Maio 29, 2026
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No dia 30 de maio, sábado, das 10 horas às 17 horas, a Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro dos Estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo (Fetraf RJ/ES), da qual o Sindicato dos Bancários da Baixada Fluminense é filiado, realizará sua 28ª Conferência Interestadual, na cidade de Nova Friburgo (RJ).

Na Conferência, além de debates específicos da categoria, serão apresentadas propostas resultantes de consultas e eleição da delegação para a Conferência Nacional.

Podem participar os bancários e bancárias da ativa e aposentados/aposentadas de bancos públicos e privados dos municípios que compõem as bases dos Sindicatos filiados à Federação, com direito a voz e voto.

Para participar, consulte o diretor ou diretora de sua área.

Nesta última terça-feira, 28 de abril, diretoras e diretores da Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro dos Estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo (Fetraf RJ/ES) se reuniram no auditório da entidade, no Centro do Rio, para debater e alinhar a resistência da categoria bancária, frente à reestruturação agressiva do setor financeiro.

O Sindicato foi representado pelos diretores Pedro Batista, Renata Soeiro, Roberto Domingos e José Laércio, na reunião. 

O encontro focou na defesa dos empregos e na resposta política às mudanças, impostas pela digitalização, que tem servido de justificativa para o fechamento de agências e o corte de postos de trabalho.

Na reunião, também foi debatida uma maneira de unir forças, compartilhar custos, poder de negociação, sem que os Sindicatos percam a identidade e autonomia.

E a resposta estratégica e inovadora, para este cenário é o Consórcio de Sindicatos no Ramo Financeiro. Uma uma solução inteligente para enfrentar o esvaziamento das bases.

A medida visaria fortalecer a mobilização da categoria e garantir que o movimento sindical mantenha o poder de pressão necessário para enfrentar as grandes corporações financeiras. Todas as soluções teriam apoio da CUT e Contraf-CUT.

Queria agradecer a Juvandia Moreira, Presidenta da Contraf-CUT, que disponibilizou o Dr. Jefferson Martins de Oliveira, advogado da entidade, para uma reunião de tamanha importância para os sindicatos e dirigentes da Federação. Nossa parceria de sempre só engrandece o movimento sindical”, comentou Nilton Esperança, Presidente da Fetraf RJ/ES.

O custo social do lucro recorde

Enquanto celebram lucros bilionários, os bancos promovem um encolhimento drástico da rede de atendimento — com projeção de queda para 15,5 mil agências até 2025.

Para o movimento sindical, essa conta não pode fechar no bolso do trabalhador.

A Federação denunciou os principais problemas gerados por essa política:

– Sobrecarga severa e metas desumanas;
– Adoecimento físico e mental dos bancários;
– Precarização do atendimento à sociedade.

Diante desse cenário de encolhimento e fragmentação da categoria, é preciso encontrar maneiras eficazes para os sindicatos sobreviverem e continuarem protegendo os trabalhadores.

Não vamos permitir que a digitalização sirva para invisibilizar o bancário ou enfraquecer nossa luta. Estamos mais integrados do que nunca para cobrar responsabilidade social de um setor que lucra como nenhum outro“, destacou Wagner Figueiredo, Diretor Geral de Finanças da Fetraf RJ/ES.

A reunião consolidou o compromisso de manter a pressão máxima sobre os bancos, utilizando a inteligência e a união da categoria como as principais armas de defesa dos direitos conquistados.

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) cobra da Caixa Econômica Federal respostas às reivindicações apresentadas na reunião de negociação realizada em 31 de março, que tratou do aperfeiçoamento dos mecanismos de proteção às empregadas vítimas de violência doméstica e de situações de violência no ambiente de trabalho.

Durante o encontro, a Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa), que assessora a Contraf-CUT nas negociações com o banco, destacou a necessidade de aprimorar tanto as ferramentas quanto as normas que regulamentam o uso dos instrumentos previstos na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) e no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) da Caixa.

Garantia de proteção sem prejuízos

A principal preocupação da representação dos trabalhadores é assegurar que as empregadas que recorrem a esses mecanismos não sejam prejudicadas profissional ou financeiramente.

