Abril 05, 2026
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Chapa 1 - Unidade na Luta foi eleita com 98,5% dos votos válidos e estará à frente da direção do Sindicato dos Bancários da Baixada Fluminense, pelos próximos quatro anos.

A nova diretoria terá a missão de representar bancárias e bancários dos municípios de Duque de Caxias, Nova Iguaçu, Magé, Japeri, Nilópolis, Mesquita, Queimados, Guapimirim, Belford Roxo e São João de Meriti.

O pleito, que ocorreu nos dias 17 e 18 de março de 2026, teve grande participação de bancárias e bancários.

Prezar pela saúde e condições de trabalho, acompanhar as transformações do sistema financeiro, do avanço da Inteligência Artificial, do crescimento dos bancos digitais, além do combate às demissões e fechamento de agências, estão entre as prioridades da Chapa 1.

 

NOVA DIRETORIA

Coordenação Geral:

  • Pedro Batista Fraga Henriques 
  • José Laércio Pinto de Oliveira 
  • Renata Macedo Soeiro 

Secretaria de Organização:

  • Newton Andrade França

Secretaria de Administração:

  • Roberto Domingos de Paula
    · Rúbio Barros Araujo

Secretaria Jurídica:

  • Claudio Leite Leal

Secretaria de Imprensa:

  • Oséias André Herculano
    · Solange Ribeiro Viana

Secretaria de Esporte, Cultura e Lazer:

  • Ricardo Santos de Sá

Secretaria de Relações Sindicais:

  • Marcelo de Oliveira Silva
    · Gentil Nogueira Ramos

Secretaria de Saúde e Segurança do Trabalho:

  • Rosângela da Costa Gonçalves

Secretaria de Formação:

  • Diálas Coelho Filho

Diretores:

  • Astrogildo Martins, Milene Priegue, André Fagundes, João Marcelo Pimentel, Marco Antônio Luiz dos Santos, Elizabeth Paradela, Eliane de Castro, Jefferson Maia, Alexandro Praça, Evandro Passeri, Fernando Correia de Sá, Gilmar Lemos, Glaucia Cristina Borges, Jackson da Silva, Márcio Sarmento e Vander Alexandre.

Esta é a décima segunda reportagem da série Por Dentro do Sistema Financeiro, uma parceria entre o Jornal GGN e a Contraf-CUT que busca analisar por dentro do Sistema Financeiro Nacional

O cenário financeiro digital brasileiro vive o que especialistas chamam de “ressaca regulatória”: após a expansão vista durante a gestão de Roberto Campos Neto no Banco Central — que viu o registro de mais de 1.500 novas fintechs a partir de 2023 —, a autoridade monetária, agora sob a condução de Gabriel Galípolo, iniciou um processo rigoroso de saneamento do sistema.

O que se vê hoje é o estouro de uma bolha de desregulação que, embora vendida como inovação, caminha sobre um “passivo social” alarmante. A tese central desta crise é a de que a inovação, quando atropela a supervisão, transfere o risco do capital diretamente para o colo do trabalhador.

“Nossa primeira reclamação é que (as fintechs precisam) cumprir normas, ter fiscalização rígida, ponto físico de atendimento, e os trabalhadores serem do ramo financeiro representado por suas entidades de classe”, afirma Neiva Ribeiro, presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, em entrevista exclusiva.

“As empresas de pagamento, startups financeiras, não podem ser um lugar para desvirtuar o papel do banco, do bancário e deixar o sistema em risco. Fomos contra o aumento sem controle das fintechs, denunciamos durante a CPI das fraudes digitais que existe uma série de modalidades de crimes cibernéticos que o BC não dá conta, e não tivemos sucesso”.

No caso envolvendo a liquidação do conglomerado Master – que além do Banco Master inclui Will Bank e Banco Pleno – o mercado financeiro debruçou-se sobre a recuperação de ativos investidos, mas foi o sindicato dos bancários que se posicionou contra a precarização e o abandono dos profissionais afetados.

Raio-X das Liquidações

A teia societária revela conexões profundas: o Will Bank operava como o braço digital do Banco Master, sob o comando de Daniel Vorcaro. Já o Banco Pleno — que carrega o DNA do antigo Indusval, fundado em 1967, e passou pela marca Voiter — era controlado por Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro.

O colapso do Pleno ocorreu em meio a um cenário policial: Augusto Lima foi preso na Operação Compliance Zero em novembro de 2025, em um indicativo de que a deterioração de liquidez andava de mãos dadas com graves problemas de conformidade.

