil é uma reivindicação histórica do movimento sindical e foi um compromisso assumido pelo presidente Lula durante a campanha. A medida representa uma vitória da classe trabalhadora e vai beneficiar milhões de famílias em todo o país”, afirmou.

Lula acena com redução da jornada de trabalho e isenção da PLR

Durante o evento, o presidente Lula acenou com mudanças na jornada de trabalho e com a isenção total da Participação nos Lucros e Resultados (PLR). A isenção do benefício pago a trabalhadores é uma demanda das centrais sindicais e foi citada antes da fala de Lula por Sérgio Nobre, presidente da Central Única dos Trabalhadores. Hoje a PLR tem cobrança do Imposto de Renda quando superior a R$ 8.214. "A gente não pode continuar com a mesma jornada de trabalho de 1943 [ano da criação da Consolidação das Leis do Trabalho]", afirmou Lula durante o evento. "Os métodos são outros, a inteligência foi aprimorada, essa revolução digital mudou a lógica da produção".

A redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6x1 são duas das principais bandeiras da esquerda brasileira, recentemente encampadas pelo governo federal. O presidente já criticou o modelo e afirmou que é preciso aprofundar o debate sobre o tema.

*com informações da Contraf-CUT

Nesta quarta-feira, 26 de novembro, o Sindicato dos Bancários da Baixada Fluminense, através do Diretor Fernando Correia de Sá, juntamente com Diego Assunção, da Superintendência Executiva de Varejo da Caixa Econômica Federal, estiveram na Superintendência do banco, em Duque de Caxias.

A visita ocorreu para recepcionar e apresentar para a nova Superintendente da Baixada Fluminense, Anna Carolina, o trabalho e atuação do Sindicato. E, também, deixar o canal de comunicação entre ambas as partes, aberto.

Na reunião foram discutidos os novos rumos da instituição para o ano de 2026, além de questões específicas, como o apoio da entidade aos funcionários da Caixa, na defesa de seus interesses, plano de saúde e condições de trabalho.

Anna Carolina também foi informada sobre a pesquisa que está sendo realizada por esta entidade, em relação à saúde mental e às condições de trabalho dos funcionários.

A Superintendente demonstrou total apoio pelas iniciativas apresentadas.

“Acho que essa parceria, entre nossa entidade e a gestão da Caixa, nos traz mais possibilidades de poder contribuir, cada vez mais, com a categoria bancária. Além disso, encontrar pessoas dispostas a somar com a nossa luta. Isso é fundamental para alcançarmos os objetivos da categoria”, comentou Fernando Correia.

A Coordenadora Geral do Sindicato dos Bancários da Baixada Fluminense, Renata Soeiro, está participando da 2ª Marcha das Mulheres Negras por Reparação e Bem-viver, nesta terça-feira (25/11), em Brasília.

O evento promete, neste dia, reunir cerca de 1 milhão de manifestantes, que também é conhecido como o Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres.

As bancárias, de todo o país, compõem as caravanas que seguiram em direção à capital federal, para esta 2ª edição, que ocorre dez anos após a primeira mobilização, considerada histórica por levar, em 2015, mais de 100 mil mulheres ao Planalto Central.

Naquele ano, o lema foi "Contra o Racismo e a Violência e Pelo Bem-viver", para denunciar o racismo estrutural e o sexismo (preconceito ou discriminação baseados no sexo ou gênero de uma pessoa) que resultam no genocídio da juventude negra e nas formas de violência de gênero que vitimam as mulheres negras de maneira desproporcional.

Em 2025, a Marcha das Mulheres Negras reafirma a luta contra o racismo, discriminação e violência de gênero e raça.

*confira mais fotos em nossas redes sociais 

*com informações da Contraf-CUT

Nesta quinta-feira (20), o Brasil celebra o Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra, pela segunda vez como feriado nacional, oficializado pelo presidente Lula (PT) em 2023. A data, criada para homenagear Zumbi dos Palmares, Dandara e todos que resistiram à escravidão, tornou-se um momento essencial para refletir sobre o racismo estrutural e reafirmar a luta por igualdade racial.

O 20 de novembro foi instituído inicialmente em 2011, no governo da presidenta Dilma Rousseff (PT), e desde então se consolidou como um dos principais marcos da agenda antirracista no país.

O que significa celebrar o 20 de Novembro?

A data cumpre múltiplas funções: homenageia a trajetória de resistência do povo negro, recupera memórias apagadas pela história oficial e escancara desigualdades que seguem vivas desde a escravidão. Como aponta o Boletim Especial do Dieese (2025), as desigualdades entre negros e não negros não são acidentais, mas estruturais, resultado direto da escravização e da ausência de políticas públicas de inclusão após a abolição.

