Maio 29, 2026
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Nesta quarta-feira, 13 de maio, o Sindicato dos Bancários da Baixada Fluminense protestou contra o fechamento de agências e as demissões no Itaú, denunciando os impactos da reestruturação promovida pelo banco sobre trabalhadores e a população.

A manifestação ocorreu em frente a agência 0090, no Centro de Duque de Caxias, e contou com o apoio de clientes e população que presenciaram o ato.

O fechamento de unidades tem provocado superlotação nas agências remanescentes, com filas extensas, demora no atendimento e dificuldade para a resolução de demandas básicas.

Clientes são obrigados a se deslocar para unidades mais distantes, que muitas vezes não possuem estrutura física nem número suficiente de trabalhadores para absorver o aumento da demanda.

A reestruturação também tem impactado diretamente os bancários. Dados apontam que 79% dos trabalhadores atingidos foram realocados — frequentemente em condições inadequadas —, enquanto 18% foram desligados e 3% pediram demissão diante da pressão.

Relatos indicam aumento das metas, intensificação da cobrança por resultados e crescimento dos casos de adoecimento, como estresse, ansiedade e depressão.

Lucro cresce enquanto emprego bancário encolhe

O Itaú Unibanco registrou lucro líquido gerencial de R$ 12,282 bilhões no primeiro trimestre de 2026, crescimento de 10,4% em relação ao mesmo período do ano passado.

Mesmo com resultados recordes, o Itaú manteve a política de redução da estrutura física e do quadro de trabalhadores.

Ao final de março de 2026, o banco possuía 81.659 empregados no Brasil, após o fechamento de 4.620 postos de trabalho em 12 meses 1.034 vagas apenas no trimestre.

No mesmo período, foram encerradas 360 agências físicas no país.

Em contrapartida, o número de clientes continuou crescendo, com aumento de 1,678 milhão, alcançando 100,9 milhões de clientes.

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No dia 15 de maio, bancárias e bancários, sócios e não sócios, da base territorial do Sindicato dos Bancários da Baixada Fluminense, que prestam serviço para o Conglomerado Itaú composto pelas empresas: Banco Itaú Unibanco S/A; Itaú Unibanco Holding S/A; Banco Itaucard S/A; Banco Itaú Consignado S/A e Banco Itaú BBA S/A S/A, participarão de assembleia remota, para deliberar sobre a aprovação da renovação do Acordo Coletivo de Trabalho sobre a CCV – Comissão de Conciliação Voluntária, com vigência de 2 (dois) anos.

A votação ocorrerá das 8 horas até às 20 horas.

PARA VOTAR

Para votar e participar, basta acessar o link de votação: https://bancarios.votabem.com.br/

O link estará, também, disponível em nosso site (http://www.bancariosbaixada.org.br)

IMPORTANTE

O Sindicato indica a aprovação do acordo.

O Banco Santander registrou lucro líquido gerencial de R$ 3,788 bilhões no primeiro trimestre de 2026, resultado 1,9% inferior ao obtido no mesmo período de 2025. Na comparação com o trimestre imediatamente anterior, a queda foi ainda maior, de 7,3%, já que o banco havia alcançado R$ 4,023 bilhões no quarto trimestre de 2025.

Como reflexo da redução no resultado, o retorno gerencial sobre o patrimônio líquido (ROE) anualizado caiu para 16,0%, retração de 1,4 ponto percentual em doze meses. Segundo o relatório do próprio banco, a queda do lucro está relacionada à redução de 0,7% na margem financeira, impactada principalmente pela piora da margem com o mercado, devido à sensibilidade negativa ao aumento da taxa de juros e aos menores resultados da tesouraria.

Apesar do desempenho no Brasil, o lucro global do grupo Santander atingiu € 3,56 bilhões no período, com crescimento de 12,5% em doze meses. O banco, entretanto, não detalhou qual foi a participação da operação brasileira nesse resultado.

Crédito cresce, mas inadimplência avança

A Carteira de Crédito Ampliada somou aproximadamente R$ 705,6 bilhões ao final de março de 2026, com alta de 3,4% em doze meses, embora tenha registrado leve queda de 0,4% em relação ao trimestre anterior.

O destaque positivo foi o financiamento ao consumo, realizado majoritariamente fora das agências e direcionado principalmente ao financiamento de veículos, que cresceu 14,2% no período. No segmento pessoa física houve retração de 1,1% em doze meses, com crescimento no crédito imobiliário (+10,6%) e no cartão de crédito (+9,1%), mas quedas expressivas no consignado (-15,5%) e no crédito rural (-12,6%).

