Maio 29, 2026
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A diretoria da Confederação Nacional das Trabalhadoras e dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), para o período 2026/2027, tomou posse nesta última terça-feira (14), durante cerimônia realizada em Brasília, na Apcef/DF.

Eleita no 7° congresso nacional da entidade, realizado em março, a gestão deste novo período tem 40% de mulheres no quadro – superando a cota mínima de 30% estabelecida em estatuto – além de contar com dois companheiros do ramo financeiro: Talita Regina da Silva (Cooperforte), representando os trabalhadores de cooperativas, e Roni da Silva Oliveira (Casa da Moeda), representado a categoria dos moedeiros.

“Esta é uma gestão que traz tanto continuidade quanto renovação. Continuidade na unidade e capacidade de diálogo, entre várias correntes, que nos possibilitaram, ao longo de toda a nossa história como movimento sindical, proteger direitos e avançar em conquistas para a categoria bancária. Renovação com a chegada dos companheiros Talita e Roni, que reflete a construção de vinte anos da nosssa organização como ramo financeiro, para que sigamos avançando nos direitos às outras categorias”, destacou a presidenta reeleita da Contraf-CUT e coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, Juvandia Moreira.

Primeira reunião executiva da nova gestão

A nova gestão começou os trabalhos no mesmo dia da posse, com a realização, junto com o Comando Nacional, da reunião preparatória para a mesa de negociação permanente com a Fenaban “Novas Tecnologias, como a IA, e a Atividade Bancária”, que irá ocorrer quinta-feira (16), também em Brasília.

Com o apoio da economista Vivian Machado, técnica da subseção do Dieese na Contraf-CUT, o grupo debateu os impactos das transformações tecnológicas sobre os empregos, serviços e segurança do Sistema Financeiro Nacional (SFN).

"Em 2025, os bancos gastaram cerca de R$ 50 bilhões no Brasil, entre investimentos e despesas. Atualmente, 75% das transações são realizadas via celulares. Esses são alguns dados que muitas vezes são utilizados pelas empresas pra justificar o enxugamento do emprego bancário e o fechamento de agências. Porém, quando olhamos detalhadamente os dados, vemos que o volume de transações e serviços nas agências físicas é muito significativo", destacou. "Em 2024, por exemplo, os canais físicos dos bancos foram responsáveis por 2% do total de transações financeiras, mas isso significa 3,6 bilhões de transações, o que equivale a mais de 14 milhões de transações por dia", completou a economista.

Com base em uma pesquisa do IBGE, a técnica do Dieese observou ainda que, apesar de 93,6% dos domicílios brasileiros terem acesso à internet, cerca de 30% dos idosos não possuem acesso digital e 42 milhões de adultos no Brasil não utilizam a internet para acessar os bancos ou serviços financeiros. Outro trabalho, publicado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), em 2025, reforçou que a exclusão digital é social e concentrada: 24% da população com mais de 55 anos declararam que precisavam de ajuda para realizar atividades digitais.

O aumento das transformações tecnológicas veio acompanhado do crescimento de fraudes e golpes digitais. "Segundo dados oficiais, em 2024, mais de metade (51%) dos brasileiros foi vítima de alguma fraude ou golpe. O governo estima ainda que os golpes digitais poderão gerar perdas de até R$ 11 bilhões, até 2028 – valor quatro vezes maior do que o registrado em 2023”, disse Vivian Machado.

A pesquisadora do Dieese pontuou ainda que, de acordo com a Aliança Nacional de Combate a Fraudes Bancárias Digitais, os principais fatores para a escalada de golpes e fraudes digitais são a vulnerabilidade das vítimas, fragilidades do sistema e sofisticação da ação criminosa.

Impactos no emprego bancário

Entre 2013 e 2025, o percentual dos profissionais que atuam na área de Tecnologia da Informação (TI) dos bancos saltou de 2,7% para cerca de 14%. Esse movimento, porém, veio acompanhado da queda de mulheres no setor.