“É preciso garantir que as empregadas não serão prejudicadas. A mulher já está passando por uma situação que é, muitas vezes, desesperadora, e ela pode acabar optando por ser transferida, mesmo sem função, para fugir da situação de risco”, afirmou a representante da Fetrafi/RS, Sabrina Muniz.

A avaliação das entidades é de que, sem ajustes nas regras, o uso dos mecanismos de proteção pode acabar gerando novas perdas às vítimas, o que contraria o objetivo das cláusulas negociadas.

Cobrança por dados e melhorias no programa Acolhe

A representante da Fetrafi/NE na CEE, Cândida Fernandes (Chay), destacou que, na última reunião, a representação dos trabalhadores cobrou maior transparência e efetividade nas ações do banco.

“Na última reunião, falamos sobre o programa e cobramos números concretos, além de soluções de encaminhamento para os casos de denúncia de assédio e de violência doméstica. Também defendemos melhorias no programa Acolhe, para garantir que as mulheres vítimas de violência não percam renda, nem função comissionada quando precisarem utilizar medidas protetivas, mesmo que sejam transferidas para unidades onde não exista o cargo ou que tenham porte menor”, afirmou.

Principais cobranças apresentadas

Entre as demandas levadas à Caixa, destacam-se:

  • Garantia de que mulheres transferidas por motivo de violência não tenham perda de renda;
  • Maior agilidade na análise e execução dos pedidos;
  • Soluções para casos em que a violência é cometida por outro empregado da Caixa e exigem medidas protetivas;
  • Alternativas para situações em que a violência é praticada por clientes, especialmente em localidades onde não há outra agência para realocação da trabalhadora.

Necessidade de respostas concretas

A Contraf-CUT reconhece que a Caixa avançou na criação de canais e políticas de apoio, mas avalia que ainda há lacunas importantes que precisam ser corrigidas com urgência.

A entidade reforça que os instrumentos previstos nas normas coletivas existem justamente para proteger as trabalhadoras em situações de vulnerabilidade e, por isso, precisam ser efetivos, acessíveis e livres de entraves burocráticos.

“Garantir proteção integral às vítimas de violência não é apenas uma questão de gestão interna, mas de responsabilidade social e compromisso com a dignidade das trabalhadoras”, disse a secretária da Mulher da Contraf-CUT, Fernanda Lopes.

Fonte: Contraf-CUT

A Chapa 2 – Previ para os Associados, apoiada pelo movimento sindical, venceu as eleições da Previ, entidade de previdência complementar dos funcionários do Banco do Brasil, para o mandato 2026/2030. A votação foi encerrada às 18h desta segunda-feira (27).

Encabeçada por Alencar Ferreira, a Chapa 2 recebeu 49.379 votos dos associados. Com o resultado, Alencar foi eleito diretor de Administração da Previ, representando os participantes da entidade.

Além da Diretoria de Administração, a Chapa 2 também conquistou vagas importantes na governança da Previ. Foram eleitos representantes dos associados para a Diretoria de Planejamento, o Conselho Deliberativo, o Conselho Fiscal e os Conselhos Consultivos do Plano 1 e do Previ Futuro.

A eleição reforça a participação dos associados na gestão da maior entidade fechada de previdência complementar da América Latina, garantindo representação comprometida com a defesa dos direitos dos participantes, aposentados e pensionistas do Banco do Brasil.

O resultado também consolida o apoio do movimento sindical à proposta de uma gestão transparente, participativa e voltada à proteção do patrimônio previdenciário dos associados.

Fonte: Contraf-CUT

O dia 28 de abril é marcado mundialmente como o Dia Mundial de Segurança e Saúde no Trabalho e, no Brasil, também como o Dia Nacional em Memória das Vítimas de Acidentes e Doenças do Trabalho. A data chama a atenção para a importância da prevenção e para a necessidade de preservar a vida e a saúde dos trabalhadores.

