Maio 29, 2026
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Integrantes da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa Econômica Federal participaram, nesta quarta-feira (27), da cerimônia em comemoração aos cinco anos do programa Acolhe, criado para atender a conquista da Campanha Nacional dos Bancários de 2020 para prestar atendimento e acolhimento às empregadas em situação de violência doméstica e familiar, por meio de uma equipe multidisciplinar. O evento reuniu representantes das entidades sindicais, empregados, gestores do banco e especialistas que contribuíram para a implementação da iniciativa.

Durante a abertura, a superintendente Nacional de Estratégia de Pessoas e Relacionamento com o Empregado da Caixa, Ana Cláudia Costa Souza, destacou que o programa representa um compromisso institucional com a proteção das mulheres. Segundo ela, o Acolhe foi construído “a muitas mãos”, com participação de empregados e das entidades representativas dos trabalhadores.

Representando as mulheres da CEE/Caixa no evento, a presidenta do Sindicato dos Bancários do Pará, Tatiana Oliveira, que também é integrante da Comissão Nacional de Diversidade da Caixa, destacou que o programa nasceu de uma conquista da negociação coletiva. “Na nossa compreensão, o programa é muito importante. É uma iniciativa inclusiva, de negociação coletiva, conquistada em março de 2020 e depois incluída na Convenção Coletiva de Trabalho em setembro do mesmo ano”, explicou.

Segundo Tatiana, desde então, o movimento sindical acompanha o cumprimento da iniciativa. Ela reforçou, no entanto, que ainda é preciso avançar para garantir uma política mais ampla de proteção às vítimas. Entre as principais reivindicações da representação dos empregados está a garantia de preservação da função e da remuneração das trabalhadoras que precisam ser transferidas de local de trabalho por razões de segurança. “A cláusula já garante transferência sem necessidade de ordem judicial ou medida protetiva. Basta a empregada informar que está em situação de violência e que permanecer naquele local representa risco à sua integridade física”, afirmou.

Apesar disso, Tatiana relatou que as entidades receberam notícias de casos em que a mudança de unidade resultou em perda de função e redução salarial para as empregadas transferidas. “Ela já está vivendo uma situação de violência, muitas vezes mudando de cidade para proteger a própria vida. Se essa mudança ainda vier acompanhada de perda de renda, o impacto financeiro e emocional se torna ainda maior”, destacou.

A dirigente informou que o tema foi levado à mesa de negociação com a Caixa em março deste ano, mas ainda sem devolutiva concreta por parte do banco.

Para a representante da CEE/Caixa, o enfrentamento à violência contra as mulheres exige atuação conjunta de empresas, entidades sindicais, poder público e sociedade. “O problema é muito grande e o enfrentamento precisa acontecer em diversas esferas. Não basta apenas cobrar. Todos precisam assumir responsabilidade para proteger as mulheres”, concluiu Tatiana Oliveira.

Ela lembrou que o movimento sindical bancário também estruturou canais próprios de acolhimento, como o “Basta! Não irão nos calar”, organizado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro da CUT (Contraf-CUT) em diversos estados, além de iniciativas de apoio promovidas pela Fenae (Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa), como a campanha “Fenae com Elas”.

Fonte: Fenae, com edições da Contraf-CUT

Os representantes das entidades reuniram-se na sede da ANABB, em Brasília, na manhã da quarta-feira (27), para analisar a situação econômica e financeira da Cassi antes do encontro com os representantes do Banco do Brasil, realizado no período da tarde.

Durante a reunião, houve consenso entre as entidades de que a Cassi necessita de medidas imediatas para fortalecer seu caixa e recompor suas reservas garantidoras, que atingiram o patamar mínimo neste mês de maio de 2026.

As entidades também acordaram uma estratégia conjunta para a negociação com o banco. Inicialmente, seria apresentada a proposta do Banco do Brasil e, caso fosse totalmente insuficiente diante das necessidades da Caixa de Assistência, ela seria recusada imediatamente. Por outro lado, se apresentasse avanços concretos, ainda que parciais, haveria uma interrupção temporária da reunião para análise preliminar da Comissão de Representantes das Entidades. Foi exatamente o que ocorreu.