Já no segmento pessoa jurídica, que avançou 4,3%, o saldo das grandes empresas cresceu 2,4%, enquanto pequenas e médias empresas apresentaram expansão de 9,9%.

A inadimplência acima de 90 dias chegou a 3,3% no primeiro trimestre de 2026, alta de 0,2 ponto percentual no trimestre e de 0,5 ponto percentual em doze meses. O aumento foi puxado tanto pela pessoa física — cuja taxa alcançou 4,9%, especialmente entre clientes de menor renda — quanto pela pessoa jurídica, com destaque para empresas de menor faturamento, cuja inadimplência atingiu 6,0%.

As despesas com provisões para devedores duvidosos (PDD) somaram R$ 5,828 bilhões. Embora tenham caído 7,7% em doze meses, cresceram 12,5% na comparação trimestral, acompanhando o aumento da inadimplência.

Tarifas cobrem quase o dobro das despesas com pessoal

As receitas com prestação de serviços e tarifas bancárias cresceram 5,7% em relação a março de 2025, totalizando R$ 5,783 bilhões. Já as despesas de pessoal, incluindo a Participação nos Lucros e Resultados (PLR), caíram 3,6% no período, somando R$ 3,074 bilhões.

Com isso, as receitas secundárias passaram a cobrir 188,1% das despesas com pessoal no primeiro trimestre de 2026, evidenciando que apenas a cobrança de tarifas já é suficiente para pagar quase duas vezes toda a folha do banco.

Menos trabalhadores e menos agências

Mesmo com expansão da base de clientes — que cresceu em 3,4 milhões em doze meses, alcançando 71,6 milhões — o Santander manteve a política de redução estrutural. A holding encerrou março de 2026 com 49.107 empregados, após o fechamento de 6.196 postos de trabalho em doze meses, sendo 554 apenas no primeiro trimestre deste ano. No mesmo período, foram fechadas 258 lojas e 225 postos de atendimento bancário (PABs).

O movimento acompanha a estratégia declarada pelo próprio banco de consolidar-se como uma plataforma financeira cada vez mais digital, reduzindo a presença física e o quadro funcional.

Trabalhadores seguem pagando a conta

Para a coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) Santander, Ana Marta Lima, os números revelam uma contradição entre a estratégia do banco e as condições de trabalho dos bancários. “Mesmo com lucro bilionário e crescimento da base de clientes, o Santander continua reduzindo empregos e fechando unidades. Essa política aumenta a sobrecarga, piora o atendimento à população e adoece os trabalhadores. Não é aceitável que a busca por rentabilidade aconteça às custas de quem produz os resultados diariamente”, afirma.

A secretária de Relações Internacionais da Contraf-CUT e funcionária do banco, Rita Berlofa, também questiona as justificativas apresentadas pela instituição para a queda do lucro e da rentabilidade. Segundo a dirigente, os fatores apontados pelo Santander — como impacto dos juros e redução da margem financeira — afetaram igualmente os demais grandes bancos privados, que, ainda assim, mantiveram crescimento de resultados e rentabilidade. “Isso nos leva a questionar o modelo de gestão adotado pelo Santander, marcado por terceirização desmedida, fechamento de postos de trabalho e redução dos pontos de atendimento ao público. Ao que tudo indica, esse modelo não está funcionando, e quem acaba pagando a conta são os trabalhadores e os clientes”, avalia.

Para Ana Marta Lima, os dados reforçam a importância da mobilização da categoria diante das próximas negociações coletivas. “Os bancários e bancárias garantem a expansão dos negócios e a digitalização do banco, mas não recebem o devido reconhecimento. É fundamental discutir emprego, condições de trabalho e valorização dos trabalhadores na mesa de negociação”, conclui.

Fonte: Contraf-CUT

O movimento sindical e as entidades representativas dos funcionários do Banco do Brasil voltaram a cobrar a retomada imediata sobre a mesa de negociação da Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil (Cassi). Desde a última rodada de negociações, realizada em 11 de dezembro de 2025, não houve avanço efetivo na construção de uma solução estrutural para o custeio do plano de saúde.

Na ocasião, representantes dos trabalhadores apresentaram propostas para reforçar o caixa e o capital regulatório da Cassi, incluindo o adiantamento de dez valores referentes ao 13º salário e a antecipação das despesas administrativas de 2026. O Banco do Brasil, entretanto, recusou o pedido e apresentou como contraproposta apenas a antecipação de três valores do 13º salário — medida considerada insuficiente pela representação dos funcionários.

