Abril 02, 2026
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Feijoadas de Abril

Abril 01, 2026

Confira as datas das Feijoadas dos Bancários e Bancárias da Baixada Fluminense, neste mês de abril.


Fiquem atentos, porque elas serão antecipadas em razão dos feriados deste mês.

Veja:

10/4 - Nova Iguaçu (sexta-feira)
16/4 - Duque de Caxias (quinta-feira)

Nos vemos lá!

Veja o resumo do que você vai ler no texto

•    Contraf-CUT cobra da Caixa dados sobre o canal Acolhe, de apoio a mulheres vítimas de violência doméstica. 
•    CEE também exige informações sobre o Diálogo Seguro, canal para denúncias de assédio e discriminação no trabalho. 
•    Representação dos empregados pede ampliação da divulgação dos dois canais. 
•    Contraf-CUT pede divulgação do canal sindical “Basta! Não Irão nos Calar”, que oferece acolhimento e apoio jurídico às trabalhadoras. 
•    Caixa informa que ainda analisa casos de empregados que não receberam a premiação do Super Caixa. 
•    CEE propõe nova mesa até 8 de abril para discutir regras do programa em 2026.
•    Para pendências de 2025, representantes indicam possibilidade de mobilização sindical e outras medidas. 
•    Banco prevê início da vacinação contra gripe até o fim de abril, podendo antecipar. 
•    Caixa admite erro no Informe de Rendimentos do IR, mas ainda não informou prazo para correção. 
•    CEE cobra mesas de negociação mais frequentes, para tratar de temas pendentes da categoria.

Leia a íntegra do texto

A Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa se reuniu nesta terça-feira (31) com a direção do banco, por videoconferência, para discutir políticas de combate à violência contra mulheres, casos de assédio no ambiente de trabalho e outras demandas da categoria. A reunião ocorreu após cobrança da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) para que a Caixa apresentasse dados sobre o canal de atendimento às empregadas vítimas de violência doméstica, conforme previsto na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) dos bancários.

Na Caixa, o canal de apoio recebe o nome de Acolhe, voltado ao atendimento de empregadas em situação de violência doméstica e familiar. Durante a reunião, o banco apresentou dados sobre o funcionamento da ferramenta. Segundo as informações apresentadas, o canal registrou 102 acionamentos em 2025, dos quais 25 resultaram na adesão à jornada de acolhimento e 12 levaram à aplicação de medidas protetivas.

A CEE também cobrou informações sobre o Diálogo Seguro, canal destinado ao acolhimento e orientação de trabalhadores em casos de assédio moral, assédio sexual ou discriminação no ambiente de trabalho.

Para a representante da Federação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Fetrafi/NE), Cândida Fernandes (Chay), a discussão é fundamental diante da gravidade do tema no país. “Infelizmente vivemos em um país que ocupa uma posição vergonhosa no ranking de violência contra mulheres. Debater esse tema nas mesas de negociação é fundamental para que possamos avançar em políticas efetivas de proteção e acolhimento às trabalhadoras”, afirmou.

Ampliação da divulgação dos canais

Os representantes dos empregados reconheceram a importância dos canais apresentados, mas reforçaram a necessidade de ampliar a divulgação entre os trabalhadores.

A representante da Federação dos Bancários da CUT do Estado de São Paulo (Fetec-CUT/SP), Luiza Hansen, destacou que muitas trabalhadoras ainda desconhecem os mecanismos de apoio existentes. “É fundamental ampliar a divulgação desses canais. Muitas colegas não sabem que têm esse suporte e acabam enfrentando essas situações sozinhas. Quanto mais informação chegar à base, maior será a possibilidade de acolhimento e proteção”, ressaltou.

A CEE reconheceu o trabalho que vem sendo realizado pela Caixa, mas avalia que é preciso realizar algumas melhorias nas ferramentas utilizadas e nas normas estabelecidas. “É preciso garantir que as empregadas não serão prejudicadas”, disse a representante da Fetrafi/RS, Sabrina Muniz. “A mulher já está passando por uma situação que é, muitas vezes, desesperadora, e ela pode acabar optando por ser transferida, mesmo sem função, para fugir da situação de risco. A Caixa precisa garantir que a mulher não seja ainda mais prejudicada nesse processo de violência. Pra isso, o banco precisa melhorar a norma estabelecida para que ela não seja, mais uma vez, prejudicada por causa de uma violência que sofreu”, completou.

