Maio 29, 2026
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Imprensa

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A Coordenadora Geral do Sindicato dos Bancários da Baixada Fluminense, Renata Soeiro, está em São Paulo participando da 17ª Plenária Nacional da Central Única dos Trabalhadores (CUT) João Batista Gomes (Joãozinho) “Novos Tempos, Novos Desafios”, que ocorre entre os dias 14 e 17 de outubro.

Renata está representando o Sindicato, após ser eleita delegada na 13ª Plenária Estadual da Central Única dos Trabalhadores do Rio de Janeiro (CUT Rio), realizada em agosto.

O evento reúne dirigentes sindicais de todo o país, que irão debater temas como a precarização do trabalho, aumento da pejotização, crise climática, defesa da democracia e a soberania nacional.

O presidente Nacional da CUT, Sergio Nobre, o ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, e a vice-presidente da CUT Nacional e presidenta da Contraf-CUT, Juvandia Moreira, estão entre os presentes.

Nesta terça-feira, 14 de outubro, o Sindicato dos Bancários da Baixada Fluminense realizou o Dia Nacional de Luta dos Funcionários do Banco Itaú-Unibanco, em agências de Duque de Caxias.

Atos ocorreram em todo o país para protestar contra as recorrentes denúncias de adoecimento, níveis crescentes das ocorrências da prática de assédio moral para obtenção de resultados e até casos de suicídio registrados pelas entidades sindicais.

Além disso, evidenciar e tornar públicas as denúncias destas práticas contra os trabalhadores.

Apesar dos resultados bilionários obtidos, o banco segue causando adoecimento, fechamento de agências e desemprego.

Reposição já!

No último semestre, o Itaú obteve lucro superior a R$ 22,6 bilhões, com rentabilidade em alta. É o maior banco do país em ativos. Mesmo com esse resultado, segue extinguindo postos de trabalho: em 12 meses, o banco cortou 518 postos de trabalho, reduzindo o quadro de pessoal da holding a 85.775 empregados.

Nos anos de 2023 e 2024, 57,1% das licenças por acidente de trabalho concedidas a bancários foram causadas por transtornos mentais e comportamentais.

 

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Texto: Fenae

O maior desafio dos empregados da Caixa, da ativa e aposentados em 2025 era a renovação do ACT do Saúde Caixa. Já em fevereiro, a direção do banco previa aplicar um aumento de 22,86% nas mensalidades. Em maio, mais um revés: a direção do banco divulgou a nova versão do estatuto do banco, que manteve o teto de 6,5% da folha de pagamento da empresa para o custeio do Saúde Caixa. Em meio à este cenário, e com um déficit de R$ 346 milhões até junho, com previsão de superar R$ 500 milhões até o final do ano, iniciaram-se as negociações para renovação do Acordo Coletivo específico para o plano de assistência médica dos empregados, com os empregados defendendo o reajuste zero nas mensalidades do plano e melhoria na qualidade, além de manter a luta pelo fim do teto e pelo direito aos admitidos após setembro de 2018 a manter a participação da empresa no custeio do plano na aposentadoria.

A campanha pelo reajuste 0 nas mensalidades ganhou adesão dos empregados, e foi encampada por diversas entidades representativas. Mensalmente, a cada dia 20, os empregados participaram de ações de engajamento na campanha, e as entidades promoviam a mobilização com atos nas unidades do banco. Após diversas rodadas de reuniões do GT Saúde Caixa e da mesa de negociação permanente, a representação da Caixa na mesa de negociação apresentou propostas de aumento nos itens de custeio, que foram rejeitadas pelos representantes dos empregados na mesa, e a mobilização se intensificou com atos em unidades de todo o país. Finalmente, nesta sexta-feira (10/10), a Caixa apresentou uma proposta com o reajuste 0 nas mensalidades.

