Agosto 30, 2025
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O mercado de trabalho formal brasileiro apresentou, no primeiro trimestre de 2025, um saldo positivo de 654.503 novos postos de trabalho com carteira assinada, segundo dados do Novo Caged, do Ministério do Trabalho e Emprego. Apesar do crescimento, o resultado é 9,8% inferior ao registrado no mesmo período de 2024, demonstrando uma desaceleração no ritmo de geração de empregos. Os setores de Serviços, Construção, Indústria e Agropecuária puxaram o saldo positivo, enquanto o Comércio foi o único com fechamento de vagas (-13.659).

Em março, foram abertas 71.576 vagas formais, com 2.234.662 admissões contra 2.163.086 desligamentos. Já no conjunto do mercado de trabalho, que inclui empregos formais e informais, a taxa de desocupação foi de 7,0% no trimestre encerrado em março — um total de 7,7 milhões de pessoas desempregadas. A subutilização da força de trabalho alcançou 17,9%, atingindo 18,5 milhões de pessoas, e o número de desalentados chegou a 3,2 milhões.

Setor financeiro mantém crescimento modesto, mas bancos seguem cortando vagas

No ramo financeiro, com exceção dos bancos e holdings não-financeiras, o saldo foi positivo: 780 novas vagas em março, 3.137 no trimestre e 12,4 mil nos últimos 12 meses — uma média de mil postos por mês. As atividades que mais contribuíram foram o crédito cooperativo, os serviços auxiliares e os ligados a seguros, com mais de 10,5 mil novas vagas no período.

Contudo, é importante destacar que não há uma classificação específica que identifique as fintechs e instituições de pagamento nos registros do Caged, o que dificulta uma análise mais precisa da evolução desses segmentos.

Bancos seguem na contramão e aprofundam fechamento de postos de trabalho

O setor bancário formal segue reduzindo postos de trabalho. No primeiro trimestre de 2025, foram eliminadas 1.197 vagas — número 67,8% superior ao registrado no mesmo período de 2024. Em 12 meses, o corte foi ainda mais expressivo: 7.473 postos a menos. Só em março, 1.111 vagas bancárias foram extintas.

Para Walcir Previtalle, secretário de Assuntos Socioeconômicos da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), os números são alarmantes e evidenciam a falta de compromisso do setor bancário com o desenvolvimento social do país.

“Mais uma vez os bancos, um setor que apresenta lucros bilionários, trava o crescimento econômico e social do nosso país. Não existe nenhum compromisso social do sistema financeiro. Nada!”, critica.

O pior desempenho foi dos Bancos Múltiplos com Carteira Comercial, com a eliminação de 5.408 vagas em 12 meses. A Caixa Econômica Federal (CEF) foi responsável por -2.901 postos no período, resultado diretamente ligado aos Planos de Desligamento Voluntário (PDVs) promovidos pela empresa.

Redução se concentra nas áreas fim; TI é única com crescimento

A análise por área ocupacional revela que o maior impacto ocorreu nas atividades diretamente relacionadas à função bancária, com retração de 9.105 postos em um ano, atingindo principalmente caixas, escriturários e gerentes. As áreas administrativa e de atendimento ao público também apresentaram saldos negativos, ainda que em menor escala.

Na contramão desse cenário, a área de Tecnologia da Informação foi a única com crescimento significativo: foram criadas 1.842 vagas em 12 meses. O dado evidencia a reconfiguração do setor, com corte de funções tradicionais e ampliação de postos ligados à tecnologia.

Walcir Previtalle ressalta que a política de fechamento de agências físicas e digitalização forçada do atendimento está por trás da redução de vagas. “A política de fechamento de agências, eliminando o atendimento físico aos clientes e obrigando-os à utilização exclusiva de canais digitais, tem sido motivo da extinção de milhares de postos de trabalho, como aponta o Novo Caged”, afirma.