Durante a reunião, a CEE também reforçou a importância do canal “Basta! Não Irão nos Calar”, mantido pela Contraf-CUT e por sindicatos da categoria. O canal oferece acolhimento às mulheres vítimas de violência e pode ser utilizado também por quem prefere não recorrer aos canais institucionais do banco.

A ferramenta sindical oferece apoio psicológico e também assessoria jurídica, algo que não é disponibilizado nos canais internos da Caixa.

Para a representante da Fetec-CUT/PR, Samanta Almeida, a existência de alternativas é fundamental para ampliar a rede de proteção. “O canal Basta é um instrumento importante para as trabalhadoras que não se sentem confortáveis em buscar apoio diretamente na empresa. Ele garante acolhimento e também orientação jurídica, ajudando muitas mulheres a romper o ciclo da violência”, explicou.

Veja como acessar os canais

Acolhe
Telefone (61) 3545-1500 (de segunda a sexta, em dias úteis, das 9h às 18h)
Canal de atendimento de Pessoas (canal interno, onde o(a) empregado(a) pode registrar solicitações ou dúvidas).
Sou Caixa – Web (não tem característica de urgência/emergência – para estes casos, o banco recomenda ligar para 190 – Polícia Militar, ou para 180).

Diálogo Seguro
Acolhimento interno: Atendimento de Pessoas
Acolhimento externo: 0800 591 2563
Canal Mulher Caixa: Acolhimento da Mulher

Basta! Não irão nos calar! (canais dos sindicatos, em parceria com a Contraf-CUT)
1. São Paulo, Osasco e Região, canal Basta! Não irão nos calar!, que atende via WhatsApp (11) 97325-7975;
2. Piracicaba e Região, canal SindBan Acolhe, que atende via telefone (19) 3417-1333;
3. Campinas e Região, canal Mulher não se cale!, que atende via WhatsApp (19) 99814-6417;
4. Brasília, canal Viva Sem Violência, que atende via WhatsApp (61) 9292-5294;
5. Pernambuco, canal Basta! Não irão nos calar!, que atende via WhatsApp (81) 97347-3585;
6. Paraíba, canal Basta de Violência Doméstica contra Mulher, que atende via WhatsApp (83) 9123-9845;
7. ABC Paulista, canal Basta! Não irão nos calar!, que atende via WhatsApp (11) 98244-1637;
8. Rio de Janeiro, canal Basta! Não irão nos calar!, que atende via WhatsApp (21) 2103-4128;
9. Porto Alegre e Região, canal Basta! Não irão nos calar!, que atende via WhatsApp (51) 97401-0902;
10. Rondônia, canal Basta! Não irão nos calar!, que atende via WhatsApp (69) 9214-0464;
11. Catanduva e Região, canal Basta! Não irão nos calar!, que atende via WhatsApp (11) 99591-7733;
12. Jundiaí e Região, canal Basta! Não irão nos calar!, que atende via WhatsApp (11) 99591-7733;
13. Pará, canal Basta! Não irão nos calar!, que atende via WhatsApp (91) 9257-5443;
14. Curitiba, canal Basta! Não irão nos calar!, que atende via WhatsApp (41) 99279-7848.

Casos de violência e assédio no trabalho

A representante da Fetec-CUT/CN, Tatiana Oliveira, também destacou a importância de acompanhar a efetividade dos canais e dos procedimentos adotados pela empresa. “Precisamos conhecer os dados e entender como esses casos estão sendo tratados na prática. Só assim conseguimos avaliar a efetividade das políticas de enfrentamento à violência e ao assédio dentro do banco”, afirmou.

Sabrina Muniz ressaltou a importância de transformar os dados em políticas concretas de prevenção. “É importante termos transparência sobre os casos e os encaminhamentos, porque essas informações ajudam a orientar políticas de prevenção e conscientização dentro do banco”, disse.

Super Caixa segue sem solução

Outro tema debatido na reunião foi o pagamento da premiação do Super Caixa. Muitos empregados relataram não ter recebido o benefício.