O efeito cascata nessas instituições expõe não apenas falhas de gestão, mas um rombo financeiro bilionário. No caso do Banco Master, essa perda está estimada em R$40 bilhões, além do efeito a ser sentido pelos funcionários do grupo, como é possível estimar na tabela abaixo.

Fonte: Contraf-CUT

Representantes da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú se reuniram na manhã desta quarta-feira (11), na sede do banco, em São Paulo, para tratar de diversos temas de interesse dos trabalhadores, entre eles a renovação do acordo da Comissão de Conciliação Voluntária (CCV), o reajuste do plano de saúde, o fechamento de agências e problemas relacionados ao programa de metas GERA.

O acordo da CCV vence em abril e, durante a reunião, os representantes dos trabalhadores solicitaram que o banco retome a homologação das rescisões nos sindicatos. Também foi pedida a inclusão, entre os itens analisados pela CCV, da manutenção do plano de saúde para trabalhadores que possuem doenças graves e estejam em tratamento, bem como a preservação das condições da taxa de crédito imobiliário para empregados desligados, como se ainda estivessem na ativa.

Outro ponto importante da reunião foi o reajuste do plano de saúde. O banco apresentou os novos índices de aumento, alegando crescimento da sinistralidade. Segundo o Itaú, o reajuste será de 9,8% para a Fundação Itaú e de 10,37% para os beneficiários da Unimed.

Os representantes dos trabalhadores contestaram os valores considerados abusivos, especialmente no caso dos aposentados, e criticaram a cobrança sem limite de coparticipação no plano dos trabalhadores da ativa. Também foi cobrada a correção do valor de reembolso, que segundo os dirigentes sindicais está defasado há anos.

A COE solicitou ainda que o banco apresente os números reais dos gastos com o plano de saúde, para que seja possível compreender os motivos do reajuste nas mensalidades, e reivindicou a realização de uma mesa específica para discutir o tema.

Durante o encontro, o banco também apresentou dados sobre o processo de fechamento de agências. Segundo o Itaú, 250 unidades foram encerradas em 2025 e outras 188 deverão ser fechadas até maio de 2026.

Os representantes dos trabalhadores criticaram a falta de critérios claros para esses fechamentos e alertaram para o impacto social da medida, principalmente em cidades que estão ficando sem atendimento bancário presencial. Segundo a COE, aposentados e pessoas com dificuldade de acesso aos meios digitais são os mais prejudicados.

Outro ponto levantado foi a situação dos trabalhadores das agências receptoras, que passam a lidar com aumento da demanda sem a estrutura adequada e com metas consideradas desproporcionais à nova realidade.

O banco afirmou que está passando por um processo de reestruturação e mudança no modelo de atendimento e que estudos estão sendo realizados para definir novos formatos de relacionamento com os clientes. Segundo o Itaú, os próprios clientes têm participado de pesquisas sobre o tipo de atendimento desejado e haverá a criação de um segmento específico voltado para aposentados. A instituição também informou que 75% dos trabalhadores impactados pelo fechamento de unidades foram realocados em 2025.

Para a coordenadora da COE Itaú, Valeska Pincovai, o movimento sindical continuará acompanhando de perto as mudanças implementadas pelo banco. “Estamos discutindo temas que afetam diretamente a vida dos trabalhadores e dos clientes. O fechamento de agências precisa ter critérios claros e responsabilidade social, porque muitas cidades estão ficando sem atendimento presencial. Também cobramos mais transparência nos números do plano de saúde e soluções para os problemas enfrentados pelos bancários no dia a dia das agências”, afirmou.

Outro tema abordado na reunião foi o programa de metas GERA. A COE apresentou uma série de questionamentos relacionados ao funcionamento do sistema, como penalizações indevidas em casos de reclamações consideradas improcedentes, dificuldades no acompanhamento das metas, falhas na ferramenta “Fale com o GERA” e cobranças consideradas desproporcionais nas agências.

Os representantes dos trabalhadores também apontaram problemas na remuneração variável, que está congelada há mais de dez anos, apesar do aumento das metas e da complexidade das funções. Além disso, foram relatadas inconsistências na pontuação das vendas, dificuldades operacionais no acompanhamento dos resultados e conflitos entre vendas realizadas nas agências e aquelas registradas pelo aplicativo.

A COE também apresentou questões relacionadas ao programa Smart Pró, incluindo problemas nos critérios de avaliação, atrasos na implantação das ferramentas necessárias para o acompanhamento das metas e dificuldades operacionais enfrentadas pelos bancários.