Passados vários meses desde aquela reunião, nenhuma nova proposta foi apresentada pelo banco, e o único movimento concreto foi justamente a antecipação parcial desses três valores, sem que houvesse avanço nas discussões estruturais sobre o financiamento do plano.

Negociação paralisada preocupa trabalhadores

A mesa de negociação havia sido instalada em 27 de novembro de 2025, quando as entidades sindicais já alertavam para a necessidade de garantir segurança financeira à Cassi e construir uma solução sustentável de longo prazo.

Naquele encontro, o banco não apresentou alternativas para o custeio, comprometendo-se apenas a avaliar as reivindicações e retornar posteriormente com respostas — o que, até o momento, não ocorreu.

Para as entidades representativas, o prolongamento do impasse gera insegurança para associados, prestadores e para o próprio futuro da assistência à saúde dos funcionários.

Defesa do modelo solidário e igualdade de acesso

O movimento sindical reafirma que a solução para a Cassi passa pela manutenção do modelo solidário do plano, com custeio na proporção de 70% para o patrocinador e 30% para os participantes, princípio histórico que garante sustentabilidade e acesso coletivo à assistência à saúde.

Outro ponto central defendido pelas entidades é a inclusão, em igualdade de condições, dos funcionários oriundos de bancos incorporados e daqueles admitidos no Banco do Brasil após 2018, que hoje não possuem acesso ao plano nos mesmos moldes dos demais trabalhadores.

Segundo a representação dos funcionários, a existência de diferentes regras de acesso fragiliza o modelo solidário e compromete o futuro da Cassi.

Banco precisa assumir compromisso com a saúde dos trabalhadores

A coordenadora da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), Fernanda Lopes, reforça que o banco precisa assumir responsabilidade direta na construção da solução.

“O Banco do Brasil precisa se comprometer com uma resolução definitiva para o custeio da Cassi. São os funcionários que constroem o banco diariamente, e a saúde deve ser um compromisso institucional do BB com seus trabalhadores e trabalhadoras”, afirmou.

Para as entidades, a retomada urgente das negociações é fundamental para garantir estabilidade financeira à Cassi, preservar um dos principais direitos históricos do funcionalismo e assegurar tranquilidade aos participantes e seus familiares.

O movimento sindical segue cobrando do Banco do Brasil a reabertura imediata da mesa de negociação, com apresentação de propostas concretas que assegurem sustentabilidade ao plano e valorização dos trabalhadores.

Fonte: Contraf-CUT

O banco Itaú voltou a ser alvo de denúncias por práticas que prejudicam a saúde de seus funcionários. Segundo relatos apresentados por entidades sindicais, a instituição tem adotado medidas para dificultar o afastamento de trabalhadores em tratamento médico.

Felipe Silva, representante da Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro dos Estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo (Fetraf RJ/ES) na COE Itaú, participou virtualmente da reunião.

Após uma série de reuniões com o banco, nas quais foram apresentadas provas consistentes das irregularidades, não houve retorno por parte da empresa.

Diante da gravidade da situação, a Contraf-CUT enviou ofício ao Itaú solicitando a suspensão imediata das convocações relacionadas à ACL (Avaliação de capacidade laboral) e a realização de exames fora dos prazos previstos em lei. Até o momento, o banco não se posicionou.

As denúncias indicam que bancários e bancárias afastados enfrentam obstáculos para dar continuidade aos seus tratamentos de saúde. Entre os principais problemas relatados estão a exigência de múltiplas avaliações, a contestação de atestados médicos e, em diversos casos, a rejeição desses documentos — práticas que violam a dignidade dos trabalhadores.

Além disso, o Itaú vem promovendo o fechamento de agências, demissões e sobrecarga de trabalho, fatores que contribuem diretamente para o adoecimento da categoria. Agora, segundo as entidades, o banco também tenta impedir o acesso dos trabalhadores ao afastamento pelo INSS e à perícia médica, sob a justificativa de uma suposta “linha de cuidados”.

O público mais afetado são trabalhadores já afastados, com perícia agendada ou em fase de recurso administrativo — pessoas que necessitam de tratamento e que, mesmo assim, estariam sendo pressionadas e ameaçadas com medidas administrativas caso não concordem com as exigências do banco.