Além disso, o dirigente alerta para práticas que fragilizam ainda mais a categoria bancária. “A clássica profissão de bancário segue ameaçada pelo setor patronal que, além do fechamento de agências físicas e a extinção de postos de trabalho, também utiliza-se da terceirização como forma de fraudar nossas conquistas sociais históricas, contidas em nossa Convenção Coletiva de Trabalho, a CCT”, denuncia Previtalle.

Falta de jovens contratados e alta rotatividade preocupam

Outro dado alarmante diz respeito à ausência de contratações por primeiro emprego no setor bancário nos últimos 12 meses, o que pode indicar a não efetivação de jovens aprendizes e estagiários ou falhas no registro pelos bancos. Das admissões realizadas no período, 96% foram por reemprego e apenas 4% correspondem à reintegração de trabalhadores.

No mesmo intervalo, 50,8% dos desligamentos foram sem justa causa, 42,1% a pedido e 3,6% com justa causa. Não houve registros de desligamentos por aposentadoria.

Desigualdade de gênero se acentua

Os dados do Novo Caged também revelam uma preocupante desigualdade de gênero no setor. Das 1.197 vagas fechadas no primeiro trimestre de 2025, 66,5% correspondiam a mulheres. Houve 17% menos admissões e 98% mais desligamentos de mulheres em relação aos homens. Esse cenário está diretamente relacionado ao crescimento das áreas de tecnologia, tradicionalmente ocupadas por homens.

Sudeste lidera corte de vagas; só duas unidades da federação registram saldo positivo

Regionalmente, todas as regiões do país perderam empregos bancários nos últimos 12 meses. O Sudeste lidera o saldo negativo com -3.794 vagas, seguido pelo Sul (-2.434), Nordeste (-844), Norte (-302) e Centro-Oeste (-99).

Apenas duas unidades da federação tiveram saldo positivo: o Distrito Federal, com 381 novas vagas, e o Maranhão, com 25. Os estados mais afetados foram o Rio de Janeiro (-1.363), São Paulo (-1.058) e Minas Gerais (-1.049).

Fonte: Contraf-CUT

O banco Santander informou nesta terça-feira (21) que vai antecipar o pagamento da primeira parcela do 13º salário exclusivamente para os trabalhadores admitidos em dezembro de 2024. O valor será creditado junto com a folha de pagamento de maio de 2025.

Segundo o comunicado enviado pelo banco, os encargos tributários sobre essa parcela antecipada serão aplicados somente na segunda parcela do 13º, prevista para ser paga na folha de dezembro.

Fonte: Contraf-CUT

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro da CUT (Contraf-CUT) obteve decisão parcialmente favorável em ação civil pública movida contra a Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil (Cassi). A ação teve como objetivo suspender e estabelecer regras para as cobranças feitas pela Cassi aos associados, referentes a valores recebidos em ações trabalhistas e acordos firmados nas Comissões de Conciliação Voluntária (CCV) ou de Conciliação Prévia (CCP), entre julho de 2010 e setembro de 2023.

A sentença, proferida pela Justiça do Trabalho, rejeitou as preliminares apresentadas pela Cassi e julgou parcialmente procedentes os pedidos da Contraf-CUT. A decisão estabelece que a cobrança das contribuições é legítima apenas sobre verbas de natureza estritamente salarial, mas impõe uma série de condições que devem ser respeitadas antes da cobrança. Entre os principais pontos da decisão, destacam-se:

A) Proibição da cobrança de juros de mora e de correção monetária retroativa;
B) Obrigatoriedade de apresentação, pela Cassi, de memória de cálculo detalhada, individualizada e com antecedência, contendo:
I) Identificação do processo ou acordo que originou a verba;
II) Data do recebimento
III) Discriminação das verbas recebidas (salariais ou indenizatórias);
IV) Base de cálculo;
V) Percentual aplicado;
VI) Valor histórico da contribuição devida;
C) Proibição de cancelamento ou suspensão dos planos de saúde dos associados ou de seus dependentes em razão do não pagamento dessas contribuições, até que todas as exigências acima sejam cumpridas;
D) Garantia do direito ao contraditório, assegurando aos associados a possibilidade de contestar os valores cobrados e de optar por formas de pagamento ou parcelamento adequadas às novas regras.