O Banco do Brasil apresentou uma proposta que contempla mudanças no modelo de custeio, dentro da linha defendida pelas entidades, com a adoção de um modelo híbrido. A proposta preserva o percentual de contribuição dos associados sobre a folha de pagamento e cria uma nova fonte de financiamento para a Cassi, utilizando como referência a tabela de custos assistenciais já existente na Caixa de Assistência, prevendo participação da patrocinadora e contribuição adicional dos associados.

Apesar disso, a proposta ainda não apresenta solução adequada para os colegas admitidos após 2018, para os funcionários egressos dos bancos incorporados e fragiliza ainda mais a situação dos associados auto-patrocinados.

A coordenadora da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), Fernanda Lopes, criticou a postura do banco e cobrou maior comprometimento da patrocinadora com a sustentabilidade da Cassi.

“Não é possível que, mais uma vez, o Banco do Brasil tente transferir aos associados o maior peso da solução, enquanto mantém uma participação aquém da responsabilidade que possui como patrocinador. A Cassi é patrimônio dos associados do banco e exige uma resposta à altura da gravidade do momento. O banco precisa assumir seu papel de forma efetiva e apresentar uma proposta que garanta sustentabilidade sem penalizar ainda mais os trabalhadores”, afirmou.

Fernanda também reforçou que uma solução que não contemple os funcionários admitidos após 2018 e os egressos de bancos incorporados não terá respaldo do movimento sindical.

“Não é passível de defesa pelo movimento sindical qualquer proposta que deixe de fora os colegas pós-2018 e os funcionários oriundos dos bancos incorporados. Não aceitaremos uma solução que aprofunde desigualdades dentro da própria Cassi”, completou.

Diante da complexidade do tema e da necessidade de uma avaliação mais aprofundada, a Comissão de Negociação e o Banco acordaram um novo calendário de negociações: uma reunião virtual no dia 29 de maio e uma nova reunião presencial no dia 3 de junho.

A Comissão de Representantes das Entidades também antecipou ao Banco do Brasil a necessidade de análise de um aporte extraordinário e imediato para recompor os déficits acumulados até o momento no Plano de Associados, mantendo-se o compromisso de discutir eventual participação financeira adicional dos associados. As entidades reforçaram, contudo, que qualquer decisão neste sentido deverá ser submetida à aprovação do Corpo Social da Cassi.

Na avaliação das entidades, a proposta apresentada pela patrocinadora sinaliza um caminho que pode contribuir para maior perenidade do custeio da Cassi. No entanto, ainda impõe um peso excessivo aos associados e não assegura o aumento percentual esperado na participação financeira do Banco do Brasil.

As entidades reafirmaram que seguirão negociando com responsabilidade, equilíbrio e firme compromisso com a defesa da Cassi e dos seus associados, mantendo o Corpo Social permanentemente informado sobre os desdobramentos das discussões.

Fonte: Contraf-CUT

Mais uma rodada de reuniões entre a Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa e a direção do banco terminou, nesta terça-feira (26), sem respostas efetivas para temas que impactam diretamente a vida dos trabalhadores. Saúde Caixa, remuneração variável, transformação digital, atendimento remoto e condições de trabalho dominaram os debates, mas o banco voltou a se limitar a promessas de estudos, avaliações e imersões técnicas, sem apresentar medidas concretas.

Segundo a representação dos empregados, o sentimento que marcou o encontro foi o de um verdadeiro pedido de socorro da rede de atendimento. “Trabalhadores relatam aumento da pressão, sobrecarga operacional, perdas financeiras e crescimento dos casos de adoecimento, ao mesmo tempo em que precisam atender simultaneamente clientes pelos canais presencial e digital”, afirmou o coordenador da CEE/Caixa, Felipe Pacheco.

“Levamos esse cenário para a mesa e cobramos respostas concretas, mas a Caixa segue adiando decisões sobre questões que afetam diretamente a saúde, a renda e o futuro dos empregados”, completou Felipe.

Transformação digital preocupa trabalhadores

A ampliação dos projetos de atendimento remoto e da integração “figital” (presencial, em unidade física, e digital) também gerou preocupação entre os representantes dos empregados. Embora a Caixa apresente o processo como modernização, as entidades alertam para os riscos de precarização das condições de trabalho, aumento da pressão por resultados e crescimento dos casos de adoecimento.