A proposta apresentada pela Caixa mantém os mesmos valores nos itens de custeio até o vencimento do Acordo Coletivo dos empregados (31/08/2026), quando as condições do plano serão discutidas, em conjunto com as demais cláusulas. Confira abaixo a tabela comparativa das propostas apresentadas pela Caixa para a custeio do plano, e as respostas às dúvidas mais frequentes: 

Veja a Tabela comparativa

Tabela Proposta Saúde Caixa

1 - Qual será o reajuste nas mensalidades e coparticipação do plano previsto na proposta da Caixa?
Resposta: A proposta não prevê qualquer aumento nas mensalidades do titular, dependentes diretos ou indiretos ou no teto de cobrança das mensalidades. Também não prevê aumento nos valores de coparticipação.

2 - O meu salário foi reajustado em setembro (ou será reajustado em janeiro), então não terei um aumento na mensalidade como titular?
Resposta: O formato de custeio do Saúde Caixa prevê mensalidades baseadas em percentual da renda desde sua criação, em 2004, garantindo de forma plena a aplicação das premissas da solidariedade e do pacto intergeracional. Desta forma, a mensalidade do titular e o teto para a cobrança da mensalidade do grupo familiar correspondem à uma alíquota da remuneração, e não a um valor expresso em reais. Como as alíquotas foram mantidas, e o valor de mensalidade dos dependentes também, não houve aumento nas mensalidades do plano nesta proposta.

Com esta proposta, a alíquota de mensalidade para o titular permanece inalterada desde o final de 2021. Assim, para empregados que não possuem dependentes, não houve reajuste por pelo menos 5 anos.

3 - Por que a Caixa apresentou propostas de aumento para o plano?
Resposta: De acordo com os relatórios financeiros parciais apresentados pela Caixa às entidades, o plano acumulava, até junho, um resultado assistencial (receitas - despesas) deficitário de R$ 346 milhões de reais, e, de acordo com as projeções atuariais, este déficit superará R$ 500 milhões até o final de dezembro. As reservas técnicas do plano, atualmente, somam pouco mais de R$ 100 milhões, o que seria insuficiente para garantir a cobertura do plano até o final do ano.

Com a projeção de aumento das despesas previstas pelo relatório atuarial para 2026, a Caixa calculou projeções de aumento das contribuições dos empregados para cobrir estas projeções de aumento, e elaborou propostas de reajuste que foram apresentadas na mesa de negociação.

As propostas de aumento das mensalidades foram negadas em mesa, até a apresentação da última proposta, que será apreciada pelos empregados nas assembleias.

4 - Como o resultado deficitário do plano de 2025 será coberto? Haverá cobrança adicional para os empregados?
Resposta: A Caixa cobrirá o déficit de 2025, sem qualquer cobrança adicional aos empregados.

5 - Por que o plano está deficitário?
Resposta: O desequilíbrio financeiro do plano tem sido causado por um crescimento das despesas superior ao das receitas, especialmente em função do fato de que a participação da Caixa no custeio está limitada aos 6,5% da folha de pagamento, conforme previsto no estatuto do banco, e que restringe a aplicação da divisão dos custos em 70% para a Caixa e 30% para os empregados.

6 - O que muda para os filhos inscritos como dependentes?
Resposta: Atualmente, os filhos e enteados com até 21 anos são dependentes diretos; entre 21 e com até 24 anos, podem permanecer no plano como dependentes indiretos, desde que tenham renda mensal de até R$ 1.800,00, com o valor de mensalidade de R$ 480,00. Hoje, ao completar 24 anos, não podem mais permanecer no plano. Agora, após completar 24 anos (e até completar 27 anos), os filhos e enteados poderão permanecer no plano, na condição de dependentes indiretos, com o valor de mensalidade de R$ 800,00. 

7 - A mensalidade dos filhos entre 24 e 27 anos é considerada para o cálculo do teto de 7% da RB para o somatório das mensalidades de titular e dependentes?
Resposta: Por se tratar de dependente indireto, o valor de mensalidade pago para os filhos nesta faixa etária não é considerado dentro do limite de 7% da remuneração base, contando além deste teto.

8 - Por que o valor da mensalidade para filhos entre 24 e até 27 anos foi estabelecido em R$ 800,00?