A ação foi motivada pelas cobranças iniciadas pela Cassi de forma automática, sem negociação prévia, sobre valores que o Banco do Brasil, à época, não repassou nem descontou corretamente dos trabalhadores.

Para o secretário-geral da Contraf-CUT, Gustavo Tabatinga Jr., a decisão representa um reconhecimento, ainda que parcial, da responsabilidade da Cassi e do banco nessa situação. “A Contraf-CUT obteve essa importante vitória na Justiça, reconhecendo, ainda que parcialmente, a nossa tese de que o bancário e a bancária não podem ser responsabilizados pela omissão dolosa do Banco do Brasil e da Cassi na retenção dos valores de contribuição. Ganhamos na primeira instância, mas não temos nada a comemorar. Essa situação deveria ter sido resolvida em mesa de negociação. Infelizmente, a Cassi preferiu não escutar a representação dos funcionários pela Contraf-CUT, que clamava por uma solução negociada”, afirmou Tabatinga.

Fonte: Contraf-CUT

O Coletivo Nacional de Saúde da Confederação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) se reuniu na terça-feira (20), em Curitiba. O encontro foi realizado logo após a audiência pública “Medo, pressão e assédio: A saúde mental de bancários e financiários”, promovida pela Frente Parlamentar de Saúde Mental da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), em parceria com o Sindicato dos Bancários e Financiários de Curitiba e região.

“A audiência pública proposta pelos bancários de Curitiba e encaminhada pela deputada estadual Ana Júlia foi um excelente momento para dar visibilidade aos problemas enfrentados pela categoria em relação ao adoecimento, especialmente, por problemas psíquicos. Audiência muito representativa que lotou o auditório e propôs excelentes encaminhamentos”, avalia o secretário de Saúde da Contraf-CUT, Mauro Salles.

“Diante da tragédia que estamos vivenciando com o adoecimento da categoria, iniciativas como essa dão visibilidade ao problema, estabelecem diálogo com a sociedade e abrem portas para outras ações importantes”, acrescentou o dirigente, ao lembrar que a realização de audiências públicas nos diversos estados faz parte do planejamento do Coletivo Nacional.

A reunião avaliou ainda os desdobramentos da Mesa de Saúde entre o Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), realizada no dia 25 de abril. As cláusulas 29 e 65 da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) também integraram a pauta, com relatos dos principais problemas enfrentados nos diversos estados, sobretudo com relação à junta médica.

Após os debates, ficou definido que o Coletivo Nacional de Saúde fará um ofício, solicitando a Fenaban a suspensão do fluxo que envolve a junta médica, já que estão acontecendo inúmeros equívocos em todo o País. “É evidente que a junta médica, prevista na cláusula 29 de CCT, não pode caracterizar um processo de perseguição aos afastados. Por isso, precisamos de orientação e, assim, dar clareza ao processo”, explicou Mauro Salles.

Além disso, o Coletivo Nacional também apontou a necessidade de realizar formação sobre as mudanças na NR-1, para orientar todos os Sindicatos e criar diretrizes para fazer o debate com a categoria. Uma proposta de cartilha, com orientações sobre o fluxo necessários nos casos de afastamentos, também será elaborada para apresentar aos bancos.

“Nossa reunião debateu temas importantes, como a NR-1 e a questão da junta médica, que está sendo implantada pelo Itaú, além de temas que afetam diretamente os bancários, como a discriminação, perda da carteira e demissão daqueles que retornam da licença saúde e as dificuldades e prejuízos que estamos enfrentando com as perícias do INSS”, avalia a secretária de Saúde do Sindicato de Curitiba, Ana Fideli.

“Estas atividades mostram a força da ação coletiva do movimento sindical bancário e sua representatividade social. Acima de tudo, cobramos que os bancos cumpram a normas de saúde, desenvolvam efetivas políticas de prevenção e parem de perseguir os colegas adoecidos”, conclui Mauro Salles.

