Maio 29, 2026
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A Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander se reuniu virtualmente, na tarde desta quarta-feira (20), com representantes do banco para a apresentação do programa “Conduta Certo”.

A avaliação da representação sindical é de que o banco trouxe uma apresentação superficial, sem detalhar adequadamente o funcionamento do programa e seus impactos práticos sobre os trabalhadores.

Apesar da tentativa do banco de apresentar o programa como ferramenta de “qualidade” e “segurança”, a reação da representação dos trabalhadores foi de forte preocupação com o aprofundamento da cultura de cobrança, vigilância e punição dentro do Santander.

A coordenadora da COE Santander, Ana Marta de Lima, afirmou que os bancários enxergam o programa como mais um mecanismo de pressão e estão descontentes com a mudança. “Mais uma vez o banco implementa uma mudança que afeta diretamente os trabalhadores sem nenhuma negociação com o movimento sindical. A sensação dos bancários é que este programa foi atualizado para impactar na remuneração variável que esses trabalhadores teriam que receber. Existe muita preocupação sobre como essas avaliações serão utilizadas no dia a dia e quais consequências poderão trazer para os funcionários”, afirmou.

A dirigente sindical também criticou o fato de o programa desconsiderar a realidade das agências e departamentos, onde os trabalhadores convivem diariamente com sobrecarga, redução de quadros e pressão intensa por resultados.

A secretária de Relações Internacionais da Contraf-CUT e funcionária do Santander, Rita Berlofa, criticou o fato de o banco não ouvir os trabalhadores que estão na ponta. “Os trabalhadores das agências não estão sendo ouvidos e a satisfação deles não está sendo levada em consideração”, afirmou.

Rita também alertou para o aumento das punições e do clima de insegurança entre os funcionários. “O número de punições está muito alto e os trabalhadores estão reclamando muito disso. É uma pressão muito grande. O banco precisa ouvir o movimento sindical e os funcionários para buscar melhorias, e não apenas ampliar os mecanismos de controle”, disse.

A COE Santander afirmou que continuará acompanhando a implementação do “Conduta Certo” e cobrando transparência, respeito às condições de trabalho e garantias de que o programa não seja utilizado como instrumento de perseguição ou aumento da pressão sobre os bancários.

Fonte: Contraf-CUT

A poucos meses do início das negociações específicas da campanha nacional das empregadas e empregados da Caixa Econômica Federal, mudanças de responsáveis promovidas pela direção do banco em áreas estratégicas, inclusive na área de Pessoas (responsável pelas tratativas com as entidades sindicais) acenderam um alerta entre os representantes dos trabalhadores. Para a Comissão Executiva dos Empregados (CEE), que assessora a Contraf-CUT e o Comando Nacional dos Bancários nas negociações com o banco, as substituições realizadas às vésperas do início da Campanha Nacional geram insegurança e colocam em risco a continuidade de debates importantes que já vinham sendo construídos ao longo da mesa permanente de negociação.

O movimento sindical lembra que situação semelhante ocorreu no ano passado, quando a Caixa promoveu mudanças na equipe responsável pelas negociações durante as discussões sobre o ACT do Saúde Caixa. Na avaliação das entidades, a troca naquele momento dificultou o avanço das tratativas e atrasou encaminhamentos considerados fundamentais para os empregados.

Segundo o coordenador da CEE/Caixa, Felipe Pacheco, as alterações não podem ser tratadas apenas como mudanças administrativas internas, porque impactam diretamente o processo negocial. “Estamos falando de áreas estratégicas e de profissionais que já acompanhavam pautas extremamente sensíveis para os empregados e empregadas da Caixa. Quando a empresa promove mudanças desse porte às vésperas das negociações, isso gera instabilidade, prejudica a continuidade dos debates e levanta preocupação sobre qual será o compromisso efetivo da direção com a manutenção do diálogo”, criticou.

Saúde Caixa e pautas centrais

Felipe lembra que diversos temas já vinham sendo debatidos entre a representação dos trabalhadores e a Caixa e serão centrais na campanha deste ano. Entre eles está o Saúde Caixa, especialmente a reivindicação pelo fim do teto de custeio imposto pela empresa, apontado como um dos principais fatores que comprometem a sustentabilidade do plano e ampliam os custos para os empregados.

