Junho 14, 2026
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A Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE/Caixa) se reuniu na terça-feira (1) para discutir a organização do Congresso Nacional dos Empregados da Caixa Econômica Federal (Conecef), que será no dia 7 de agosto. Os temas que devem ser a base do debate no Congresso serão Saúde Caixa, Funcef e defesa da Caixa pública e dos direitos dos trabalhadores. 
 
A Comissão também discutiu alguns pontos sobre a atualização dos protocolos de prevenção contra a Covid-19, que será levada à mesa de negociação com a Caixa, prevista para acontecer na próxima semana. A Caixa ainda segue o protocolo de julho de 2020. “Vamos discutir as falhas que existem nos protocolos e propor alternativas para proteger melhor os colegas. Já temos muitos colegas adoecendo e o sistema de saúde continua caótico. E todos os especialistas são unânimes em dizer que vai acontecer uma terceira onda”, disse a coordenadora da Comissão, Fabiana Proscholdt. 
 
No dia 24 de maio, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) apresentou para o Comando Nacional dos Bancários uma proposta de protocolo de segurança unificado para orientar a prevenção contra a doença. No encontro, o Comando cobrou mais uma vez que os bancos pressionem o governo federal para incluir a categoria bancária no Plano Nacional de Imunização (PNI). 
 
Na última sexta-feira (28), a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) enviou um ofício ao presidente da Caixa, Pedro Guimarães, para reivindicar uma atuação junto ao Governo federal, ao Congresso Nacional e ao Ministério da Saúde para garantir os bancários como grupo prioritário no Plano Nacional de Imunização (PNI) contra a Covid-19. Em reunião com a Confederação, o novo presidente do Banco do Brasil, Fausto Ribeiro, sinalizou positivamente sobre a reivindicação. 
 
O reforço nos protocolos de prevenção e a inclusão dos bancários como grupo prioritário é uma defesa da Fenae desde o início da vacinação no país, em janeiro. A Federação enviou ofícios ao Ministério da Saúde com esta solicitação e também articula ações com parlamentares para apresentação de projetos neste sentido. “Desde o início da pandemia nós cobramos a adoção dos protocolos, dos equipamentos de segurança e, desde janeiro, solicitamos a inclusão da categoria no grupo prioritário. Se são considerados trabalhadores essenciais, devem ter prioridade na vacinação. É uma questão de justiça e proteção não só dos empregados, mas da população que se expõe nas filas das agências”, enfatizou Sergio Takemoto, presidente da Federação. 
 
Os integrantes da CEE/Caixa também conversaram sobre o ingresso de ações judiciais contra a Caixa para o cumprimento dos direitos dos empregados. 
 
Saúde Caixa - O grupo conversou sobre o andamento do Grupo de Trabalho Saúde Caixa, que estuda um formato de custeio e gestão do Saúde Caixa para 2022. A empresa atuarial contratada pelo GT está avaliando o relatório do plano de saúde fornecido pela Caixa. O grupo definiu a realização de uma campanha nacional de mobilização dos usuários do plano. “Vamos ampliar os estudos, socializar as informações com os empregados para uma grande mobilização. É importante que cada usuário conheça e participe desse debate”, destacou a coordenadora da CEE/Caixa. 
 
Albucacis de Castro Pereira, médico consultor da CEE/ Caixa e da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), ressaltou que o Saúde Caixa é um plano referência, com procedimentos que vão além do previsto pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). 
 
“O melhor benefício que uma empresa pode oferecer para o trabalhador é dar assistência à saúde. E o Saúde Caixa foi crescendo e melhorando ao longo dos anos, fruto de muita mobilização. E é preciso, novamente, a mobilização de todos para que se mantenha o modelo de custeio e os princípios básicos do plano, como o mutualismo, o pacto intergeracional e a solidariedade”, avaliou.

Fonte: Fenae

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) aponta que os impactos da pandemia de covid-19 colocaram 108 milhões de trabalhadores na pobreza no mundo inteiro e a recuperação do nível de emprego no patamar anterior ao da crise sanitária deve acontecer somente em 2023. Com a redução de postos de trabalho, o relatório da entidade estima que o desemprego deve atingir 220 milhões de pessoas ainda neste ano.

Na estimativa da OIT, em 2022, 205 milhões de pessoas estarão desempregadas em todo o mundo, acima dos 187 milhões nesta situação em 2019. O diretor técnico do Dieese, Fausto Augusto Junior, lembra que, para promover a recuperação dos postos de trabalho, é necessário que o crescimento econômico seja retomado primeiro. Por outro lado, destaca também que a pandemia acentuou os problemas de desigualdade e os países que não controlaram a pandemia de covid-19 vão sofrer ainda mais.

