O Banco do Brasil chamou os representantes dos funcionários para uma reunião, no final da tarde desta quarta-feira, às 17h. No encontro, a Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEEBB) vai reforçar as pautas defendidas durante o Dia Nacional de Luta, realizado em 22 de outubro, quando trabalhadores em todo o país cobraram do BB mais respeito e valorização.
Entre as reivindicações que serão novamente apresentadas estão o cumprimento do papel do BB como banco público, a redução das metas abusivas, a retomada das substituições que foram cortadas unilateralmente nos meses de novembro e dezembro e o respeito à jornada legal de seis horas.
A coordenadora da CEEBB, Fernanda Lopes, destacou que é essencial que o Banco do Brasil volte a dialogar com seus funcionários. “É fundamental que o banco retome o diálogo com o funcionalismo, que é o grande responsável pelo sucesso e pelos resultados alcançados pelo BB”, afirmou.
A Contraf-CUT acompanhará a reunião e divulgará os resultados assim que houver novas informações.
Fonte: Contraf-CUT
O Sistema Financeiro Nacional (SFN) passa por uma grande transformação, com novos atores desafiando a hegemonia dos bancos tradicionais. Das 10 instituições financeiras com mais clientes no país, quatro são instituições de pagamento, segundo dados do Banco Central do Brasil, que já possui 330 fintechs abarcadas por sua regulamentação. Quase o dobro do número de bancos, que somam 175 instituições.
A “ameaça” não vem apenas das fintechs. Enquanto os bancos fecharam 4.853 agências desde 2018, as cooperativas de crédito expandiram sua presença física, abrindo 3.925 postos de atendimento neste mesmo período.
A participação das cooperativas nos lucros do sistema financeiro dobrou de 3% para 6% entre 2013 e 2024. No mesmo período, a participação das fintechs saiu de zero para 7%. Enquanto isso, a dos bancos caiu de 79% para 69%. O número de cooperados já chega a 19,2 milhões de pessoas.
“Ao analisarmos os produtos e serviços oferecidos pelos bancos, veremos que são os mesmos, ou muito semelhantes do que os que são oferecidos pelas cooperativas de crédito e pelas fintechs financeiras”, disse o economista Gustavo Cavarzan, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
“No entanto, apesar de atuarem e oferecerem os mesmos produtos e serviços que os bancos, as fintechs não registram seus CNPJs com CNAEs (Classificação Nacional das Atividades Econômicas) bancárias. Elas têm privilégios tributários e trabalhistas em relação aos bancos tradicionais”, disse o economista do Dieese, ao observar que 61% dos empregados do Nubank trabalham em empresas da holding que possuem CNPJs de empresas não financeiras.
Para a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira, “as fintechs é só mais uma forma que o capitalismo financeiro está usando para explorar os trabalhadores e aumentar os lucros e um exemplo dessa exploração é o Nubank, um banco gigante, que atua como uma fintech”.
Juvandia defende que as fintechs que realizam os mesmos serviços dos bancos devem ser enquadradas como tal e estarem sujeitas à mesma tributação e normas regulatórias. “Estes privilégios das fintechs impactam nesta nova reorganização empresarial no sistema financeiro e causam prejuízos aos trabalhadores (que deixam de ter os direitos garantidos pela Convenção Coletiva da categoria bancária e a proteção do sindicato) e à sociedade, que perde em arrecadação de impostos, em transparência na gestão de recursos, riscos nas operações e para o sistema”, explicou.
Cavarzan explicou que existem “assimetrias regulatórias, trabalhistas e tributárias entre as fintechs e as instituições bancárias tradicionais, que geram prejuízos para os trabalhadores e para a sociedade, uma vez que afeta a arrecadação pública”.
Fonte: Contraf-CUT
Em novembro tem mais evento!
Desta vez, o Sindicato dos Bancários da Baixada Fluminense irá realizar outro maravilhoso e delicioso Rodízio de Massas.
