Maio 31, 2026
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Centrais sindicais e movimentos sociais se unem e vão às ruas nesta quarta-feira (30) para defender a classe trabalhadora e toda a sociedade brasileira da política econômica neoliberal do governo de Jair Bolsonaro (PSL), implantada pelo ministro da Economia, Paulo Guedes. Uma caravana de sindicalistas e militantes de movimentos sociais vinda de vários estados está chegando a Brasília para participar do ato convocado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), CTB, Força Sindical, UGT, CSB e Intersindical e as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo.

O ato, que acontece a partir das 10h, na esplanada, em frente ao Ministério da Economia, tem como mote a defesa da soberania, dos direitos e dos empregos, contra as privatizações, pelo fim da política econômica neoliberal do governo Bolsonaro que não promove o desenvolvimento, nem gera emprego.

O presidente da CUT, Sérgio Nobre, ressalta que ir para as ruas, é defender o Brasil, a geração de emprego para mais de 30 milhões de trabalhadores e trabalhadoras desempregados e subempregados que querem empregos de qualidade. Ir para ruas é dar um basta nas políticas neoliberais.

“Todos os períodos de crescimento econômico que nós tivemos foi com intervenção do Estado, com investimento dos bancos públicos, em especial do BNDES e das empresas estatais, como fez a Petrobras que, ao decidir pela construção de plataformas no Brasil, recuperou o setor naval brasileiro, gerando milhares de empregos”, disse o presidente da CUT.

Para o dirigente, a política de privatização do ministro da Economia, o banqueiro, Paulo Guedes, de entregar o nosso minério e nossa água aos estrangeiros, será um caso de estudo porque o Brasil será a única Nação no mundo a entregar suas riquezas para outro país sem nenhuma guerra.

Defesa dos bancos públicos

Na tarde desta terça-feira (29) já tem atividade em protesto contra a política neoliberal implementada pelo governo Bolsonaro. Também em Brasília, bancários e bancárias de todo debatem a importância dos bancos públicos para a sociedade brasileira no seminário “O Brasil é nosso”. Promovido pelas frentes parlamentares mistas em Defesa da Soberania Nacional e em Defesa dos Bancos Públicos como parte da campanha em defesa dos bancos públicos, da soberania nacional, do crédito, do emprego e do desenvolvimento, a atividade conta com o apoio da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e da Federação Nacional das Associações dos Empregados da Caixa (Fenae).

“Os bancos públicos são instrumentos estratégicos. Quando bem usados pelo governo, dispõem crédito para o desenvolvimento e, consequentemente, geram emprego e renda para os trabalhadores”, explicou a presidenta da Contraf-CUT, Juvandia Moreira.

“Mais do que isso, os bancos públicos são fundamentais para o desenvolvimento igualitário do país, como determina a Constituição Federal e a legislação específica do sistema financeiro. São os bancos públicos que concedem crédito para as regiões mais carentes. Os privados concentram sua atuação na região Sudeste”, completou a presidenta da Contraf-CUT, lembrando que somente os bancos públicos investem onde os privados não têm interesse. “Os bancos privados têm como objetivo o lucro. Os públicos visam o retorno para a sociedade”, concluiu.

Aqui como lá

Os últimos acontecimentos no Chile, em que a população foi para as ruas protestar contra a política econômica do governo daquele país, e a volta da esquerda à presidência da Argentina são um alerta para o povo brasileiro de que a política econômica neoliberal de Bolsonaro e Guedes não dá certo.

Segundo o presidente da CUT, Paulo Guedes ajudou a implantar no Chile o sistema de capitalização da Previdência, que acabou com direitos trabalhistas, enfraqueceu os sindicatos e culminou com as manifestações que estão sendo realizadas no país.

“O que está acontecendo no Chile é a revolta do povo contra a política econômica neoliberal, onde tudo é privatizado. Não tem ensino superior gratuito, não tem acesso à saúde gratuita. É a mesma política que Bolsonaro quer aqui, a que destrói os direitos sociais e previdenciários. O Brasil precisa acordar para não chegar a esse ponto”, analisou a presidenta do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios e Telégrafos do Distrito Federal e Região do Entorno (SINTECT/DF), Amanda Corsino.

Já Sérgio Nobre acredita que tudo o que está acontecendo no Chile teve o dedo do ministro da Economia brasileiro, mas que, agora o povo quer outro rumo.

“O desespero é tanto que o presidente, Sebastián Piñera, pediu desculpas para o povo porque o que foi feito de ruim, não pode se recuperar em dois, três anos. Não é isso que queremos. Não podemos permitir que o que está acontecendo no Chile aconteça com o Brasil. Ainda há tempo para mudar”, avalia o presidente da CUT.