As entidades sindicais orientam que bancários e bancárias denunciem ao sindicato qualquer tipo de arbitrariedade durante o período de afastamento.

Para Rosângela Lorenzetti, coordenadora do GT de Saúde Itaú e diretora de Saúde e Condições de Trabalho da Fetec-CUT/SP, a estratégia do banco de dificultar o acesso ao INSS pode gerar subnotificação dos casos de adoecimento, sem custos para a instituição.

“A preocupação se intensifica diante da proximidade da entrada em vigor da nova NR-1, que agora também trata da gestão de riscos psicossociais”, afirma.

Rosângela destaca que essa postura do banco penaliza ainda mais os trabalhadores que precisam lutar para ter seu diagnóstico reconhecido.

“Para além disso, o banco também ficaria fora do FAP, Fator Acidentário de Prevenção, que tem como objetivo incentivar a segurança do trabalho e premiar empresas que investem em prevenção, além de impactar negativamente aquelas com altos índices de acidentes ou doenças ocupacionais”, explica.

“Na prática, o banco dificulta o reconhecimento real das doenças relacionadas ao trabalho, mesmo diante de um cenário de adoecimento crescente entre bancários e bancárias, provocado por metas abusivas, assédio e medo constante de perder o emprego”, conclui.

De acordo com a advogada trabalhista Leonor Jakobsen Poço, a Constituição Federal garante a proteção à saúde e à dignidade da pessoa humana.

“A exigência de comparecimento de um trabalhador adoecido pode agravar seu estado clínico, além de desconsiderar a orientação médica assistencial, expondo-o a risco indevido. Trata-se de uma violação direta a direitos fundamentais”, afirma.

A advogada ressalta ainda que a previsão de convocação obrigatória, acompanhada de punição disciplinar em caso de ausência, configura coerção indevida e cria um ambiente de pressão institucional sobre trabalhadores em situação de vulnerabilidade.

“A jurisprudência trabalhista reconhece que práticas dessa natureza podem caracterizar assédio moral organizacional, passível de indenização”, conclui Jakobsen.

“Qualquer sanção disciplinar aplicada com base na norma em questão será juridicamente nula e passível de reversão judicial”, finaliza a advogada.

*Fonte: Contraf-CUT

O Banco Bradesco encerrou o primeiro trimestre de 2026 com lucro líquido recorrente de R$ 6,811 bilhões, crescimento de 16,1% em relação ao mesmo período de 2025 e alta de 4,5% na comparação com o trimestre anterior. O resultado representa o nono trimestre consecutivo de aumento do lucro, segundo relatório divulgado pela instituição.

Apesar do desempenho financeiro positivo, o banco manteve o processo de reestruturação, com redução do quadro de pessoal e da rede física. Em doze meses, foram eliminados 3.017 postos de trabalho — sendo 3.131 entre bancários — e fechadas 346 agências, além de 1.053 postos de atendimento (PA e PAE) e 15 unidades de negócios.

Para a coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Bradesco, Érica de Oliveira, os números evidenciam a contradição entre os resultados recordes e o impacto sobre trabalhadores e clientes. “Trimestre após trimestre, os números do banco e dos acionistas só melhoram. Para os clientes, vemos cada vez menos agências. Para os bancários, aumenta o volume de tarefas e de responsabilidades, já que o número de trabalhadores continua diminuindo. O banco segue no seu processo de reestruturação e nós seguimos reafirmando nossas pautas: mais bancários e mais agências para garantir melhor atendimento à população”, afirma.

Leia aqui os destaques completos feitos pelo Dieese

O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) alcançou 15,8%, com avanço de 1,4 ponto percentual em doze meses. De acordo com o banco, o desempenho positivo foi impulsionado pelo crescimento das receitas em todas as linhas de negócio, com destaque para a evolução da margem financeira com clientes (+16,3%), mercados (+19,7%) e seguros (+20,4%).

Crédito cresce e carteira ultrapassa R$ 1 trilhão

A carteira de crédito expandida apresentou crescimento de 8,4% em doze meses, somando R$ 1,090 trilhão em março de 2026. No trimestre, o avanço foi praticamente estável, com alta de 0,1%.

O segmento pessoa física cresceu 9,5% em relação ao mesmo período do ano anterior, alcançando aproximadamente R$ 474 bilhões. Entre os destaques estão o CDC e leasing de veículos (+25,4%), crédito rural (+17,5%) e cartão de crédito (+10,6%).