Fonte: Seeb Curitiba e Contraf-CUT

Quase três anos após a conquista na Campanha Nacional dos Bancários de 2022, os trabalhadores e trabalhadoras do Banco do Brasil comemoram mais um passo importante para a valorização de sua previdência complementar: a nova Tabela de Pontuação Individual do Participante (PIP), reivindicação histórica do movimento sindical, acaba de ser aprovada pela Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (SEST). Agora, o processo retorna à Previ e, em seguida, para análise final da Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc).

A revisão da tabela, garantida nas negociações com o banco, tem como objetivo ampliar a base de associados que conseguem atingir percentuais maiores na contribuição adicional 2B. Essa contribuição varia de 1% a 10% do salário de participação dos associados do Previ Futuro, sendo que o Banco do Brasil contribui com o mesmo percentual definido pelo participante.

Na época das negociações da Campanha Nacional de 2022, o então coordenador nacional da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB (CEBB) e atual presidente da Previ, João Fukunaga, destacou a importância da conquista. “Essa foi uma vitória importante de uma reivindicação que foi colocada dentro da entidade pelos diretores e conselheiros eleitos na Previ. Um levantamento inicial feito para embasar a importância dessa conquista mostra que, logo de início, as mudanças na PIP devem beneficiar mais de 14 mil trabalhadoras e trabalhadores do BB, e outros milhares também serão impactados com as mudanças na tabela ao longo dos próximos anos.”

A governança da Previ aprovou as propostas de alteração e atuou ativamente para que as outras instâncias também aprovassem as medidas que beneficiarão os associados.

A revisão era uma demanda antiga dos funcionários, pois desde a criação do plano Previ Futuro, em 1998, a metodologia da PIP nunca havia sido alterada — mesmo com as diversas reformulações nos planos de cargos e salários do BB. Isso resultava em um cenário no qual apenas executivos com altos salários conseguiam atingir o patamar máximo da contribuição 2B. “Após várias negociações do movimento sindical, finalmente em setembro de 2022 o banco aceitou revisar a metodologia de cálculo”, relembra Fernanda Lopes, atual coordenadora da CEBB. “Tenho 15 anos de carreira no banco e só obtive aumento de dois pontos na PIP nesse período. Da forma como ela estava, somente os cargos mais altos conseguiam alcançar os 10% de contribuição.”

A expectativa é que a nova metodologia corrija essa distorção, permitindo que um número muito maior de associados tenha acesso à elevação do percentual de contribuição, aumentando o saldo de conta e, consequentemente, o valor dos benefícios na aposentadoria. “Milhares de associados e associadas vão conseguir aumentar o percentual de contribuição. Isso será uma vitória importante dos trabalhadores, porque representa mais uma garantia de aposentadoria segura aos participantes da Previ”, reforça Fernanda.

 

A nova tabela, já aprovada pela SEST, retorna agora à Previ e, na sequência, seguirá para a análise final da Previc. Quando implementada, permitirá que mais associados alcancem percentuais maiores de contribuição, ampliando significativamente os valores acumulados para o período da aposentadoria. “A nossa expectativa é que a nova PIP seja, finalmente, implementada ainda neste ano”, projeta Fernanda.

Entenda a importância da nova Tabela PIP

  • A Tabela PIP define o percentual de contribuição adicional 2B no plano Previ Futuro, que varia de 1% a 10% do salário de participação.
  • O Banco do Brasil contribui com o mesmo percentual definido pelo participante.
  • A 2B cresce à medida que o funcionário evolui na carreira, mas a metodologia antiga impedia esse avanço para a maioria dos trabalhadores.
  • A nova tabela corrige essa distorção, permitindo que mais associados aumentem sua contribuição e tenham uma aposentadoria mais robusta.

Fonte: Contraf-CUT

O governo Lula estuda formas de aumentar o tempo de quarentena para que ex-funcionários públicos possam assumir cargos ou estabelecer vínculos profissionais com instituições que antes eram reguladas pelas entidades públicas onde atuavam.

A notícia foi divulgada neste domingo (18), na coluna Painel, da Folha de S.Paulo. Segundo o meio de comunicação, o governo discute ampliar para 18 meses (hoje são seis meses) o período de quarentena, que existe com o objetivo de evitar conflitos de interesses. A coluna também apontou que a mudança do tempo de quarentena está em debate no Ministério da Gestão e na Comissão de Ética Pública (CEP) desde o ano passado.