A Caixa informou que ainda existe um comitê analisando os casos enviados pelas entidades e pelos próprios trabalhadores, e que as situações seguem em avaliação.

A CEE afirmou que está disposta a discutir soluções para o SuperCaixa 2025 e regras para o Super Caixa 2026, propondo a realização de uma mesa específica sobre o tema até o dia 8 de abril. No entanto, em relação às pendências referentes ao Super Caixa 2025, a representação dos trabalhadores afirmou que irá mobilizar a categoria e adotar as medidas sindicais e outras ações cabíveis.

 “Desde o início, procuramos a Caixa para negociar o regulamento. Como o banco se manteve intransigente, tentamos que as distorções fossem corrigidas, o que a Caixa sinalizou que poderia fazer. Mas este ponto acabou não avançando também. Por isso, nesta reunião deixamos claro para o banco que vamos mobilizar as empregadas e empregados”, disse Luiza Hansen.

Vacinação e erro no Informe de Rendimentos

Os representantes dos empregados também cobraram informações sobre o calendário de vacinação contra a gripe (Influenza) para os trabalhadores da Caixa. Segundo o banco, o processo de contratação das empresas responsáveis pela campanha está em fase final, com previsão de início até a última semana de abril, podendo haver antecipação.

Outro tema tratado foi o erro no Informe de Rendimentos utilizado na declaração do Imposto de Renda. A Caixa reconheceu que houve inconsistências nos dados e informou que já comunicou os empregados sobre o problema. No entanto, o banco afirmou que ainda não tem previsão de quando os informes corrigidos serão disponibilizados e que avisará qa Contraf-CUT sobre a solução do problema.

CEE cobra mais mesas de negociação

Durante a reunião, os representantes dos trabalhadores também cobraram maior frequência nas mesas de negociação, para tratar de diversos temas que seguem pendentes.
Entre os assuntos apontados estão:
•    Situação pendente referente a função de caixa; 
•    Premiação do Super Caixa; 
•    condições de trabalho das pessoas com deficiência (PCDs); 
•    Saúde Caixa; 
•    Campanha de vacinação contra a gripe; 
•    Reposicionamento e fechamento de unidades; 
•    Projeto Genesis (contact center); 
•    Implantação das plataformas PJ e impactos na rede e infraestrutura; 
•    Entrada em vigor da nova NR-1, com mudanças nas normas de saúde e segurança no trabalho; 
•    Debate sobre um novo plano de cargos e salários. 

A CEE reforçou que esses temas impactam diretamente o cotidiano dos trabalhadores e precisam avançar nas mesas de negociação com a empresa.

Fonte: Contraf-CUT

Principais pontos da reunião

•    Representação dos trabalhadores cobra pagamento do primeiro delta em janeiro;
•    Entidades defendem critérios justos e sem entraves burocráticos;
•    Debate aborda problemas com comprovação de vacinação e acesso a sistemas;
•    Critério de desempate e participação de dirigentes sindicais também entram na pauta;
•    Número de empregados contemplados com dois deltas cresce e é apontado como avanço.

Leia a íntegra do texto

Representantes das empregadas e dos empregados da Caixa e da direção do banco se reuniram na segunda-feira (30), por videoconferência, para mais uma rodada de discussões do Grupo de Trabalho (GT) de Promoção por Mérito. O encontro teve como objetivo avaliar o processo referente ao ano-base 2025 e discutir ajustes necessários para o próximo ciclo, buscando garantir critérios justos e maior efetividade no reconhecimento das trabalhadoras e dos trabalhadores. 

Um dos principais pontos levantados pelas entidades sindicais foi a necessidade de assegurar que o pagamento do primeiro delta ocorra em janeiro do ano seguinte ao período avaliado. Na avaliação da representação dos empregados, o atraso no pagamento – realizado apenas em março por ter sido vinculado ao programa RESULTADO.CAIXA – acabou postergando um aumento salarial que já era devido aos trabalhadores contemplados.