Durante a reunião, a representação dos empregados reforçou que gerentes e demais empregados relatam aos sindicatos as dificuldades para conciliar o atendimento presencial com as demandas digitais, em um ambiente marcado por metas elevadas, insegurança operacional e falta de clareza sobre indicadores de desempenho. “Os relatos que chegam das unidades mostram que a pressão está aumentando. É fundamental que a Caixa apresente dados e reconheça a dimensão do problema”, disse o representante da Fetrafi-SC, Edson Heemann.

O representante da Fetrafi-MG e vice-presidente da Fenae, Clotário Cardoso, defendeu a adoção de um modelo que precisa garantir estrutura adequada, contratação de pessoal e melhores condições de trabalho para não prejudicar clientes nem adoecer os empregados. “A Caixa não pode fazer uma digitalização forçada. O atendimento virtual precisa existir, mas com estrutura adequada, sem adoecer os trabalhadores e sem prejudicar o cliente que foi até a agência para ser atendido”, observou.

Reforçando esse argumento, o representante da Fetec-CUT/CN, Antonio Abdan, disse que “não podemos aceitar que a inovação tecnológica seja implementada às custas da saúde dos trabalhadores. Modernizar não pode significar sobrecarregar.”

As entidades de representação sindical dos trabalhadores cobraram informações sobre os impactos do modelo na saúde mental dos empregados e pediram acesso aos dados de afastamentos relacionados ao trabalho.

Durante os debates sobre o novo modelo de atendimento, a representante da Fetec-CUT/SP, Luiza Hansen, ressaltou que se o banco quer incentivar a utilização dos canais digitais, ele precisa fornecer estrutura para que as pessoas possam prestar o serviço adequado que a população precisa. “Querem que a gente acredite que não há sobrecarga de trabalho, nem falta de empregados, mas cometem o absurdo de obrigar os que hoje trabalham no banco a atender digitalmente e presencialmente ao mesmo tempo”, criticou. “E mesmo assim, a Caixa não reconhece nem valoriza o trabalho que é realizado no dia a dia. Ao contrário, inventa formas de penalizar os empregados por questões sobre as quais eles não têm controle, gerando indignação, desânimo e aumentando a pressão e o adoecimento de quem está na linha de frente do atendimento”, completou.

Super Caixa segue acumulando críticas

O programa Super Caixa também foi alvo de fortes críticas. Os representantes dos trabalhadores relataram reclamações vindas de diversas regiões do país sobre regras consideradas obscuras, alterações frequentes nos critérios de avaliação e penalizações decorrentes de fatores que fogem ao controle dos empregados.

As entidades cobraram transparência, apresentação de simulações comparativas entre os modelos de remuneração variável e abertura de negociação efetiva sobre o programa.

“O trabalhador precisa saber exatamente o que está sendo medido, como está sendo avaliado e por que está recebendo determinado valor. Transparência é o mínimo esperado”, afirmou Tesifon Quevedo Neto, representante da Feeb-SP/MS.

Para Edson Heemann, a situação de punição vivida pelas empregadas e empregados na rede em decorrência do Super Caixa, contrasta com o vídeo da Caixa Vida e Previdência, que circulou nas redes sociais nesta terça-feira. “É um total absurdo que, enquanto os empregados enfrentam as dificuldades que acabamos de relatar na mesa de negociação, a Caixa apresente uma realidade totalmente diferente e desconectada da enfrentada diariamente nas agências bancárias de todo o país”, criticou. Após a enxurrada de comentários negativos, o vídeo foi excluído do perfil da Caixa Vida e Previdência no Instagram.

Entidades cobram diálogo e transparência

Tanto com relação ao processo de transformação digital e as reestruturações promovidas pela Caixa, quanto com a remuneração variável proporcionada pelo Super Caixa e programas de bonificação e comissionamento da Caixa, as entidades observam que os impactos recaem sempre sobre o pessoal da rede de agências, resultando em precarização do trabalho, redução de funções e perda de direitos. A representação dos trabalhadores cobrou mais transparência da Caixa e voltou a exigir que qualquer reestruturação seja debatida previamente com os representantes dos trabalhadores, conforme previsto no acordo coletivo.