Já a carteira pessoa jurídica avançou 7,6% em doze meses, totalizando R$ 615,9 bilhões, embora tenha registrado retração de 1,1% no trimestre. O crédito para grandes empresas cresceu 3,3% no período anual, enquanto o financiamento para micro, pequenas e médias empresas expandiu 14,4%.

A inadimplência superior a 90 dias ficou em 4,2%, com leve aumento de 0,1 ponto percentual em doze meses. As despesas com provisões para perdas esperadas cresceram 24,1%, impactadas por casos pontuais no segmento de atacado, operações antigas de crédito rural e programas emergenciais.

Tarifas seguem cobrindo despesas com pessoal

As receitas com prestação de serviços e tarifas bancárias somaram R$ 7,9 bilhões, alta de 8% em doze meses. As despesas de pessoal, já considerando o pagamento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), cresceram 4,1%, chegando a quase R$ 6,6 bilhões.

Com isso, as receitas secundárias do banco foram suficientes para cobrir 119,1% das despesas com pessoal, evidenciando a forte contribuição das tarifas para a sustentação dos resultados da instituição.

Redução de empregos e estruturas continua

A holding encerrou março de 2026 com 80.348 empregados, sendo 68.822 bancários. Apenas no primeiro trimestre deste ano, houve fechamento de 1.747 vagas, sendo 1.728 de bancários.

A rede física também encolheu, encerrando o período com 1.938 agências, 1.723 postos de atendimento e 706 unidades de negócios em funcionamento.

Mesmo com a redução da estrutura, a base de clientes cresceu 500 mil em doze meses, alcançando 110,3 milhões. No trimestre, porém, houve redução de 200 mil clientes.

Consulta Nacional debate emprego e condições de trabalho

A discussão sobre melhores condições de trabalho e defesa do emprego também está presente na Consulta Nacional dos Bancários 2026, organizada pelo movimento sindical bancário. O questionário aplicado à categoria inclui perguntas específicas sobre o tema.

A Contraf-CUT orienta que bancárias e bancários participem da consulta, contribuindo com a definição das prioridades da campanha nacional da categoria.

A participação pode ser feita pelo endereço:
https://consultabancarios2026.votabem.com.br/

Fonte: Contraf-CUT

O Itaú Unibanco registrou lucro líquido gerencial de R$ 12,282 bilhões no primeiro trimestre de 2026, crescimento de 10,4% em relação ao mesmo período do ano passado. A rentabilidade sobre o patrimônio líquido médio anualizado (ROE) no Brasil alcançou 26,4%, alta de 2,7 pontos percentuais em doze meses, evidenciando a elevada lucratividade do maior banco privado do país.

De acordo com o relatório financeiro, o desempenho foi impulsionado principalmente pelo aumento de 4,5% da margem financeira com clientes, resultado do maior volume de crédito e da ampliação da participação de produtos mais rentáveis, com destaque para crédito imobiliário, consignado privado e linhas voltadas a pequenas e médias empresas.

Apesar do resultado positivo, o banco informou que a antecipação do pagamento de dividendos ao final de 2025 gerou impacto negativo pontual no resultado.

Leia aqui os destaques completos feitos pelo Dieese

Crédito cresce e inadimplência permanece estável

A carteira total de crédito do Itaú cresceu 7,2% em doze meses, embora tenha apresentado leve retração de 0,5% no trimestre, totalizando R$ 1,483 trilhão. No segmento de pessoas físicas, a carteira atingiu R$ 479,5 bilhões, com destaque para:

  • Crédito imobiliário (+11,2%)
  • Cartão de crédito (+8,2%)
  • Crédito consignado (+6,1%)

Entre as empresas, o crédito para grandes companhias somou R$ 454,8 bilhões, crescimento de 6,9% em relação a março de 2025. Já as operações destinadas a micro, pequenas e médias empresas alcançaram R$ 302,8 bilhões, com expansão de 10,9% no período.

A taxa de inadimplência superior a 90 dias permaneceu estável em 1,9%. Mesmo assim, as despesas com provisão para devedores duvidosos (PDD) aumentaram 8,1% em um ano e 64,2% no trimestre, totalizando R$ 10,164 bilhões.

Tarifas seguem sustentando resultados

As receitas com prestação de serviços e tarifas bancárias chegaram a aproximadamente R$ 12,5 bilhões, crescimento de 4,5% em relação ao primeiro trimestre de 2025.