"Em 2012, a participação das mulheres em ocupações de TI nos bancos era de 31,90%, mas caiu para 24,80%, em 2024. Em paralelo, a movimentação do emprego bancário como um todo - ou seja, considerando todas as funções - passou por um encolhimento significativo. Dos 8,9 mil postos de trabalho reduzidos em 2025, a maioria (5.667) foi de postos que antes eram ocupados por mulheres", contou a economista.

A técnica do Dieese observou também que o trabalho bancário não ficou mais fácil com a escalada da automatização dos serviços. Pelo contrário. “Enquanto reduziam os postos de trabalho, os bancos implementaram a IA, que aumentou significativamente o número de operações. Entretanto, a crescente interdependência à essa nova tecnologia está gerando trabalhadores multitarefas e sobrecarregados. O resultado é o crescimento visível de casos de fadiga mental, burnout, queda na qualidade de decisões e maior rotatividade no trabalho", completou.

Vivian Machado pontuou ainda que a digitalização diluiu a fronteira entre vida pessoal e vida laboral. "Por causa da hiperconectividade, o trabalho passou a invadir as pausas e os finais de semana, provocando no indivíduo a necessidade constante de ‘sempre fazer mais’ o tempo todo, aumentando os riscos de fadiga”, explicou.

Avanços e propostas do movimento sindical

Na renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), em 2024, o movimento sindical bancário conquistou cláusulas para que os bancos se comprometam com a qualificação e requalificação de trabalhadores em IA e novas tecnologias. Na ocasião, a categoria também conquistou as cláusulas de instalação da mesa permanente de negociações "Novas Tecnologias, como a IA, e a Atividade Bancária”.

"Sem controle e regulação, o avanço acelerado das novas tecnologias continuará contribuindo para a redução de postos, precarização, sobrecarga e exclusão de mulheres e negros no mercado de trabalho. Esse cenário deixa claro a importância desta mesa permanente de negociações, como mais um instrumento na luta para que os ganhos da tecnologia sejam compartilhados com toda a sociedade, e não contribuam ainda mais para a concentração de renda”, destacou Neiva Ribeiro, também coordenadora do Comando Nacional e presidenta do Sindicatos dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região.

O uso ético das novas tecnologias para o controle e monitoramento do trabalhador bancário está entre os temas que mais avançaram na referida mesa de negociação, e que será retomado no próximo encontro com os bancos, nessa quinta-feira (16).

Fonte: Contraf-CUT

Nesta quarta-feira (15/4), o Sindicato dos Bancários da Baixada Fluminense participou da Marcha da Classe Trabalhadora, em Brasília, realizada pelas centrais sindicais.

Pelo Sindicato, estiveram presentes os diretores: Renata Soeiro, Roberto Domingos, Elizabeth Paradela e Fernando Correia.

A marcha foi precedida de uma plenária da CONCLAT (Conferência da Classe Trabalhadora), que aprovou a Pauta da Classe Trabalhadora atualizada com as prioridades para o período de 2026 a 2030.

O documento será entregue ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, a ministros, às presidências da Câmara e do Senado. A concentração e a Conferência acontecerão a partir das 8h, e o início da marcha rumo à Esplanada dos Ministérios será às 10h30.

“Com unidade do movimento sindical, vamos a Brasília no dia 15 de abril com as nossas pautas históricas e prioridades atuais para, mais uma vez, fazer uma grande marcha em defesa da classe trabalhadora, para pressionar e cobrar mais direitos, mais empregos, mais saúde e mais educação. Todas as categorias estarão representadas, para que cada uma leve a sua bandeira de luta e, juntos, defenderemos a Pauta da Classe Trabalhadora 2026.”

Sérgio Nobre destaca na Pauta da Classe Trabalhadora o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho sem redução de salários, reivindicação que tem o total apoio do Partido dos Trabalhadores.

“A agenda do Congresso Nacional precisa refletir as necessidades do povo, como o fim da escala 6 por 1 e a redução da jornada de trabalho sem redução de salário. Vamos entregar essas demandas ao deputado Hugo Mota [presidente da Câmara dos Deputados]”, afirma Sergio Nobre.