Logo após a abolição, negras e negros foram lançados à própria sorte, sem acesso à terra, educação, moradia ou direitos trabalhistas — um processo que moldou as disparidades que persistem até hoje.

Brasil é um país negro — mas a desigualdade segue como regra

Segundo o estudo População Negra – Brasil e Regiões 2025, a população negra representa 56,4% dos brasileiros, cerca de 120 milhões de pessoas, sendo maioria em todas as regiões, com exceção do Sul.

Mesmo assim, os indicadores sociais e econômicos mostram que a cor da pele segue determinando oportunidades, salários e condições de vida:

  • Mulheres negras: 23,9 milhões — maioria entre os desocupados e trabalhadores informais.
  • Homens negros: 32,8 milhões — também maioria entre ocupados e desempregados.
  • Taxa de desocupação da população negra: 6,5%, acima da média nacional (5,8%).
  • Desocupação entre mulheres negras: 8,0%, o dobro da taxa dos homens brancos.

A desigualdade se expressa de forma contundente na renda:

  • Mulheres negras ganham 53% menos que homens brancos — uma diferença anual de R$ 30.800, segundo o Boletim do Dieese.
  • Entre trabalhadores com ensino superior, a defasagem chega a R$ 58 mil por ano.
  • Homens negros recebem 41,1% menos que homens não negros, mesmo realizando trabalho semelhante.

O estudo também revela que:

  • 39% das mulheres negras estão na informalidade — contra 31% dos homens brancos.
  • 49% das mulheres negras ganham até 1 salário-mínimo.
  • A população negra ocupa apenas 33% dos cargos de gerência e direção no país.
  • Mulheres negras: base da sociedade, alvo da desigualdade.

O Dieese mostra que as mulheres negras sustentam 30% dos lares brasileiros, mas continuam sendo o grupo mais explorado e menos remunerado.

Elas acumulam trabalho remunerado e não remunerado, sendo responsáveis pela maior parte dos cuidados familiares — crianças, idosos e pessoas com deficiência — o que restringe sua permanência no mercado formal.

Entre as profissões mais comuns estão:

  • trabalhadoras domésticas (1ª posição),
  • limpeza de edifícios,
  • balconistas,
  • cozinheiras,
  • cuidadoras de crianças,
  • profissionais da beleza.

Muitas dessas ocupações pertencem à chamada “economia do cuidado”, historicamente desvalorizada e mal remunerada.

Racismo estrutural e mercado de trabalho: um desafio histórico

A apresentação “Participação de Negros e Negras no Mercado de Trabalho” reforça que a exclusão racial não é um fenômeno recente: ela começa na escravidão e se perpetua pela ausência de políticas públicas que integrem a população negra ao trabalho formal e à educação de qualidade.

Os efeitos dessa herança são claros:

  • ingresso tardio no mercado formal,
  • maior informalidade,
  • altos índices de subutilização,
  • dificuldade de ascensão profissional,
  • salários mais baixos,
  • menor presença em cargos de gestão.

O relatório também mostra que, mesmo após políticas afirmativas e avanços sociais, a cada ano a desigualdade racial se reproduz nos indicadores: mulheres negras e homens negros permanecem entre os grupos mais vulneráveis e com as piores remunerações.

Violência: a face mais brutal do racismo

A violência letal no Brasil também tem cor. Segundo dados citados na apresentação do Dieese:

  • a chance de uma pessoa negra ser morta por intervenção policial é 3,5 vezes maior que a de uma pessoa branca;
  • mulheres negras são 63,6% das vítimas de feminicídio;
  • jovens negros de 18 a 44 anos são os que mais sofrem com violência doméstica e urbana.

Além disso, negros são a maioria entre vítimas de roubos e furtos de celulares, demonstrando como a vulnerabilidade social também amplia a exposição à violência.

“O Dia da Consciência Negra é compromisso com o presente e o futuro”, diz Almir Aguiar

O secretário de Combate ao Racismo da Contraf-CUT, reforça que o 20 de novembro é uma convocação para ação permanente. “Celebrar Zumbi e Dandara é reconhecer a enorme contribuição da população negra e, ao mesmo tempo, denunciar as desigualdades que atravessam a nossa história até hoje. O movimento sindical tem um compromisso com a luta antirracista. Isso significa lutar por igualdade salarial, oportunidades reais, representatividade e políticas públicas que enfrentem o racismo estrutural em todas as suas dimensões. O 20 de Novembro não é só memória — é responsabilidade, é mobilização, é futuro.”