Fonte: Contraf-CUT, com CUT Nacional

O Comando Nacional dos Bancários se reúne neste momento na sede do Sindicato dos Bancários de Brasília para debater sobre a estratégia em defesa dos bancos públicos na atual conjuntura.

A reunião é uma prévia do seminário “O Brasil é nosso”, que acontecerá nesta tarde, no mesmo local.

A atividade faz parte da campanha em defesa dos bancos públicos, da soberania nacional, do crédito, do emprego e do desenvolvimento.

Fonte: Contraf-CUT

O Sindicato dos Bancários da Baixada Fluminense, nesta terça-feira (29), percorreu agências do Banco Santander em Duque de Caxias e Nova Iguaçu, para denunciar as demissões em massa que estão ocorrendo.

O lucro dos cinco maiores bancos do Brasil, juntos, somaram R$ 50,5 bilhões, no 1º semestre de 2019. Um crescimento médio de 20,7% em doze meses e rentabilidade variando entre 15,6%, na Caixa e 23,6% (no Itaú Unibanco).

No caso do Santander, a unidade brasileira foi responsável por 29% do resultado global do banco. Só ele lucrou R$ 7,120 bilhões neste 1º semestre, num crescimento de 21,0% em relação ao mesmo período de 2018, e de 4,3% no trimestre. 

O SindBaixada continuará lutando para que bancárias e bancários sejam mais respeitados, tenham melhores condições de emprego e de vida. Seja denunciando, repudiando ou se manifestando a favor de quem ele representa.

 

 

 

As entidades de representação dos funcionários do Banco do Brasil (ANABB, AAFBB, Contraf-CUT e FAABB), depois de se reunirem com os técnicos e a diretoria eleita de sua Caixa de Assistência conseguiram elaborar uma proposta de solução para a Cassi que avança em melhorias para o corpo de associados a partir das premissas estabelecidas na proposta levada à consulta dos associados em maio de 2019.

O Conselho Deliberativo havia aprovado por unanimidade que a diretoria executiva e técnicos da Cassi se reunissem com as entidades para que se apresentasse uma solução ao Conselho Deliberativo até o dia 25/10. Ao se reunir com as entidades, um grupo de estudos trabalhou para encontrar soluções para melhorar a proposta sem alterar os limites estabelecidos na proposta aprovada pela maioria dos associados em maio de 2019, mas que não foi levada adiante devido à falta de quórum no pleito.

A proposta das entidades foi apresentada na reunião da Diretoria Executiva da Cassi no dia 24/10, após a notificação da diretora fiscal da ANS e no prazo de 30 dias estabelecidos, conforme norma da agência. No dia 25/10, cumprindo o deliberado pelo órgão máximo da Cassi, a diretoria apresentou a proposta das entidades para deliberação do colegiado. Ao ser aprovada por maioria no Conselho Deliberativo, a proposta foi encaminhada ao banco para apreciação. Sendo aceita pelo BB será encaminhada aos associados para consulta ao corpo de associados.

Veja abaixo os pontos mais críticos.

Governança

Com relação à administração da Cassi, as entidades propuseram que o voto de decisão da presidência não seja aplicado sobre “atividades técnicas”, mas somente sobre administrativas.

Assim, se uma deliberação técnica ficar empatada na Diretoria Executiva, será encaminhada para deliberação do Conselho Deliberativo, sem voto de qualidade do presidente.

Permanecendo o empate nos sete itens estabelecidos no estatuto, resta um prazo de 15 dias para formação da maioria. Somente ao final deste prazo, não sendo constituída maioria para deliberação da matéria, o presidente terá a prerrogativa do voto de qualidade.

Experiência dos candidatos

Com relação ao período de experiência comprovada de quatro anos para exercício do cargo de função gerencial, pela proposta da entidade, os cargos eleitos podem comprovar a experiência até a data da investidura e não mais da data da candidatura.

Para os cargos indicados pelo patrocinador, a comprovação permanece na data da indicação.

“Vale ressaltar que, na governança, as alterações atenderam diretamente a opinião dos eleitos, tanto diretores como conselheiros deliberativos, que participavam como convidados. A própria conselheira deliberativa Karen D’Avila propôs alterações no voto de decisão propondo a retirada das ‘atividades técnicas’, que seria empecilho na proposta”, observou o coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil, João Fukunaga.