“No Brasil, o emprego não é a prioridade do atual governo, tanto é que não está no centro do debate econômico. O governo federal acredita que o mercado vai solucionar o problema sozinho. A tese deles é de que basta crescer para gerar empregos”, criticou, em entrevista a Glauco Faria, no Jornal Brasil Atual.

A OIT alerta que, sem esforço para criar empregos decentes, os efeitos da pandemia podem durar anos. “Para lidar com o desemprego é preciso uma política de desenvolvimento, com medidas que ampliem a produção e a geração de empregos, ajudando as áreas que mais absorvem mão de obra. Por conta das escolhas do atual ministro Paulo Guedes, vamos ao sabor do vento”, afirmou Fausto.

Desemprego entre mulheres e jovens

O relatório da OIT também apresenta um recorte por gênero, que identifica as mulheres como um dos segmentos mais prejudicados. No ano passado, a contração do emprego feminino foi de 5%. Para os homens, a retração foi de 3,9%. No levantamento por idade, o desemprego pesou mais para os jovens. A queda foi de 8,7%, enquanto a retração média foi de 3,7%.

De acordo com o diretor técnico do Dieese, com a nova estruturação do mercado, a questão do gênero precisa de mais atenção por parte do poder público. ” Há uma desigualdade estrutural no Brasil, que passa por uma lógica de discriminação de gênero. As mulheres já têm uma remuneração mais baixa e enfrentam de forma mais grave o desemprego. E os jovens ingressam de maneira precária no mercado de trabalho, com baixa renda”, analisou.

Fonte: Rede Brasil Atual

A dificuldade de acesso a celular e internet dificultou à população mais pobre realizar o cadastro do auxílio emergencial, de acordo com estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV). O levantamento do Centro de Estudos de Microfinanças e Inclusão Financeira da FGV, aponta que a exclusão digital atingiu boa parte das classes D e E.

Segundo o estudo, 20% dos entrevistados, que compõem a faixa mais pobre da população, não tinham o celular para pedir o benefício, enquanto outros 22% alegaram falta de acesso à internet. O levantamento usou como base o painel TIC Covid-19 do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br).

“A tecnologia pode estar acessível, mas precisa ser utilizada para se transforme no bem-estar e consiga concretamente representar alguma coisa, como nesse caso, ajudar na obtenção do auxílio. As pessoas ainda têm dificuldade de baixar aplicativos em geral, mas boa parte apontou dificuldade especificamente em baixar o aplicativo da Caixa”, explicou Lauro Gonzales, coordenador do Centro de Estudos da FGV, ao repórter Kaique Santos, da TVT.

Os chamados excluídos digitais, que mais precisam do auxílio emergencial, deixaram de receber parcelas de R$ 600 ou R$ 1200. A falta de acesso a um celular é um motivo que afetou 20% dos usuários das classes D e E na comparação com o total de pessoas que não conseguiram receber o auxílio, que somam 7%.

Flávia Lefrève, integrante da Coalizão Direitos na Rede, do coletivo Intervozes, aponta que o isolamento social foi determinando para afastar mais as pessoas do acesso à internet. “Muita gente das classes C, D e E usavam bastante a internet dos seus locais de trabalho, das praças públicas e esse acesso ficou restrito durante a pandemia”, afirmou.

Exclusão digital

O Congresso rejeitou, na última terça-feira (1º), o veto do presidente Jair Bolsonaro no projeto de lei 3477/2020, que prevê oferecer internet gratuita para alunos e professores da rede pública. Na votação no Senado, foram 69 votos favoráveis à derrubada do veto. Na Câmara dos Deputados, foram 419 a favor e 14 contra.

A proposta prevê o repasse de R$ 3,5 bilhões do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações aos estados e municípios para levar internet aos professores e estudantes da rede pública. Entretanto, no último mês de março, Bolsonaro vetou, alegando que a proposta não apresentava “a estimativa do respectivo impacto orçamentário e financeiro”.

O governo federal prevê digitalizar o acesso ao Bolsa Família e, de acordo com Lauro Gonzales, o projeto de Bolsonaro aumentar mais a exclusão digital entre a população pobre. “O uso da tecnologia sobretudo tem nuances e obstáculos importantes, quando a gente considera a realidade da baixa renda. Existe uma discussão, hoje, no governo, de digitalização de programas de transferência de renda inclusive do Bolsa Família. E esses mesmos obstáculos do auxílio emergencial vão se aplicar também à realidade do Bolsa Família, pois estamos falando do mesmo público”, alertou.