Em matéria publicada recentemente no site da Contraf-CUT, a presidenta da entidade Juvandia Moreira alertou para a movimentação do ex-presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, para o Nubank, em dois cargos, que passará a assumir no dia 1º de julho, quando estará liberado da regra atual de quarentena: chefe global de Políticas Públicas e vice-presidente do Conselho de Administração da instituição financeira. 

"Defendemos o fim da porta giratória dos dirigentes do Banco Central. Sair do banco para ir trabalhar no setor financeiro é, no mínimo, imoral e antiético. Campos Neto simplesmente passa a assumir posição em uma das fintechs que mais cresceram no país, nos últimos anos, e que hoje tem ativos bilionários, que a coloca em pé de igualdade com bancos tradicionais, mas que, entretanto, não é responsabilizada socialmente e economicamente da mesma forma que os bancos tradicionais, contribuindo para a insegurança de todo o sistema financeiro nacional”, completou a dirigente.

Campos Neto e as fintechs

A Nubank existe desde 2013, mas foi em 2022 que ganhou notoriedade, pois na época ultrapassou o Santander em números de clientes. Hoje, a empresa tem ativos acima de R$ 30 bilhões, volume superior a muitos bancos que atuam no país. Apesar disso, a Nubank não tem registro de banco, e sim de fintech, termo para empresas de serviços financeiros que utilizam tecnologias.

A normativa que regulamenta fintechs para atuarem no sistema financeiro do país foi publicada pelo Banco Central em 2018. Antes disso, em 2013, o BC havia editado uma circular que disciplinava a prestação de serviço por parte de instituições de pagamento.

Mas, foi quando Campos Neto assumiu a presidência do Banco Central que ocorreu um forte impulsionamento desse tipo de empresas no país: em 2019, primeiro ano dele na gestão do órgão regulador do sistema financeiro, somente 34 fintechs tinham obtido o aval do Banco Central. Esse número saltou para 258 em 2024, ano que Campos Neto deixou a instituição.


Por que trabalhadores discutem regulação de fintechs?

O aumento significativo das fintechs operando como bancos no sistema financeiro ocorreu mesmo diante de inúmeras preocupações levantadas sobre as diferenças regulatórias entre os bancos tradicionais e as fintechs, estas últimas sujeitas a regras e critérios menos rígidos em termos de recolhimento de alíquotas, segurança de dados e direitos trabalhistas. A facilidade na abertura de fintechs também tem contribuído para sonegação e lavagem de dinheiro, por grupos de organizações criminosas.  

Por essas razões, a revisão das normas regulatórias para o sistema financeiro do país é uma das pautas do movimento sindical bancário, discutida em recente audiência pública realizada na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) com o apoio do deputado federal Reimont (PT-RJ).

“Regular o sistema financeiro é uma responsabilidade muito grande. Quando uma entidade bancária quebra, a sociedade inteira sofre as consequências. E o grande problema hoje, no Brasil, é que temos uma regulação do Banco Central diferenciada para bancos e outras empresas que atuam como bancos no setor, como as fintechs", destacou Juvandia na audiência. “O que aconteceria se o Nubank quebrasse, empresa que, apesar de não ser registrada como banco, tem 100 milhões de clientes, oferecendo serviços de um banco? Afetaria seriamente todo o país”, concluiu.

Nesta terça-feira, 20 de maio, o Sindicato dos Bancários da Baixada Fluminense visitou agências da Caixa Econômica Federal, em Duque de Caxias, no Dia Nacional de Luta em Defesa do Saúde Caixa.

O objetivo da manifestação, que ocorreu em todo o país, é ressaltar que os empregados não tolerarão aumentos dos valores das mensalidades do plano de saúde. E, também, pressionar pela resposta da Caixa sobre a não retirada do teto de gastos do banco com a saúde das empregadas e empregados.