A vice-presidenta da CUT e presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira, também destaca a unidade das centrais sindicais e a centralidade da redução da jornada com a defesa do fim da escala 6×1.

“É uma marcha unitária em defesa da redução da jornada sem redução de salário e do fim da escala 6×1, para garantir mais tempo de vida aos trabalhadores”, enfatiza.

*com informações da CUT

Destaques da matéria

  • Lançamento da cartilha ocorre nesta terça-feira (14);

  • Material analisa impactos da digitalização e da expansão das fintechs no trabalho no sistema financeiro;
  • Publicação orienta sindicatos sobre estratégias para ampliar a organização do ramo financeiro;
  • Documento foi produzido com apoio do Dieese e especialistas da área jurídica.

Leia a íntegra do texto

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) lança, nesta terça-feira (14), a cartilha “Organização sindical diante das transformações do sistema financeiro”, publicação que analisa as mudanças estruturais no setor e apresenta orientações para fortalecer a organização sindical diante das novas formas de trabalho no sistema financeiro.

O material foi elaborado com o objetivo de apoiar sindicatos na ampliação da representação dos trabalhadores e trabalhadoras do setor, diante da expansão de novas instituições e modelos de negócio do ramo financeiro, como fintechs, cooperativas de crédito, instituições de pagamento e empresas de tecnologia financeira.

A publicação também marca um processo histórico iniciado há duas décadas, quando a Confederação Nacional dos Bancários (CNB-CUT) se transformou em Contraf-CUT, ampliando a atuação para todo o ramo financeiro como estratégia para fortalecer a organização sindical e a defesa de direitos da classe trabalhadora.

 

Mudanças profundas no sistema financeiro

Segundo a cartilha, o sistema financeiro brasileiro passou por profundas transformações nas últimas décadas, impulsionadas pela digitalização das operações, pelo avanço da inteligência artificial, por mudanças regulatórias e pela expansão de novas empresas que oferecem serviços financeiros fora do modelo bancário tradicional.

Essas mudanças alteraram o perfil do emprego no setor, ampliando a presença de trabalhadores em áreas de tecnologia, plataformas digitais e empresas não classificadas formalmente como bancos. Ao mesmo tempo, houve redução de postos de trabalho tradicionais e crescimento de formas de contratação mais precarizadas, como terceirização, pejotização e trabalho autônomo.

Nesse cenário, a organização sindical do ramo financeiro, e não apenas da categoria bancária tradicional, passa a ser estratégica para garantir representação coletiva, negociação e proteção de direitos.

Instrumento de orientação para sindicatos

A secretária de Organização do Ramo Financeiro e Política Sindical da Contraf-CUT, Magaly Fagundes, explica que a cartilha foi construída para servir como um instrumento prático de orientação para as entidades sindicais.

“Este material foi elaborado para servir como uma base de orientação para os sindicatos que querem avançar na organização do ramo financeiro em suas bases. Mais do que um documento teórico, ele apresenta caminhos, instrumentos legais e estratégias políticas que podem ser adaptadas à realidade de cada entidade”, destaca Magaly.

Segundo ela, o material busca estimular debates internos nas entidades e apoiar processos de ampliação da base de representação sindical.

“A organização do ramo financeiro é um processo contínuo, que exige planejamento, unidade e persistência. A cartilha é um ponto de partida para que os sindicatos debatam estratégias e avancem com segurança na construção dessa representação mais ampla”, acrescenta.

Estratégias para ampliar a organização do ramo

A cartilha apresenta análises sobre o funcionamento do Sistema Financeiro Nacional e discute caminhos para adaptação sindical diante das transformações do setor.

O material também reúne experiências de sindicatos de diversas regiões do país que já avançaram na organização de trabalhadores do ramo financeiro, demonstrando que a ampliação da base sindical é possível mesmo diante de um cenário de fragmentação do setor.

Fortalecer a unidade para defender direitos

Para a Contraf-CUT, fortalecer a organização sindical do ramo financeiro é essencial para enfrentar desafios como automação, precarização das relações de trabalho e fragmentação das categorias.

