Junho 11, 2026
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O Sindicato dos Bancários da Baixada Fluminense realizou, nesta quarta-feira, 19 de novembro, um ato pela campanha contra demissões e fechamento de agências do Banco Bradesco.

A campanha, criada pela Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Bradesco, que assessora a Contraf-CUT e o Comando Nacional dos Bancários nas negociações e na relação sindical com o banco, tem como objetivo denunciar estas práticas à sociedade e, também, alertar a categoria sobre estes malefícios.

Com o tema “Saca só, Bradesco! Demitir Pra quê? Fechar pra quê?”, a campanha foca, principal e primeiramente, nas demissões.

Posteriormente, os focos passam a ser o fechamento de agências e a qualidade do plano de saúde dos funcionários.

DEMISSÕES E PRECARIZAÇÃO

De junho de 2024 a junho de 2025, o Bradesco fechou 342 agências, 1.002 postos de atendimento e 127 unidades de negócios no país, deixando bancários e bancárias sem emprego e precarizando o atendimento à população.

Os bancários do Bradesco de todo o país aprovaram, em assembleia virtual realizada na última sexta-feira (14), a proposta de renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) referente ao Sistema de Registro Eletrônico de Jornada. A votação ficou aberta entre 9h e 18h. Das 116 entidades que realizaram as assembleias pelo Votabem, 114 aprovaram.

Na Baixada Fluminense, o acordo foi aprovado por 85,71% dos votantes. 

A proposta aprovada mantém o sistema de ponto eletrônico já utilizado pelos trabalhadores, mas dá início a uma fase de evolução tecnológica que será implementada ao longo de toda a vigência do acordo, entre 2025 e 2027. A principal mudança será a migração gradual do registro do ponto — atualmente feito no relógio de parede — para o computador dos bancários, em todas as agências e departamentos do banco. 

Entre as novidades estão:

  • Mensageria: avisos na tela alertando o trabalhador quando a jornada estiver prestes a terminar ou quando apontar início de hora extra,  por exemplo;
  • Trava-tela: bloqueio automático da estação de trabalho quando houver irregularidades na marcação do ponto, impedindo o bancário de trabalhar até a regularização.

O acordo não prevê uso de celular, geolocalização ou qualquer forma de monitoramento adicional. As mudanças foram apresentadas pelo banco à Comissão de Organização dos Empregados (COE), com cronograma definido para implementação nacional.

Para Erica de Oliveira, coordenadora da COE, o resultado representa um avanço importante para a categoria. “A aprovação deste acordo é uma conquista que reforça a proteção da jornada dos bancários. O novo sistema traz mecanismos que podem evitar abusos e garantir maior transparência nas marcações. Agora, nossa expectativa é que todas as melhorias sejam implementadas dentro dos prazos acordados e que cada trabalhador tenha segurança e autonomia para acompanhar seu próprio registro. O movimento sindical seguirá atento e pronto para cobrar sempre que necessário,” afirmou.

Os representantes dos trabalhadores reforçam que não há qualquer alteração além do que já estava previsto sobre o registro do ponto eletrônico. Os bancários não votaram nada que trate de não pagamento de horas extras ou de instituição de banco de horas. O acordo aprovado é exatamente o que a categoria já conhece, incorporando apenas as melhorias construídas ao longo dos anos pelo movimento sindical — entre elas, a transição do relógio de ponto para o registro diretamente na estação de trabalho, com travas que garantem segurança e transparência no controle da jornada.

*com informações da Contraf-CUT

A Contraf-CUT, por meio da Secretaria de Cultura, prorrogou até o dia 19 de novembro o prazo de inscrições para a 3ª Copa Contraf-CUT de Futebol Virtual (EA FC 25), antigo FIFA. A competição será realizada no dia 22 de novembro, a partir das 10h, e promete mais uma edição marcada por integração, lazer e muita disputa saudável entre bancários e bancárias de todo o país.

Consolidado como um dos eventos culturais mais esperados da categoria, o campeonato foi organizado para até 64 participantes e será disputado em três plataformas: PlayStation 5, Xbox Series X/S e computadores (PC). As semifinais e a final terão transmissão ao vivo pelos canais oficiais da Contraf-CUT.

Inscrições seguem abertas até 19 de novembro

As federações e sindicatos da base da Contraf-CUT podem indicar bancários e bancárias sindicalizados ou seus dependentes diretos (filhos e cônjuges). A taxa de inscrição é de R$ 50,00 por participante, e o cadastro deve ser realizado diretamente nos sindicatos de base.

Formato da competição

A Copa será organizada em parceria com a SMU Games, responsável pela organização técnica, arbitragem e transmissões.