Modelo de Custeio

  • A base estrutural do modelo de custeio, permanecerá com a contribuição de 4% sobre as verbas salariais dos associados, com contribuição mínima de R$ 120,00, e de 4,5% do banco, com valor mínimo de R$ 135,00;
  • Os percentuais de contribuição dos associados ativos e aposentados para seus dependentes ficou limitada a R$ 300,00 por dependente. Já o banco, contribuirá com 3% da renda dos titulares ativos, limitado a três dependentes.
  • Manutencao do artigo 83 conforme atual estatuto;
  • A administração ficou em 10% sobre o somatório das contribuições patronais e pessoais referentes aos ativos, até 2021.

Pela proposta das entidades, o patrocinador injetará cerca de R$ 1 bilhão na Cassi (incluindo 600 milhões da contribuição por dependentes e taxa administrativa, mais cerca de R$ 450 milhões para a equalização do déficit do Grupo de Dependentes Indiretos – GDI), conforme exigência da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). A alteração básica foi a retirada do piso de contribuição para os dependentes dos Ativos e dos Aposentados. Na proposta inicial esse valor era de R$ 50,00. Caso a proposta houvesse sido aprovada, a contribuição dos associados seria alterada a partir de junho/2019.

Segundo o coordenador da CEBB, na atual situação da Cassi e considerando o prazo de 30 dias contados a partir da apresentação do relatório da diretora fiscal para a ANS, é irresponsável quaisquer manifestações de membros eleitos contra uma solução negociada. “É querer acabar com a Cassi ocupando um cargo eleito. Ao mesmo tempo em que nem se apresenta uma solução viável, é irresponsabilidade administrativa e criminal”, concluiu Fukunaga.

Fonte: Contraf-CUT

Bancários, securitários, financiários e trabalhadores de cooperativas de crédito de todo o mundo se reuniram nos dias 23 e 24, em Málaga, na Espanha, na 5ª Conferência Mundial da UNI Finanças, que é um dos setores UNI Global Union, o maior sindicato de serviços do mundo. Durante os dois dias, eles analisaram a conjuntura mundial e a situação do movimento sindical do ramo financeiro desde a última conferência que foi Antalya, na Turquia. Também debateram sobre quatro grandes eixos de intervenção dos sindicatos dessas categorias no mundo do trabalho.

A presidenta mundial da UNI Finanças, Rita Berlofa, abriu a conferência pedindo aos afiliados da UNI que enfrentem o desafio do setor financeiro e construam poder sindical em todo o mundo.

O primeiro debate tratou da estratégia para romper barreiras, se organizar e fazer os sindicatos crescerem para se empoderarem e fazer enfrentamento com os bancos multinacionais que exploram os trabalhadores, não respeitam os direitos humanos e os direitos trabalhistas específicos de cada um dos países.

Sistema financeiro que queremos

Ainda no dia 23, os trabalhadores debateram sobre a atuação dos sindicatos na luta por um sistema financeiro sustentável. Representantes do mundo acadêmico foram convidados para contribuir com a reflexão sobre um o sistema financeiro que seja sustentável, que não seja predador. “Queremos um sistema financeiro que sirva para desenvolver o mundo, que esteja a serviço da sociedade e não seja apenas uma máquina de fabricar dinheiro para seus acionistas e seus donos. Temos que colocar o sistema financeiro efetivamente a serviço do desenvolvimento para construir um mundo melhor”, disse a presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Ivone Silva.

Tecnologia e o mundo do trabalho

No segundo dia, os trabalhos se iniciaram com o debate a respeito da digitalização no mundo do trabalho e os impactos que as tecnologias estão causando nas relações trabalhistas e no emprego.

Após os relatos de delegações de todos os países, mostrando que a tecnologia está tirando emprego da categoria; que os trabalhadores que não se atualizam são demitidos e não encontram novas colocações; o debate girou em torno do fato de que a tecnologia é muito boa, seu uso é inevitável e, diante disso, o que é preciso ser feito para que ela sirva à toda a humanidade e que, em nome das necessárias alterações e da modernização tecnológica, ninguém seja excluído dos benefícios que ela traz.

“No Brasil, conseguimos incluir na Convenção Coletiva de Trabalho dos bancários cláusulas que amenizam os impactos dos avanços tecnológicos sobre o emprego da categoria”, informou a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira, se referindo à proibição dos bancos mandarem mensagem cobrando o cumprimento de metas pelo celular fora do horário de trabalho, assim como a criação do centro de requalificação e realocação.

“Mas, o centro do debate é garantir que ninguém seja excluído pelos avanços tecnológicos e digitais, que estão mudando não apenas o mundo do trabalho, mas também toda a organização social”, continuou a presidenta da Contraf-CUT, lembrando que, no setor financeiro do Brasil, a maioria das transações são realizadas por meios digitais. “Apenas 8% são realizadas em agências físicas. E, apesar dos bancos seguirem tendo lucros bilionários, com crescimento médio 16%, nos últimos quatro anos os bancos brasileiros reduziram quase 11% dos postos de trabalho, agravando ainda mais a crise de desemprego que vive o país, que possui uma taxa de desemprego de cerca de 13%”, concluiu.