A publicação reforça que a ampliação da organização sindical é um passo fundamental para garantir direitos, fortalecer a negociação coletiva e assegurar que todos os trabalhadores e trabalhadoras do sistema financeiro tenham representação e proteção sindical.

A cartilha “Organização sindical diante das transformações do sistema financeiro” foi produzida com base em estudos, dados do Dieese e contribuições de especialistas e dirigentes sindicais, e será disponibilizada às entidades filiadas para apoiar o debate e a construção de estratégias de organização do setor.

Fonte: Contraf-CUT

Principais pontos da reunião

  • Entidades cobraram respostas da Caixa sobre demandas relacionadas ao programa Super Caixa
  • Representação dos empregados defendeu valorização da mesa de negociação
  • Falta de transparência nos critérios do programa foi criticada
  • Conselheira eleita no CA reiterou cobrança formal por esclarecimentos sobre indicadores e exclusões do pagamento
  • Entidades defendem que regras do programa sejam discutidas com a representação dos trabalhadores

Leia a íntegra do texto

As entidades de representação das empregadas e empregados da Caixa Econômica Federal se reuniram nesta quinta-feira (8) com a vice-presidência de Pessoas do banco para cobrar respostas às demandas encaminhadas pela Comissão Executiva dos Empregados (CEE), pela representante eleita dos trabalhadores no Conselho de Administração (CA) da Caixa, Fabiana Uehara, e pela Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae).

Durante a reunião, os representantes dos trabalhadores reforçaram críticas à forma como o programa de remuneração variável Super Caixa vem sendo executado e cobraram respostas formais do banco às reivindicações apresentadas pelas entidades.

Além disso, defenderam a valorização da mesa de negociação como espaço institucional para tratar de temas que impactam diretamente a remuneração e as condições de trabalho dos empregados.

Valorização da mesa de negociação

O coordenador da CEE/Caixa, Felipe Pacheco, destacou que a cobrança por negociação sobre o programa não é recente e que a ausência de respostas tem gerado insegurança entre os trabalhadores.

“Esse é um assunto que vem sendo tratado desde o ano passado. A Caixa precisa valorizar a mesa de negociação e fazer a discussão da remuneração variável com a Comissão de Empresa, para que possamos construir um modelo com mais segurança para os empregados e que garanta o pagamento pelo trabalho realizado”, afirmou. “E não adianta o banco apresentar o programa já com as decisões e formato decidido. É preciso debater e construir junto”, completou.

Segundo ele, discutir o tema na mesa de negociação é fundamental para garantir transparência nas regras e evitar distorções que prejudiquem os trabalhadores.

Cobranças apresentadas pela representação dos empregados

A representante eleita das empregadas e empregados no Conselho de Administração da Caixa, Fabiana Uehara, reforçou que as entidades já encaminharam diversas cobranças ao banco, mas ainda aguardam respostas formais.

Em e-mail enviado à direção da Caixa no dia 25 de março, a conselheira voltou a solicitar esclarecimentos detalhados sobre os critérios utilizados no pagamento do Super Caixa e sobre os fundamentos das decisões administrativas que impactaram a remuneração variável dos empregados.

No documento, Fabiana também aponta que fatores estruturais e operacionais – como metas desproporcionais à capacidade das unidades, dificuldades de infraestrutura e limitações nos sistemas utilizados – podem ter influenciado os resultados considerados para o pagamento do programa.

Durante a reunião, ela voltou a defender a importância do diálogo institucional com as entidades. “Mesmo que a Caixa diga que 93% das unidades receberam, existe um grupo de empregados que trabalhou e não foi remunerado. É fundamental que o programa seja de engajamento, e não de esquecimento. Por isso reforçamos a necessidade de negociação com as entidades, que são quem levam as demandas da base”, disse.

Vendeu, recebeu

Representando as Associações do Pessoal da Caixa (Apcefs), Joana Lustosa, que é diretora de Cultura da Apcef/AP, ressaltou que a principal reivindicação dos trabalhadores é que o esforço realizado nas unidades seja reconhecido.

“O que a gente defende é algo muito simples: vendeu, recebeu. Não podemos esquecer os colegas que estão sendo penalizados. Também defendemos que o regulamento de 2026 seja construído com a participação dos representantes dos empregados”, afirmou.