A origem da mobilização remete a 1969, quando uma explosão em uma mina na cidade de Farmington, no estado da Virgínia, nos Estados Unidos, provocou a morte de 78 trabalhadores. A tragédia motivou movimentos sociais a instituírem o dia como símbolo da luta por ambientes laborais mais seguros. Em 2003, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) oficializou o 28 de abril como uma data internacional dedicada à promoção da saúde e segurança no trabalho.

Desde então, sindicatos, entidades e movimentos sociais realizam atividades em todo o mundo para lembrar as vítimas e cobrar medidas efetivas de prevenção.

Para o secretário de Saúde da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Mauro Salles, é fundamental ampliar o debate sobre o tema. “É fundamental que a sociedade reconheça a gravidade da situação de saúde dos trabalhadores. São milhares de doentes, invalidados e mortos no trabalho”, afirmou.

Segundo ele, a prevenção só será efetiva quando houver enfrentamento das causas estruturais do adoecimento. “Precisamos olhar para onde os problemas se originam, nas relações de trabalho violentas. Não podemos banalizar a situação. Há uma tentativa de normalizar acidentes e doenças relacionadas ao trabalho, mas nem tudo que é normal é saudável”, destacou.

Mauro Salles alerta ainda que o adoecimento laboral tem sido tratado como algo natural em diversas categorias profissionais, inclusive no setor bancário. “As patologias do trabalho produzem laços sociais perversos, fundamentados na normalização do adoecimento, fazendo crer que é normal adoecer pelo trabalho bancário ou continuar trabalhando doente, levando os trabalhadores a tratamentos médicos constantes e ao uso de medicamentos”, explicou.

Para o dirigente, o enfrentamento do problema exige ações estruturadas e permanentes. “Carecemos de uma política de Estado para o tema, integrando ações com fiscalização efetiva e uma política ativa de promoção da saúde. Precisamos colocar essa discussão no centro da agenda nacional para enfrentar essa verdadeira tragédia cotidiana, que provoca sofrimento, angústia, depressão, acidentes, doenças e mortes evitáveis”, concluiu.

A data reforça a importância da mobilização permanente em defesa da vida, da dignidade e de condições de trabalho saudáveis para toda a classe trabalhadora.

Fonte: Contraf-CUT

Bradesco, Santander e Caixa Econômica Federal iniciaram suas campanhas anuais de vacinação contra a gripe.

O movimento sindical ressalta a importância da antecipação e da ampla cobertura vacinal para proteger os bancários no ambiente de trabalho, especialmente diante da sazonalidade de vírus respiratórios.

BRADESCO

O Bradesco confirmou o início da sua campanha anual de vacinação contra a gripe para esta segunda-feira, dia 27 de abril.

A campanha deste ano utilizará a vacina quadrivalente, que protege contra quatro cepas do vírus Influenza (H1N1, H3N2 e duas linhagens da Influenza B), seguindo as recomendações mais recentes da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Para a coordenadora da COE Bradesco, Erica de Oliveira, a vacinação é um item essencial na pauta de saúde dos trabalhadores. "A vacinação não é apenas um benefício, é uma medida de segurança sanitária fundamental. Nossa cobrança junto ao banco é para que o processo seja ágil, organizado e alcance o maior número possível de trabalhadores, incluindo aqueles que estão em agências menores ou locais mais remotos. Saúde é prioridade, e garantir que a categoria esteja protegida contra a gripe é evitar afastamentos e preservar a integridade física de cada colega e de suas famílias", afirmou Erica.

Como se vacinar

Os bancários devem consultar o cronograma detalhado no Portal Corporativo do banco. A vacinação ocorrerá em clínicas credenciadas e em pontos estratégicos definidos pelo Bradesco. O movimento sindical orienta que todos fiquem atentos aos prazos e locais de agendamento em suas respectivas regiões.

CAIXA

A Caixa Econômica Federal iniciou, na última quarta-feira (22), a Campanha Anual de Vacinação Antigripal destinada às empregadas e aos empregados do banco. A imunização será realizada de forma escalonada em todo o país, conforme cronograma definido pela empresa.

A retomada da campanha atende a uma das reivindicações apresentadas pela Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa) nas mesas de negociação com o banco, especialmente após os atrasos ocorridos em 2025, que geraram preocupação entre os trabalhadores.