As despesas de pessoal — incluindo a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) — somaram R$ 8,6 bilhões, alta de 8,1%. Ainda assim, apenas as receitas de tarifas foram suficientes para cobrir 144,9% dessas despesas, reforçando o peso das cobranças bancárias na sustentação dos lucros.

Lucro cresce enquanto emprego bancário encolhe

  • Mesmo com resultados recordes, o Itaú manteve a política de redução da estrutura física e do quadro de trabalhadores. Ao final de março de 2026, o banco possuía 81.659 empregados no Brasil, após o fechamento de:
  • 4.620 postos de trabalho em 12 meses
  • 1.034 vagas apenas no trimestre
  • No mesmo período, foram encerradas 360 agências físicas no país.

Em contrapartida, o número de clientes continuou crescendo, com aumento de 1,678 milhão, alcançando 100,9 milhões de clientes.

Movimento sindical alerta para adoecimento da categoria

Para a coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú, Valeska Pincovai, os resultados evidenciam um modelo de gestão que amplia a pressão sobre os trabalhadores. “Enquanto o lucro do Itaú cresce, aumenta também o número de bancários adoecidos. Não se trata de fragilidade individual, mas de um sistema que adoece coletivamente.”

Segundo a dirigente, o avanço da lucratividade não pode ocorrer às custas das condições de trabalho. “Transformar sofrimento humano em crescimento de lucro é inaceitável. O lucro do Itaú não pode ser sustentado às custas do adoecimento mental do trabalhador.”

Valeska ressalta que mudanças estruturais são necessárias dentro do banco. “Isso só pode ser mudado com a mudança de práticas abusivas do banco, com respeito e valorização dos funcionários.”

Lucro alto e desafios sociais

Os números do primeiro trimestre mostram um banco altamente rentável, sustentado pela expansão do crédito, aumento das tarifas e crescimento da base de clientes. Para o movimento sindical, entretanto, o contraste entre resultados bilionários e redução de empregos reforça a necessidade de debate sobre condições de trabalho, saúde mental e valorização dos bancários.

O tema deve ganhar centralidade nas próximas negociações coletivas da categoria bancária.

Fonte: Contraf-CUT

O Sindicato dos Bancários da Baixada Fluminense fez uma manifestação, nesta quarta-feira (6/5), para protestar contra as demissões e o fechamento de agências no Banco Bradesco.

O ato. que ocorreu na agência 406, localizada no centro de Nova Iguaçu, e onde também funciona a Gerência Regional do Bradesco, contou com o apoio da população que estava no local e nas filas, que denunciaram a demora excessiva no atendimento.

Os dirigentes sindicais denunciaram e alertaram funcionários e clientes sobre os prejuízos que estas práticas e ações causam. 

QUEM LUCRA, NÃO DEMITE

O Banco Bradesco encerrou 2025 com lucro líquido recorrente de R$ 24,652 bilhões, alta de 26,1% em relação a 2024, conforme os Destaques das Demonstrações Financeiras do Banco Bradesco – Exercício de 2025. O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) atingiu 14,8%, com crescimento de 3,1 pontos percentuais em 12 meses, impulsionado principalmente pelo avanço das margens financeiras, das receitas com serviços e da carteira de crédito.

Apesar do resultado expressivo, o banco fechou 1.927 postos de trabalho em 12 meses, sendo 2.092 cortes entre bancários, além de promover o encerramento de 296 agências, 1.098 postos de atendimento (PA e PAE) e 4 unidades de negócios no período.

Os números evidenciam uma contradição entre os lucros bilionários e a política de enxugamento da estrutura e do quadro de pessoal.

O encerramento de centenas de agências e postos de atendimento impacta diretamente a população, especialmente idosos, pessoas de baixa renda e moradores de regiões periféricas ou cidades menores, que dependem do atendimento presencial.

RESPONSABILIDADE SOCIAL

O movimento sindical defende que os lucros bilionários do sistema financeiro sejam acompanhados de responsabilidade social, valorização dos trabalhadores, manutenção de empregos e ampliação do atendimento à sociedade.

PROCURE O SINDICATO

Tem alguma dúvida? Sofreu algum tipo de assédio ou constrangimento? Procure o Sindicato dos Bancários da Baixada Fluminense.

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O Santander encaminhou a trabalhadores com diploma de nível superior e remuneração superior a dois tetos do Regime Geral de Previdência Social — classificados pelo banco como “hipersuficientes” — um comunicado de “Atualização do Contrato de Trabalho” que tem gerado forte preocupação entre os empregados e entidades sindicais.