“A nossa maior preocupação é que toda transformação feita pela Caixa acaba caindo sobre a rede de agências, aumentando a sobrecarga, reduzindo direitos e gerando insegurança nos empregados. Essas mudanças precisam ser discutidas com os trabalhadores antes de serem implementadas”, criticou o representante da Fetrafi-RS, Lucas Cunha.

“A Caixa não pode mais implementar unilateralmente programas, mesmo que pilotos, sem que seja debatido exaustivamente com a representação dos trabalhadores, cumprindo o que determina nosso Acordo Coletivo. A implementação de mudanças sem o devido diálogo é um indicativo de que o debate não é feito porque as medidas trarão sofrimento aos trabalhadores”, reforçou o representante da Fetrafi-RJ/ES, Ronan Teixeira. “É urgente que a Caixa recoloque a qualidade de vida de seus funcionários como prioridade”, completou.

Saúde Caixa volta ao centro das preocupações

A representação dos trabalhadores cobrou a retomada imediata das negociações sobre o Saúde Caixa, tema que deve ocupar posição central nas negociações com o banco durante a Campanha Nacional dos Bancários de 2026. As entidades reforçaram a defesa do plano de saúde e a necessidade de derrubada do teto de custeio imposto pela própria Caixa em seu estatuto, mecanismo que aumenta a participação financeira dos empregados e gera insegurança sobre a sustentabilidade do plano.

“A nossa pauta não é nova, está na mesa da Caixa há anos. Queremos o fim do teto de custeio, pra não onerar mais o bolso do trabalhador. Queremos a manutenção dos princípios do plano, melhoria da qualidade e a participação da Caixa no custeio do plano para os contratados depois de setembro de 2018 no plano pós emprego. O Saúde Caixa é um direito, deve ser acessível para todos e todas”, disse a representante da Fetec-CUT/CN e presidenta do Sindicato dos Bancários do Pará, Tatiana Oliveira.

A não participação da Caixa no custeio do plano de Saúde para os empregados admitidos a partir de setembro de 2018 afeta cerca de 15 mil trabalhadores.

“A Caixa fala em estudos e análises há anos, mas os empregados precisam de solução. Não é aceitável manter milhares de trabalhadores sem perspectiva de acesso ao plano na aposentadoria”, destacou a representante da Fetec-CUT/PR, Samanta Almeida, que faz parte do grupo de empregados que tiveram o direito excluído.

Para Cândida Fernandes, a Chay, representante da Fetrafi-NE, a demora do banco aprofunda a insegurança dos trabalhadores. “O banco precisa transformar discursos em compromissos. Os empregados querem saber quando haverá solução para os problemas do Saúde Caixa e não apenas ouvir que novos estudos estão sendo realizados.”

Projeto Gênesis e cobrança por transparência

Outro tema debatido foi o Projeto Gênesis. Durante a reunião, a Caixa assumiu o compromisso de não promover ranqueamentos das unidades participantes do projeto, uma reivindicação apresentada pela representação dos trabalhadores diante do receio de que novos mecanismos de avaliação aumentem a competição interna e a pressão sobre as equipes.

Além disso, as entidades cobraram transparência sobre os critérios utilizados para definir as ondas de migração, participação efetiva dos trabalhadores nos projetos-piloto e escuta das equipes diretamente impactadas pelas mudanças.

“Quem vive a realidade das agências precisa ser ouvido antes da implementação de qualquer transformação. Não é possível construir soluções ignorando quem está na linha de frente”, afirmou Rogério Campanate, representante da Federa-RJ.

Para Erico Jesus, representante da Feeb-BA/SE, o processo exige diálogo permanente. “A Caixa precisa compreender que os trabalhadores não são obstáculos à modernização. Pelo contrário: são eles que conhecem os problemas e podem contribuir para construir soluções mais eficientes.”

Sem respostas para questões centrais

Ao final da reunião, permaneceram sem resposta perguntas consideradas fundamentais pela representação dos empregados:
•    Quando haverá revisão efetiva do Super Caixa;
•    Qual será a solução para os empregados pós-2018;
•    Como o banco pretende enfrentar o problema do teto do Saúde Caixa; e
•    Quais medidas serão adotadas para evitar que o atendimento digital amplie ainda mais a sobrecarga e o adoecimento dos trabalhadores.