Como ocorre tradicionalmente, a Caixa realiza processo de licitação para contratar empresas responsáveis pelo fornecimento e aplicação das doses. Nos locais onde não houve empresas habilitadas, será adotado o sistema de reembolso, garantindo que todos os empregados tenham acesso à vacina. O valor máximo para ressarcimento é de R$ 180 por pessoa.

Vacinação e qualidade de vida

A vacinação também está inserida nas ações de promoção à saúde e qualidade de vida no trabalho. Em 2025, a participação em iniciativas desse tipo foi considerada critério para o pagamento do primeiro delta da promoção por mérito, sendo exigidas duas ações para o segundo delta. A imunização pode ser contabilizada como uma dessas ações.

Para 2026, os critérios ainda não foram definidos pelo banco.

Calendário escalonado

O início da campanha ocorre de forma gradual, com aplicação por empresas contratadas em diversas regiões a partir de 22 de abril, incluindo estados como Espírito Santo, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Rio Grande do Norte. Outras localidades seguem cronograma específico ao longo das semanas seguintes, com previsão de expansão até maio.

Já em algumas regiões, a vacinação será viabilizada exclusivamente por meio de reembolso, em função da ausência de prestadores contratados.

A campanha reforça a importância da prevenção e do cuidado com a saúde das empregadas e empregados, além de evidenciar a necessidade de manutenção de políticas permanentes de qualidade de vida no ambiente de trabalho.

Veja abaixo o calendário de vacinação

Texto descritivo da imagem aqui

SANTANDER

O Santander iniciou, nesta segunda-feira (27), a campanha anual de vacinação contra a gripe destinada aos seus empregados. A imunização será realizada entre os dias 27 de abril e 30 de junho de 2026, com acesso gratuito para funcionários, estagiários e jovens aprendizes.

A iniciativa tem como objetivo ampliar a proteção dos trabalhadores no período do ano em que aumentam os casos de doenças respiratórias, contribuindo para a preservação da saúde coletiva nos locais de trabalho.

A vacinação é exclusiva para o público interno do banco. Os trabalhadores que não realizaram previamente a adesão à campanha pelo Portal Pessoas, mas desejam se vacinar, deverão abrir um protocolo de atendimento por meio do link:
https://sgc.vacinar.com.br/add-patient?c=CAMPANHABANCOS2026&u=38

⁠Em caso de dúvidas, os funcionários podem entrar em contato pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou consultar o FAQ disponível no Portal Pessoas.

Empregados afastados ou sem acesso ao portal também poderão solicitar apoio ou esclarecimentos pelo mesmo endereço eletrônico.
Segundo comunicado do banco, nas cidades onde não há vacinação presencial ou clínica credenciada em raio próximo, os trabalhadores receberam e-mail nominal com orientações específicas para solicitação de reembolso. O banco informou ainda que o reembolso permanece restrito exclusivamente às situações previstas nessas orientações, como ocorreu em anos anteriores.

O cronograma completo de vacinação por localidade e o documento de perguntas frequentes permanecem disponíveis até o encerramento da campanha, em 30 de junho.

Para a coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) Santander, Ana Marta Lima, a adesão dos trabalhadores é fundamental para a prevenção de doenças.
“A vacinação é uma das principais formas de prevenção de doenças, especialmente nesta época do ano, marcada pelo aumento de problemas respiratórios. Por isso, é essencial que todos mantenham a vacinação em dia”, destacou.

A representação sindical orienta que os bancários aproveitem a campanha e garantam a imunização, reforçando os cuidados com a saúde e a prevenção no ambiente de trabalho.

*com informações da Contraf-CUT

Nos dias 24 e 25 de abril, ocorre a Conferência Estadual das Bancárias e dos Bancários 2026, no Espírito Santo, com o tema Na guerra contra o fascismo, nossa luta é por soberania, direitos e vida”.

O Diretor do Sindicato dos Bancários da Baixada Fluminense, Fernando Correia de Sá, representa a entidade no evento. 