Os especialistas defendem que é preciso combater as restrições básicas, que os mais pobres enfrentam, para que eles não sejam ainda mais prejudicados. “É importante que o pessoal dos Ministérios do Planejamento, da Economia e das Comunicações se reúnam e em enfrentem as dificuldades que boa parte brasileiros sofrem. Estamos diante de uma fossa digital enorme que torna ainda mais vulnerável a situação dessas pessoas”, acrescentou Flávia Lefrève.

Fonte: Rede Brasil Atual

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) enviou um ofício na tarde desta quarta-feira (2) para solicitar inclusão da categoria bancária no Plano Nacional de Imunização (PNI) contra a Covid-19 e o agendamento de reunião, em formato eletrônico, para tratar do assunto e apresentar os dados do setor e da categoria.

O texto lembra que no ofício enviado no dia 13 de março já havia sido destacado que a atividade bancária é considerada essencial desde o dia 20 de março de 2020, por decreto federal. “A Inclusão dos bancários na lista de prioridades se impõe diante da realidade. Fomos catalogados como categoria essencial, que está na linha de frente do atendimento da população e com alto índice de transmissibilidade e contágio. Os dados mostram isso. Defendemos tecnicamente que esta deve ser a abordagem por parte das autoridades sanitárias”, afirmou Mauro Salles, secretário de Saúde da Contraf-CUT.

O documento ressalta ainda que a categoria bancária registrou um crescente número de encerramento de contratos de trabalho por morte, seguindo uma tendência similar dos casos de óbitos desde o início da pandemia do novo coronavírus. “No primeiro trimestre de 2020, período com impacto quase nulo da pandemia do novo coronavírus, a média mensal de óbitos foi de 18,33 vidas. Já nos últimos três meses, fevereiro a abril de 2021, quando ocorreu a segunda onda da pandemia no país, a média mensal de óbitos se elevou para 52 vidas, crescimento de 183,6%”, diz um trecho do documento.

Nota técnica

O Comando Nacional dos Bancários orienta os sindicatos e federações de todo o país a procurarem as Câmaras Municipais e as Assembleias Legislativas para pressionar os parlamentares a incluírem os bancários nas listas de prioridades de vacinação municipais e estaduais. A Contraf-CUT também encaminhará ofício para as casas. A orientação é baseada na nota técnica divulgada pelo Ministério da Saúde na última sexta-feira (28). Leia a nota na íntegra.

Fonte: Contraf-CUT

A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) anunciou que não haverá expediente bancário nesta quinta-feira, 3 de junho, devido ao feriado de Corpus Christi, mesmo nas localidades onde os feriados foram antecipados.

Na sexta-feira, dia 4 de junho, o expediente será normal. 

As contas com vencimento no dia 3 de junho poderão ser pagas, sem acréscimo, na sexta-feira (4).

As áreas de autoatendimento, canais digitais e canais remotos de atendimento, estarão disponíveis para os clientes.

O Bradesco anunciou na manhã desta terça-feira (1), em reunião com a Comissão de Organização dos Empregados (COE), um novo seguro de vida para todos os funcionários e aprendizes do banco. O seguro de vida é pago 100% pela organização Bradesco e começa a valer automaticamente nesta terça-feira.

O seguro garante a todos os funcionários e aprendizes a cobertura de R$ 50 mil para 100% dos funcionários e dos aprendizes. Em caso de invalidez dos funcionários e dos aprendizes o limite de cobertura também será de até R$ 50 mil.

A conquista inclui auxílio funeral, com reembolso, não apenas em caso de falecimento dos funcionários, mas estendido aos pais, filhos, cônjuges, sogros e sogras.

“É muito importante esta notícia neste momento de pandemia, no qual mais de 460 mil vidas já foram perdidas por irresponsabilidade do governo federal. Os bancários ainda não estão incluídos na lista de prioridades no Programa Nacional de Imunização da Covid-19, apesar da atividade ser considerada essencial. Ter seguro de vida para todos os funcionários e aprendizes, auxílio funeral para parentes também são os tipos de direitos que ninguém gosta de usar, mas de extrema importância nos momentos mais difíceis da vida”, afirmou Magaly Fagundes, coordenadora da COE Bradesco.

De acordo com o banco, a ideia do benefício nasceu ao perceber que um terço das pessoas que faleceram nos últimos dois anos não tinham seguro de vida.