Rumo a um Brasil antirracista

O Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra é mais do que um feriado: é uma ferramenta de transformação social. É um dia que chama o país a reconhecer que:

  • não existe democracia plena com desigualdade racial;
  • não existe desenvolvimento econômico sem justiça social;
  • não existe futuro possível sem enfrentar o racismo estrutural em todas as esferas.

Como mostram os estudos do Dieese, negros e negras continuam movendo o Brasil — mas seguem sem receber o reconhecimento, os direitos e as oportunidades que merecem. O 20 de Novembro nos convida a mudar essa realidade não apenas na data, mas todos os dias.

Fonte: Contraf-CUT

Cerca de 40 dirigentes e assessores, que atuam na imprensa de entidades sindicais do ramo financeiro, se reuniram na capital paulista para o "Whorkshop de comunicação e atuação em redes", realizado pela UNI Américas e Contraf-CUT, segunda (17) e terça-feira (18).

Solange Ribeiro, Diretora do Sindicato dos Bancários da Baixada Fluminense, participou do evento.



Carolina González, Assistente de Comunicação da UNI Américas (braço regional da UNI Global Union nas Américas), abordou as estratégias de comunicação para os sindicatos. "Fortalecer a identidade e a unidade interna; tornar visível as reivindicações; ganhar o apoio da sociedade; pressionar empresas e governos; e atrair novos filiados: todos esses são pontos importantes ao movimento sindical e que precisam ter a comunicação como ferramenta estratégica para convencer e alcançar as transformações que as entidades buscam", explicou.

A especialista ressaltou que comunicação estratégica "não é comunicar por comunicar" e sim "comunicar com propósito, planejando o (1) como, (2) o que, (3) quando e (4) para quem” se deseja comunicar. "É fundamental que as mensagens inspirem os trabalhadores, para isso, precisamos considerar o 'tom' da comunicação que realizamos de forma a criar conexão com a audiência; humanizar o sindicato ao público e fazê-lo refletir sobre a cultura sindical, gerando coerência e credibilidade", acentuou. "O dado informa, o tom inspira", completou.

Carolina González também foi taxativa sobre a necessidade de as peças de comunicação terem como elementos-chave mensagens claras e narrativas que conectem a mensagem com a vida real.

A segunda atividade da oficina, com o título "Como temos usado a comunicação na organização sindical?", foi realizada por Peter Barton Kuhns, Organizador Lead Brasil da UNI Américas, cargo relacionado à coordenação de atividades de captação de pessoas para dentro do movimento sindical.

Kuhns mostrou, na prática, as estratégias que a UNI vem realizando para ajudar cuidadores de idosos e profissionais da Tecnologia da Informação (TI) na criação de seus próprios movimentos sindicais. Além do contato direto e humano, indo até esses trabalhadores para conhecer suas demandas, a entidade utiliza ativamente as ferramentas digitais, de acordo com cada público.

"Como o Facebook, por exemplo, é uma rede mais utilizada hoje por pessoas nem tão jovens, se tornou a nossa principal mídia para a formação da Rede de Cuidadoras e Cuidadores do Brasil, porque geralmente esses são profissionais mais maduros em termos de idade", destacou. Ele explicou ainda como utilizaram ferramentas, como a central de anúncios do Facebook, para orientar as publicações ao público-alvo, ou seja, trabalhadoras e trabalhadores com perfil de cuidadoras e cuidadores. Com isso, em menos de um ano, a UNI conseguiu formar uma comunidade de mais de mil seguidores à página da Rede de Cuidadoras e Cuidadores do Brasil, que segue em expansão.

Já no caso dos profissionais de TI, Kuhns ressaltou o LinkedIn como uma ferramenta eficiente para conhecer o perfil e reunir essa categoria, geralmente formada por pessoas mais jovens.


Experiencia da Contraf-CUT e do Seeb-SP

Os responsáveis pelas redes sociais da Contraf-CUT, Henrique Guilherme Batista, e do Sindicato dos Trabalhadores do Ramo Financeiro de São Paulo, Osasco e Região (Seeb-SP), Erica de Oliveira (secretária de Comunicação e Imprensa da entidade), apontaram os desafios do dia a dia na comunicação de redes, além dos números que revelam conquistas nessa trajetória de defender a narrativa do movimento sindical e dos direitos trabalhistas tanto à categoria quanto à população no geral.