“Temos uma série de discussões acumuladas que exigem continuidade. O Saúde Caixa é uma delas. O teto de gastos, incluído pela empresa em seu estatuto, compromete o equilíbrio do plano e transfere prejuízos para os trabalhadores. Não é razoável começar uma negociação tão importante desmontando equipes e interrompendo processos que já estavam em andamento”, afirmou. “E esperamos que não sejam promovidas novas mudanças na equipe no decorrer das negociações, como ocorreu no ano passado”, completou.

Super Caixa e outros pontos de remuneração variável

Além do Saúde Caixa, a CEE destaca que a pauta deste ano deve envolver negociações sobre remuneração variável, incluindo o Super Caixa e a Participação nos Lucros e Resultados (PLR); reivindicações específicas de caixas executivos e tesoureiros; além da cobrança pelo fim do fechamento de agências e unidades da Caixa em todo o país.

Para o movimento sindical, a redução da rede de atendimento prejudica não apenas os empregados, com perda de funções, rebaixamento de porte de agências e impactos na carreira, mas também a população brasileira, especialmente em regiões mais afastadas, onde a Caixa cumpre papel social essencial.

“A pauta de reivindicações ainda será definida no Conecef e na Conferência Nacional dos Bancários, mas é certo que o fim do teto do Saúde Caixa deverá estar entre as prioridades, assim como é certo que a Caixa é um banco público e precisa cumprir sua função social. E o fechamento de agências afeta trabalhadores e também a população, que passa a percorrer distâncias maiores para conseguir atendimento. Isso é ainda mais grave em municípios onde a Caixa, muitas vezes, é a principal referência bancária. Ou seja, essa política que vem sendo tocada pela direção da empresa, como se a Caixa fosse mais um banco privado, traz sérios prejuízos para o cumprimento desta função social”, observou Felipe Pacheco.

Empoderamento feminino

Outro ponto que voltou ao centro das críticas do movimento sindical com a mudança de nomes em cargos de comando na Caixa, é o descumprimento, pelo banco, do compromisso de ampliar a participação feminina nos espaços de direção. Em junho 2025, o Senado aprovou o Projeto de Lei 1246/2021, que define uma reserva mínima de 30% de mulheres nos conselhos de administração das empresas estatais federais.
>>>>> Senado aprova cota de 30% de mulheres em CA de estatais

Antes disso, em maio de 2025, a Caixa anunciou mudanças em seu Estatuto Social para atender parcialmente uma reivindicação do movimento sindical, que pede o respeito à proporcionalidade de gênero do banco nos cargos de gestão. Na ocasião, o banco incluiu em seu estatuto o percentual mínimo de 30% de mulheres em cargos de direção, englobando as diretorias e vice-presidências.
>>>>> Caixa anuncia mudanças em seu estatuto

Para a ex-conselheira de Administração da Caixa, eleita pelas empregadas e empregados, Fabiana Uehara, a empresa precisa transformar o discurso sobre diversidade em prática concreta. “A Caixa assumiu publicamente o compromisso de ampliar a participação das mulheres nos cargos de direção, inclusive nas vice-presidências, mas isso não está sendo cumprido. E agora, acaba de nomear um homem para a vice-presidência de Pessoas, um cargo que, mesmo que interinamente, era ocupado por uma mulher”, observou. “Não basta defender diversidade em campanhas institucionais, fazer evento para anunciar mudança no estatuto, se, na prática, as mulheres seguem sub-representadas nos espaços de poder e decisão”, criticou Fabi, como é conhecida pelas colegas e colegas de trabalho no banco.

Ela ressalta que a defesa da equidade de gênero foi uma pauta permanente de sua atuação no Conselho de Administração e afirma que a representação dos trabalhadores continuará cobrando transparência sobre as decisões da empresa.