Os diretores e diretoras do Sindicato exibiram uma faixa e distribuíram o Boletim "Avante", que explica e contribui com os argumentos de mobilização das empregadas e empregados

Além disso, foram feitas publicações na internet, ampliando o alcance das atividades.

ENTENDA

Desde 2017, quando a Caixa impôs o limite de 6,5% da folha de pagamentos dos empregados para seus gastos com a saúde do seu quadro de pessoal, a derrubada deste teto passou a ser prioridade para todas as empregadas e empregados.
 
O teto congelou a participação da Caixa no custeio, o que transfere aos empregados qualquer elevação no custo do plano, ampliando a parte que usuários têm que pagar.
 
Na prática, impede a aplicação da proporção 70/30, comprometendo, assim, a sustentabilidade do plano, uma vez que as constantes altas da tabela de preços médicos passam a recair sobre os trabalhadores.



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O Banco Mercantil do Brasil registrou um Lucro Líquido Contábil de R$ 241 milhões no primeiro trimestre de 2025, um crescimento expressivo de 46,1% em relação ao mesmo período de 2024, quando lucrou R$ 165 milhões. Em relação ao trimestre anterior, a alta foi de 17,6% – no quarto trimestre de 2024, o banco havia lucrado R$ 205 milhões. Assim, o Mercantil segue sua trajetória de lucros consecutivos desde o segundo trimestre de 2023, quando ultrapassou a marca dos R$ 100 milhões.

O desempenho do trimestre foi impulsionado principalmente pela alta nas receitas com operações de crédito (+25,6%), resultados com títulos e valores mobiliários (+104,9%) e crescimento das receitas com prestação de serviços e tarifas bancárias (+26,9%). A rentabilidade sobre o patrimônio líquido (ROE) alcançou o patamar de 46,4%, com alta de 11,7 pontos percentuais (p.p.) em doze meses – um índice bastante elevado mesmo para os padrões do setor bancário. 

Crescimento com digitalização

Os ativos totais do banco cresceram 32,9% em relação a março de 2024, chegando a R$ 27,1 bilhões. A carteira de crédito, que representa quase 70% dos ativos, atingiu R$ 19 bilhões, com destaque para o crédito consignado, que subiu 42% e chegou a R$ 12,1 bilhões, e o crédito pessoal, com alta de 26%, somando R$ 2,6 bilhões.

A inadimplência acima de 90 dias ficou em 2,17%, com queda de 0,36 p.p. em 12 meses, o que possibilitou uma redução de 6,2% nas despesas com provisões para devedores duvidosos (PDD), mesmo com as mudanças contábeis exigidas pela Resolução CMN nº 4.966/21, que entrou em vigor em janeiro de 2025.

Outro destaque do período foi o avanço na digitalização: 78% das operações de crédito foram originadas por canais digitais, demonstrando a estratégia do banco em investir em tecnologia para ampliar sua atuação.

Receita cresce mais que despesas

As receitas com prestação de serviços e tarifas bancárias totalizaram R$ 202,7 milhões, crescimento de 26,9% em relação ao primeiro trimestre de 2024. Já as despesas de pessoal, incluindo a PLR, somaram R$ 181,8 milhões, com alta de 21,5%. Com isso, o índice de cobertura dessas despesas pelas receitas com tarifas ficou em 111,5%. 

Aumento da base de clientes

O Mercantil encerrou o trimestre com 3.588 funcionários e estagiários, número que representa a criação de 225 postos de trabalho em 12 meses. Também foram abertas 16 novas unidades, totalizando 313 pontos de atendimento em março de 2025. A base de clientes cresceu em 800 mil, atingindo 9 milhões de pessoas.

Para Vanderci Antônio, funcionário do Mercantil e coordenador da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Mercantil, apesar dos números positivos, a COE segue atenta à qualidade dos empregos gerados, à valorização dos trabalhadores e aos impactos da digitalização e terceirização nas condições de trabalho. “O crescimento do lucro e da base de clientes precisa vir acompanhado do respeito aos direitos dos bancários e da ampliação de oportunidades com dignidade no setor financeiro.”