Democracia e direitos humanos

Os trabalhos prosseguiram com o debate sobre direitos humanos e democracia. “Um país só pode dizer que é democrático se, em todo o seu território, houver respeito aos direitos de todas as pessoas, desde o direito de liberdade de expressão e liberdade de organização até o respeito aos direitos humanos de forma mais ampla, como o direito à saúde, à educação, à moradia”, disse o secretário de Relações Internacionais da Contraf-CUT, Roberto von der Osten, incluindo o Brasil entre os países privados da democracia. “Basta lembrar que, desde o governo Temer até agora, perdemos diversos direitos trabalhistas que tinham sido conquistados depois de muitos e muitos anos luta. Basta lembrar da reforma da Previdência, da violência que está instalada, inclusive com o assassinato de Marielle Franco e outros tantos de dirigentes sindicais e políticos”, explicou.

“O ponto mais alto dessa violência é a prisão política do (ex-presidente) Lula, uma prisão que interferiu no resultado das eleições e abriu as portas para, talvez, a mais profunda reforma neoliberal em termos de velocidade que acontece no mundo, onde todo nosso patrimônio é colocado à venda, os direitos são flexibilizados ao extremo e onde os sindicatos estão sofrendo ataques terríveis à sua resistência e sua sustentação”, concluiu von der Osten.

Em seu discurso, Rita Berlofa também falou destacou a falta de democracia e ressaltou que a maior luta da entidade será garantir o direito à sindicalização a todos os trabalhadores do mundo. “Nos EUA, os bancários são pressionados a não se sindicalizar. São mais de 1 milhão de trabalhadores que têm este direito cerceado. Um dos nossos desafios será este. Garantir que os trabalhadores norte-americanos tenham o direito humano de ter um sindicato.”

Deliberações

Ao final do encontro, as resoluções dos quatro eixos foram aprovadas por unanimidade, inclusive uma nota de solidariedade que diz que UNI Finanças Mundial protesta veementemente contra a prisão política do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva.

Também foi eleita por unanimidade a chapa da nova direção da UNI Finanças Mundial. A brasileira Rita Berlofa, representante da Contraf-CUT, e o italiano radicado na Suíça Ângelo Di Cristo foram reeleitos para mais um mandato de quatro anos como presidenta e como diretor mundial da UNI Finanças, respectivamente.

Fonte: Contraf-CUT

Bancários e bancárias de todo o país vão até Brasília, nesta terça-feira (29), para debater a importância dos bancos públicos para a sociedade brasileira. O seminário “O Brasil é nosso” será promovido pelas frentes parlamentares mistas em Defesa da Soberania Nacional e em Defesa dos Bancos Públicos como parte da campanha em defesa dos bancos públicos, da soberania nacional, do crédito, do emprego e do desenvolvimento e conta com o apoio da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e da Federação Nacional das Associações dos Empregados da Caixa (Fenae).

O evento será realizado no teatro do Sindicato dos Bancários de Brasília (EQS 314/315, Bloco A – Asa Sul, Brasília/DF).

“Os bancos públicos são instrumentos estratégicos. Quando bem usados pelo governo, dispõem crédito para o desenvolvimento e, consequentemente, geram emprego e renda para os trabalhadores”, explicou a presidenta da Contraf-CUT, Juvandia Moreira.

“Mais do que isso, os bancos públicos são fundamentais para o desenvolvimento igualitário do país, como determina a Constituição Federal e a legislação específica do sistema financeiro. São os bancos públicos que concedem crédito para as regiões mais carentes. Os privados concentram sua atuação na região Sudeste”, completou a presidenta da Contraf-CUT, lembrando que somente os bancos públicos investem onde os privados não têm interesse. “Os bancos privados têm como objetivo o lucro. Os públicos visam o retorno para a sociedade”, concluiu.

Crédito para quem precisa

Um levantamento realizado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), com base em dados do Banco Central de março de 2019, mostra que 90,9% do crédito na região Norte é concedido por bancos públicos. No Centro-Oeste, 88,1%; no Nordeste 84,8%; e no Sul 80,5%. Somente na região Sudeste os bancos privados detêm a maior parte do crédito (69,3%).

Até a gestão passada, o predomínio dos bancos públicos na carteira de crédito era ainda maior. Em fevereiro de 2018, os bancos públicos eram responsáveis por 94,5% do crédito na região Norte; 91,8% no Centro-Oeste; 87,3% no Nordeste; e 84% no Sul.