“Estamos falando de um banco público, que deve dar exemplo para a sociedade. A valorização das mulheres na liderança não pode ser tratada como peça de marketing. Precisamos de compromisso efetivo, transparência e respeito às metas anunciadas pela própria empresa”, afirmou Fabi. “Inclusive, no Conselho de Administração, registrei em ata que a próxima nomeação para a Diretoria Executiva deveria ser de uma mulher, já que hoje elas não representam nem 24% da composição”, completou.

Abalos

Para a CEE/Caixa, a preocupação não se restringe às mudanças de nomes ou funções, mas ao impacto político dessas decisões sobre o ambiente de negociação. “A categoria espera que essas substituições sejam apenas uma reorganização administrativa e não a intenção de enfraquecer o diálogo e alterar o rumo das negociações deste ano. O movimento sindical continuará vigilante e cobrando respeito aos empregados e empregadas da Caixa”, concluiu Felipe Pacheco.

O coordenador da CEE reforçou também que espera que tais mudanças não prejudiquem os compromissos assumidos pelo banco nas últimas mesas de negociações com efetividade de medidas de combate à violência contra as mulheres, inclusive com a garantia da renda (manutenção da gratificação de função e do porte de agência) para casos de mulheres que optem pela transferência de unidade para garantir sua integridade física e mental diante de violência sofrida.

Fonte: Contraf-CUT

O fim da escala 6×1, com redução da jornada de 44 horas para 40 horas semanais, sem redução salarial, beneficiará metade dos trabalhadores do país, sendo 74% dos que trabalham hoje em regime CLT.

A previsão é do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), com base nos dados oficiais da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) e da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), do IBGE.

Em 2025, 37% dos empregados ocupados declararam à PENAD trabalhar exatamente 40 horas semanais; 31% jornadas entre 41 e 44 horas semanais; e 16% acima do limite legal de 44 horas.

Considerando apenas os empregados formais, atualmente, 22 milhões de brasileiras e de brasileiros possuem jornadas semanais acima de 40 horas. Já entre os empregados informais, cerca de 4,8 milhões trabalham em jornadas superiores a 40 horas.

Além disso, cerca de 14 milhões atuam na escala 6×1, enquanto outros 26,3 milhões afirmam que não receber horas extras, o que, na prática, indica jornadas frequentemente mais longas.

Entre os homens, 50% trabalham mais de 40 horas semanais, enquanto entre as mulheres o percentual é de 41%. A redução da escala 6×1 e da jornada para 40 horas também tende a contribuir mais para trabalhadores com menor renda e mais jovens:

– A remuneração média dos trabalhadores com vínculos de 44h é cerca de 42,3% da remuneração média dos trabalhadores com vínculos de 40h; e
– 45% dos jovens entre 18 e 24 anos trabalham mais de 40 horas por dia.

RETA FINAL DA TRAMITAÇÃO NA CÂMARA

O relator da proposta para reduzir a jornada de trabalho, deputado Léo Prates (Republicanos-BA), afirmou nesta última terça-feira (19) que o parecer sobre o fim da escala 6×1 (seis dias de trabalho para um de folga) deve ser apresentado na próxima segunda-feira (25).

A apresentação do parecer estava prevista para esta quarta-feira (20) e foi adiada por divergências em pontos do texto, como, por exemplo, o período de transição.

PRESSÃO POPULAR

A defesa da redução da jornada sem redução do salário é uma pauta histórica do movimento sindical.

Por isso, além da participação em atos na ruas, também é fundamental a importância da pressão digital sobre deputados federais e senadores.

O fim da escala 6x1, com redução da jornada de 44 horas para 40 horas semanais, sem redução salarial, beneficiará metade dos trabalhadores do país, sendo 74% dos que trabalham hoje em regime CLT. A previsão é do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), com base nos dados oficiais da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) e da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), do IBGE.

Em 2025, 37% dos empregados ocupados declararam à PENAD trabalhar exatamente 40 horas semanais; 31% jornadas entre 41 e 44 horas semanais; e 16% acima do limite legal de 44 horas.

Considerando apenas os empregados formais, atualmente, 22 milhões de brasileiras e de brasileiros possuem jornadas semanais acima de 40 horas. Já entre os empregados informais, cerca de 4,8 milhões trabalham em jornadas superiores a 40 horas.