"Estamos em todas as redes, porque o bancário está em todo o lugar. Então, a nossa estratégia é multiplataforma: o site é o carro-chefe, a mãe de todas as publicações, de onde derivamos todas as outras formas de comunicação que vão para as demais plataformas, desde a folha imprensa (que é o material que é entregue nas mãos dos bancários, nas ruas), passando pelas redes sociais, WhatsApp e o conteúdo elaborado pela assessorai de imprensa, que é a voz do sindicato para os meios de comunicação externos", explicou Erica de Oliveira.

Guilherme, por sua vez, ressaltou que os objetivos da Contraf-CUT nas redes sociais vão além da divulgação de informações produzidas pela própria Confederação, incluindo a elaboração conjunta de conteúdos com as federações e sindicatos representados pela entidade. "Diante desse esforço, para atingir o máximo em público, focamos ainda na criação de materiais sobre assuntos de interesse da categoria e da população em geral, que envolvem justiça social, direitos das minorias e sustentabilidade. Porque partimos da premissa de que se um tema interessa ao trabalhador, também interessa ao movimento sindical", pontuou.

O profissional de redes da Contraf-CUT reforçou ainda que um dos pilares para o desempenho das mídias da entidade são as postagens colaborativas com influencers. "As parcerias com os influencers, em especial, são importantes para aumentar o público, ampliam o alcance das nossas publicações ao furar a bolha do movimento sindical", explicou.


Ferramentas digitais ao alcance de um celular

O primeiro dia do "Workshop de comunicação e atuação em redes" teve também a colaboração da especialista em Comunicação e Marketing, Nathalia Helena Madeiros Santos, e que já passou por entidades como a WWF, Banco BMG e B2W Digital.

"As redes sociais modelaram as pessoas, as empresas, e os sindicatos não escapam à essa necessidade de atualização constante, diante da popularização dos canais de comunicação", observou. "Hoje, cada dirigente, cada trabalhador, carrega no bolso um megafone, uma gráfica, uma câmera, um estúdio de rádio e TV: o celular, ou, como podemos também chamar esse aparelho, 'o novo megafone da luta coletiva'", completou a especialista.

Em outras palavras, a luta coletiva não depende mais dos jornais da grande mídia. "Mas para utilizar os algoritmos em seu favor, os sindicatos devem dominar o uso dessas novas ferramentas, garantir que a voz coletiva seja amplificada e atravesse as fronteiras desejadas", reforçou Nathalia. Em seguida, a especialista foi à pratica com os alunos, a partir da realização de exercícios de produção de vídeos e cards por meio de aplicativos que podem ser manobrados no celular.

A prática também foi o centro das aulas de Brunna Rosa Alfaia, estrategista digital e cientista social, que atua há pelo menos duas décadas com tecnologia, mídias digitais, comunicação popular e mobilização. Ela participou do segundo e último dia do workshop para abordar o tema "Algoritmos e Inteligência Artificial (IA)".

"O Brasil é um dos países mais conectados do mundo, o que torna as redes sociais, hoje, o espaço central da comunicação no país", destacou. "Com destaque de que cada rede exige um jeito próprio para se comunicar, e essas diferenças devem ser dominadas por nós", completou.

Ela acrescentou que a prática é fundamental para alcançar a eficiência na comunicação. "Não é magia, é tecnologia, que só se domina na prática, assim como o movimento sindical só se torna eficiente na mobilização de rua. Mas, neste percurso, da prática, é normal haver erros, publicações que não vão dar certo. Entretanto isso não deve ser motivo para desistir, porque quanto maiores forem os experimentos, maiores as chances de acertar na comunicação”, ressaltou. “E já existem vários casos de sucesso de entidades que dominaram a narrativa indo pra cima, utilizando as diversas ferramentas que hoje estão disponíveis, como a IA", reforçou.

Ainda durante sua participação na oficina, Brunna montou um site, a partir de uma ferramenta de IA. Em seguida, separou os alunos em várias turmas, cada uma responsável por colocar em prática uma campanha de comunicação, com base nas ferramentas de produção de mídia e de IA que foram apresentadas.


Avaliação dos organizadores

A secretária de Relações Internacionais da Contraf-CUT, Rita Berlofa, destacou a importância do workshop. "Entender conceitos e a prática da comunicação estratégica e ágil é fundamental porque, hoje em dia, não basta apenas formar dirigentes sindicais e profissionais da comunicação como base nos temas que defendemos. Temos também que conhecer com profundidade as ferramentas de comunicação e criação, para fazer de cada uma e cada um de nós um comunicador, capacitado a enfrentar a batalha de ideias em curso e numa proporção nunca vista anteriormente", ressaltou. "Saímos desta oficina com o objetivo cumprido, de entender melhor como construir e dar voz às nossas lutas", pontuou.