Considerando as carteiras específicas de crédito rural e habitacional, os bancos públicos respondem por 72,9% e 80,5%, respectivamente, dos financiamentos para estas áreas em todo o país, chegando a responder pela totalidade do crédito destas carteiras em algumas regiões.

Soberania

O vice-presidente da Federação Nacional das Associações dos Empregados da Caixa (Fenae), Sergio Takemoto, que é também secretário de Finanças da Contraf-CUT, ressaltou ainda a importância dos bancos públicos para a soberania nacional. “Em 2009, quando os bancos privados restringiram ainda mais o crédito, o governo usou os bancos públicos para estimular a economia e evitar estragos ainda maiores ao país”, lembrou. “O país precisa manter essa ferramenta estratégica fundamental para conseguir controlar o fomento ao desenvolvimento do país”, concluiu.

Na manhã do dia seguinte ao do seminário, também em Brasília, a categoria bancária se junta a trabalhadores de outras categorias para participar do ato em defesa da soberania nacional. A atividade ocorrerá em frente à sede do Ministério da Economia, na Esplanada dos Ministérios, Bloco P.

Fonte: Contraf-CUT

O Banco do Brasil voltou a realizar uma política de gestão liberal que praticava na década de 1990. A instituição solicitou o retorno de bancários que estão em licença-interesse e suspendeu a concessão de novas licenças. Existem atualmente cerca de 2.100 bancários em licença interesse na empresa.

Em comunicado enviado aos funcionários, o banco disse apenas que se trata de uma “decisão administrativa” para preencher vagas em aberto. Como o banco não tem concurso vigente, os funcionários ficam sujeitos às reestruturações que estão sendo realizadas e sofrem com a sobrecarga de trabalho.

Prerrogativa e ameaça

Segundo a Diretoria de Pessoas (Dipes), é prerrogativa do banco conceder, ou não, a licença-interesse e a convocação de funcionários que estejam licenciados está prevista nas normas internas do banco.

As normas estipulam ainda que o funcionário em licença-interesse pode ficar afastado do trabalho por até dois anos, sem vencimentos nem benefícios.

No comunicado, o banco diz ainda que o bancário em licença-interesse deverá se apresentar até o dia 22 de novembro em seu local de trabalho e ameaça que, “caso não compareça para posse, suas ausências a partir de 25/11/2019, serão classificadas como ‘falta não abonada não autorizada’, o que poderá incorrer em abandono de emprego, passível de demissão por justa causa (alínea I do artigo 482, da CLT)”.

Guinada negativa

“Durante a licença-interesse os funcionários não recebem salários nem benefícios. Ela permite que eles se aperfeiçoem e voltem para o banco com mais qualificação”, explicou o coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil, João Fukunaga.

“Percebemos uma guinada negativa na política de pessoal da empresa, com predominância de ações voltadas para punir, prejudicar o bancário e suprimir direitos. Alterar a licença-interesse não é a medida mais eficaz para o preenchimento das vagas existentes. Se faz urgente a necessidade de um concurso para resolver o problema da falta de funcionários e sobrecarga de trabalho”, criticou o diretor do Sindicato dos Bancários de Brasília e representante da Federação Centro-Norte na Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, Rafael Zanon.

Fonte: Contraf-CUT, com Seeb/DF

A Reforma da Previdência de Jair Bolsonaro foi aprovada nesta terça-feira (22) pelo plenário do Senado Federal. As novas regras para aposentadoria começarão a valer depois da promulgação da proposta pelo Congresso Nacional que acontecerá em uma sessão especial, em novembro.

Com isso, o cálculo que define o valor da aposentadoria vai mudar. O INSS vai levar em consideração 60% da média geral de todas as contribuições, a partir de 1994. Ou seja, entrarão no cálculo os menores valores de contribuição, o que reduzirá o valor do benefício.

Essa não é a única mudança. Para obter a aposentadoria integral os trabalhadores e trabalhadoras terão de contribuir por até 40 anos, no caso dos homens, e 35 para mulheres. A reforma também estabelece a obrigatoriedade de idade mínima para a aposentadoria, de 65 anos para homens e 62 para mulheres. Além disso, também aumentará o tempo de contribuição para aposentadorias especiais e será reduzido em até 40% o valor do benefício por invalidez.

No caso de viúvos e dependentes, só vão receber 60% do valor da aposentadoria em caso de morte do trabalhador. Serão acrescidos 10% por cada dependente menor de 21 anos, não emancipado, até chegar aos 100% do valor do benefício. O valor da pensão não poderá ser inferior ao salário mínimo (R$ 998,00).