Além disso, cerca de 14 milhões atuam na escala 6x1, enquanto outros 26,3 milhões afirmam que não receber horas extras, o que, na prática, indica jornadas frequentemente mais longas.

Entre os homens, 50% trabalham mais de 40 horas semanais, enquanto entre as mulheres o percentual é de 41%. A redução da escala 6x1 e da jornada para 40 horas também tende a contribuir mais para trabalhadores com menor renda e mais jovens:

- A remuneração média dos trabalhadores com vínculos de 44h é cerca de 42,3% da remuneração média dos trabalhadores com vínculos de 40h; e
- 45% dos jovens entre 18 e 24 anos trabalham mais de 40 horas por dia.

Reta final da tramitação na Câmara: riscos de manobras da oposição

Na semana passada, o governo e lideranças da Câmara dos Deputados concordaram que a proposta de emenda à Constituição (PEC) do fim da 6x1 deve contar com remuneração de dois dias por semana, por meio da escala 5x2, e redução da jornada semanal das atuais 44 horas para 40 horas, sem redução salarial.

Na próxima quarta-feira (20), o deputado Leo Prates (Republicanos-BA), relator responsável pelo texto que agrupa duas PECs sobre o tema (uma de Reginaldo Lopes/PT-MG e outra de Erika Hilton/PSOL-SP), deve entregar o relatório final, previsto para ser votado, junto com o Projeto de Lei (PL 1.838/2026) do governo federal, no dia 27, na Comissão Especial e, no dia seguinte (28), no plenário. Se aprovada, a matéria seguirá para o Senado Federal.

A presidenta da Contraf-CUT e vice-presidenta da CUT Brasil, Juvandia Moreira, alerta que ainda é necessária a mobilização de todos os trabalhadores e trabalhadoras, nas ruas e nas redes sociais, para pressionar os deputados e senadores.

“O fim da escala 6x1, com redução da jornada, sem redução salarial corre o risco de ser adiada ou até silenciada. Alguns deputados e senadores, a serviço de grandes grupos empresariais, estão tentando uma manobra para criar um 'período de transição' e impedir que essa conquista aconteça agora", destacou a dirigente.

Dois parlamentares que já se manifestaram publicamente contra a medida, que significa mais qualidade de vida à classe trabalhadora, são os presidentes do União Brasil, Antonio Rueda, e do PL, Valdemar Costa Neto, que disseram durante um evento com empresários de São Paulo, realizado em fevereiro, que trabalhariam para impedir o avanço das PECs, que na época ainda estavam na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara. Felizmente, os parlamentares não tiveram essa capacidade e, em abril, a CCJ aprovou as propostas.

"A escala 6x1 é o símbolo da lógica do esgotamento e o seu fim, juntamente com a redução da jornada semanal para 40 horas, sem redução salarial, significa devolver tempo para os trabalhadores e para as trabalhadoras, tempo de descanso, de lazer, de convívio com a família e para ver os filhos crescerem", destacou Juvandia Moreira. "Por isso, não podemos correr o risco de que essa proposta seja adiada. Vamos continuar mobilizados, pressionando deputados e senadores nas ruas e nas redes sociais. O povo brasileiro quer essa conquista agora!", completou.

Fonte: Contraf-CUT

Bancárias e bancários do Itaú aprovaram, com 100% dos votos válidos, através de assembleia remota, realizada na última sexta-feira (15/5) pelo Sindicatos dos Bancários da Baixada Fluminense, a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho sobre a CCV – Comissão de Conciliação Voluntária, com vigência de 2 (dois) anos.

A CCV do Itaú é um fórum tripartite que reúne ex-funcionários, representantes dos Sindicatos e do banco, que busca acordo para pendências trabalhistas antes de recorrer à Justiça.

Participaram da votação as bancárias e bancários, sócios e não sócios, das bases territoriais dos Sindicato dos Bancários filiados à Federação, que prestam serviço para o Conglomerado Itaú composto pelas empresas: Banco Itaú Unibanco S/A; Itaú Unibanco Holding S/A; Banco Itaucard S/A; Banco Itaú Consignado S/A e Banco Itaú BBA S/A.