O coordenador da representação das empregadas e empregados no GT, João Paulo Pierozan, destacou que garantir previsibilidade e respeito aos prazos é essencial para a credibilidade do processo. “É fundamental que os critérios sejam respeitados, mas também que o reconhecimento venha no tempo certo. O pagamento do primeiro delta em janeiro precisa ser um compromisso do banco, para que o trabalhador não tenha seu avanço salarial adiado”, afirmou.

Critérios e pendências

Durante a reunião, as entidades também apontaram a necessidade de eliminar obstáculos burocráticos que acabam prejudicando empregados que cumprem os requisitos, mas enfrentam dificuldades operacionais para comprovar determinadas exigências.

Entre os problemas relatados estão falhas ou atrasos na atualização de dados no aplicativo Conecta SUS, utilizado para comprovação de vacinação. A representação dos trabalhadores defendeu que a Caixa aceite outros comprovantes, inclusive em meio físico, com possibilidade de validação pelo sistema Sou Caixa. 

Para a representante da Fetrafi/NE, Cândida Fernandes (Chay), é preciso evitar que questões administrativas impeçam o reconhecimento de quem cumpriu os critérios. “Não podemos aceitar que trabalhadores deixem de receber a promoção por mérito por problemas que não dependem deles, como falhas de sistema ou dificuldades de atualização de dados. É preciso garantir alternativas para comprovação e evitar injustiças”, afirmou.

Outro tema debatido foi a situação de dirigentes sindicais liberados, que muitas vezes enfrentam dificuldades de acesso aos sistemas internos do banco necessários para cumprir determinados requisitos do programa.

Critérios de desempate e justiça no processo

Os representantes dos trabalhadores também questionaram critérios de desempate utilizados no processo, especialmente quando há referência à idade do empregado. A posição defendida pelas entidades é de que, nesses casos, o tempo de trabalho na Caixa seja priorizado.

A representante da Fetec-CUT/SP, Luiza Hansen, ressaltou que o processo precisa manter coerência e transparência em todas as etapas. “O primeiro delta, por exemplo, não tinha nada que impedisse seu pagamento já em janeiro. Esse é um ponto central para o debate deste GT, porque precisamos garantir regras claras e que realmente valorizem o esforço das empregadas e dos empregados”, disse.

Avanço na concessão do segundo delta

Entre os aspectos positivos apresentados durante a reunião está o aumento significativo no número de trabalhadores contemplados com o segundo delta da promoção por mérito.

Dados debatidos no GT indicam que o número de empregados que receberam dois deltas passou de 10.290, em 2022/2021 (último ano que a Caixa havia efetuado o pagamento do segundo delta) para 32.413 trabalhadores neste ano (2026/2025), resultado que as entidades atribuem à pressão e ao diálogo mantido pela representação sindical nas negociações. 

Para o representante da Fetrafi-MG, Nerival Faustino Gomes (Nery), o crescimento no número de contemplados demonstra que a atuação coletiva pode gerar avanços concretos. “Esse aumento no número de trabalhadores que receberam dois deltas mostra que a mobilização e o debate no GT têm resultado. Ampliar o reconhecimento do mérito é uma conquista importante para a categoria”, afirmou.

"Historicamente, cerca de 60 mil empregados conquistam o primeiro delta, mas apenas 10 mil conseguiam se habilitar ao segundo. Isto porque, nos últimos anos, a Caixa postergava as negociações até dezembro, inviabilizando o cumprimento retroativo dos critérios, na prática, eliminando, a possibilidade de um segundo delta. Desta vez, com critérios construídos e debatidos pelo próprio movimento sindical, houve uma virada histórica: triplicamos o número de empregados contemplados com o segundo delta, saltando de 10 mil para 30 mil habilitados. Uma conquista que reforça a importância da negociação coletiva e da participação ativa das entidades representativas”, reforçou a representante da Federação das Trabalhadores e dos Trabalhadores do Ramo Financeiro do Estado do Rio de Janeiro (Federa-RJ), Sonia Eymard.

Próximos passos

O GT de Promoção por Mérito seguirá discutindo os critérios para o ciclo referente ao ano-base 2026. Entre os pontos em debate estão a definição de regras mais acessíveis, a eliminação de entraves burocráticos e a garantia de pagamento das promoções dentro do prazo adequado.