As mesas vão debater temas relacionados à escalada do fascismo no Brasil e no mundo e apontar as estratégias de enfrentamento da classe trabalhadora.

O Comando Nacional definiu os eixos temáticos que vão nortear as conferências estaduais e regionais deste ano:

– Aumento real; – Aumento do piso da categoria;

– Aumento da PLR;

– Saúde: bem-estar e combate ao adoecimento;

– Defesa do emprego frente à implementação das novas tecnologias;

– Por um Sistema Financeiro melhor e mais regulado;

– Importância das eleições 2026 para a classe trabalhadora.

Os eixos definidos pelo Comando serviram de referência para a organização da Conferência Estadual.

Confira a programação:

Sexta-feira (24)

9h- Debate: “Vivemos uma epidemia do adoecimento mental dos trabalhadores?”

Convidado:

André Guerra – psicólogo, advogado, jornalista, doutor em Psicologia Social, Assessor Técnico do Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e da Fetrafi-RS

12h30 – Almoço 

14 h- Congressos específicos dos bancos públicos e privados

18h- Encerramento dos congressos específicos

19h- Jantar 

20h- Abertura da Conferência Estadual dos Bancários e das Bancárias 2026

  • Sábado (25)

9h – Debate: “Conjunturas: desafios e perspectivas para a classe trabalhadora”

Convidados:

Pedro Donizete da Costa Júnior – Doutor em Ciência Política na USP,  Professor licenciado de Relações Internacionais e Economia das Faculdades de Campinas (FACAMP). Atua predominantemente nas áreas de Economia Política Internacional, Geopolítica, Filosofia Política, Relações Internacionais Contemporâneas e Teoria das Relações Internacionais. Autor dos livros “O Poder Americano no Sistema Mundial Moderno: Colapso ou Mito do Colapso?”;(Curitiba: Editora Appris, 2019). “EUA X China: A Luta Pelo Poder Global”; (São Paulo: Editora Escuta, 2026).

Editor de Geopolítica e Relações Internacionais do Jornal GGN. Comentarista convidado de Relações Internacionais das principais emissoras e meios de comunicação do Brasil (Globo News, Band News, SBT News).

Vladimir Pinheiro Safatle –Filósofo e psicanalista. Professor Titular do Departamento de filosofia e do Instituto de Psicologia da Universidade de  São Paulo (USP), além de professor convidado e pesquisador em outras universidades e instituições europeias, africanas e norte-americanas (Paris I, Paris VII, Paris VIII, Paris X, Toulouse, Louvain, Stellenboch Institute of Advanced Studies/Africa do Sul, Essex, Berkeley, Veneza). Um dos fundadores da International Society of Psychonalysis and Philosophy (SIPP-ISPP) e um dos coordenadores do Laboratório de Pesquisas em Teoria Social, Filosofia e Psicanálise (latesfip/USP). Colunista da Folha de São Paulo por 10 anos, colunista do El País por 3 anos, escreve para os principais jornais do país.

11h30 – Debate: “Inteligência Artificial com direitos sociais”

Convidado: José Vital –Secretário de Organização e Comunicação da Frente de Inteligência Artificial (IA) com Direitos Sociais no Ceará. É presidente do INIADS Brasil (Instituto Nacional por Inteligência Artificial com Direitos Sociais).

12h45 – Almoço 

14h15 – Debate: “O feminismo e a luta pelo fim da violência contra as mulheres no Brasil”

Convidada: Milly Lacombe  – jornalista, escritora, roteirista, cronista, comentarista esportiva, feminista. Pioneira no jornalismo esportivo, atuou no SporTV, Globo e na Record. Foi diretora de redação da revista TPM, trabalhou também como colaboradora do jornal Folha de S.Paulo, em Los Angeles, e do UOL, em Nova York. Como roteirista, atuou nos programas Amor & Sexo, na Globo, Super Bonita, Tempero de Família e Bem Juntinhos, no GNT. Lançou mais de seis livros, entre eles o romance best-seller O Ano em que Morri em Nova York, Eu Te Amo, Cretino e Feminismo Para Não Feministas. Atualmente, escreve colunas diárias para o UOL e atua como consultora e palestrante colaborando com marcas, instituições culturais e grupos empresariais, abordando temas como literatura, futebol e questões de gênero, além de ser membro do comitê curatorial do Museu do Futebol em São Paulo.