Os confrontos poderão ocorrer em fase de grupos e/ou mata-mata, conforme o número final de inscritos.

Fase de grupos: jogos de ida; os dois melhores de cada grupo avançam.

Mata-mata: jogos de ida e volta até as quartas de final.

Semifinais e final: disputadas em jogo único.

Todas as partidas acontecerão online, e os competidores deverão garantir conexão mínima de 20 MB (ou 50 MB para quem for transmitir suas partidas). 

Premiação

Os quatro primeiros colocados receberão premiação em dinheiro:

1º lugar: R$ 3.000

2º lugar: R$ 1.500

3º e 4º lugares: R$ 500 cada

As partidas decisivas terão narração profissional e transmissão ao vivo no YouTube e Facebook da Contraf-CUT. 

Mais do que um torneio: um espaço de convivência e união

Para o secretário de Cultura da Contraf-CUT, Carlos Damarindo, a Copa já se consolidou como um momento importante de integração da categoria. “A proposta da Copa é promover união, lazer e interação entre trabalhadores do ramo financeiro. O sindicalismo também é espaço de convivência, amizade e diversão, e esse evento reforça o papel da cultura na aproximação das pessoas”, afirma.

Fonte: Contraf-CUT

O Banco do Brasil registrou lucro de R$ 3,785 bilhões no 3º trimestre de 2025, resultado praticamente estável em relação ao trimestre anterior. No acumulado dos primeiros nove meses do ano, o lucro líquido ajustado somou R$ 14,943 bilhões, uma queda de 47,2% na comparação com igual período de 2024, quando alcançou R$ 28,317 bilhões.

O resultado foi impactado principalmente pela deterioração dos indicadores de risco da carteira, em especial no segmento agro. A inadimplência do agronegócio vem subindo de forma contínua, passando de 1,97% no 3º trimestre de 2024 para 5,34% no trimestre atual. Essa piora elevou de forma significativa o volume de provisões, pressionando diretamente o lucro. As despesas com Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa (PCLD) cresceram 48,7% em 12 meses, totalizando R$ 47,129 bilhões entre janeiro e setembro de 2025.

Por outro lado, a carteira de crédito ampliada apresentou avanço de 7,5% em 12 meses — impulsionada pelas altas de 10,4% na carteira PJ, 7,9% na carteira PF e 3,2% na carteira agro. Já as receitas com tarifas bancárias e prestação de serviços recuaram 1,2%, somando R$ 25,978 bilhões nos primeiros nove meses do ano.

Redução de trabalhadores e aumento da pressão por metas

Ao final de setembro de 2025, o BB contava com 85.802 funcionários, uma redução de 1.299 postos de trabalho em 12 meses e de 157 somente no trimestre. Mesmo com o quadro mais enxuto, o banco apresentou índice de eficiência de 28,1%, o que indica intensificação do ritmo de trabalho e maior sobrecarga para os funcionários.

Para Fernanda Lopes, coordenadora da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), a postura da direção do BB precisa ser revista. “Para reverter o menor lucro, a direção do BB tem sustentado um modelo de gestão baseado em pressão por metas descoladas da realidade, o que intensifica o ritmo de trabalho e leva muitos colegas ao adoecimento. Esse ambiente, marcado por cobrança excessiva e tensão constante, prejudica tanto os trabalhadores quanto a qualidade do atendimento à sociedade.”

Ela reforça que, como instituição pública, o Banco do Brasil tem responsabilidades que vão além do resultado financeiro. “O BB tem a missão de fomentar o desenvolvimento, apoiar o pequeno agricultor, ampliar o crédito sustentável e garantir acesso ao crédito para os trabalhadores. Para cumprir esse papel estratégico, é essencial manter uma estrutura sólida de agências e profissionais capaz de atender a diversidade de públicos e territórios do país.”

As despesas com pessoal caíram 10,6% em 12 meses, totalizando R$ 21,3 bilhões, enquanto as receitas com tarifas e serviços somaram R$ 25,9 bilhões — sinal de que o banco mantém receitas elevadas sobre sua base de clientes, mesmo adiando a reposição necessária de trabalhadores.

Negociação sobre metas e contratações já está em pauta

Diante desse cenário, Fernanda afirma que o movimento sindical seguirá cobrando soluções concretas. “Exatamente por esse cenário de sobrecarga e redução de pessoal, já está acordada uma mesa específica para debater metas. Também continuamos cobrando mais contratações, porque não é possível manter um banco público forte sem valorizar e ampliar seu quadro de trabalhadores.”