Segundo o banco, as demandas apresentadas serão analisadas e as respostas deverão ser apresentadas em uma próxima reunião, que ainda será agendada.

Fonte: Contraf-CUT

 

A eleição para escolha da representante ou representante das empregadas e empregados no Conselho de Administração (CA) da Caixa Econômica Federal terá segundo turno. A nova votação será realizada entre os dias 18 e 20 de março e definirá quem ocupará a vaga destinada à representação dos trabalhadores no principal órgão de governança do banco. A Contraf-CUT apoia a reeleição de Fabiana Uehara.

A atual conselheira eleita pelos empregados, Fabiana Uehara, vai disputar o segundo turno com Sandro Brito. Como nenhum dos candidatos atingiu a maioria absoluta dos votos válidos, o processo eleitoral segue para a segunda etapa, conforme as regras da eleição.

Para o diretor da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e empregado da Caixa, Rafael de Castro, o segundo turno é o momento de ampliar a mobilização entre os colegas de trabalho. “Agora é hora de mobilização. Um número muito grande de empregadas e empregados deixou de votar no primeiro turno. Quem votou na Fabi no primeiro turno precisa conversar com os colegas e pedir mais um voto para fortalecer essa representação no Conselho de Administração”, disse. “Esse segundo turno será importante para mostrarmos quem tem propostas e compromisso para defender os trabalhadores e a Caixa pública”, afirmou.

O presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae), Sergio Takemoto, ressaltou que a presença de uma representação eleita pelos empregados no Conselho de Administração é resultado da mobilização histórica da categoria. “A representação dos empregados no Conselho de Administração é uma conquista importante da luta dos trabalhadores da Caixa. Por isso, é fundamental que os colegas participem do segundo turno e fortaleçam essa representação que leva para dentro do Conselho as preocupações e demandas da categoria”, destacou Takemoto.

O coordenador da Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa), Felipe Pacheco, reforçou a importância da participação da categoria nesta etapa decisiva da eleição. “O segundo turno é um momento importante para reafirmar o compromisso com uma representação que esteja alinhada com a defesa dos empregados e com o fortalecimento da Caixa pública. Quanto maior for a participação dos trabalhadores, mais legitimidade terá essa representação dentro do Conselho”, disse.

A atual representante das empregadas e empregados no CA da Caixa, Fabiana Uehara, também destacou a importância da mobilização dos colegas neste novo momento da eleição. “O Conselho de Administração é um espaço estratégico, onde decisões importantes para o futuro da Caixa são discutidas. A participação dos empregados nesse processo é fundamental para garantir que a voz dos trabalhadores continue sendo ouvida dentro do banco”, afirmou.

As entidades representativas orientam que todas as empregadas e empregados da ativa participem da votação no segundo turno, que será realizado entre 18 e 20 de março, contribuindo para fortalecer a representação da categoria no Conselho de Administração da Caixa.

Fonte: Contraf-CUT

A espera acabou!

As mais aguardadas feijoadas, realizadas pelo Sindicato dos Bancários da Baixada Fluminense, já têm datas para acontecer.

Confira:

20/3 - Nova Iguaçu (sexta-feira)

26/3 - Duque de Caxias (quinta-feira)

Até lá!

Pensando sempre em seus associados e associadas, o Sindicato dos Bancários da Baixada Fluminense acaba de fechar mais um convênio de excelência: Sistema de Ensino GPI - Unidade Nova Iguaçu.

Com o convênio, bancárias e bancários sindicalizados tem 50% de desconto nas mensalidades.

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Neste último domingo (8/3), o Dia Internacional das Mulheres foi marcado por um ato na Praia de Copacabana, onde milhares de manifestantes, principalmente mulheres, protestaram contra o feminicídio e as diversas formas de violência de gênero.

Pelo Sindicato dos Bancários da Baixada Fluminense, estiveram presentes a Coordenadora Geral, Renata Soeiro, e a Diretora Solange Ribeiro.

Precisamos garantir recursos para o enfrentamento do feminicídio e a proteção da vida de meninas e mulheres. Essa é uma luta diária, árdua, mas que é essencial para o bem viver de todas e todos nós”, declarou Renata.

A manifestação também exigia mais orçamento para as políticas públicas voltadas à igualdade.

Além de reivindicações como a criminalização dos grupos que promovem o ódio às mulheres, o aumento das licenças-maternidade e paternidade, a criação de linhas de crédito para mulheres empreendedoras e de espaços educacionais inclusivos para crianças com deficiência ou neurodivergentes.

Outra reivindicação muito lembrada foi o fim da escala 6x1 de trabalho.