“A Caixa continua acumulando estudos enquanto os empregados acumulam pressão, perdas financeiras e adoecimento. Fica cada vez mais evidente que somente a mobilização da categoria será capaz de arrancar respostas concretas e garantir a defesa dos direitos dos trabalhadores”, concluiu Felipe Pacheco.

Fonte: Contraf-CUT

Entrou em vigor nesta terça-feira, 26 de maio, a atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que amplia a responsabilidade das empresas sobre a saúde mental dos trabalhadores e fortalece a fiscalização das condições de trabalho no país.

A nova regra determina que os chamados riscos psicossociais passem a integrar oficialmente o gerenciamento de riscos ocupacionais das empresas. Entre os fatores que agora entram no radar da fiscalização estão metas abusivas, jornadas exaustivas, assédio moral e sexual, pressão excessiva, sobrecarga, conflitos interpessoais e falhas na organização do trabalho.

A atualização da NR-1 havia sido aprovada em 2024 e deveria entrar em vigor em maio de 2025, mas o governo federal prorrogou o prazo por um ano para adaptação das empresas. Agora, com a norma em vigor, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) passa a fiscalizar o cumprimento das medidas. Nos primeiros 90 dias, a atuação será orientativa, mas depois desse período poderão ser aplicadas multas e outras penalidades.

Segundo o MTE, as empresas deverão incluir os riscos psicossociais em seus Programas de Gerenciamento de Riscos (PGR), adotando medidas concretas para prevenir o adoecimento relacionado ao trabalho. A fiscalização poderá analisar metas, jornadas, cobranças, canais de denúncia, processos internos e relações entre chefias e funcionários.

A mudança ocorre em meio ao crescimento dos afastamentos por transtornos mentais no Brasil. Apenas em 2025, mais de 546 mil benefícios previdenciários foram concedidos por transtornos mentais e comportamentais, segundo dados citados pelo governo federal.

Para o secretário de Saúde da Contraf-CUT, Mauro Salles, a entrada em vigor da norma representa um passo importante, mas sua efetividade dependerá da fiscalização e da organização dos trabalhadores. “A entrada em vigor da nova NR-1 abre uma importante discussão sobre a responsabilidade das empresas pelo adoecimento mental relacionado ao trabalho. A participação dos trabalhadores e das entidades sindicais será decisiva para impedir que a norma seja reduzida a um simples protocolo empresarial, sem mudanças reais nas condições de trabalho”, afirmou.

Mauro Salles também reforçou a importância de os trabalhadores registrarem situações de abuso e procurarem apoio sindical diante de práticas nocivas no ambiente laboral. “É fundamental que os trabalhadores registrem situações de pressão e assédio, guardem mensagens, cobranças, rankings e comunicados, além de procurarem o sindicato diante de práticas abusivas e denunciarem irregularidades aos órgãos competentes”, destacou.

Segundo ele, no setor bancário o debate passa necessariamente pela revisão dos atuais modelos de gestão adotados pelas instituições financeiras. “No caso dos bancos, a principal questão é saber se as instituições financeiras irão efetivamente rever modelos de gestão baseados em metas abusivas, pressão e vigilância permanente ou se apenas ampliarão programas de fachada que buscam responsabilizar o indivíduo, sem alterar as causas do problema”, criticou.

“O sucesso da nova NR-1 dependerá da fiscalização, da organização coletiva dos trabalhadores e da capacidade de transformar o debate sobre saúde mental em uma discussão concreta sobre organização do trabalho”, concluiu.

O que muda com a nova NR-1

Com a entrada em vigor da atualização, as empresas passam a ter obrigação formal de identificar, avaliar e adotar medidas preventivas contra riscos à saúde mental relacionados ao trabalho.

Entre os principais pontos estão:

  • inclusão dos riscos psicossociais no Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR);
  • fiscalização das condições de organização do trabalho;
  • análise de metas, cobranças e jornadas;
  • necessidade de prevenção ao assédio moral e sexual;
  • exigência de medidas para reduzir sobrecarga e pressão excessiva;
  • possibilidade de autuações e multas em caso de descumprimento.