 

A Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Banco Bradesco está em processo de negociação com a direção do banco para tratar da renovação do programa de Participação nos Resultados (PPR) Supera para 2026. As reuniões vêm ocorrendo desde o início do ano, com foco em aprimorar regras, ampliar a justiça nos critérios de pagamento e atender demandas apresentadas pelos trabalhadores de todo o país.

Entre os principais pontos levados pelo movimento sindical estão:

  • revisão dos patamares de ROAE exigidos para pagamento do PRB;
  • aumento dos valores do Programa de Remuneração Bradesco (PRB);
  • atenção à dissolução de carteiras, que impacta diretamente o atingimento de metas e o pagamento do Supera aos elegíveis;
  • consideração da produção das gestantes elegíveis para fins de pagamento do programa.

Já houve avanço importante nas negociações: o banco acatou a reivindicação sindical e confirmou que as gestantes elegíveis receberão o Supera, corrigindo uma distorção apontada pela representação dos trabalhadores. O banco vai considerar a produção realizada imediatamente antes da licença maternidade.

A coordenadora da COE Bradesco, Erica de Oliveira, destaca que o processo de negociação segue em andamento. “Estamos nos reunindo com o banco desde o início do ano pra tratarmos dessa renovação. Seguimos ouvindo os bancários de todo o Brasil, levando os questionamentos e pedidos de melhoria e esperamos ter as reivindicações atendidas. Já avançamos na questão das gestantes e estamos trabalhando pra melhorar mais.”

A COE reforça que continuará insistindo nos demais pontos nas próximas reuniões, buscando garantir critérios mais justos, transparência no acompanhamento das metas e valorização do trabalho dos bancários.

PRB — Programa de Remuneração Bradesco

Valor fixo pago aos bancários não elegíveis ao Supera ou aos elegíveis que não atingiram 95% do cumprimento das metas. O pagamento está condicionado ao desempenho do banco medido pelo ROAE (Retorno sobre o Patrimônio Líquido).

Tabela de pagamento do PRB (referência 2025):

  • ROAE de 15,5% → pagamento de R$ 1.000
  • ROAE de 17% → pagamento de R$ 2.000
  • ROAE de 18,5% → pagamento de R$ 2.500.

Fonte: Contraf-CUT

A Caixa Econômica Federal registrou lucro líquido contábil consolidado de R$ 3,469 bilhões no primeiro trimestre de 2026, segundo balanço divulgado pelo banco nesta sexta-feira (15). O resultado representa queda de 43,2% em relação ao mesmo período de 2025, quando o lucro havia sido de R$ 6,101 bilhões.

Já o lucro líquido recorrente ficou em R$ 3,5 bilhões, redução de 34,4% na comparação com o primeiro trimestre do ano passado e crescimento de 25,4% em relação ao quarto trimestre de 2025. O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) recorrente foi de 9,3%.

A queda do lucro da Caixa no primeiro trimestre de 2026 foi fortemente impactada pelo aumento das despesas com provisão para créditos de liquidação duvidosa (PCLD), que somaram R$ 6,5 bilhões no período. O valor representa alta de 211,5% em relação ao mesmo trimestre de 2025, refletindo maior necessidade de cobertura para riscos de inadimplência na carteira de crédito.

Fundamental para o país

Para o coordenador da Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa), Felipe Pacheco, os resultados demonstram a importância estratégica da Caixa para o desenvolvimento econômico e social do país, mas também evidenciam a necessidade de valorização do quadro de pessoal.

“A Caixa segue sendo fundamental para o Brasil. É o banco que garante crédito habitacional, operacionaliza políticas públicas, atende milhões de brasileiros e movimenta programas sociais essenciais. Esses resultados são construídos diariamente pelos empregados e empregadas da Caixa, que sustentam o banco mesmo diante de condições de trabalho cada vez mais difíceis”, afirmou.

Felipe Pacheco criticou o aumento da pressão sobre os trabalhadores e trabalhadoras do banco. “Os empregados convivem com sobrecarga, cobrança excessiva por metas, déficit de pessoal, reestruturações permanentes e acúmulo de funções. Ao mesmo tempo em que a Caixa amplia resultados, digitaliza processos e cresce em diversas áreas, os trabalhadores seguem adoecendo em função da pressão cotidiana. É preciso transformar parte desse resultado em valorização concreta para quem faz o banco funcionar”, destacou.