Regras de transição para trabalhadores da iniciativa privada

A idade mínima de aposentadoria será implementada progressivamente. Haverá regras de transição e quem se encaixar em uma delas poderá se aposentar antes da idade mínima, de 62 anos para mulher e 65 para homem.
A idade mínima progressiva começará em 56 anos (mulheres) e 61 anos (homens) e subirá seis meses por ano.
Em 2031, será de 62 anos (mulheres) e 65 anos (homens).
Quem quiser se aposentar com valor integral terá de pagar um pedágio de 50% para o tempo que falta para receber o benefício. A regra vale para quem está a dois anos de cumprir o tempo mínimo de contribuição que vale hoje (35 anos para homens e 30 anos para mulheres).
Já quem tiver idade mínima de 57 anos (mulheres) e 60 anos (homens) e quiser se aposentar com valor integral deverá contribuir com o dobro do tempo que falta para se aposentar – pedágio de 100%.
O trabalhador poderá usar a regra 86/96 se atingir a pontuação exigida no ano em que for se aposentar. A soma da idade com o tempo de contribuição será de 86 pontos para mulheres e 96 pontos para homens.
A transição prevê um aumento de um ponto a cada ano, chegando a 100 para mulheres e 105 para os homens.

Regras de transição para os servidores

Vale a mesma regra (86/96) dos trabalhadores sobre RGPS, que prevê um aumento de 1 (um) ponto a cada ano, tendo duração de 14 anos para as mulheres e de 9 anos para os homens. O período de transição termina quando a pontuação alcançar 100 pontos para as mulheres, em 2033, e a 105 pontos para os homens, em 2028, permanecendo neste patamar.

Fonte: Contraf-CUT

O mutirão do 3º Censo da Diversidade aconteceu, nesta quarta-feira (23), em todo o Brasil. Atividades foram realizadas pelos dirigentes sindicais com o objetivo de incentivar bancárias e bancários a responderem o questionário, que visa traçar o perfil da categoria e promover políticas de igualdade de oportunidade.

Em São Paulo, foi realizado um ato na agência radar Santander. Sindicatos de outros estados também organizaram atividades de impulsionamento e divulgação do censo para as bases.

Para a secretária da Mulher da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Elaine Cutis, o censo é uma ferramenta fundamental para analisar o grau de inclusão por gênero, raça, orientação sexual e PCDs (pessoas com deficiência) nos bancos. “Por isso, é de extrema importância dar continuidade ao mutirão, para que todos possam responder o questionário. Só com as respostas poderemos avaliar e cobrar ações efetivas contra a desigualdade”, disse.

O questionário do 3º Censo da Diversidade está disponível no site da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). “Neste ano, o censo vai além da coleta de dados. Ao mesmo tempo, também será realizada a Campanha de Valorização da Diversidade, que inclui a formação de agentes da diversidade nas agências e departamentos bancários. Por isso é importante entender que cada trabalhador é peça fundamental nesse processo e que ele se envolva na campanha, responda o censo e seja um agente diversidade”, explicou Rosalina Amorim, secretária de Políticas Sociais da Contraf-CUT.

Clique aqui e responda o questionário

A pesquisa é uma das conquistas da categoria na Mesa de Negociação com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). Realizado nos anos de 2008 e 2014, o Censo fornece resultados que refletem a realidade do setor bancário e possibilitam a criação de estratégias de inclusão e promoção da diversidade no ambiente de trabalho.

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) preparou um material especial para a Campanha de Valorização da Diversidade com vídeos, matérias e infopress com o objetivo de informar sobre as situações de discriminação que acontecem no ambiente de trabalho e na sociedade e como combater estes problemas.

De acordo com Rosalina Amorim, o agente da diversidade tem o compromisso de levantar debates e denunciar situações de discriminação em todos os âmbitos da sociedade. “Propagar informação é a melhor maneira de desconstruir a cultura discriminatória e promover igualdade. Por isso, contamos com a participação de todos os bancários e bancárias nessa luta em combate à discriminação”, disse.

O questionário é dividido por seis partes. No site da Fenaban, os trabalhadores poderão encontrar mais informações sobre a pesquisa, quem são as pessoas elegíveis para participar e como preenchê-la.

Fonte: Contraf-CUT

Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) considera “enganosa” a campanha Papo Reto, veiculada pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban). A organização não governamental (ONG), que tem como um dos objetivos a ética nas relações de consumo, acredita que a propaganda e os materiais divulgados “induzem o consumidor a acreditar que é o responsável pelo endividamento em que o país está hoje”.

“A publicidade em horário nobre, com pessoas de credibilidade nacional e com o mote de educação financeira, culpa o consumidor pela situação que vive e isenta os bancos da concessão de crédito irresponsável e dos juros altos”, ressalta a economista Ione Amorim, do Idec.