Segundo denúncias recebidas por sindicatos, o documento, denominado Instrumento particular de livre estipulação das relações contratuais de trabalho, propõe alterações relevantes nas condições de trabalho, sem negociação coletiva prévia, o que pode resultar na retirada de direitos historicamente garantidos à categoria bancária.

Entre os principais pontos previstos estão a exclusão do controle de jornada e do pagamento de horas extras, além da tentativa de enquadramento dos trabalhadores na exceção do artigo 62, II da CLT, afastando o regime tradicional de controle de horário. O instrumento também prevê que eventuais conflitos trabalhistas sejam resolvidos por arbitragem privada, restringindo o acesso direto à Justiça do Trabalho, e estabelece vigência por prazo indeterminado durante todo o vínculo empregatício.

Para a coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander, Ana Marta Lima, a iniciativa representa uma afronta à negociação coletiva e cria riscos concretos para os trabalhadores. “Orientamos todos os trabalhadores a não assinar o termo e denunciar ao Sindicato qualquer tipo de pressão pela adesão. Este documento abre precedentes para o banco retirar outros direitos, como PLR, PPRS e demais conquistas históricas da categoria”, afirma. 

Afronta ao acordo coletivo

A representação sindical destaca que a medida desconsidera compromissos assumidos no Acordo Coletivo de Trabalho vigente, especialmente a Cláusula 29ª, que institui o Comitê de Relações Trabalhistas como instância permanente de diálogo entre banco e entidades sindicais.

Além disso, cláusulas do ACT e da Convenção Coletiva dos Bancários garantem a manutenção do controle de jornada e estabelecem parâmetros claros para a jornada de cargos de confiança, direitos que não podem ser suprimidos por meio de pactuação individual.

Para Ana Marta Lima, a estratégia do banco tenta criar a falsa ideia de negociação direta entre empregado e empregador. “O banco vende a ilusão de que o trabalhador pode negociar sozinho, mas sabemos que essa relação é desigual. Por isso, a negociação coletiva existe: para proteger os trabalhadores e equilibrar essa relação”, ressalta.

Caso recente acende alerta

A preocupação aumentou após um episódio recente envolvendo uma bancária grávida enquadrada no perfil de “hipersuficiente”. Mesmo após apresentar exames médicos comprovando a gestação e tentar negociação direta, a funcionária foi demitida pelo banco e só conseguiu a reintegração por meio de ação judicial movida pelo sindicato.

O caso reforçou o alerta das entidades sobre os riscos de acordos individuais que fragilizam a proteção coletiva dos trabalhadores.

Diante da situação, o movimento sindical enviou questionamento formal ao Santander solicitando a suspensão imediata do documento e a abertura de negociação coletiva sobre o tema.

Uma reunião entre a representação dos trabalhadores e o banco está marcada para o dia 13 de maio, quando a cobrança pela suspensão do termo será pauta central. “Os trabalhadores não devem assinar nenhum documento sem orientação sindical. Qualquer pressão deve ser denunciada imediatamente. Estamos avaliando todas as medidas cabíveis diante dessa tentativa de retirada de direitos”, reforça Ana Marta Lima.

A orientação é que bancários e bancárias procurem o Sindicato ou utilizem os canais de denúncia da entidade, que garantem sigilo e segurança aos trabalhadores.

Fonte: Contraf-CUT

A mesa de negociação entre a Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa) e a direção da Caixa, realizada nesta quinta-feira (30), foi marcada por críticas contundentes à forma como o banco vem conduzindo mudanças no atendimento, que desrespeitam empregados.

Na reunião, a representação dos trabalhadores denunciou a desvalorização crescente dos empregados e cobrou respostas para problemas que vêm se acumulando nas unidades: sobrecarga de trabalho, falta de pessoal, mudanças estruturais implementadas sem negociação prévia, adoecimento mental e um modelo de remuneração variável com regras sem transparência.

A comissão cobrou debate sobre o SuperCaixa, que precisa de regras transparentes e justas. “O diálogo, infelizmente, é o que se diz, mas não é o que se faz”, criticou Rogério Campanate.

“A gente precisa de compromisso real de justiça, transparência nas regras e respeito aos trabalhadores”, reforçou Érico Jesus. Segundo a CEE, o tema será levado ao Comando Nacional dos Bancários, que avaliará todas as possibilidades cabíveis para atuar frente aos problemas relacionados ao programa.