“Vamos continuar acompanhando o processo e cobrando da Caixa medidas que assegurem justiça, transparência e valorização das empregadas e dos empregados no programa de promoção por mérito”, concluiu o representante da Federação dos Empregados em Estabelecimentos Bancários (Feeb) de São Paulo e Mato Grosso do Sul, Tesifon Quevedo Neto.

A próxima reunião do GT ainda não foi marcada.

Fonte: Contraf-CUT

De 27 a 29 de março, foi realizado o 7º Congresso da Confederação Nacional dos Trabalhadores e das Trabalhadoras do Ramo Financeiro (ContrafCUT), na cidade do Guarujá (SP).

O evento, que teve como slogan Organizar, defender e avançar: o futuro é nosso!, contou com a participação de uma delegação da Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro dos Estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo (Fetraf RJ/ES), composta pelos diretores: Nilton Esperança, Wagner Figueiredo, Paulo Alves, Roberto Domingos, Joanderson Gomes e Mariza Teixeira.

Roberto Domingos também é Diretor do Sindicato dos Bancários da Baixada Fluminense

No total, foram 328 delegadas e delegados, inscritos por Sindicatos e Federações.

Além de debater as adversidades para a manutenção de direitos dos trabalhadores, a pauta do congresso previa eleição da diretoria executiva nacional, conselho fiscal e conselho diretivo; definição de linha política e organizativa da Confederação; alterações estatutárias; e outros assuntos, como balanço da gestão, análise de conjuntura e avaliação dos próximos desafios para o movimento sindical do ramo financeiro.

Evento de grande importância para a categoria bancária. E de onde saíram resoluções que irão definir caminhos e estratégias para este ano desafiador. E, também, queria parabenizar a Contraf-CUT pelos 20 anos de lutas, Agradecer a Presidenta Juvandia e demais componentes da nossa Confederação, por sempre estarem ao lados dos trabalhadores. O evento foi uma reunião democrática, de todas as forças, centrais, demonstrando que unidos somos sempre mais fortes“, comentou Nilton Esperança, Presidente da Fetraf RJ/ES.

PLANO DE LUTAS

Os 196 delegados e 132 delegadas aprovaram um amplo Plano de Lutas para os próximos anos, com diretrizes voltadas à defesa do emprego bancário, à regulação do sistema financeiro, ao enfrentamento dos impactos das novas tecnologias no trabalho e ao fortalecimento da organização sindical.

O documento também estabelece propostas para a sociedade, reafirmando o compromisso da entidade com a defesa da democracia, das empresas públicas e de um modelo de desenvolvimento econômico com inclusão social.

Veja as prioridades do Plano de Lutas aprovados no 7º Congresso da Contraf-CUT

•            Defesa do emprego, frente aos impactos das novas tecnologias

•            Defesa da CCT e organização do ramo financeiro

•            Intensificar a luta por saúde e condições de trabalho

•            Organização e formação sindical

•            Promoção da diversidade e construção da igualdade

•            Aprimoramento da comunicação com a base e a sociedade

•            Fortalecimento do “Basta! Não irão nos Calar!” e combate ao feminicídio

•            Defesa dos bancos públicos

•            Defesa da democracia e eleições

•            Redução das taxas de juros / revogação da falsa autonomia e fim da porta giratória no Banco Central

•            Infraestrutura tecnológica soberana

•            Sustentabilidade socioambiental

•            Defesa do SUS e da Educação Pública

•            Trabalho Decente

•            Segurança pública

•            Participação em conselhos

•            Trabalhar para que tenhamos um Congresso Nacional e Assembleias Legislativas que defendam os trabalhadores e não os super-ricos

Imagem ilustrativa

 

Estão abertas as inscrições para a turma de abril do curso "Paternidade e Maternidade com Relações Compartilhadas". Papais e mamães interessados de qualquer parte do país podem participar, isso porque, além de ao vivo, as aulas serão totalmente online, nos dias 13, 14, 15 e 16, das 19h30 às 21h30.

Clique aqui e faça sua inscrição.

O curso, realizado pelo Centro de Formação Profissional 28 de Agosto, é para todos os públicos, mas também é pré-requisito para que os bancários tenham direito à licença paternidade ampliada de 20 dias. A conquista obtida pela categoria em Campanha Nacional, entretanto, é regra apenas para alguns bancos.