Fonte: Contraf-CUT

Começa nesta segunda-feira, 17 de novembro, a pesquisa para a análise das condições de trabalho e saúde mental da categoria bancária. 

A pesquisa é uma parceria entre o Sindicato dos Bancários da Baixada Fluminense e o Instituto de Medicina Social (IMS) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).

IMPORTANTE: A PESQUISA É 100% CONFIDENCIAL, seguindo os padrões rigorosos de ética e confidencialidade, com total respeito à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa.

ENTENDA

Nos últimos anos, a categoria tem enfrentado um aumento preocupante de doenças como o burnout, ansiedade, depressão, síndrome do pânico, insônia e o uso abusivo de substâncias (psicofármacos e psicotrópicos), com impactos diretos na produtividade, na convivência e na vida pessoal dos bancários.

Por isso, é fundamental identificar a associação entre condições de trabalho, fatores de risco e problemas de saúde, existentes na categoria.

PARA PARTICIPAR

Para responder o questionário e participar da pesquisa, basta clicar no link: https://redcap.link/bancarios_b

Ou pelo QR Code:

qr-code-bancarios-b.png

Sua participação é fundamental!

O Centro de Formação Profissional 28 de Agosto lança nova turma do curso “Paternidade e Maternidade com Relações Compartilhadas, destinado aos interessados em aprender a construir boas relações com os filhos.

As inscrições já podem ser feitas (clique aqui) para as aulas que serão ao vivo e totalmente online, de 1 a 4 de dezembro (segunda a quinta), das 19h30 às 21h30.

Para o público em geral, o valor total é R$ 280, mas para os bancários filiados aos sindicatos da base da Contraf-CUT o valor é de apenas R$ 180.

Bancário, amplie sua licença paternidade para 20 dias!

O curso é pré-requisito para que os bancários tenham a licença-paternidade de 20 dias - uma conquista da categoria, obtida na Campanha Nacional de 2016.

"O curso paternidade responsável é fundamental para que os homens compreendam a dinâmica de lidar com uma criança recém-nascida, algo que historicamente foi delegado apenas às mulheres. Por isso, nós incentivamos a inscrição dos colegas neste curso, para que possam compartilhar, da forma mais justa possível, esse trabalho de cuidado com os filhos, e assim reduzir o peso que recai mais sobre as mulheres", destaca a secretária da Mulher da Contraf-CUT, Fernanda Lopes.

“O curso é interdisciplinar, realizado por professores de diversas áreas da educação, psicologia, sociologia e médica", explica uma das docentes do curso, Ana Tercia Sanches. "A chegada de uma criança é um momento especial, que ficará marcado na vida dos pais e das mães, afinal, no corre-corre da vida destinamos pouco tempo para pensar nestas relações e cuidados tão essenciais”, observou.

Para mais informações e para inscrições acesse o link - Paternidade e Maternidade com Relações Compartilhadas.

Fonte: Contraf-CUT

As empregadas e empregados da Caixa Econômica Federal, titulares do Saúde Caixa, aprovaram a proposta de Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) específico do plano de saúde em assembleias realizadas por sindicatos da categoria em todo o país. Do total de votantes no sistema centralizado pela Contraf-CUT, 65,84% foram favoráveis ao acordo.

O acordo foi aprovado em todas as capitais e nas grandes bases sindicais, exceto em Belo Horizonte. A deliberação foi realizada de forma remota, por meio de plataforma eletrônica de votação, das 19h de terça-feira (11), às 14h desta quarta-feira (12). Aposentados e pensionistas titulares do plano também participaram do pleito. O resultado não inclui as bases do Seeb/SP, Seeb/BA e Seeb/ES, que utilizam sistema próprio de votação.

Em Brasília, 65,31% dos votantes aprovaram o acordo. Na base do Seeb/BH o acordo foi rejeitado. Nas bases do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região (Seeb/SP), Seeb/BA e Seeb/ES, que utilizam sistema próprio de votação, o acordo foi aprovado com 71,58%, 61% e 59% dos votos, respectivamente.

BAIXADA FLUMINENSE 

Na Baixada Fluminense, a proposta foi rejeitada com 78,16% dos votos contrários e 20,69% de votos a favor.

O Sindicato aguarda as novas orientações da CEE-Caixa, da Contraf-CUT e do Comando Nacional para os próximos encaminhamentos.

O mercado de trabalho brasileiro segue apresentando recuperação em 2025, mas o cenário positivo não se repete no setor bancário. De acordo com dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), entre janeiro e setembro deste ano o país registrou saldo de +1,7 milhão de empregos formais, enquanto o ramo financeiro, excluindo a categoria bancária, teve aumento de 15,9 mil postos de trabalho.