Resposta: Este valor corresponde ao custo assistencial médio nesta faixa etária entre os usuários do Saúde Caixa. Está abaixo do preço praticado por planos de mercado de abrangência nacional com coberturas comparáveis ao Saúde Caixa, e também abaixo do preço cobrado por autogestões como a Cassi (plano de assistência médica dos empregados do Banco do Brasil). A Cassi, no plano Cassi Família, cobra R$ 1.074,21 na faixa etária de 24 a 28 anos.

9 - Como fica o direito à permanecer com o plano na aposentadoria?
Resposta: O acordo mantém as condições previstas no ACT anterior: podem permanecer com o plano com a mesma condição de custeio oferecida ao pessoal da ativa os empregados admitidos até 31 de agosto de 2018 que se aposentem pelo INSS durante o vínculo empregatício com a Caixa, e os que foram admitidos já na condição de aposentados e que tenham ao menos 120 contribuições para o plano.

Quem foi admitido após 01 de setembro de 2018, ao se aposentar, passaria a integralmente o plano, arcando também com a parte da empresa, conforme previsto na lei 9.656/1998.

10 - Como a Caixa justifica a impossibilidade de retorno ao plano de quem realizar seu cancelamento?
Resposta: A Caixa justifica que, devido ao fato do custeio do plano prever o pacto intergeracional (no qual a curva de contribuição prevê contribuições um pouco maiores quando se é mais jovem, para que, nas últimas faixas de idade, a contribuição possa ser um pouco menor), um reingresso no plano de alguém que realizou seu cancelamento quando mais jovem, e que retornaria com faixa etária mais alta significaria um prejuízo à este pacto, com reflexos negativos para a sustentabilidade do plano. Um exemplo conhecido de plano em que não é permitido o reingresso após o cancelamento é a Cassi, autogestão dos funcionários do Banco do Brasil.

11 - Será permitido um prazo para retorno aos titulares que saíram do plano?
Resposta: A proposta da Caixa prevê que os titulares que saíram do plano podem retornar até 01 de janeiro de 2026.

12 - Haverá alguma nova fonte de receita para o plano?
Resposta: A proposta prevê que, à partir da vigência do novo acordo, a Caixa realizará, como contribuição para o plano, um repasse equivalente à 6,5% do valor pago aos empregados em ações trabalhistas (tanto individuais quanto coletivas), que tenham como objeto parcelas de natureza salarial. O empregado, por sua vez, teria descontado de seu valor devido a receber nestas ações o percentual referente à sua alíquota de mensalidade para o plano.

Em 2024, a Caixa pagou, em ações trabalhistas, um total de R$ 4,369 bilhões. Considerando a participação da Caixa em 6,5% e o desconto de 3,5% referente à alíquota do empregado, o valor destinado ao custeio do Saúde Caixa seria de R$ 436,9 milhões. No primeiro semestre de 2025, o total pago pela Caixa em ações trabalhistas somou 2,161 bilhões, o que, nas mesmas condições representaria R$ 216,1 repassados ao Saúde Caixa, entre participação da Caixa e valores descontados dos empregados.

13 - Este modelo que prevê contribuição sobre valores pagos em ações judiciais possui algum paralelo?
Resposta: O plano de assistência médica dos funcionários do Banco do Brasil também possui a previsão de contribuição, tanto da empresa quanto do funcionário, sobre valores recebidos pelos empregados em ações judiciais trabalhistas.

14 - Os valores de mensalidade do Saúde Caixa já foram de 2% da remuneração para todo o grupo familiar. É possível voltar a ter esta mensalidade?
Resposta: O modelo de custeio do Saúde Caixa aprovado em 2004 e defendido pelas entidades, no qual a empresa arca com 70% dos custos e os empregados com os 30% restantes, prevê que a soma das contribuições dos empregados deve ser suficiente para o custeio do percentual sob sua responsabilidade nas despesas (de 30%).

De acordo com os Relatórios de Administração do Saúde Caixa, a mensalidade de 2% da RB não é mais suficiente para atingir os 30% das despesas do plano desde 2016. Uma simulação realizada pela consultoria atuarial contratada pela representação dos empregados, se a mensalidade ainda fosse de 2% da RB, o índice de cobertura das despesas assistenciais com as contribuições dos empregados seria de apenas 16%, percentual bem abaixo dos 30% previstos na proporção 70/30.