Fonte: Contraf-CUT

A Comissão de Empresa das Funcionárias e dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) se reuniu com a direção do banco nesta quinta-feira (16), em formato online, para discutir a situação das horas negativas acumuladas durante a pandemia de covid-19. O acordo firmado entre as partes para a compensação dessas horas vence no próximo dia 31 de maio. A partir dessa data, as funcionárias e os funcionários que não conseguiram realizar toda a compensação terão que pagar as horas pendentes.

Durante a reunião, os representantes das funcionárias e dos funcionários apresentaram ao banco relatos de trabalhadoras e trabalhadores que enfrentam dificuldades para quitar o saldo de horas negativas, especialmente quem tem filhos menores ou cuida de pessoas idosas ou adoecidas. A situação das mães solo foi destacada como uma das mais críticas. Para essas trabalhadoras, a exigência de jornada adicional para compensar as horas significaria abrir mão do tempo dedicado aos cuidados com a família — e o pagamento direto das horas comprometeria ainda mais a renda familiar.

“É preciso sensibilidade para lidar com esse tema. O banco precisa considerar os impactos que esses descontos terão na vida de milhares de pessoas, principalmente mães solo e trabalhadores com responsabilidades de cuidado. Não é justo que, após tudo o que enfrentamos na pandemia, essas famílias sejam penalizadas financeiramente por não conseguirem cumprir integralmente a compensação”, afirmou Fernanda Lopes, coordenadora da CEBB.

A representação sindical sugeriu ainda que o banco crie uma linha específica de crédito para funcionárias e funcionários que eventualmente precisem arcar com o pagamento das horas negativas.

Segundo dados apresentados, no início da vigência do acordo, mais de 25 mil funcionárias e funcionários acumulavam horas negativas. Atualmente, esse número caiu para menos de 10% do total inicial, o que evidencia o esforço coletivo para cumprir a compensação acordada.

Outro ponto debatido foi a situação de funcionárias e funcionários pertencentes a grupamentos com regras específicas no acordo anterior, como pessoas com deficiência, pais e mães de pessoas com deficiência, e pessoas que integravam o grupo de risco da covid-19. Esses trabalhadores tinham o compromisso de compensar apenas 30% do total das horas devidas — e os 70% restantes seriam anistiados caso a meta fosse atingida. Os representantes dos trabalhadores alertaram, porém, que há casos em que o banco pretende descontar a totalidade das horas, mesmo de quem não conseguiu atingir os 30% mínimos. A orientação é que, nesses casos, os descontos sejam proporcionais apenas ao que foi efetivamente compensado, preservando o critério do acordo anterior.

Além disso, os representantes das funcionárias e dos funcionários solicitaram que o banco limite a dedução em folha a, no máximo, 30% da renda mensal das pessoas afetadas, para evitar impactos financeiros mais severos.

A representação sindical aguarda o retorno do banco sobre as propostas apresentadas e reforça que a busca por uma solução justa e equilibrada para todas e todos é prioridade neste momento.

Fonte: Contraf-CUT

No dia 21 de maio de 2025, das 8 horas às 20 horas, bancárias e bancários do Banco Itaú, da base do Sindicato dos Bancários da Baixada Fluminense, participam de assembleia remota, para deliberar sobre a aprovação do Acordo Coletivo de Trabalho para pagamento da Participação nos Lucros e/ou Resultados referentes aos exercícios de 2025 e 2026 disciplinado pela Lei nº 10.101 e alterações das Leis 12.832/13 e 14.020/20.

Podem participar bancários, sócios e não sócios, da base territorial do Sindicato, que prestam serviço para o Banco Itaú Unibanco S/A; Itaú Unibanco Holding S/A; Banco Itaú Consignado S/A;.

PARA VOTAR

Para votar e participar, basta acessar o link de votação: https://bancarios.votabem.com.br/

O link estará, também, disponível em nosso site (http://www.bancariosbaixada.org.br)

IMPORTANTE

O Sindicato dos Bancários da Baixada Fluminense, seguindo orientações da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), indica a aprovação da deliberação proposta.