16h15 – Intervalo 

16h40 – Balanço da Campanha Nacional de 2024

Votação das propostas

  • Domingo (26) livre para lazer no hotel até as 14 horas. 

*com informações do Sindicato dos Bancários/ES

No dia 24 de abril, bancárias e bancários, sócios e não sócios, da base territorial do Sindicato dos Bancários da Baixada Fluminense, que prestam serviço para o Banco Bradesco Financiamentos S/A, participarão de assembleia remota, para deliberar sobre: Aprovação do Acordo Coletivo de Trabalho sobre Jornada de Trabalho, com vigência de dois anos, contados de 1 de outubro de 2025.

A votação ocorrerá das 8 horas até às 18 horas.

PARA VOTAR

Para votar e participar, basta acessar o link de votação: https://bancarios.votabem.com.br/

O link estará, também, disponível em nosso site (http://www.bancariosbaixada.org.br)

IMPORTANTE

O Sindicato indica a aprovação do acordo.

A Consulta Nacional dos Bancários 2026 começa nesta sexta-feira (17) e segue até 31 de maio, convocando trabalhadores e trabalhadoras de todo o país a contribuírem com a definição das prioridades da Campanha Nacional da categoria.

A participação é simples, rápida e totalmente online. Para responder ao questionário, basta acessar o link abaixo:
https://consultabancarios2026.votabem.com.br/

A consulta é uma das principais ferramentas de escuta da categoria e orienta a construção da pauta de reivindicações que será levada às mesas de negociação com os bancos.

Segundo as entidades representativas dos trabalhadores do setor financeiro, quanto maior a participação da categoria, maior a precisão estatística na definição das prioridades da campanha, garantindo que as reivindicações reflitam de fato os anseios da maioria dos bancários e bancárias.

Sua opinião ajuda a definir a pauta de reivindicações

A pesquisa aborda temas centrais para o futuro da categoria, como:
•    Remuneração e aumento real de salários
•    Ampliação da PLR e do piso da categoria
•    Emprego e manutenção de direitos
•    Condições de trabalho e combate ao assédio moral
•    Planos de saúde e previdência
•    Impactos das inovações tecnológicas no trabalho bancário
•    Saúde mental e metas abusivas
•    Endividamento da categoria
•    Redução da jornada de trabalho
•    Formas de mobilização da categoria

O questionário também investiga os impactos das metas abusivas sobre a saúde dos trabalhadores, além de temas cada vez mais presentes no setor financeiro, como inteligência artificial, automação e monitoramento digital do trabalho.

Outro objetivo é identificar como a categoria prefere receber informações sobre a Campanha Nacional, fortalecendo os canais de comunicação entre sindicatos e bancários.

Fonte: Contraf-CUT

A Participação nos Lucros ou Resultados (PLR) das empregadas e empregados da Caixa Econômica Federal possui uma característica que a diferencia dos demais bancos: a PLR Social, prevista no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) específico, é uma parcela conquistada nas negociações entre a Comissão Executiva dos Empregados (CEE), órgão assessor da Contraf-CUT, e o banco.

Essa parcela corresponde à distribuição de 4% do lucro líquido da Caixa, divididos de forma linear entre todos os empregados. O objetivo é reconhecer o papel social desempenhado pelos trabalhadores da instituição, responsável pela execução de políticas públicas fundamentais para a população brasileira.

No entanto, essa conquista foi alvo de disputa judicial após a direção da Caixa, em 2021, pagar apenas 3% do lucro líquido referente ao exercício de 2020, descumprindo o percentual estabelecido no ACT.

Descumprimento do acordo coletivo

Apesar da previsão expressa no ACT, a Caixa pagou apenas 3% do lucro líquido a título de PLR Social referente ao exercício de 2020, não os 4% previstos, reduzindo a parcela do lucro distribuída aos trabalhadores.