Fonte: Contraf-CUT

A Diretora do Sindicato dos Bancários da Baixada Fluminense, Elizabeth Paradela, representou a Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro dos Estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo (Fetraf RJ/ES), nesta segunda-feira (13/10), no evento “A Saúde Mental do Trabalhador do Setor Privado”, realizado pela Comissão Especial de Acidente de Trabalho da Ordem dos Advogados do Brasil do Rio de Janeiro (OAB/RJ).

É muito importante que, não só os trabalhadores, mas as empresas, também tenham um olhar mais crítico e humano pela saúde de seus trabalhadores, pois os sinais nem sempre são visíveis, como algumas doenças que podem ser tratadas com prevenção. A depressão tem base científica, biológica e física. E, às vezes, nem a própria pessoa tem noção do que está passando, causando transtorno de stress pós traumático, síndrome de Burnout, transtorno de Ansiedade e transtornos depressivos. Um dado alarmante é que, atualmente, são mais de 500 mil afastamentos de seus empregos por ano. Isso é muito preocupante”, declarou Beth.

O encontro ocorreu no Plenário Evandro Lins e Silva da OAB/RJ, no Centro do Rio de Janeiro.

O evento, gratuito e aberto ao público, foi uma oportunidade para reflexão e aprimoramento profissional sobre um tema essencial para a promoção de ambientes laborais mais saudáveis e humanos.

E reuniu especialistas das áreas jurídica e psicológica, que discutiram o cenário atual da saúde mental no ambiente de trabalho, as responsabilidades legais dos empregadores e os fatores psicossociais de risco que impactam a vida laboral.

Depois das fortes mobilizações ocorridas nesta semana nas agências e unidades administrativas da Caixa, as negociações avançaram na mesa de negociações desta sexta-feira (10) para uma proposta de renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) do Saúde Caixa com a manutenção do percentual do salário a ser pago pelos titulares (3,5%) e do valor fixo pago pelos dependentes (R$ 480).

“Tivemos grandes atos em todo o país, que demostraram o engajamento e a disposição das empregadas e empregados para defender as reivindicações apresentadas ao banco. Essa participação em massa nas atividades propostas pelas entidades sindicais e associativas foi um alerta para que a Caixa trouxesse uma proposta que atenda nossas reivindicações básicas”, disse o coordenador da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Felipe Pacheco.

O diretor e representante da Contraf-CUT na mesa de negociações com a Caixa, Rafael de Castro, reforça a importância das manifestações. “A mobilização levou à conquista. Precisamos manter essa mobilização para trabalharmos pelo fim do teto de 6,5% para gastos da Caixa com a saúde dos empregados e pelo direito de os admitidos a partir de setembro de 2018 manter o plano de saúde após a aposentadoria com as mesmas condições de quem tem mais tempo de banco”, disse. “Bem como para tratarmos de outras questões que afetam o dia a dia de trabalho nas agências e unidades administrativas do banco”, completou.

Valorização da conquista e da mesa de negociações

O presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae), Sergio Takemoto, ressaltou a importância da mesa de negociações. “Precisamos valorizar a conquista das negociações, que atende nossas principais reivindicações, como o reajuste zero nas mensalidades do nosso plano de saúde”, disse o presidente da Fenae.

O acordo será avaliado pelo Comando Nacional dos Bancários e, encaminhado para avaliação em assembleias dos empregados da Caixa em todo o país.

Veja abaixo o resumo da proposta

Pauta de Reivindicações Atendidas
•    Reajuste zero, permanecendo as regras atuais;
•    Respeito ao pacto intergeracional e mutualismo;
•    Ampliação do plano de saúde para filhos até 27 anos (R$ 800,00);
•    ACT válido até a próxima data-base (31/08/2026).