Na prática, isso significa que fatores antes tratados apenas como questões subjetivas passam a integrar oficialmente a política de saúde e segurança do trabalho.

Fonte: Contraf-CUT

A Câmara aprovou em primeiro turno, por 472 contra 22 votos, na noite desta última quarta-feira (27/5), a Proposta de Emenda à Constituição que decreta o fim da escala 6x1 (seis dias de trabalho para um de folga).

Essa é vitória histórica para o governo Lula e o movimento sindical na Câmara dos Deputados.

A sessão foi encerrada as 23h34, após aprovação em segundo turno (461 votos a favor e 19 contra). As atenções se voltam agora para o Senado, onde a proposta de emenda à Constituição ainda precisa ser apreciada para que se torne lei definitiva.

De acordo com a proposta, a implementação deve durar até 14 meses.

PEC

Uma PEC é um projeto legislativo que altera o texto da Constituição Federal, a principal norma do Estado brasileiro. Como mudam a Constituição, as PECs precisam ser aprovadas em dois turnos nas duas casas do Congresso Nacional.

 

Nesta quarta-feira, 27 de maio, o Sindicato dos Bancários da Baixada Fluminense participou do processo eleitoral do Sindicato dos Bancários e Bancárias de Nova Friburgo e Região, filiado à Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro dos Estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo (Fetraf RJ/ES).

A entidade esteve representada pelos diretores Pedro Batista, Renata Soeiro, Solange Ribeiro, Roberto Domingos e Ricardo de Sá.

A Chapa “Unidade, Compromisso, Trabalho e Luta” foi eleita com 99,70% dos votos válidos e irá comandar o Sindicato no quadriênio 2026/2030.

Os associados e associadas da Cassi aprovaram o Relatório 2025 da entidade com 77,3% dos votos válidos, seguindo a orientação das entidades representativas do funcionalismo do Banco do Brasil e dos dirigentes eleitos da Caixa de Assistência. A votação, iniciada em 14 de maio e encerrada nesta segunda-feira (25), registrou 32.014 votos favoráveis ao documento.

Pelo Estatuto Social da Cassi, o relatório precisava de maioria simples para aprovação. O resultado demonstra que o Corpo Social da entidade, formado por funcionários da ativa e aposentados do Banco do Brasil associados à Cassi, reconhece que o documento retrata de forma transparente a realidade enfrentada pela Caixa de Assistência no último ano.

O secretário-geral da Contraf-CUT, Gustavo Tabatinga Jr., destacou a ampla participação dos associados e afirmou que a votação representa um importante recado à direção do Banco do Brasil. “Os colegas do banco votaram massivamente pela aprovação do relatório da Cassi, como orientado pela Contraf, demonstrando a seriedade do documento, que relata de forma fiel a situação que passa nossa Caixa de Assistência. Infelizmente, mais uma vez, tivemos uma chuva de fake news que atrapalham o momento. Sabemos que a situação financeira da Cassi é desafiadora e o relatório apontava a realidade. Com essa votação mostramos que estamos mobilizados, provando à direção do BB que merecemos uma proposta justa para a Cassi”, afirmou.

A Cassi destacou que o Relatório 2025 foi amplamente divulgado desde sua publicação, em 31 de março, por meio dos canais oficiais da entidade. A Diretoria Executiva realizou mais de 30 apresentações em cidades com maior concentração de associados, além de reuniões com entidades representativas, aposentados e conselheiros de usuários em todo o país.

Segundo a entidade, a aprovação também representa um voto de confiança dos associados na governança e na transparência da Cassi, modelo considerado uma conquista histórica do funcionalismo do Banco do Brasil, garantindo aos associados participação direta nos processos de decisão e fiscalização da Caixa de Assistência.

Fonte: Contraf-CUT

Quase dois meses após a reunião de negociação realizada em 31 de março entre a Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa Econômica Federal e a direção do banco, a representação dos trabalhadores segue cobrando respostas da Caixa para propostas destinadas a fortalecer a proteção às mulheres vítimas de violência doméstica, institucional e de assédio no ambiente de trabalho. Em abril já havia sido feita uma cobrança.