No dia 28 de novembro, sexta-feira, Sede de Duque de Caxias estará de portas abertas para receber os trabalhadores e realizarmos mais uma grande confraternização e encontro, com muita comida boa e música ambiente.
Não vai perder, né?
Confira as informações:
- A partir das 17 horas
- A comida é liberada e as bebidas são à parte.
- Endereço: Rua Professor Henrique Ferreira Gomes, 179 - Centro de Duque de Caxias
Valores:
R$ 20 - Bancários e Bancárias Sindicalizadas
R$ 50 - Bancários e Bancárias não Sindicalizadas
DEPENDENTES
R$ 20 - Dependentes de Sindicalizados
R$ 50 - Dependentes de Não Sindicalizados
Fale com o diretor ou diretora de sua área!
Aguardamos vocês!
A coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú, Valeska Pincovai, manifestou repúdio às declarações feitas pelo presidente do banco, Milton Maluhy Filho, durante o evento GAN Summit 2025, em que o executivo afirmou que parte dos mais de mil trabalhadores demitidos em setembro teriam feito “um péssimo trabalho”, além de alegar que muitos deles “admitiram ter outros empregos” e “pediram desculpas” pela suposta má conduta.
Para Valeska, as falas do presidente do Itaú são uma tentativa de justificar uma ação arbitrária, cruel e injustificável. “Do dia para a noite, trabalhadores que haviam sido reconhecidos como destaques e até promovidos receberam uma comunicação de desligamento por ‘baixa produtividade’. Foi exatamente isso que aconteceu no dia 8 de setembro, quando o banco realizou um processo de demissão em massa de mais de 1.100 pessoas”, afirmou.
Segundo ela, a plenária realizada pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo com os demitidos — que reuniram cerca de 400 trabalhadores — revelaram uma realidade completamente diferente da apresentada pelo banco. “Nenhum dos participantes relatou ter sido ouvido ou advertido antes da demissão. Muito pelo contrário, muitos estavam entre os mais bem avaliados de suas equipes”, destacou.
Além disso, lembra Valeska, o próprio Itaú, em audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho, fez proposta de pagamento de verbas financeiras aos desligados, o que contradiz a narrativa de desvio de conduta. “Se o banco tinha provas concretas de má-fé ou duplo vínculo, por que propor compensação financeira? As falas de Maluhy apenas reforçam o caráter contraditório e irresponsável com que a direção tratou o episódio”, acrescentou.
A coordenadora da COE Itaú classificou como “bizarra e ofensiva” a tentativa do banco de desqualificar publicamente trabalhadores que, até pouco tempo, eram motivo de orgulho interno. “É inadmissível ver um banco que se diz ‘feito de pessoas’ e que prega ‘respeito’ em suas campanhas publicitárias, expor seus ex-funcionários dessa maneira. Isso destrói carreiras e fere a dignidade de quem dedicou anos de trabalho à instituição”, criticou.
Valeska também alertou para o ambiente de medo e pressão que se instaurou após as demissões. “Quem ficou dentro do Itaú vive sob vigilância constante, sem saber quais critérios estão sendo usados para medir o desempenho. É um cenário de insegurança total”, disse.
Para ela, o episódio expôs a urgência de um debate sério sobre os métodos de controle abusivos e invasivos utilizados por bancos, especialmente com o avanço da inteligência artificial e da geolocalização. “Estamos diante de uma invasão de privacidade que afronta as leis e agrava o adoecimento no trabalho bancário. O caso do Itaú é um alerta para todo o sistema financeiro”, pontuou.
Apesar de toda a pressão, a mobilização dos sindicatos e a união dos trabalhadores garantiram um acordo financeiro para os demitidos — uma conquista que, segundo Valeska, revela que a resistência continua sendo o melhor caminho. “O Itaú tentou calar 1.100 trabalhadores, mas não conseguiu. A verdade apareceu, e a luta segue. É a força coletiva que nos permite enfrentar o abuso e defender a dignidade de cada bancário e bancária”, concluiu.