Outros pontos negociados em 2025
•    Serão vertidas ao Saúde Caixa as contribuições, patronal e pessoal, incidentes sobre valores pagos a empegados e ex-empregados, decorrentes de processos judiciais trabalhistas individuais, coletivos e acordo judiciais que tenham como objeto parcelas de natureza salarial. (a partir da assinatura do acordo);
•    Não poderá haver retorno ao plano após eventual saída (cancelamento do plano). Para aqueles que já saíram do plano, será concedido um prazo a ser estabelecido a partir da vigência do acordo;
•    Carência de 3 meses para novos contratados;
•    Elaboração de medidas estruturantes em 2026, com vistas à sustentabilidade do plano. Com retomada já em Novembro das mesas permanentes de negociação com vistas a preparar o debate para o próximo ano

Fonte: Contraf-CUT

As empregadas e empregados da Caixa Econômica Federal realizam, desde terça-feira (7), manifestações nas agências e unidades administrativas do banco cobrando o atendimento de reivindicações para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) específico do Saúde Caixa, o plano de saúde do pessoal da Caixa.

As manifestações continuam nesta quinta-feira (9), com mais um Dia Nacional de Luta, e prosseguem até sexta-feira (10), quando ocorrerá mais uma mesa de negociações com o banco.

“Na terça-feira ocorreram grandes manifestações em todo o país, inclusive com a paralisação das atividades na Matriz 2, em Brasília, que alertaram o banco quanto nossa mobilização e disponibilidade para lutarmos pelo reajuste zero nas mensalidades do nosso plano de saúde, bem como pelas demais reivindicações pela melhoria da qualidade da rede de atendimento e pela sustentabilidade do plano”, observou o coordenador da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Felipe Pacheco. “Hoje também ocorrem manifestações e nesta quinta-feira (9), elas se intensificarão, com a realização de mais um Dia Nacional de Luta em defesa do Saúde Caixa”, completou.

Fonte: Contraf-CUT

A Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) cobrou da direção do BB, em reunião virtual realizada na segunda-feira (6), a suspensão imediata da reestruturação iniciada pelo banco dentro do chamado Movimento de Aceleração Digital (MAD). O programa foi lançado na sexta-feira (3) sem qualquer diálogo prévio com o movimento sindical, e prevê, entre outras medidas, a ampliação da jornada de trabalho de seis para oito horas para 25% dos cargos de assessoramento (assessores I, II e III) em áreas estratégicas.

O movimento sindical reivindica que o Banco do Brasil não inicie a reestruturação e denuncia o clima de insegurança que tomou conta do funcionalismo. “Há muito medo de que essas mudanças sejam apenas o começo, e que, em breve, outras áreas também sejam atingidas, colocando em risco a manutenção dos cargos de seis horas, uma conquista histórica da categoria”, afirma Fernanda Lopes, coordenadora da CEBB.

Falta de diálogo e transparência

Durante a reunião, os representantes da CEBB repudiaram a forma unilateral como o programa foi anunciado e a ausência de informações concretas. O banco afirmou que um pouco mais de 100 funcionários foram afetados, mas não apresentou números detalhados.

“O BB alegou que até ontem ainda não tinha os dados consolidados de quantos trabalhadores foram atingidos e prometeu repassar essas informações. Até o momento, isso não aconteceu. Precisamos desses números, por estado e por unidade, para compreender a real dimensão do impacto e poder atuar de forma responsável na defesa dos funcionários”, reforçou Fernanda.

Reestruturação disfarçada

Embora o banco sustente que o novo modelo atinge apenas unidades estratégicas e não a rede operacional — como agências, PSOs e caixas —, a CEBB alerta que o MAD representa uma nova reestruturação, com potencial de se expandir. “O banco tenta apresentar o programa com outra roupagem, mas estamos diante de mais uma reestruturação. Hoje começa em áreas estratégicas, mas ninguém garante que não é apenas a ponta do iceberg”, alerta Fernanda.

Segundo informações do próprio BB, a maior parte do funcionalismo impactado está em Brasília, com menor concentração em São Paulo e casos pontuais no Rio de Janeiro.