Fonte: Contraf-CUT

O painel da Folha de São Paulo do último sábado (29) noticiou os resultados do Dossiê Covid-19, que está avaliando os impactos da doença entre os trabalhadores da Caixa. Por atuarem na linha de frente durante a pandemia, os empregados do banco público foram incluídos no estudo que inclui outras categorias.

Segundo a pesquisa, 70% dos 628 empregados da Caixa ouvidos trabalham em agências ou unidades do banco nas quais falta ventilação para o ambiente externo, como janelas.

Os trabalhadores apontaram aos pesquisadores outros problemas, que vem sendo denunciados pelas entidades representativas da categoria, a exemplo da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae). Os bancários da Caixa relataram contato próximo com clientes e colegas de trabalho, além da falta de máscaras para trocas periódicas

Segundo o painel da Folha de S.Paulo, a pesquisa também investiga se os empregados contraíram Covid-19 no trabalho. Aproximadamente 80 bancários responderam que se contaminaram na Caixa. Em nota enviada à Folha de São Paulo, o banco afirma que adota todas as medidas sanitárias recomendadas.

As informações sobre o Dossiê Covid-19 na Caixa também repercutiram em outros veículos nacionais e regionais, com publicações no PoliarquiaPolítica em Foco do Mato Grosso e Política Livre .

Saiba mais

Em 2020, a Fenae assinou acordo de cooperação técnica com a Associação de Saúde Ambiental e Sustentabilidade (Asas) para a participação dos bancários da Caixa na pesquisa “Covid-19 como uma doença relacionada ao trabalho”.

O objetivo do estudo — desenvolvido por pesquisadores das universidades de São Paulo (USP), Estadual Paulista (Unesp) e Federal do Pará (UFPA) — é dar visibilidade à relação entre a atividade profissional e o adoecimento por contaminação pelo coronavírus.

Além do setor bancário, incluindo instituições financeiras públicas e privadas, a pesquisa abrangerá segmentos como comerciários, profissionais da construção civil, metalúrgicos, servidores públicos (a exemplo daqueles que atuam na área da saúde) e trabalhadores do setor de alimentação.

Fonte: Fenae

A UNI Global Union, sediada em Nyon, na Suíça, realizará nos dias 3 e 4 de junho um Fórum Mundial da Juventude para discutir sobre direitos humanos, mudança climática, precarização do trabalho, sindicalização, formação entre outros temas voltados aos interesses da juventude trabalhadora.

“O fórum é um espaço importante não apenas para a formação de novas lideranças da juventude sindical, mas também para direcionar a organização dos trabalhadores num cenário de retrocessos que vivenciamos não apenas no Brasil, mas em todo o mundo”, disse a presidenta da UNI Américas Juventude, Lucimara Malaquias.

“Os jovens, juntamente com as mulheres, são os mais atingidos pela onda de retrocessos que se instalou em todo o mundo. Precisamos nos organizar para combater as políticas recessivas, os cortes de direitos, recuperar espaço perdido e avançar na luta por novas conquistas”, disse a secretária de Juventude da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Fernanda Lopes. “O Fórum Mundial da Juventude da UNI dará grande contribuição neste sentido”, completou.

A atividade será realizada inteiramente pela internet, com a utilização do aplicativo de videoconferências Zoom. Todos os painéis temáticos contarão com tradução para a Língua Portuguesa e para as demais línguas dos participantes.

A UNI Global Union representa mais de 20 milhões de trabalhadores em mais de 150 países e tem forte presença e atuação sindical no setor de serviços. Organizada em regiões e setores, busca contribuir para o fortalecimento internacional de categorias profissionais e de debates relevantes aos trabalhadores, dentre eles, o da Juventude.

A participação se dará por meio de inscrições prévias, levando em, conta a idade limite de 35 anos.

Fonte: Contraf-CUT

A Comissão Executiva dos Empregados da Caixa Econômica Federal (CEE/Caixa), que assessora a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), nas negociações com o banco, cobrou em ofício nesta sexta-feira (28), a marcação de uma nova reunião sobre os protocolos de enfrentamento contra da Covid-19, como ficou acertado na última reunião entre as partes, ocorrida em 11 de maio de 2021.

A CEE/ Caixa sugere que a mesa seja marcada entre os dias 7 e 11 de junho de 2021. “Nós queremos que a reunião aconteça o mais rápido possível. O número de casos voltou a subir e é alarmante. Precisamos ampliar os critérios de proteção para os colegas que estão trabalhando presencialmente em especial quem está nas agências atendendo a população e é onde ocorre principalmente as aglomerações. Todo cuidado é essencial e salva vidas”, disse Fabiana Uehara Proscholdt, coordenadora da CEE/Caixa e secretária da Cultura da Contraf-CUT.