Em um cenário de 63 milhões de pessoas inadimplentes, de acordo com levantamento da Serasa Experian, milhares de devedores recorrem aos bancos na tentativa de resolver seus problemas. Em vez disso, acabam ainda mais encalacrados.

Um cenário que, diante do recente contexto econômico, poderia ser menos sofrido se as instituições financeiras seguissem o movimento da macroeconomia, uma vez que a taxa básica de juros, a Selic, apresentou a maior queda na série histórica do Banco Central, chegando a 5,5%, com previsão de atingir 4,5% até o final do ano.

“Os vídeos da Febraban mostram o comprometimento dos bancos com os clientes e apontam soluções para as pessoas não se endividarem, mas esse ‘compromisso’ das instituições morre aí. Na realidade, o que a gente vivencia é um cenário em que 70% das operações de cheque especial são impostas pelo banco. A realidade é de juros de 300% cobrados pelos bancos, mesmo com a Selic mais baixa da história”, explica a economista.

Ainda segundo ione Amorim, “há o oportunismo em um momento no qual a economia está paralisada para explicar o contraponto do desemprego e endividamento dos brasileiros com o alto lucro dos bancos”.

A Febraban representa 119 instituições, sob o pretexto de “educação financeira”. A federação contratou Pedro Bial, um dos apresentadores com cachê mais alto da televisão brasileira, com a promessa de levar às pessoas um jeito simples de falar sobre juros e equilibrar as contas.

A campanha Papo Reto na TV reuniu oito inserções de 3 minutos veiculadas nos intervalos do programa Fantástico entre os dias 18 de agosto e 6 de outubro. Seguindo o preço de tabela, o anúncio teria custado R$ 31,5 milhões. Nem a agência de publicidade responsável pela peça nem a Globo ou a Febraban quiseram falar sobre os valores.

Mas, na verdade, o papo-reto é que a Febraban usou artifícios de retórica para maquiar os números. Isso é dito por especialistas. Além da campanha na televisão, a federação mantém um portal criado para a divulgação de dados, vídeos, explicações e um livro de 236 páginas que pode ser gratuitamente baixado por qualquer cidadão.

No livro Como Fazer os Juros Serem mais Baixos no Brasil, a Febraban compara a queda da Selic com a redução da taxa livre dos bancos. Diz que as instituições diminuíram essa taxa específica duas vezes mais que a Selic. E declara: “É matemática pura”. Para chegar ao denominador comum que lhe interessa, a Febraban comparou pontos percentuais com porcentagem. Para leigos, a manobra pode passar despercebida. Mas justamente aí tem uma pegadinha que afasta o resultado do que deveria se esperar em uma operação de ciência exata.

Até maio de 2018, quando a taxa básica de juros, informada pelo Banco Central, caiu de 14% para 6,5%, a diferença foi de 7,5 pontos percentuais. Isso significa que, no período considerado, a Selic havia despencado 53,6%.

A Febraban, por exemplo, quer fazer a população acreditar que a taxa livre dos bancos (que utiliza recursos da poupança, inclui empréstimos pessoais e financiamentos) caiu duas vezes mais que a Selic. Afirma, em sua publicação, o seguinte: “Em termos absolutos, a queda da taxa livre dos bancos foi de 18,26 pontos, quase duas vezes maior [do que a Selic]. Passou de 53,8% para 35,6% ao ano”. O problema é que a federação compara alhos com bugalhos. Não é possível traçar um paralelo entre pontos percentuais e porcentagem.

Enquanto a queda da Selic foi de 53,6%, a da taxa livre dos bancos alcançou apenas 34%. Na matemática propriamente dita, uma queda de 53,6% será sempre maior que uma queda de 34%.

“É um jeito fácil de enganar as pessoas sem nenhuma evidência de queda proporcional. A comparação em si já é um absurdo, e ela se repete diversas vezes no documento da Febraban. Mas o mais grave é o nosso dinheiro valer cinco vezes mais para os bancos (considerando a taxa média de juros das operações contratadas, que está em 25,1%, em relação à Selic de 5,5%). Eles repassam todos os custos, até das perspectivas de endividamento”, analisa o economista Roberto Bocaccio Piscitelli, professor da Universidade de Brasília (UnB).

Dinheiro mais barato X Repasse mais caro

Quando o especialista afirma que o dinheiro vale cinco vezes mais para o banco, ele se refere ao chamado spread bancário. O spread bancário é a diferença entre o custo de captação da moeda e o valor que os bancos efetivamente cobram de quem recebe o crédito. As instituições financeiras justificam que os percentuais aplicados levam em conta uma composição formada por custo de captação, inadimplência, despesas administrativas, tributos e fundo garantidor, além da margem financeira dos bancos.