Na contramão da história

A ampliação da jornada ocorre justamente num momento em que a sociedade e o movimento sindical lutam pela redução da jornada de trabalho e por melhor qualidade de vida. “Enquanto o debate público avança no sentido de reduzir a carga horária, o Banco do Brasil vai na contramão, ampliando a jornada de seis para oito horas para uma parte dos comissionados”, destacou Fernanda.

Próximos passos

A CEBB seguirá cobrando transparência, diálogo e respeito ao funcionalismo. “Não aceitaremos nenhuma medida que amplie jornada, reduza direitos ou desestruture equipes. O banco precisa ouvir quem está na linha de frente e respeitar o papel das entidades sindicais”, concluiu Fernanda Lopes.

Fonte: Contraf-CUT

Nesta terça-feira, 7 de setembro, o Sindicato dos Bancários da Baixada Fluminense realizou o Dia Nacional de Luta em Defesa do Saúde Caixa, com participação das empregadas e empregados, em Nova Iguaçu.

O ato ocorreu presencialmente, nas agências e departamentos de todo o país, e nas redes sociais.

Os dirigentes sindicais se reuniram e conversaram com colegas de trabalho, e distribuíram materiais informativos sobre a campanha.

O objetivo do ato é informar as empregadas e empregados sobre as negociações para renovação do Acordo Coletivo do Saúde Caixa, que estão em reta final, e mobilizá-los para a campanha em defesa do plano e da proposta dos empregados já apesentada ao banco.

A saber:

  • Reajuste zero nas mensalidades do Saúde Caixa;
  • Fim do teto de custeio de 6,5% da folha salarial;
  • Cumprimento do modelo de custeio 70/30;
  • Respeito aos princípios do mutualismo, solidariedade e ao pacto intergeracional;
  • Melhoria e ampliação da rede credenciada própria;
  • Compartilhamento das redes de outros planos;
  • Plano na aposentadoria para contratados depois de 2018;
  • Fortalecimento do GT Saúde Caixa;
  • Fortalecimento do Conselho de Usuários;
  • Maior participação dos usuários e representantes dos trabalhadores na gestão do plano;
  • Funcionamento efetivo dos comitês de credenciamento;
  • Aporte pela Caixa dos valores pagos a menor.

NEGOCIAÇÃO

Na última segunda-feira (6/10), a Caixa Econômica Federal negou a extinção do teto de 6,5% da folha salarial para os seus gastos com a saúde de seus empregados e apresentou uma proposta para o Acordo Coletivo de Trabalho do Saúde Caixa com aumento do percentual de contribuição dos titulares de 3,5% para 5,5%.

A proposta do banco ainda prevê reajuste do valor a ser pago por dependente, de R$ 480 para R$ 672. Pela proposta da Caixa, os valores máximos a serem pagos pelas empregadas e empregados sofrerão reajuste médio de 71%, passando de até 7% para até 12% da remuneração base.

Também pela proposta do banco, o reajuste médio nas contribuições dos titulares pode chegar a 57,14%. Para os dependes a 40% e os valores máximos a serem pagos pelas empregadas e empregados sofreria um acréscimo de 71%.

A Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa recusou a proposta em mesa.

As negociações foram retomadas nesta terça-feira (7).

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Na última sexta-feira (3), o movimento sindical tomou conhecimento de mudanças anunciadas pelo Banco do Brasil que atingem funcionários e funcionárias que ocupam as funções de assessor I, II e III em unidades estratégicas da instituição. De acordo com informações preliminares, essas alterações não envolvem trabalhadores de outras áreas.

A Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) já enviou um ofício à direção do banco para obter mais informações e compreender o alcance e os impactos da medida. Uma reunião entre a CEBB e a direção do BB está agendada para a próxima segunda-feira (6), às 17h, quando o banco deverá detalhar o anúncio feito hoje aos trabalhadores e trabalhadoras diretamente afetados.

A coordenadora da CEBB, Fernanda Lopes, destacou a forma como o processo ocorreu. “O movimento sindical ficou sabendo hoje pela manhã das mudanças que afetarão o funcionalismo do Banco do Brasil. É importante deixar claro que: o movimento sindical só tomou conhecimento agora; não houve nenhuma comunicação prévia; e muito menos houve concordância da nossa parte. Estamos em contato com a direção do BB para entender os impactos dessas medidas e defender os direitos dos trabalhadores e trabalhadoras.”