Zeláriom Breem, presidente do Pactu e membro da CEE/ Caixa, lembra que o quadro de proliferação da contaminação pela Covid-19 está crescendo assustadoramente. “A todo dia temos notificações de contaminação e óbitos de companheiros e companheiras bancárias, com casos de contaminação de até 80% dos trabalhadores em algumas unidades. Os bancários e as bancárias, por atuarem em atividade essencial, estão com uma exposição acentuada aos riscos de contaminação, em especial os da Caixa, por conta do atendimento social e do pagamento do auxílio emergencial. Se o atendimento bancário é essencial, os trabalhadores são linha de frente e devem ser colocados como prioritários no PNI COVID. Além da priorização, se faz necessários que os trabalhadores e os bancos sigam os protocolos de enfrentamento da OMS, e haja uma unificação dos protocolos visando preservar a vida.”

Fonte: Contraf-CUT

A sinalização de uma relação de abertura, diálogo e proximidade por parte do novo presidente do Banco do Brasil, Fausto Ribeiro, marcou a primeira reunião realizada entre a direção do banco e a representação dos trabalhadores, ocorrida na terça-feira (25), em Brasília. Os representantes que compõem a diretoria do Sindicato dos Bancários de Brasília participaram da reunião presencialmente, respeitando-se rigorosamente todos os protocolos de segurança. O coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), João Fukunaga, participou por videoconferência.

Logo no início da reunião, o presidente do BB disse que o respeito aos funcionários vai prevalecer na sua gestão e que as portas para o movimento sindical estarão abertas.

“Apesar de termos tido esse primeiro contato, temos a demanda de um encontro solicitado pela Contraf-CUT por meio de um ofício. Por isso, foi bom ouvir que as portas estão abertas ao movimento sindical e que o diálogo com os funcionários e suas representações vão prevalecer”, disse Fukunaga. “Vamos manter esse contato e esse diálogo para apresentar e defender as demandas dos trabalhadores”, completou.

Contratações

O primeiro assunto tratado foi sobre a contratação urgente de mais funcionários, principalmente diante do cenário de colapso constatado nas agências pelo Brasil afora.

“A situação é ainda mais grave nas unidades de negócio”, apontou o presidente do Seeb/Brasília, Kleytton Morais, que enfatizou a necessidade de contratações via concursos públicos para suprir essa demanda. “Em função da procura cada vez mais crescente de clientes e usuários, por um lado, e da diminuição do número de funcionários por conta do processo de reestruturação, por outro, o déficit do quadro de pessoal é grave e tem impactado sobremaneira o ritmo de trabalho e consequentemente a saúde dos bancários, que estão cada vez mais adoecidos. Isso sem contar que, numa situação dessas, o banco também perde em termos estratégicos, na disputa de mercado”.

O coordenador da CEBB reforçou a urgência da abertura imediata de novo concurso público para o BB. “A situação verificada no Distrito Federal e entorno se repete em quase todos os cantos do país. Existem relatos de que gestores da unidade precisam atuar em todas as posições para se efetivar o atendimento aos clientes devido à falta de funcionários”, disse.

Vacina, já!

A inclusão da categoria no Plano Nacional de Imunização (PNI) contra a Covid-19 foi outro ponto tratado na reunião.

A representação dos funcionários cobrou posicionamento da direção do Banco do Brasil no sentido de atuar junto ao governo para assegurar a priorização dos bancários no PNI.

“O aceno positivo dado pelo presidente do BB, relativo ao pleito de buscar a priorização dos bancários no PNI é um importante reforço para os esforços que já realizamos neste sentido”, disse Kleytton ao lembrar que houve um grande crescimento no número de mortes entre os bancários.

Segundo levantamento realizado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), no primeiro trimestre de 2021 houve 176% mais mortes na categoria, na comparação com o mesmo período de 2020.

O argumento foi reforçado pelo presidente da Federação dos Bancários da CUT do Centro Norte (Fetec-CUT/CN), Cleiton dos Santos. “Assim como outras categorias que se mostraram fundamentais, os bancários colocaram suas vidas em risco para cumprir seu papel social de manter o atendimento da população e fazer a economia funcionar neste período tão crítico e sem precedentes na história de nosso país”, disse.

Defender o banco público

Os debates também giraram em torno da importância de se manter o Banco do Brasil como instituição pública de fomento e como agente de desenvolvimento socioeconômico brasileiro, ainda mais diante de uma conjuntura em que os bancos públicos vêm mostrando a sua relevância e papel diferenciados.

Fonte: Seeb/BSB, com Contraf-CUT