O valor do investimento para o público em geral é R$ 280, mas bancários/bancárias e financiários/financiárias sócios de sindicatos filiados à Contraf-CUT pagam apenas R$ 180.

As aulas são expositivas, com tempo para comentários, perguntas e debates. Os alunos também recebem indicações de referências bibliográficas e filmográficas usadas no curso.

O que você irá aprender?

Além de cuidados práticos com o recém-nascido, como o pré-parto, banho, troca de fraldas, amamentação, manobras de desengasgo, respeito à condição biológica e psicológica da mulher, as alunas e os alunos terão aulas sobre educar, contato das crianças com telas, qual o sentido de colocar limites e o redimensionamento do papel dos pais na sociedade contemporânea.

Veja a programação completa do curso:

Aula 1 – Paternidade e os desafios para a família

  • Acolhida dos participantes e apresentação geral do curso
  • Abordagem psicológica sobre o momento na vida do pai
  • Desafios para a família com a chegada de um novo membro
  • Depressão pós-parto e seus efeitos
  • Respeito à condição biológica e psicológica da mulher
  • Bater funciona?
  • O contato das crianças com as telas


Aula 2 – O ato de educar: pais e mães comprometidos

  • O que é Educação
  • Qual o papel do pai na educação da criança
  • Qual a interação necessária entre pai e mãe na condução do processo educativo da criança?
  • Quais os sentidos de colocar limites e fazer combinados com uma criança?
  • Como o tempo e a qualidade do tempo pode interferir na educação


Aula 3 – Cuidados práticos com o recém-nascido

  • Pré-parto e dia do parto
  • Banho
  • Troca de fraldas
  • Amamentação e pós-mamada
  • Manobras de desengasgo
  • Como carregar
  • Como colocar para dormir
  • Outras orientações


Aula 4 – Relações contemporâneas e o redimensionamento do papel dos pais

Diálogo sobre o papel do homem e da mulher na sociedade contemporânea. A paternidade como uma grande oportunidade de potencializar o desenvolvimento da criança e de uma família com mais equidade.

Fonte: Contraf-CUT

Nesta última terça-feira, 24 de março, o Sindicato dos Bancários da Baixada Fluminense reintegrou mais uma funcionária do Banco Itaú.

Elisa Campos da Silva, da agência 8166 (Dom Walmor) foi demitida, por dispensa sem justa causa, em dezembro de 2024, com projeção do aviso prévio indenizado para janeiro 2025, ocupando a função de Agente de Negócios.

Sendo reintegrada, em razão de doença ocupacional reconhecida pelo INSS, com todos os seus direitos restabelecidos.

Elisa é sindicalizada e teve o suporte e atendimento do Departamento Jurídico do Sindicato, através do advogado Luiz Paulo, do Escritório Baptista & Reis Advogados Associados, e pelo Departamento de Saúde.

A reintegração foi acompanhada pela Coordenadora Geral Renata Soeiro.

IMPORTANTE

É fundamental que bancárias e bancários, logo que sejam informados de suas demissões, procurem imediatamente atendimento no Sindicato.

ATENDIMENTO JURÍDICO PRESENCIAL

Nova Iguaçu - às terças-feiras, das 11 horas à 13 horas e das 14 horas às 17 horas (telefone: 21 / 2658-8041)

Duque de Caxias - às quintas-feiras, das 10 horas às 13 horas (telefone: 21 / 26710-110)

SINDICALIZE-SE!

A Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Bradesco se reuniu com a direção do banco na última sexta-feira, 20 de março, para discutir uma série de temas de interesse dos trabalhadores, com destaque para o Programa de Participação nos Resultados (PPR), iniciativas de qualificação profissional e questões relacionadas às condições de trabalho.

Um dos principais pontos da reunião foi o debate sobre o programa de PPR “Supera”. A COE iniciou a discussão sobre a ampliação do programa, com a possibilidade de inclusão de novas áreas — Atacado, Wealth, Tesouraria e Pesquisa Econômica. Também foram tratadas questões relacionadas à renovação do acordo, assinado no ano passado.