Falta de diálogo gera insatisfação

O presidente da Fenae, Sergio Takemoto, destacou que a ausência de diálogo prévio sobre mudanças no programa contribuiu para o atual cenário de insatisfação entre os trabalhadores. “Faltou comunicação e diálogo com os empregados, que são os maiores prejudicados com mudanças que não foram previamente anunciadas. Isso poderia ter evitado muitos dos problemas e a insatisfação que estamos vendo agora”, avaliou.

Entidades defendem diálogo permanente

Para as entidades representativas dos trabalhadores, a valorização da mesa de negociação é fundamental para resolver os problemas apontados pelos empregados e aperfeiçoar programas internos do banco.

Segundo os representantes dos trabalhadores, manter o diálogo institucional com a Caixa é o caminho mais eficaz para garantir transparência, segurança jurídica e justiça no reconhecimento do trabalho realizado pelos empregados da instituição. 

Fonte: Contraf-CUT

O resultado das eleições da Fundação dos Economiários Federais (Funcef) foi divulgado nesta quinta-feira (9) após a apuração dos votos dos participantes. Ao todo, 46.490 votantes participaram do processo eleitoral que definiu representantes para a Diretoria de Benefícios, o Conselho Deliberativo e o Conselho Fiscal da fundação.

Diretoria de Benefícios

Na disputa para a Diretoria de Benefícios, Heitor Menegale (101) foi eleito com 24.565 votos, o que corresponde a 53,91% dos votos válidos.

O candidato Jair Ferreira (100) recebeu 20.999 votos, somando 46,09% dos votos válidos.

Conselho Deliberativo

Para o Conselho Deliberativo, que possui duas vagas, foram eleitas as seguintes chapas:
•    Chapa 201 – Pedro Sérgio dos Santos Barbosa (titular) e Maristela Nassar Meireles Guerreiro (suplente): 31.945 votos (38,57% dos votos válidos); 
•    Chapa 200 – Naiara Machado da Silva (titular) e Anabele Cristina Silva (suplente): 29.822 votos (36,01%). 

A chapa 300 – Selim Oliveira (titular) e Ana Carolina Melo (suplente) recebeu 21.058 votos, equivalente a 25,42%, e não foi eleita.

Conselho Fiscal

Na eleição para o Conselho Fiscal, a chapa vencedora foi:
•    Chapa 301 – Mizuki Toshio Mitie (titular) e Marcelo Quevedo do Amaral (suplente): 27.163 votos, ou 60,63% dos votos válidos. 

A chapa 300 – Jesse Krieger (titular) e João Henrique Delibaldo (suplente) obteve 17.711 votos, equivalente a 39,47%.

A Funcef é um dos maiores fundos de pensão do país e administra os planos de previdência complementar dos empregados da Caixa Econômica Federal. O processo eleitoral define representantes dos participantes nos órgãos de governança da fundação, responsáveis por acompanhar a gestão dos planos e defender os interesses dos trabalhadores e aposentados.

Fonte: Contraf-CUT

Mais uma reintegração!

O Sindicato dos Bancários da Baixada Fluminense segue na luta pelos direitos dos trabalhadores.

E nesta quarta-feira, 8 de abril, mais um funcionário do Banco Bradesco foi reintegrado.

Marcelo Heitor, da agência Estrada Rio São Paulo, tinha mais de 30 anos de serviço prestados ao banco, e foi demitido quando exercia o cargo de Gerente de Contas.

No processo, foi constatada a incapacidade laboral, causada ao longo do contrato de trabalho. E, também, foi realizada prova pericial em caráter ortopédico, comprovando o nexo causal no que diz respeito aos ombros e punhos.

Com isso, foi determinada a nulidade da dispensa e a imediata reintegração do bancário.

Marcelo é sindicalizado e teve o suporte e atendimento do Departamento Jurídico do Sindicato, através do advogado Luiz Paulo, do Escritório Baptista & Reis Advogados Associados, e pelo Departamento de Saúde.