O coordenador da CEE também defendeu mais transparência nos programas de remuneração variável e melhores condições de trabalho. “Os empregados querem reconhecimento, valorização e transparência. Não é razoável que trabalhadores que entregam resultados bilionários convivam com insegurança sobre critérios de remuneração variável, metas inalcançáveis e falta de pessoal nas unidades. Defender os empregados também é defender a qualidade do atendimento prestado à população”, ressaltou.

Felipe reforçou ainda a defesa da Caixa 100% pública. “A Caixa pública é indispensável para o país. Nenhum banco privado teria compromisso com habitação popular, inclusão bancária, desenvolvimento regional e execução de políticas sociais como a Caixa tem. Fortalecer a Caixa e valorizar seus empregados é defender o desenvolvimento do Brasil”, concluiu.

Outros números

A carteira de crédito da Caixa encerrou março de 2026 em R$ 1,410 trilhão, crescimento de 11,3% em 12 meses e de 2,3% na comparação com dezembro de 2025. O principal destaque segue sendo o crédito imobiliário, que avançou 13,9% em relação a março do ano passado.

Somente no primeiro trimestre, a Caixa contratou R$ 64,2 bilhões em crédito imobiliário, aumento de 30,6% em relação ao mesmo período de 2025. Segundo o banco, as operações permitiram o acesso de 702,4 mil pessoas à moradia própria e contribuíram para a geração de 517 mil empregos diretos e indiretos.

O banco também manteve papel central na execução das políticas públicas do governo federal. No trimestre, foram pagos R$ 105,5 bilhões em benefícios sociais e programas governamentais. Entre os principais itens estão R$ 38,4 bilhões do Bolsa Família, R$ 42,8 bilhões em benefícios do INSS, R$ 13,5 bilhões em seguro-desemprego e R$ 4,6 bilhões em abono salarial.

As receitas de prestação de serviços e tarifas bancárias totalizaram R$ 7,4 bilhões, crescimento de 12,5% em relação ao primeiro trimestre de 2025. Já as despesas administrativas (que incluem despesas de pessoal e outras despesas administrativas) chegaram a R$ 11,5 bilhões, alta de 6% em 12 meses.

Outro dado que impactou o resultado foi a despesa de provisão para perdas associadas ao risco de crédito, que alcançou R$ 6,5 bilhões no trimestre. O próprio banco ressalta que a comparação com períodos anteriores deve considerar os efeitos da adoção da Resolução CMN nº 4.966/2021, que alterou critérios de contabilização e provisão de perdas esperadas no sistema financeiro.

Veja os dados completos do balanço e do Relatório de Análise de Desempenho da Caixa no primeiro trimestre de 2026, que foram divulgados nesta sexta-feira.

Fonte: Contraf-CUT

O Comando Nacional das Bancárias e dos Bancários se reuniu nesta sexta-feira (15) com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), na mesa de Negociação Nacional Permanente sobre Saúde.

Os casos de afastamento acidentário por saúde mental no setor financeiro aumentaram de 9,3% para 20%, entre 2012 e 2024 - o maior crescimento registrado no país entre todos os setores. Considerando apenas o subsetor bancário, os transtornos mentais responderam por 55,9% dos afastamentos acidentários em 2024, enquanto as LERT/DORT (doenças relacionadas a movimentos repetitivos e esforço excessivo no trabalho) por 20,3% dos afastamentos.

A coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, Juvandia Moreira, reforçou que os altos níveis de afastamento no setor financeiro estão ligados a um modelo de gestão adoecedor, baseado na pressão por resultados e metas exageradas e de difícil cumprimento.

"Esses dados do INSS, com base em informações da plataforma Smartlab, confirmam que o padrão de afastamentos por adoecimento que antes era restrito ao bancário se difundiu para todo o ramo financeiro e isso está ligado aos efeitos colaterais de um ambiente organizacional com metas abusivas, que sobrecarregam o trabalhador e estimulam a rivalidade e não a colaboração saudável”, ponderou.