Entre as reivindicações do movimento sindical estão o aumento do valor fixo do PRB (Programa de Remuneração Bradesco, criado em 2025 e atrelado ao novo PPR "Supera"), a redução do percentual de ROAE (Retorno sobre o Patrimônio Líquido) exigido para o pagamento do PRB e a inclusão das bancárias em licença-maternidade no recebimento do “Supera”. Além disso, foram levantadas preocupações sobre o cumprimento de metas, o esvaziamento de carteiras e a transparência no acompanhamento do desempenho individual. O banco se comprometeu a analisar os pontos apresentados e dar retorno à comissão.

Outro tema abordado foi a plataforma “Único Skill”, relacionada ao auxílio educação. A COE questionou o banco sobre informações divulgadas na mídia, e o Bradesco esclareceu que se trata de um projeto piloto iniciado em dezembro de 2025, com duração prevista até junho de 2026. A iniciativa oferece bolsas de estudo para cerca de 5 mil trabalhadores, sendo 2 mil da rede e 1,3 mil da área de tecnologia. Caso os resultados sejam positivos, o banco afirmou que poderá discutir a ampliação do programa com a comissão, inclusive com a possibilidade de inclusão em acordo coletivo.

A comissão também manifestou preocupação com a dispensa do controle de ponto eletrônico para um grupo específico de trabalhadores: os ocupantes do cargo de Gerente de Relacionamento Empresas, sob a justificativa de realização de trabalho externo. Para a COE, a medida é insegura e pode abrir margem para irregularidades. Com a implementação de um novo sistema que permite o registro de jornada via notebook, a representação dos trabalhadores solicitou a revisão da decisão. O banco informou que está avaliando o pedido.

Durante a reunião, a COE ainda questionou o Bradesco sobre notícias relacionadas a mudanças no conglomerado de saúde do banco. A instituição esclareceu que as alterações não impactam os funcionários, seus benefícios ou a apólice da Bradesco Saúde, que permanecem inalterados.

Segundo o banco, houve uma reorganização estrutural com a consolidação dos negócios de saúde sob a Odontoprev, que passará a atuar como uma holding, sob o nome BradSaúde. A proposta é simplificar a gestão, aumentar a eficiência e criar um ecossistema integrado, reunindo operadoras de planos, hospitais, laboratórios e plataformas tecnológicas.

Para a coordenadora da COE Bradesco, Erica de Oliveira, o encontro foi importante para reforçar as pautas prioritárias da categoria. “Seguimos cobrando avanços concretos do banco, especialmente em temas que impactam diretamente a vida dos trabalhadores, como remuneração, condições de trabalho e acesso à qualificação. Vimos com muito espanto a questão da Único Skill, pois o pagamento do auxílio educação é uma das nossas bandeiras de luta mais antigas, da qual nunca abrimos mão. E queremos participar de todas as etapas desse processo”, destacou.

Fonte: Contraf-CUT

O Sindicato dos Bancários da Baixada Fluminense fechou mais um grande convênio para seus associados e associadas: com a Afya - Universidade Unigranrio.

No convênio, bancárias e bancários sindicalizados, assim como seus dependentes diretos, tem 40% de desconto nas mensalidades.

E inclui todos os cursos (presenciais, semi presenciais e EAD), menos medicina veterinária, odontologia e medicina.

Para maiores informações, entre em contato com com o(a) diretor(a) de sua área.

Ou entre em contato com um consultor:

(21) 99824-8538 / Ana Lídia
(21) 99785-4398 / Wallace
(21) 96702-6145 / Igor

Aproveite esta oportunidade!

Chapa 1 - Unidade na Luta foi eleita com 98,5% dos votos válidos e estará à frente da direção do Sindicato dos Bancários da Baixada Fluminense, pelos próximos quatro anos.

A nova diretoria terá a missão de representar bancárias e bancários dos municípios de Duque de Caxias, Nova Iguaçu, Magé, Japeri, Nilópolis, Mesquita, Queimados, Guapimirim, Belford Roxo e São João de Meriti.

O pleito, que ocorreu nos dias 17 e 18 de março de 2026, teve grande participação de bancárias e bancários.