A reintegração foi acompanhada pelos diretores Pedro Batista, Renata Soeiro e Gentil Ramos.

 

IMPORTANTE

É fundamental que bancárias e bancários, logo que sejam informados de suas demissões, procurem imediatamente atendimento no Sindicato.

ATENDIMENTO JURÍDICO PRESENCIAL

Nova Iguaçu - às terças-feiras, das 11 horas à 13 horas e das 14 horas às 17 horas (telefone: 21 / 2658-8041)

Duque de Caxias - às quintas-feiras, das 10 horas às 13 horas(telefone: 21 / 26710-110)

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•    Comissionamento passa a depender também do lucro do banco
•    Novo modelo de avaliação amplia número de indicadores
•    Sistema de níveis pode reduzir valores recebidos
•    Representação dos trabalhadores apresentou propostas de mudanças
•    CEE solicitou reunião específica com a Caixa para tratar do tema

As mudanças implementadas pela Caixa no regulamento do programa de comissionamento Super Caixa 2026 acenderam um alerta entre as entidades representativas dos empregados. A análise feita pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), assessorada pela Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa), aponta que as alterações ampliam condicionantes para o pagamento da comissão, aumentam a complexidade do sistema de metas e podem dificultar o acesso dos trabalhadores aos valores previstos no programa.

“A Caixa implementou este programa sem qualquer debate ou participação da representação dos trabalhadores. Se houve qualquer conversa sobre o programa antes de o mesmo ser implementado, não foi com qualquer entidade ligada à Contraf-CUT”, lembrou o coordenador da Comissão Executiva dos Empregados (CEE), da Caixa, Felipe Pacheco. A CEE representa a Contraf-CUT nas negociações com a Caixa.

Felipe lembrou ainda que, desde quando o banco anunciou o Super Caixa, em meados de agosto de 2025, a representação das empregadas e dos empregados fez diversos questionamentos, alertou que os empregados seriam prejudicados e apresentou diversas propostas de melhorias. “A Caixa conseguiu piorar ainda mais o que já estava ruim. Criando mais dificuldades para que os empregados recebam a comissão”, disse.

Super Caixa 2026: ainda pior

Entre as principais mudanças está a inclusão de uma nova condição para o comissionamento: o pagamento passa a depender também do lucro líquido contábil da Caixa no semestre. Antes, a comissão estava diretamente relacionada ao cumprimento das metas estabelecidas para as unidades e equipes.

Outro ponto destacado pelas entidades é a adoção de um novo modelo de avaliação baseado em múltiplas dimensões de desempenho, ampliando o número de indicadores utilizados para medir resultados. Também foi introduzido um modelo escalonado de comissionamento, com cinco níveis de pagamento, o que pode reduzir o valor final recebido pelos trabalhadores quando os níveis mais altos não são atingidos.

Além disso, o regulamento altera critérios operacionais importantes, como o aumento do tempo mínimo considerado para apuração do resultado em uma unidade e mudanças na forma de cálculo do teto da comissão.

Pressão por metas e menor previsibilidade

Para o coordenador da CEE/Caixa, as mudanças reforçam um modelo de gestão cada vez mais baseado em metas e pressão por resultados. “O que vemos nesse novo regulamento é o aumento das condicionantes para o pagamento da comissão e uma complexidade maior no sistema de avaliação. Isso pode gerar um descolamento entre o esforço dos trabalhadores e o reconhecimento pelo resultado alcançado”, afirmou Felipe.

Segundo ele, a introdução da condicionante de lucro institucional é particularmente preocupante. “Mesmo que as equipes cumpram ou superem as metas nas unidades, o pagamento da comissão passa a depender do resultado global do banco. Ou seja, um fator que não está diretamente ligado ao desempenho dos trabalhadores pode impedir que eles recebam pelo serviço que realizaram”, explicou.

Propostas de mudanças

A representante das empregadas e empregados no Conselho de Administração da Caixa, Fabiana Uehara, informou que a representação dos trabalhadores apresentou sugestões para tornar o programa mais transparente e equilibrado.