O secretário de Comunicação da Contraf-CUT, Elias Hannemann Jordão, acrescentou: "Vivemos uma realidade que não tem volta, uma realidade em que as tecnologias, o uso das ferramentas de IA e das redes sociais ganharam uma importância sem precedentes. Ao mesmo tempo que temos que seguir no embate pela regulamentação das plataformas e dos serviços dominados pelas chamadas big techs, temos que estar preparados para usar as redes, conforme as regras determinadas pelas mesmas big techs em suas plataformas, para conseguir enfrentar o embate de igual para igual com os opositores às políticas sociais e trabalhistas que defendemos", explicou. "Diante deste cenário, concluímos como muito positivo todo o aprendizado que tivemos ao final desses dois dias de oficinas", concluiu o dirigente.

Fonte: Contraf-CUT

A direção da Caixa Econômica Federal divulgou, na tarde da última terça-feira (18), um ofício destacando que as bases que não aprovaram proposta de Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) específico do plano de saúde não poderão acessar as conquistas negociadas para o Saúde Caixa.

No ofício, a empresa argumenta que sem a adesão ao ACT, não será possível preservar o modelo de custeio do plano de saúde. "Como representantes das empregadas e empregados, vamos questionar que tipo de assistência saúde a caixa pretende implementar, e nos mantemos à disposição das bases que não aprovaram o acordo específico para o Saúde Caixa", destacou Felipe. 

Após meses de negociações e de fortes mobilizações ocorridas em todo o país, o banco concordou, no dia 10 de outubro, com o reajuste zero no plano de saúde, ao aceitar a proposta dos empregados de renovação do ACT do Saúde Caixa com a manutenção do percentual do salário a ser pago pelos titulares (3,5%) e do valor fixo pago pelos dependentes (R$ 480).

Seguindo o rito de transparência e legitimidade das decisões que afetam bancários e bancárias de todo o país, a proposta foi submetida, ainda em novembro, à votação em assembleias que ocorreram em bases de todo o país. Do total de votantes no sistema centralizado pela Contraf-CUT (que representa cerca de 100 sindicatos), 65,84% foram favoráveis ao acordo.

Já as assembleias do Sindicato de São Paulo, Osasco e Região; do Sindicato dos Bancários da Bahia; e do Sindicato dos Bancários Espírito Santo, que utilizaram sistemas próprios de votação, os resultados das assembleias pela aprovação foram, respectivamente, 71,58%; 61% e 59%.

Com a aprovação de maioria expressiva das bases, o próximo passo será a assinatura, dia 11 de dezembro, do novo ACT Saúde Caixa, que passará a valer 1º de janeiro, com vigência até 31 de agosto de 2026.

Porém, a proposta vigente do Saúde Caixa, ou seja, não o acordo prestes a ser assinado entre o banco e a representação dos empregados, já havia sido recusado por algumas bases. E são essas que o banco informou, em ofício divulgado ontem, que não poderão acessar os direitos conquistados no acordo mais recente para o plano de saúde.

"Em um momento em que milhões de brasileiros e brasileiras enfrentam aumentos recordes nos planos de saúde, o reajuste zero foi uma conquista dos empregados e empregadas da Caixa", afirmou Felipe. "Nós vamos, agora, avaliar os impactos deste ofício, analisaremos os pontos colocados pelo banco, nos mantendo à disposição das bases afetadas”, reforçou o coordenador da CEE.

Veja abaixo o resumo das conquistas na proposta que será assinada em 11/12

Pauta de Reivindicações Atendidas
•    Reajuste zero, permanecendo as regras atuais;
•    Respeito ao pacto intergeracional e mutualismo;
•    Ampliação do plano de saúde para filhos até 27 anos (R$ 800,00);
•    ACT válido até a próxima data-base (31/08/2026).

Outros pontos negociados em 2025
•    Serão vertidas ao Saúde Caixa as contribuições, patronal e pessoal, incidentes sobre valores pagos a empegados e ex-empregados, decorrentes de processos judiciais trabalhistas individuais, coletivos e acordo judiciais que tenham como objeto parcelas de natureza salarial. (a partir da assinatura do acordo);
•    Carência de 3 meses para novos contratados;
•    Elaboração de medidas estruturantes em 2026, com vistas à sustentabilidade do plano. Com retomada já em fevereiro das mesas permanentes de negociação com vistas a preparar o debate para o próximo ano.

Fonte: Contraf-CUT