O Comando Nacional dos Bancários aprovou, nesta terça-feira (3), durante encontro em Brasília, os eixos temáticos das conferências nacionais e estaduais, parte do conjunto de ações realizadas pelo movimento sindical para a construção das pautas que serão base da campanha nacional unificada da categoria, neste ano.

O grupo também analisou o questionário da Consulta Nacional dos Bancários 2026, prevista para ser aplicada entre 15 de abril e 31 de maio. 

Conheça os eixos temáticos:
- Aumento real;
- Aumento do piso da categoria;
- Aumento da PLR;
- Saúde: bem-estar e combate ao adoecimento;
- Defesa do emprego frente à implementação das novas tecnologias;
- Por um Sistema Financeiro melhor e mais regulado;
- Importância das eleições 2026 para a classe trabalhadora.

A coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, Juvandia Moreira, abordou a necessidade do comprometimento de todas e todos para debater os temas junto aos trabalhadores da base, reforçando a importância da iniciativa para a campanha salarial e por melhores condições de trabalho.

"As plenárias regionais e estaduais são ferramentas fundamentais para o fortalecimento da categoria. A partir desses espaços consolidamos a troca de conhecimento, da base para com os dirigentes e dos dirigentes para com a base", explicou Juvandia, que também é presidenta da Contraf-CUT. "Os temas que aprovamos abarcam tanto questões que são prioridade para os trabalhadores e suas famílias (a exemplo do aumento real), como questões sociais e políticas que, por terem impactos diretos sobre o futuro da categoria, precisam da nossa compreensão e engajamento, a exemplo dos impactos da tecnologia no mercado de trabalho", completou a dirigente.


Maior centralidade na comunicação

 

Ao longo da troca de ideias sobre os eixos aprovados, os membros do Comando Nacional alcançaram o consenso de que a comunicação deve, de forma estratégica, ser reforçada e centralizada.

Também foi acordada a importância de os dirigentes se apropriarem do conhecimento sobre a conjuntura política e social, para que estejam preparados a lidar com as dúvidas e preocupações da categoria.

O Comando Nacional levantou ainda a segurança tecnológica como um tema que precisa ser debatido. "Antes as pessoas eram roubadas dentro dos bancos, agora estão sofrendo golpes dentro de casa, pelo celular. É um tema que talvez tenhamos que abordar para aumentar o diálogo da categoria com as bases e com toda a sociedade", avaliou Juvandia Moreira.


Consulta Nacional 2026

O grupo analisou as perguntas que irão compor o questionário da Consulta Nacional dos Bancários 2026. O material ainda será aprovado pelos dirigentes nos próximos dias.

A também coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, Neiva Ribeiro, reforçou o papel de todos e todas para que, neste ano, aconteça o máximo de adesão de respondentes à pesquisa.

"A consulta já é uma tradição, é um instrumento estratégico para conhecer as demandas da categoria, conhecer como ela avalia as conquistas já obtidas, seus principais anseios e muitos outros pontos que são fundamentais na construção da pauta de reivindicações das campanhas salariais", pontuou a dirigente, que também é presidenta do Sindical de São Paulo, Osasco e Região.

Fonte: Contraf-CUT

A Caixa Econômica Federal obteve lucro líquido contábil de R$ 16,1 bilhões em 2025, crescimento de 18,7% em relação ao ano anterior e rentabilidade (ROE Recorrente) de 10,7%, aumento de 0,3 ponto percentual em 12 meses.

“As manchetes nos jornais anunciam o lucro de R$ 15,5 bilhões em 2025. Mas se trata do lucro líquido recorrente, que é a métrica de maior interesse do mercado, uma vez mostra a capacidade real e sustentável geração de negócios. Para os empregados, a métrica mais interessante é a que mostra o quanto a empresa ganhou de fato no período. E é isso o que conta para o cálculo da PLR, por exemplo”, explicou a economista Hyolitta de Araújo, do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Carteira de crédito

Outro destaque financeiro importante para a classe trabalhadora é com relação ao aumento de 11,5% da carteira de crédito total do banco, alcançando R$ 1,378 trilhão em 12 meses. O carro chefe é o crédito imobiliário que alcançou R$ 938 bilhões no período, crescimento de 13% em um ano. As contratações de crédito imobiliário em 2025 chegaram ao R$ 690,2 bilhões, alta de 12,2% na comparação com 2024.

Emprego e atendimento

Com relação ao saldo de emprego, a Caixa segue na contramão dos demais bancos. O banco encerrou 2025 com 84.394 empregados, 1.087 a mais em 12 meses. No mesmo período, o banco fechou 138 agências e 195 postos de atendimento.