Entre as propostas defendidas pela conselheira e pelas entidades estão:
•    Retirada da condicionante de lucro para pagamento da comissão; 
•    Simplificação dos critérios e indicadores utilizados na avaliação; 
•    Manutenção de regras que não prejudiquem trabalhadores que mudam de função ou unidade durante o período; 
•    Maior transparência sobre o orçamento total destinado ao comissionamento. 

Para Fabiana, a valorização dos empregados precisa estar no centro das políticas de reconhecimento do banco. “Quem constrói o resultado da Caixa no dia a dia são as empregadas e os empregados. Na rede de atendimento, essa cobrança é ainda maior. Por isso defendemos regras claras, previsíveis e que reconheçam de fato o esforço individual e coletivo. O comissionamento precisa considerar não apenas quem realiza a venda, mas também quem garante o atendimento, a orientação ao cliente e a qualidade da entrega”, afirmou.

Ela destacou ainda que programas de incentivo não podem se transformar apenas em instrumentos de intensificação da pressão comercial. “Se a CAIXA afirma adotar o ‘clientecentrismo’ e a principalidade como diretrizes estratégicas, precisa antes olhar para a jornada do empregado. Isso envolve sistemas adequados, processos que não gerem retrabalho, metas equilibradas e condições reais de trabalho. Um programa de premiação deve ser um fator de engajamento e reconhecimento — e não um elemento adicional de desmotivação, como infelizmente vem ocorrendo”, ressaltou.

Tema precisa ser debatido

A discussão sobre o programa também foi levantada pela representação dos trabalhadores na reunião realizada entre a CEE/Caixa e o banco no dia 31 de março de 2026, quando as entidades trataram de diferentes temas relacionados às condições de trabalho e às políticas de gestão de pessoas, principalmente questões relacionadas ao combate ao assédio e à violência contra as empregadas da Caixa.

Na ocasião, os representantes dos empregados reforçaram a necessidade de discutir os impactos das mudanças no programa e defenderam ajustes que garantam maior justiça e transparência nos critérios adotados.

Como encaminhamento, a CEE solicitou à Caixa a realização de uma reunião específica para tratar do Super Caixa. A proposta é para que reunião ocorra já na próxima semana, no dia 8 de abril, com o objetivo de debater as mudanças no regulamento e apresentar as propostas da representação dos trabalhadores.

Para a CEE/Caixa, que assessora Contraf-CUT nas negociações com a Caixa, é fundamental que os programas de reconhecimento adotados pelo banco valorizem efetivamente o trabalho das equipes e não ampliem a pressão por metas sem assegurar contrapartidas adequadas aos trabalhadores.

Fonte: Contraf-CUT

A votação do segundo turno das eleições da Funcef começou na última segunda-feira (6) e segue até quinta-feira (9). A Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro dos Estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo (Fetraf RJ/ES), junto com a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), reafirmam seu apoio às candidaturas de Jair Ferreira (100) para a Diretoria de Benefícios, Selim Oliveira e Ana Carolina (200) para o Conselho Deliberativo, e Jesse Krieger e João Delibaldo (300) para o Conselho Fiscal no segundo turno das eleições da Fundação dos Economiários Federais (Funcef).

Como votar

A votação ocorre por meio dos canais eletrônicos disponibilizados pela Funcef para os participantes (para votar acesse: https://autoatendimentoweb.funcef.com.br/apl/Autoatendimento_Web/).
A orientação da Contraf-CUT é que os participantes votem nos seguintes candidatos:
➡️ 100 – Jair Ferreira, para Diretor de Benefícios
➡️ 200 – Selim Oliveira (titular) e Ana Carolina (suplente), para o Conselho Deliberativo
➡️ 300 – Jesse Krieger (titular) e João Delibaldo (suplente), para o Conselho Fiscal

Vote com consciência

O resultado da votação pode ter relação direta com a qualidade de vida das empregadas e empregados após a aposentadoria. Por isso, o voto não deve ser por impulso. É preciso analisar com cuidado para ver quem realmente está preparado para defender os participantes dos fundos de pensão.