Fonte: Contraf-CUT

Em mediação com o Itaú no Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2), realizada na tarde desta segunda-feira (6), a Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú conquistou uma proposta de acordo que prevê pagamento para os bancários impactados pela demissão em massa promovida pelo banco em 8 de setembro, que atingiu mais de mil trabalhadores em regime de home office ou híbrido. A proposta será avaliada em assembleia na quinta-feira (9).

A mobilização dos trabalhadores garantiu conquistas importantes: pagamento de até 10 salários adicionais, valor fixo de R$ 9 mil, 13ª cesta-alimentação e manutenção da taxa diferenciada de financiamento imobiliário (veja detalhes abaixo).

O Itaú também se comprometeu a não encerrar o modelo de teletrabalho no banco.

Desde a demissão em massa, o movimento sindical denunciou que os trabalhadores não tinham conhecimento do monitoramento e de seus critérios; não receberam feedback prévio; as especificidades de cada área não foram consideradas; bancários promovidos e premiados foram demitidos; não houve comunicação prévia ao Sindicato, em desrespeito ao processo negocial; e os demitidos foram expostos de forma vexatória.

Para buscar uma solução negocial e garantir resposta efetiva às demissões, a COE Itaú atuou em várias frentes: reuniões diretas com o banco, intermediação da Fenaban (federação dos bancos) e, diante da resistência do Itaú, recorreu ao TRT solicitando mediação, com audiências realizadas nos dias 1, 3 e 6 de outubro.

“Após um mês desde a demissão em massa promovida pelo Itaú, conquistamos uma proposta que avaliamos como positiva para os bancários demitidos, que será avaliada em assembleia. Ainda assim, reafirmamos nossa indignação e repúdio em relação à demissão em massa e à forma como foi conduzida pelo Itaú. Reforçamos também que a mobilização em torno do futuro do home office, da privacidade e da transparência nas ferramentas de monitoramento seguirá até que os bancários, não só do Itaú, tenham seus direitos assegurados”, afirmou Neiva Ribeiro, presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo e uma das coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários.

“Para a gente, a proposta que sai daqui é muito importante. O banco errou e estamos aqui para atender esses trabalhadores, principalmente quem tinha estabilidade. O Itaú vai voltar atrás no caso de gestantes e, no caso dos adoecidos, o banco se comprometeu a analisar individualmente. Saímos daqui vitoriosos. Queríamos, sim, a reintegração. Não conseguimos, mas, na medida do possível, os trabalhadores terão o reconhecimento de tudo o que aconteceu”, acrescentou a diretora executiva do Sindicato e coordenadora da COE Itaú, Valeska Pincovai.

Confira a proposta

Para bancários com até 23 meses de banco:

  • Piso de 4 salários;
  • Valor fixo de R$ 9 mil;
  • 13ª cesta-alimentação.

Para bancários com 24 meses ou mais de banco:

  • Piso de 6 salários;
  • ½ salário por ano trabalhado (teto de 10 salários);
  • Valor fixo de R$ 9 mil;
  • 13ª cesta-alimentação.

Em ambos os grupos: bancários com financiamento imobiliário junto ao Itaú terão mantidas as condições diferenciadas.

Condições: a proposta precisa ser aprovada em assembleia. A adesão é individual, com assistência do sindicato, e implica quitação total do contrato de trabalho. O prazo para adesão é de até 6 meses.

Assembleia

Os bancários impactados pela demissão em massa vão deliberar sobre a proposta em assembleia híbrida no dia 9 de outubro (quinta-feira), com votação entre 16h e 21h no link assembleia.spbancarios.com.br. O endereço estará ativo apenas durante o período da votação e reunirá todas as informações necessárias para a deliberação.

A partir das 16h, será realizada reunião presencial no Auditório Azul da sede do Sindicato (Rua São Bento, 413, Centro), para esclarecimento de dúvidas e garantia do direito de voz dos trabalhadores.

Fonte: Contraf-CUT e com informações do SP Bancários