“Apesar de não haver o risco do desemprego, o fechamento de agências e postos de atendimento traz grande preocupação, pois gera perda de funções e a consequente queda da remuneração. E isso gera grande apreensão no pessoal da Caixa”, observou o coordenador da Comissão Executiva dos Empregados (CEE), Felipe Pacheco.

Na Caixa, a regra geral de contratação das empregadas e dos empregados é pela função de técnico bancário. A remuneração aumenta com as gratificações de função, pagas aos empregados que desempenham atividades que não as que ele teria que desempenhar. Quando as agências fecham, algumas funções deixam de ser necessárias, já que existem pessoas que desempenham a mesma função na nova agência para a qual o empregado é transferido. A perda de função gera redução brusca do rendimento.

Saúde e valorização como estratégia

Mas, para a representante das empregadas e empregados no Conselho de Administração da Caixa, Fabiana Uehara, o resultado positivo no saldo de emprego na Caixa não pode esconder problemas gerados pela sobrecarga, cobrança abusiva de metas de vendas e pelo fechamento de agências. “Se somarmos a questão da perda de função, o aumento do número de clientes, contas bancárias e transações financeiras, veremos que, enquanto o banco economiza, os trabalhadores perdem remuneração, mas trabalham mais. A consequência é o aumento do adoecimento e do absenteísmo”, explicou.

“Isso tem a ver com as condições de trabalho, mas também com a estratégia de médio e longo prazo da Caixa. Temos que nos adequar para disputar o mercado e manter sustentabilidade do banco, sem nos esquecermos da saúde e das condições de trabalho dos empregados e do atendimento diferenciado que exigem nossos clientes, que muitas vezes não têm acesso a smartphones e pacotes de dados de internet”, defendeu Fabi, ao explicar que o adoecimento gera custo e que trabalhador valorizado é mais produtivo.

“Trata-se de estratégia de longo prazo, assim como trabalhar produtos focados para o nosso público. Podemos manter a sustentabilidade da Caixa sem adoecer nossos empregados e sem perder o foco nos nossos clientes”, quando levanto essas questões para o debate, não estou pensando apenas nos trabalhadores. “Estou pensando também na estratégia de sustentabilidade da Caixa”, completou.

Veja abaixo os principais destaques financeiros do balanço da Caixa ou, se preferir, leia (daqui a pouco) a íntegra da análise elaborada pelo Dieese.

Destaques financeiros

Os números de 2025 refletem a estratégia e o resultado do modelo de negócios:

•    Lucro Líquido Recorrente: R$ 15,5 bilhões, avanço de 10,4% na comparação anual.
•    Lucro Líquido Contábil: R$ 16,1 bilhões em 2025, crescimento de 18,7% em relação a 2024.
•    ROE Recorrente: 10,7%, aumento de 0,3 p.p. frente a Dez24.
•    Carteira de Crédito Total: R$ 1,378 trilhão, crescimento de 11,5% em 12 meses.
o    Crédito Imobiliário: R$ 938,0 bilhões (+13,0%)
o    Crédito Comercial PF: R$ 152,0 bilhões (+13,4%)
o    Crédito Comercial PJ: R$ 114,7 bilhões (+14,2%)
•    Contratações de Crédito: R$ 690,2 bilhões em 2025, alta de 12,2% frente ao ano anterior.
o    Contratação de Crédito Imobiliário: R$ 246,4 bilhões (+10,2%)
•    Inadimplência: 3,07%, com 91,5% da carteira concentrada em operações de menor risco, reforçando o perfil conservador e a robustez da gestão de crédito.
•    Índice de Basileia: 16,4%, redução de 0,17 p.p. na comparação anual.
•    Capital Nível I: 15,0 %, aumento de 0,4 p.p. em 12 meses.
•    Capital Principal: 14,3%, redução de 0,1 p.p. em 12 meses.

Fonte: Contraf-CUT

No próximo dia 18 de março, a partir das 17h30, o Sindicato dos Bancários da Baixada Fluminense irá realizar o “Botequim das Mulheres”.

O evento, em homenagem ao Dia Internacional da Mulher (8/3), ocorrerá na Sede do Sindicato, em Duque de Caxias.

E, para este dia tão especial, teremos uma mulher maravilhosa no comando da atração musical: a cantora Micarla, já conhecida da categoria bancária.

A comida é liberada e as bebidas são à parte.

A Sede do Sindicato fica na Rua Prof. Henrique Ferreira Gomes, 179.

Esperamos vocês!