Entre os principais pontos apresentados pela CEE está a garantia de que empregadas vítimas de violência que precisem ser transferidas de unidade para preservar sua integridade física e psicológica não sofram prejuízos financeiros ou profissionais. A proposta prevê a manutenção da remuneração de função, da referência salarial e das condições relacionadas ao porte da unidade de origem, evitando que a proteção à vítima resulte em perda de renda ou rebaixamento funcional.

As reivindicações foram apresentadas em um contexto de aprofundamento do debate sobre a violência de gênero no país e no próprio ambiente corporativo. Dados recentes mostram que a violência contra as mulheres continua sendo uma grave realidade brasileira. Segundo levantamento citado na publicação “Como conversar com homens sobre violência contra meninas e mulheres”, produzida com apoio da Contraf-CUT e da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), cerca de 673 mulheres denunciam episódios de violência doméstica todos os dias no Brasil e quatro mulheres são vítimas de feminicídio diariamente.

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Além disso, a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria bancária possui cláusulas específicas voltadas ao enfrentamento à violência contra as mulheres, incluindo mecanismos de acolhimento, proteção e orientação às trabalhadoras vítimas de violência doméstica. Para a representação dos empregados, é preciso avançar para que esses instrumentos sejam efetivos também na realidade da Caixa.

Proteção não pode significar perda de direitos

A representante da Fetrafi-NE na CEE/Caixa, Cândida Fernandes, a Chay, ressaltou que a cobrança não é nova e que a categoria aguarda respostas concretas do banco. “Na reunião de março apresentamos propostas objetivas para aperfeiçoar os mecanismos de proteção às mulheres vítimas de violência. Estamos falando de garantir que uma empregada que precise ser removida para preservar sua segurança não seja penalizada com perda de função, de remuneração ou por uma eventual mudança para uma unidade de menor porte. A proteção não pode significar prejuízo para a vítima. A Caixa precisa apresentar respostas e soluções efetivas”, afirmou.

Chay lembrou que o tema já vinha sendo debatido anteriormente na mesa permanente de negociação. “Já havíamos cobrado dados sobre os atendimentos realizados pelos programas internos e melhorias nos fluxos de encaminhamento dos casos. O que queremos é assegurar que nenhuma mulher seja obrigada a escolher entre sua segurança e sua renda" disse, ao ressaltar que não basta a Caixa assumir esse compromisso em mesa de negociação. "Isso precisa estar no normativo com o regramento do programa de proteção às empregadas."

Melhorias no acolhimento e no combate às violências

A representante da Fetec-CUT/CN na CEE/Caixa, Tatiana Oliveira, destacou que as propostas apresentadas pelas entidades dialogam diretamente com os compromissos assumidos pela categoria bancária em âmbito nacional. “A categoria bancária construiu, ao longo dos anos, uma das convenções coletivas mais avançadas do país em relação ao combate à violência contra as mulheres. Mas é preciso que esses instrumentos sejam continuamente aperfeiçoados. A Caixa precisa avançar na proteção das empregadas, garantir acolhimento qualificado e assegurar que as vítimas não sofram qualquer forma de retaliação ou prejuízo na carreira, ou financeiro.”

Segundo Tatiana, o enfrentamento à violência exige não apenas canais de denúncia, mas também medidas concretas de proteção. “Uma mulher que denuncia violência doméstica ou assédio precisa encontrar apoio institucional. Isso inclui mecanismos de transferência, preservação da remuneração, proteção contra represálias e acompanhamento adequado dos casos.”

Cobrança por respeito à mesa de negociação

O coordenador da CEE/Caixa, Felipe Pacheco, criticou a demora do banco em responder às propostas apresentadas pelos representantes dos empregados e voltou a cobrar valorização da negociação coletiva. “A Caixa precisa demonstrar respeito à mesa de negociação. As propostas foram apresentadas há semanas e tratam de um tema extremamente sensível, relacionado à proteção da vida e da integridade das empregadas. Não é razoável que o banco continue sem apresentar respostas.”

Para Felipe, a valorização da mesa passa pelo cumprimento dos compromissos assumidos e pelo tratamento sério das pautas apresentadas pelos trabalhadores. “Temos insistido que a negociação não pode ser um espaço apenas de escuta. É preciso haver retorno, encaminhamento e compromisso com a solução dos problemas apresentados. Quando o banco demora a responder ou simplesmente ignora demandas legítimas, enfraquece um processo que deveria ser pautado pelo diálogo e pela construção conjunta de soluções.”