Fonte: Contraf-CUT
De acordo com as normas da ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), os profissionais do setor financeiro que entrarem em licença, até 15 dias antes do vencimento de sua certificação, poderão solicitar a atualização diretamente à sua instituição, observando os procedimentos previstos pela entidade.
Importante: no retorno ao trabalho, a certificação não poderá estar vencida por período superior a 12 meses.
A medida busca garantir que os trabalhadores afastados por licença médica, maternidade, ou outras situações legais, não sejam prejudicados em sua certificação profissional, mantendo a validade de seus registros e o reconhecimento de sua qualificação.
Fique atento aos prazos e orientações internas do banco!
Em caso de dúvidas, procure o Sindicato dos Bancários da Baixada Fluminense ou acesse o portal da ANBIMA (CLIQUE AQUI).
Nesta quinta-feira, 23 de outubro, o Sindicato dos Bancários da Baixada Fluminense firmou uma parceria com o Instituto de Medicina Social (IMS) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), que irá contribuir enormemente para o estudo e análise das condições de trabalho e saúde mental da categoria bancária.
Os diretores e diretoras do Sindicato se reuniram com o Dr. Mário Dal Poz, Diretor do Instituto de Medicina Social e com o Dr. Alexandre Cardoso, médico especialista em Medicina do Trabalho, pesquisador convidado e ex-deputado federal, que representaram a UERJ, para assinar e formalizar e assinar a parceria sobre este estudo mais aprofundado sobre estas questões - com foco especial nos transtornos mentais e psicossociais - que assolam bancárias e bancários, e que vem crescendo de forma assustadora nos últimos tempos.
Nos últimos anos, a categoria tem enfrentado um aumento preocupante de doenças como o burnout, ansiedade, depressão, síndrome do pânico, insônia e o uso abusivo de substâncias (psicofármacos e psicotrópicos), com impactos diretos na produtividade, na convivência e na vida pessoal dos bancários.
A PESQUISA
O objetivo é identificar a associação entre condições de trabalho, fatores de risco e problemas de saúde, em consonância com os debates da 5ª Conferência Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora (5ª CNSTT).
A pesquisa será dividida em duas partes: uma quantitativa; outra qualitativa.
Na primeira, será disponibilizado um link com um questionário baseado na realidade da categoria bancária. Na segunda, através de entrevistas.
IMPORTANTE: A PESQUISA É 100% CONFIDENCIAL.
Todos os dados serão tratados de forma anônima e agregada, garantindo segurança e privacidade aos participantes. O armazenamento das informações ficará a cargo do Laboratório Nacional de Computação Científica de Petrópolis, em convênio com a UERJ.
Seguindo o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE), a pesquisa seguirá padrões rigorosos de ética e confidencialidade, com total respeito à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa.
O ESTUDO
Além de bancários e bancárias, o estudo coordenado pelo IMS/UERJ, também irá pesquisar outras categorias no Estado do Rio de Janeiro, como: operadores de telemarketing, técnicos de enfermagem e agentes da Polícia Civil e Militar.
Dentro da categoria bancária, o estudo será realizado nas regiões da Baixada Fluminense; e nas cidades do Rio de Janeiro, Niterói e Região.
A conclusão do estudo também podem subsidiar políticas públicas, discussões legislativas, além de oferecer ferramentas de gestão mais humanas e proativas, conforme diretrizes da NR-1 e demais Normas Regulamentadoras (NRs).
SINDICATO
O Sindicato dos Bancários da Baixada Fluminense apoia esta iniciativa e acredita que compartilhar suas vivências, trará visibilidade para os problemas enfrentados pela categoria e ajudará a construir um ambiente de trabalho mais saudável.
E reafirma seu compromisso e valorização dos trabalhadores e trabalhadoras.