Na tentativa de explicar os cálculos, a federação se vale de uma comparação hipotética e de apelo popular. Por exemplo: o preço de um carro se dá a partir da soma de inúmeros componentes, assim como o custo de se emprestar dinheiro. Se há variações nos diferentes elementos, elas vão, por óbvio, implicar no valor final do automóvel.

No livro editado pela Febraban, o mesmo raciocínio é usado para explicar o comércio do dinheiro, levando-se em consideração o “raio-X do spread”. Mas, aí há outra inconsistência. Dinheiro é dinheiro. Não varia a matéria-prima. Ou seja, a comparação com o carro é imprópria.

Com essas justificativas, a federação ressalta que a Selic tem representatividade pequena na composição do spread, que seria apenas uma fatia da pizza. De acordo com o documento, a principal “culpada” pelos juros altos seria a inadimplência. “A vilã”, como denomina o documento da Febraban.

A Febrabran considera o peso da inadimplência, das despesas administrativas, dos tributos e fundo garantidor de crédito, da margem financeira (que indica o lucro dos bancos) e do custo total do crédito. O valor de captação é dado pela taxa Selic. E a alegação da Febraban é que a representatividade da Selic ficou cada vez menor na composição da taxa de juros conforme ela foi caindo devido à política do Banco Central.

“Quando se deixa de lado o custo de captação (mais influenciado pela Selic) e se analisa o spread (cobrado pelos bancos no crédito que fornecem), fica mais claro o custo da inadimplência para o país. Entre 2015 e 2017, de acordo com o Indicador de Custo do Crédito (ICC) do Banco Central, o peso médio da inadimplência no spread bancário foi de 37,4%, seguido de longe por itens como despesas administrativas (25%) e tributos e fundo garantidor de crédito (22,8%). Por último, veio a margem financeira dos bancos, de 14,9%”, diz a Febraban em seu livro.

Responsabilidade de quem?

Mas como um bom pagador pode se responsabilizar por um mau pagador? Até que ponto a responsabilidade é do cliente e não do banco? Para o professor licenciado da UnB e membro do Conselho Regional de Economia (Corecon-DF) Newton Marques, ao longo dos anos, todas as vezes que os bancos são questionados sobre suas taxas, há uma justificativa diferente e a culpabilização de algum fator externo.

 “Estudo o sistema bancário há 30 anos e posso dizer que os bancos agem como um cartel, pois fixam as taxas de juros que eles querem. Aí eu pergunto: se a Selic hoje fosse a zero, as taxas dos bancos cairiam? Quase nada. Muito provavelmente haveria uma outra justificativa.”

NEWTON MARQUES, ECONOMISTA

O especialista acredita que a relação da inadimplência na composição da taxa é um problema gerado pelas próprias instituições. “Quando não se faz uma análise criteriosa, os bancos compram os riscos. Os números são apenas para jogar uma cortina de fumaça. Os juros são altíssimos, por isso há inadimplência”, analisa o especialista.

O Brasil, atualmente, tem uma taxa de endividamento oito vezes maior que a dos Estados Unidos. Enquanto o país amarga 4,5%, os Estados Unidos têm um percentual de 0,6% sobre o total de ativos de crédito. A maior consequência do endividamento é o aumento do desemprego e a desaceleração da economia, com prejuízo ao comércio.

O outro lado

Por meio de nota, a Febraban defendeu o material publicado e disse que as explicações não podem ser resumidas a retórica. Para eles, é “matemática simples”. “A forma correta de fazer a comparação entre os cortes nas taxas de juros e da Selic, para avaliar se houve repasse da queda da taxa básica às taxas finais, é, de acordo com a matemática ensinada nas escolas e usada nos cursos de economia, avaliando a variação em pontos percentuais, como fazemos no livro. Não é questão de escolha retórica, mas de aritmética”, disse a federação ao Metrópoles.

Quanto à crítica de que a inadimplência se deve à falta de critério dos bancos na aprovação de crédito, a Febraban afirmou considerar que essa avaliação não corresponde à realidade. “Em todo o mundo, os bancos se deparam com algum nível de inadimplência em seus empréstimos; e esse inconveniente, no Brasil, é agravado pelo fato de que o crédito não pago, no país, está associado a custos bem mais altos que em outros mercados”.

Para a federação, “no Brasil, a inadimplência pesa mais que em outros países no custo do crédito. Isso acontece por três motivos: a própria taxa de inadimplência, que é alta; a taxa de recuperação de garantias, que é baixa; e o tratamento regulatório e tributário dado pelo governo às provisões feitas para cobrir a inadimplência, que é muito oneroso”, disse.

Fonte: Metropoles