A também coordenadora do Comando Nacional, Neiva Ribeiro, completou que, mais do que dinheiro no bolso, "os trabalhadores querem qualidade de vida, bem-estar, o que não está sendo possível de serem alcançados por causa das condições de trabalho, da gestão por metas abusivas, sobrecarga e hipervigilância", pontuou.

Reivindicações dos trabalhadores

O Comando Nacional reivindicou:

- Levantamento das causas dos afastamentos: que os bancos forneçam os dados epidemiológicos e documentos do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), conforme a Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1).

- Combate aos fatores de riscos psicossociais: como metas abusivas, sobrecarga de trabalho, assédio moral, hipervigilância algorítmica, entre outras práticas de gestão abusiva.

O movimento sindical também propôs um "Pacto pela Saúde", baseado nas normas de saúde, e que inclui:

- A participação dos trabalhadores na implementação da NR-1, que obriga as empresas a gerenciarem os riscos psicossociais relacionados ao trabalho, como sobrecarga, pressão por metas, conflitos e assédio moral, para prevenir Burnout e doenças mentais.

- O cumprimento das NR 17 e a NR 7, que já estão em vigor: a primeira determina que o trabalho deve ser adaptar às condições psicofisiológicas dos trabalhadores, enquanto a segunda determina a prevenção, rastreamento e diagnóstico precoce de agravos relacionados ao trabalho.

Metas negativas

O secretário de Saúde da Contraf-CUT, Mauro Salles destacou que os sindicatos vem registrando as chamadas “metas negativas”, que ocorrem quando o trabalhador é punido com o descomissionamento da remuneração variável ou com advertências, quando, por exemplo, um cliente desiste de um produto após ter fechado sua contratação. 

"A categoria bancária não tem mais perspectiva de carreira, se sente pressionada com o medo do fechamento de agências, perda de empregos, descomissionamentos, metas negativas, e quando adoece não é acolhida. Tudo isso contribui para os riscos psicossociais", explicou.

Por fim, Salles denunciou o crescimento de casos de trabalhadores com atestados, convocados para avaliação por médicos do banco e sendo pressionados para voltar ao trabalho, antes de terminar o período de tratamento. “Além de irregular, essa prática tem sido um dos problemas que os trabalhadores enfrentam para acessar benefícios do INSS, portanto impedidos do tempo necessário de recuperação”, destacou.

Socorro adequado pelos bancos

Na mesa de negociação, Juvandia Moreira citou o caso de uma bancária do Banco do Brasil, de uma agência de Ji-Paraná, que ao ter uma crise de ansiedade aguda no local de trabalho, ao invés de ser socorrida pelo banco e encaminhada para uma unidade de saúde, teve apenas um familiar comunicado para que fosse até a unidade.

Foi cobrado dos bancos que, em uma situação como essa, a empresa tem a responsabilidade de prestar imediatamente o socorro adequado ao trabalhador, conforme determina a legislação, para então comunicar os familiares.

Resposta da Fenaban e encaminhamentos

A Fenaban aceitou discutir a NR 1 com os trabalhadores, assim como as demais reivindicações desta reunião, no primeiro encontro da Campanha Nacional Unificada das bancárias e dos bancários, prevista para começar entre final de junho e início de julho. Portanto, Saúde será o primeiro tema da série de encontros para renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria.

“Não queremos negar a responsabilidade dos bancos com o cumprimento da NR 1, pelo contrário, que as empresas assumam e cumpram as normas com a participação dos trabalhadores”, destacou Mauro Salles.

Na questão da convocação de bancários afastados por atestados do INSS, para avaliação e validação dos atestados por médicos do banco, a Fenaban abriu divergência e insistiu na manutenção da prática.

Sobre este ponto, Mauro Salles rebateu que os bancos não são peritos e que o INSS é a entidade qualificada para identificar e atestar se um trabalhador deve ou não ser afastado.

Fonte: Contraf-CUT

Após fiscalização e cobrança do Sindicato dos Bancários da Baixada Fluminense, a agência 0229 do Banco Itaú, localizada em São João de Meriti, teve o problema com o ar condicionado, que durava meses, resolvido.