Prezar pela saúde e condições de trabalho, acompanhar as transformações do sistema financeiro, do avanço da Inteligência Artificial, do crescimento dos bancos digitais, além do combate às demissões e fechamento de agências, estão entre as prioridades da Chapa 1.

 

NOVA DIRETORIA

Coordenação Geral:

  • Pedro Batista Fraga Henriques 
  • José Laércio Pinto de Oliveira 
  • Renata Macedo Soeiro 

Secretaria de Organização:

  • Newton Andrade França

Secretaria de Administração:

  • Roberto Domingos de Paula
    · Rúbio Barros Araujo

Secretaria Jurídica:

  • Claudio Leite Leal

Secretaria de Imprensa:

  • Oséias André Herculano
    · Solange Ribeiro Viana

Secretaria de Esporte, Cultura e Lazer:

  • Ricardo Santos de Sá

Secretaria de Relações Sindicais:

  • Marcelo de Oliveira Silva
    · Gentil Nogueira Ramos

Secretaria de Saúde e Segurança do Trabalho:

  • Rosângela da Costa Gonçalves

Secretaria de Formação:

  • Diálas Coelho Filho

Diretores:

  • Astrogildo Martins, Milene Priegue, André Fagundes, João Marcelo Pimentel, Marco Antônio Luiz dos Santos, Elizabeth Paradela, Eliane de Castro, Jefferson Maia, Alexandro Praça, Evandro Passeri, Fernando Correia de Sá, Gilmar Lemos, Glaucia Cristina Borges, Jackson da Silva, Márcio Sarmento e Vander Alexandre.

Esta é a décima segunda reportagem da série Por Dentro do Sistema Financeiro, uma parceria entre o Jornal GGN e a Contraf-CUT que busca analisar por dentro do Sistema Financeiro Nacional

O cenário financeiro digital brasileiro vive o que especialistas chamam de “ressaca regulatória”: após a expansão vista durante a gestão de Roberto Campos Neto no Banco Central — que viu o registro de mais de 1.500 novas fintechs a partir de 2023 —, a autoridade monetária, agora sob a condução de Gabriel Galípolo, iniciou um processo rigoroso de saneamento do sistema.

O que se vê hoje é o estouro de uma bolha de desregulação que, embora vendida como inovação, caminha sobre um “passivo social” alarmante. A tese central desta crise é a de que a inovação, quando atropela a supervisão, transfere o risco do capital diretamente para o colo do trabalhador.

“Nossa primeira reclamação é que (as fintechs precisam) cumprir normas, ter fiscalização rígida, ponto físico de atendimento, e os trabalhadores serem do ramo financeiro representado por suas entidades de classe”, afirma Neiva Ribeiro, presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, em entrevista exclusiva.

“As empresas de pagamento, startups financeiras, não podem ser um lugar para desvirtuar o papel do banco, do bancário e deixar o sistema em risco. Fomos contra o aumento sem controle das fintechs, denunciamos durante a CPI das fraudes digitais que existe uma série de modalidades de crimes cibernéticos que o BC não dá conta, e não tivemos sucesso”.

No caso envolvendo a liquidação do conglomerado Master – que além do Banco Master inclui Will Bank e Banco Pleno – o mercado financeiro debruçou-se sobre a recuperação de ativos investidos, mas foi o sindicato dos bancários que se posicionou contra a precarização e o abandono dos profissionais afetados.

Raio-X das Liquidações

A teia societária revela conexões profundas: o Will Bank operava como o braço digital do Banco Master, sob o comando de Daniel Vorcaro. Já o Banco Pleno — que carrega o DNA do antigo Indusval, fundado em 1967, e passou pela marca Voiter — era controlado por Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro.

O colapso do Pleno ocorreu em meio a um cenário policial: Augusto Lima foi preso na Operação Compliance Zero em novembro de 2025, em um indicativo de que a deterioração de liquidez andava de mãos dadas com graves problemas de conformidade.

O efeito cascata nessas instituições expõe não apenas falhas de gestão, mas um rombo financeiro bilionário. No caso do Banco Master, essa perda está estimada em R$40 bilhões, além do efeito a ser sentido pelos funcionários do grupo, como é possível estimar na tabela abaixo.

Fonte: Contraf-CUT

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