A decisão foi tomada pela gestão do banco à época, contrariando o acordo coletivo negociado com a representação dos empregados.

Para Fabiana Uehara, atual representante das empregadas e empregados no Conselho de Administração da Caixa e que, à época, era coordenadora da CEE/Caixa, a medida representou um desrespeito à negociação coletiva.

“A PLR Social é uma conquista importante dos trabalhadores da Caixa e tem um significado muito forte, porque reconhece o papel social exercido pelos empregados do banco. Quando a Caixa decide pagar menos do que o percentual previsto no ACT, ela desrespeita um acordo coletivo que foi fruto de negociação”, afirma Fabiana.

O episódio gerou forte reação do movimento sindical, especialmente porque ocorreu em um momento em que os trabalhadores da Caixa desempenhavam papel central no atendimento à população durante a pandemia, com a operacionalização de programas emergenciais e políticas públicas de grande alcance social.

Orientação para ações judiciais

Diante do descumprimento do ACT, a Contraf-CUT e o Comando Nacional dos Bancários orientaram sindicatos de todo o país a ingressar com ações judiciais cobrando o pagamento da diferença de 1% da PLR Social, que deixou de ser paga pelo banco.

Diversos sindicatos seguiram essa orientação e levaram a disputa para a Justiça do Trabalho. Em várias dessas ações, decisões judiciais já reconheceram o direito dos trabalhadores ao pagamento da diferença, entendendo que a Caixa não poderia alterar unilateralmente o percentual estabelecido em acordo coletivo.

Leia mais:
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Para o atual coordenador da CEE/Caixa, Felipe Pacheco, as decisões judiciais reforçam a legitimidade da reivindicação dos trabalhadores. “A Justiça tem reconhecido aquilo que sempre defendemos: que a Caixa precisa cumprir o acordo coletivo firmado com seus empregados. A negociação coletiva precisa ser respeitada, e a PLR Social é uma conquista que não pode ser reduzida por decisão unilateral do banco”, destaca.

Em alguns casos, as decisões determinaram que o banco pague a complementação da PLR Social aos empregados representados pelos sindicatos que ingressaram com a ação.

Defesa das conquistas da categoria

Para o movimento sindical e as entidades associativas, o caso reforça a importância da organização coletiva na defesa dos direitos dos trabalhadores da Caixa.

O diretor de Saúde e Previdência da Fenae e presidente da APCEF/SP, Leonardo Quadros, ressalta que a PLR Social foi criada justamente para reconhecer o papel dos empregados na missão pública do banco. “A Caixa cumpre um papel fundamental para o país e isso só é possível graças ao trabalho dos seus empregados. A PLR Social foi conquistada para reconhecer essa contribuição e valorizar quem faz o banco funcionar todos os dias. Por isso é fundamental garantir que o percentual previsto no acordo coletivo seja respeitado”, afirmou Leonardo ao lembrar que as ações que cobram o pagamento da diferença da PLR Social beneficiam todos os segmentos de empregados.

O objetivo é garantir que todos os empregados recebam aquilo que foi conquistado na mesa de negociação e previsto no ACT da empresa.

As entidades sindicais destacam que continuarão acompanhando as ações judiciais e cobrando que a Caixa respeite integralmente o acordo coletivo firmado com os trabalhadores.

Como funciona a PLR da Caixa

A PLR dos empregados da Caixa é composta por diferentes parcelas. Algumas delas são comuns a toda a categoria bancária e estão previstas na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria.

Entre elas estão:
•    Regra básica: equivalente a 90% do salário mais um valor fixo, com limite individual; 
•    Parcela adicional Fenaban: distribuição linear de 2,2% do lucro líquido do banco entre os empregados.

Além dessas parcelas, os trabalhadores da Caixa possuem a PLR Social, conquista específica das empregadas e empregados do banco, que determina a distribuição de 4% do lucro líquido do banco, também dividida igualmente entre os empregados.

O ACT também estabelece limites para o pagamento da PLR, como o teto individual de até três remunerações-base por empregado e o limite global de distribuição de até 15,25% do lucro líquido da empresa.

Fonte: Contraf-CUT