ENTENDA

Em janeiro, em visitas rotineiras à base, a Diretora Solange Ribeiro, detectou que alguns aparelhos de ar condicionado não estavam funcionando de maneira ideal.

O Sindicato, então, entrou em contato com o setor de Relações Sindicais, em fevereiro, com a sugestão de compra de dois aparelhos novos, que dariam vazão no local. 

E, com ajuda dos diretores do Sindicato e, também, funcionários da agência, João Marcelo, Eliane de Castro e Milene Priegue, o caso foi solucionado em abril.

Procure o Sindicato

Caso o bancário, na sua agência ou departamento, esteja enfrentando qualquer problema relacionado com a manutenção ou adequação da unidade, ele deve procurar o Sindicato.

O sigilo é garantido. 

 

 

A pressão do movimento sindical e das entidades representativas dos funcionários do Banco do Brasil deu resultado. Após cobranças pela retomada urgente das negociações, foi confirmada uma nova reunião sobre a Cassi para esta quinta-feira (14), marcando a reabertura do diálogo após meses sem avanços efetivos.

Desde a última rodada de negociações, realizada em 11 de dezembro de 2025, não havia progresso na construção de uma solução estrutural para o custeio do plano de saúde, situação que vinha gerando forte preocupação entre trabalhadores e entidades sindicais.

Impasse após propostas rejeitadas

Na reunião de dezembro, a representação dos funcionários apresentou alternativas para reforçar o caixa e o capital regulatório da Cassi, entre elas o adiantamento de dez valores referentes ao 13º salário e a antecipação das despesas administrativas previstas para 2026.

O banco, no entanto, recusou a proposta e apresentou como contraproposta apenas a antecipação de três valores do 13º salário — medida considerada insuficiente pelas entidades.

Passados vários meses, nenhuma nova proposta estruturante havia sido apresentada. O único movimento concreto foi justamente a antecipação parcial desses três valores, sem avanço nas discussões sobre o financiamento permanente do plano.

Paralisação preocupava trabalhadores

A mesa de negociação havia sido instalada em 27 de novembro de 2025, já sob alerta das entidades sobre a necessidade de garantir segurança financeira à Cassi e construir uma solução sustentável de longo prazo.

Na ocasião, o banco comprometeu-se a avaliar as reivindicações e retornar com respostas, o que não ocorreu até a recente cobrança das entidades — fator decisivo para que o encontro desta quinta-feira fosse finalmente agendado.

Para a representação dos trabalhadores, o prolongamento do impasse aumentou a insegurança entre associados, prestadores de serviço e beneficiários do plano. 

Defesa do modelo solidário

O movimento sindical reafirma que qualquer solução para a Cassi deve preservar o modelo solidário histórico do plano, com custeio na proporção de 70% para o patrocinador e 30% para os participantes, considerado essencial para garantir sustentabilidade e acesso coletivo à assistência à saúde.

Outro ponto central defendido pelas entidades é a inclusão, em igualdade de condições, dos funcionários oriundos de bancos incorporados e daqueles admitidos no Banco do Brasil após 2018, que atualmente não possuem acesso ao plano nos mesmos moldes dos demais trabalhadores — situação que, segundo as entidades, fragiliza o modelo solidário.

Banco precisa assumir compromisso

A coordenadora da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), Fernanda Lopes, destacou que a retomada das negociações representa um passo importante, mas reforçou a necessidade de avanços concretos. “O Banco do Brasil precisa se comprometer com uma resolução definitiva para o custeio da Cassi. São os funcionários que constroem o banco diariamente, e a saúde deve ser um compromisso institucional do BB com seus trabalhadores e trabalhadoras”, afirmou.

Para o movimento sindical, a reunião desta quinta-feira (13) é resultado direto da mobilização e da cobrança permanente das entidades. A expectativa agora é que o banco apresente propostas efetivas capazes de garantir estabilidade financeira à Cassi, preservar um dos principais direitos históricos do funcionalismo e assegurar tranquilidade aos participantes e seus familiares.

Fonte: Contraf-CUT