Entre os pontos criticados também estão a implantação das plataformas de atendimento à Pessoa Jurídica (PJ), a migração de carteiras, as mudanças nas unidades e a combinação entre atendimento presencial e digital, que vêm alterando profundamente a rotina dos trabalhadores sem que, segundo a CEE, haja planejamento adequado, treinamento suficiente ou diálogo com os representantes dos empregados.

O modelo “Figital”, que combina atendimento físico e digital, também sofreu críticas dos representantes dos trabalhadores. Na prática, segundo relatos levados à mesa, empregados vêm sendo obrigados a atender simultaneamente clientes de forma presencial e virtual, sob cobrança intensa por desempenho e entregas à unidade para que o tempo de espera no canal digital ultrapasse cinco minutos.

“É um modelo que tem aprofundado a sobrecarga, aumentado o desgaste emocional e agravado o sentimento de insatisfação entre os empregados”, avaliou o coordenador da CEE/Caixa, Felipe Pacheco.

Um dos pontos de discussão foi a adoção de penalidades em 129 agências incluídas no projeto piloto do Gênesis. Para a CEE, não faz sentido que unidades ainda em fase de teste sejam submetidas a metas rígidas e punições antes mesmo da consolidação de um modelo definitivo.

Também houve críticas à implementação das plataformas PJ. A representação apontou falta de negociação prévia, precariedade nas condições de trabalho, insuficiência de pessoal, ausência de treinamento adequado e pressão constante por metas. Segundo os representantes, trabalhadores que sempre atuaram no atendimento à Pessoa Física estão sendo empurrados para novas atribuições, muitas vezes sem preparação e sem a estrutura necessária para absorver a demanda.

“A Caixa diz que está preocupada com a questão da saúde mental dos empregados, mas está fabricando pessoas doentes, além de descumprir o Acordo Coletivo. É isso que está acontecendo com essa plataforma PJ”, afirmou Cardoso.

Outro ponto fortemente debatido foi a situação de caixas e tesoureiros, tema que se arrasta há meses sem solução definitiva. A representação cobrou resposta concreta sobre o futuro dessas funções diante da redução do atendimento presencial, do fechamento ou transformação de unidades e das mudanças no modelo operacional do banco. A principal preocupação é garantir que nenhum trabalhador tenha perda de renda em razão da reestruturação.

Ao abordar o tema, a representante dos empregados, Luiza Hansen, destacou o clima de incerteza que se espalhou. “A cobrança aqui é por uma solução definitiva, que garanta, em especial, que os colegas não tenham sua renda afetada. Hoje ainda há muita insegurança sobre qual caminho a Caixa pretende seguir”, afirmou.

O avanço do adoecimento mental entre bancários também ganhou destaque. Felipe Pacheco citou pesquisa da Fenae que revela um cenário alarmante: 32% dos empregados afirmam viver sob ameaça permanente de descomissionamento, percentual que sobe para 45% entre trabalhadores de 40 a 49 anos. O levantamento mostra ainda que 37% já receberam diagnóstico de problemas de saúde mental relacionados ao trabalho, enquanto 61% dizem não perceber apoio adequado da empresa à saúde mental.

Em resposta à comissão, a Caixa informou que está avaliando reivindicações relacionadas ao SuperCaixa, que pretende aperfeiçoar seus modelos de atendimento e gestão e que continua estudando alternativas para caixas e tesoureiros. Para a representação dos empregados, no entanto, as respostas seguem insuficientes. “São respostas vazias que não atendem às demandas dos empregados diante da gravidade dos problemas enfrentados diariamente por quem sustenta o banco”, avaliou Cândida Fernandes (Chay). “Vamos encaminhar ao Comando a reincidência dessas respostas vazias do banco, de forma a definir outras formas de atuação, como mobilização da base e as medidas cabíveis para proteger os empregados”, reiterou.

Saúde Caixa

A CEE também cobrou da Caixa uma mesa específica para discutir o Saúde Caixa. A representação reforçou pautas já conhecidas dos empregados, como a retirada do teto de custeio de 6,5% e a volta do modelo em que a Caixa efetivamente arque com 70% dos custos do plano, melhorias nos processos de credenciamento e descredenciamento, além da ampliação da rede de atendimento, incluindo a possibilidade de compartilhamento da rede credenciada com a Cassi. Uma nova mesa de negociação sobre o Saúde Caixa será realizada no fim de maio.

Fonte: Contraf-CUT