Mulheres ainda são minoria nos espaços de poder

A cobrança da representação dos empregados também inclui o cumprimento da política de participação feminina nos espaços de direção da empresa.

As entidades lembram que a Caixa assumiu em seu Estatuto Social o compromisso de assegurar a presença mínima de 30% de mulheres nos cargos de direção. A reivindicação é que essa meta seja observada em todos os níveis hierárquicos, incluindo vice-presidências, diretorias e o Conselho de Administração.

A cobrança ganha ainda mais relevância diante da recente aprovação da legislação que estabelece reserva mínima de 30% das vagas para mulheres nos conselhos de administração das empresas estatais (veja publicação da Lei no Diário Oficial da União).

“Não basta defender diversidade nos discursos institucionais. É preciso que ela esteja refletida na ocupação dos espaços de decisão. A Caixa ainda está distante do patamar necessário de participação feminina em cargos estratégicos e precisa avançar nesse compromisso”, afirmou Felipe Pacheco.

Avançar da prevenção à proteção efetiva

Para a CEE/Caixa, o fortalecimento dos mecanismos de acolhimento às mulheres vítimas de violência, o cumprimento da participação mínima feminina nos espaços de poder e o respeito às negociações coletivas fazem parte de uma mesma agenda: construir um ambiente de trabalho mais seguro, inclusivo e comprometido com a igualdade.

As entidades aguardam que a Caixa apresente, nas próximas reuniões, respostas concretas às propostas encaminhadas pela representação dos empregados e empregadas, transformando compromissos institucionais em medidas efetivas de proteção e valorização das mulheres.

Fonte: Contraf-CUT

O banco Santander informou que realizará o pagamento da primeira parcela do 13º salário no dia 29 de maio de 2026, junto com a folha salarial do mês.

Receberão a antecipação os trabalhadores admitidos até 31 de dezembro de 2025 e que não tiveram a primeira parcela do 13º antecipada durante as férias. O valor corresponde a 50% do salário bruto.

Já os trabalhadores admitidos após 31 de dezembro de 2025 receberão, em novembro, o valor proporcional ao período trabalhado desde a data de admissão.

Segundo o comunicado, o demonstrativo de pagamento estará disponível no Portal Pessoas e no aplicativo Pessoas a partir do dia 28 de maio de 2026.

Para Ana Marta Lima, coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander, “a antecipação da primeira parcela do 13º salário auxilia bancários e bancárias no planejamento financeiro e traz mais fôlego ao orçamento, permitindo organizar despesas, quitar compromissos e garantir maior tranquilidade às famílias. Também é uma forma de reconhecimento a quem contribui diariamente para os resultados do banco”, afirmou.

Fonte: Contraf-CUT

Após anos de luta da CUT e demais movimentos sociais que representam a classe trabalhadora, o Congresso Nacional está prestes a votar propostas para o fim da escala 6x1, com redução da jornada de 44 horas, sem redução salarial.

O texto previsto para ser votado no final deste mês, na Câmara dos Deputados, parte de duas propostas de emenda à Constituição (PEC) dos deputados Reginaldo Lopes (PT-MG) e Erika Hilton (PSOL-SP), e de um projeto de lei de autoria do Governo Federal, protocolado em abril em regime de urgência, ou seja, obrigando o Congresso Nacional a votar a matéria em até 45 dias. Com isso, depois de passar pela Câmara, a proposta deverá ser rapidamente encaminhada e votada pelo Senado ainda neste semestre.

Porém, mesmo diante do alto nível do apelo popular pelo fim da 6x1, mais de 176 deputados do centrão e da direita protocolaram uma emenda, de autoria de Sérgio Turra (PP-RS), que, apesar de fixar a jornada de 40 horas semanais, autoriza que esse limite seja ultrapassado em 30% (chegando até 52 horas) por acordos individuais ou instrumentos coletivos.

O texto de Turra também adia o fim da escala 6x1 para 2036 e reduz em 50% a contribuição ao FGTS, além de propor deduções tributárias para o setor patronal.

Conheça todos os deputados do Rio de Janeiro que votam contra os interesses do povo:

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