Por isso, a Contraf-CUT apoia o grupo Participantes Funcef, que representa a continuidade de uma gestão comprometida com resultados concretos e com a defesa dos interesses dos participantes e assistidos.

Defesa dos participantes e resultados concretos

A atual gestão vinculada ao movimento Participantes Funcef tem apresentado avanços importantes para o equilíbrio dos planos e para a melhoria das condições dos participantes. Entre os resultados recentes apontados estão o equilíbrio financeiro dos planos pela primeira vez desde 2017, avanços na rentabilidade dos investimentos e a redução de cobranças extraordinárias.

Os dados mostram que:

  • Os planos alcançaram equilíbrio financeiro após anos de déficits;
  • Houve rentabilidade superior a 13% nos planos CD;
  • Foram realizados R$ 12,3 bilhões em investimentos, com crescimento significativo;
  • Foram recuperados R$ 129 milhões em créditos;
  • Houve mais de R$ 8 bilhões pagos em benefícios em 2025;
  • Foi garantido o fim da contribuição extraordinária sobre o 13º a partir de 2026.

Esses resultados demonstram a importância de manter na governança da fundação representantes comprometidos com a transparência, o equilíbrio atuarial e a defesa do patrimônio coletivo dos participantes.

Representação dos participantes

Os representantes eleitos têm papel fundamental na fiscalização e nas decisões estratégicas da fundação.

A Diretoria de Benefícios é responsável pela gestão dos planos e pelo relacionamento com os participantes. Já o Conselho Deliberativo é o principal órgão de decisão da Funcef, definindo políticas e diretrizes da fundação. O Conselho Fiscal, por sua vez, exerce o papel de fiscalização da gestão e das contas da entidade.

Para a Contraf-CUT, fortalecer a presença de representantes comprometidos com os participantes nesses espaços é essencial para garantir que a fundação continue avançando na recuperação financeira dos planos e na proteção dos direitos de empregados ativos, aposentados e pensionistas da Caixa.

Fonte: Contraf-CUT

Funcionários do setor bancário — assim como trabalhadores de diversas categorias — devem redobrar a atenção ao preencher a Declaração do Imposto de Renda neste ano. Milhões de contribuintes têm identificado divergências entre o informe de rendimentos entregue pelo empregador e os dados apresentados na declaração pré-preenchida disponibilizada pela Receita Federal.

A situação ocorre porque este é o primeiro ano em que as empresas deixaram de enviar a Declaração do Imposto sobre a Renda Retido na Fonte (Dirf), extinta e substituída pelo envio de informações por meio do eSocial. Com a mudança, a Receita Federal passou a utilizar essa nova base de dados para montar automaticamente a declaração pré-preenchida.

Segundo orientação da própria Receita, a declaração pré-preenchida deve ser utilizada apenas como apoio ao contribuinte. Os dados precisam ser conferidos cuidadosamente e corrigidos sempre que houver inconsistências.

Dessa forma, a recomendação geral é que o trabalhador utilize como referência principal o informe de rendimentos fornecido pelo empregador, documento oficial para o preenchimento da declaração.

A expectativa é de que as divergências sejam ajustadas por meio de reprocessamentos internos da base da Receita Federal. No entanto, até o momento, não há previsão oficial para a completa regularização das informações.

Importante destacar que o problema não está relacionado ao envio das informações pelas empresas, mas sim ao processo de integração das bases utilizadas para gerar a declaração pré-preenchida — uma situação que afeta contribuintes de todo o país.

 Orientações aos trabalhadores

  • Confira cuidadosamente todos os dados da declaração pré-preenchida;
  • Utilize o informe de rendimentos como documento principal para o preenchimento;
  • Caso já tenha enviado a declaração e identifique divergências, procure a Receita Federal para orientação;
  • Quem ainda não declarou pode avaliar a possibilidade de aguardar a atualização das bases de dados antes do envio.

A recomendação é agir com cautela para evitar inconsistências que possam levar à malha fina ou à necessidade de retificação futura da declaração. Neste ano de transição entre sistemas, a conferência manual das informações tornou-se etapa essencial para todos os contribuintes.

Fonte: Contraf-CUT