Entretanto, o setor bancário caminha na direção oposta: 8.807 vagas foram eliminadas nos nove primeiros meses de 2025, e 1.866 somente em setembro, um dos piores resultados mensais desde o início da série histórica do Novo Caged, em 2020. O resultado reflete, em grande parte, as demissões em massa promovidas pelo Banco Itaú, que impactaram diretamente o saldo negativo do período.

“O fechamento de postos de trabalho nos bancos contrasta com o bom desempenho da economia e do próprio sistema financeiro, que tem apresentado lucros bilionários. Isso mostra que a digitalização tem sido usada como justificativa para reduzir pessoal e precarizar o atendimento, em vez de gerar oportunidades e melhorar as condições de trabalho”, afirmou Walcir Previtale, secretário de Assuntos Socioeconômicos da Contraf-CUT.

Segundo ele, o movimento de reestruturação promovido pelas instituições financeiras vem provocando uma redução contínua do número de agências e da força de trabalho, com impacto direto na qualidade do atendimento e no emprego bancário. “Os bancos estão cada vez mais concentrados nas plataformas digitais, mas isso não significa que o trabalho diminuiu. Pelo contrário, há sobrecarga nas equipes e fechamento de unidades que prestavam serviços essenciais à população”, destacou Walcir.

Desde o início da série histórica do Novo Caged, em janeiro de 2020, o setor bancário acumula perda de 23,8 mil vagas, resultado de sucessivas reestruturações e mudanças no modelo de atendimento. Em contrapartida, a Caixa Econômica Federal tem sido exceção, com saldos positivos de emprego em todas as bases de comparação.

A análise regional mostra que, nos últimos 12 meses, houve fechamento de vagas em todas as regiões do país, com exceção do Centro-Oeste. As maiores perdas ocorreram no Sudeste (-5.956 vagas), seguido pelo Sul (-2.144), Nordeste (-940) e Norte (-318).

Na cidade de São Paulo, onde estão sediados os principais bancos privados, a retração foi ainda mais expressiva. Após um período de estabilidade, o mercado de trabalho bancário voltou a cair de forma acentuada, com destaque para 1.358 vagas eliminadas em agosto e 2.676 desligamentos em setembro, reflexo direto das demissões no Itaú.

Além da redução de pessoal, a análise revela mudanças estruturais nas ocupações bancárias. O crescimento das contratações se concentra em áreas de tecnologia e inovação, como analistas e programadores de sistemas, enquanto cargos tradicionais das agências, como gerentes administrativos e de contas, sofrem forte retração.

Outro ponto de preocupação é o impacto desigual das demissões sobre as mulheres. Cerca de 66% dos postos fechados em 2025 eram ocupados por trabalhadoras, o que reforça a desigualdade de gênero no setor, sobretudo diante da predominância masculina nas áreas de tecnologia.

“Os dados mostram que, além de eliminar vagas, o setor bancário reproduz desigualdades históricas. É preciso garantir que o avanço tecnológico venha acompanhado de políticas reais de equidade de gênero e raça, e não de exclusão”, ressaltou Walcir Previtale.

A análise por faixa etária aponta crescimento apenas entre trabalhadores com até 29 anos, enquanto há queda significativa nas demais faixas, indicando um processo de substituição etária e de perda de profissionais mais experientes.

No recorte racial, as estatísticas mostram saldo positivo de 104 vagas para pessoas pretas e queda de 1.357 postos para pardos, além da redução mais expressiva entre brancos (-7.120). O quadro reflete a composição do setor, em que pessoas brancas representam 68,5% dos trabalhadores bancários.

Em relação à remuneração, o salário médio dos admitidos em 2025 foi de R$ 7.743,43, equivalente a 90% do valor médio dos desligados (R$ 8.589,85). Ainda assim, os rendimentos no setor continuam muito superiores à média nacional (R$ 2.286,34).

A diferença salarial por gênero e raça segue expressiva: mulheres negras recebem, em média, 55% do salário dos homens não negros na admissão e 58% no desligamento. “Essas distorções comprovam que o racismo e o machismo estruturais também se manifestam nas relações de trabalho dentro dos bancos. Por isso, é fundamental manter viva a atuação da Contraf-CUT nas mesas de negociação de igualdade de oportunidades”, concluiu Walcir Previtale.

Fonte: Contraf-CUT

 

O VIII Fórum Nacional pela Visibilidade Negra no Sistema Financeiro encerrou-se na última sexta-feira (7), em Fortaleza (CE), com a aprovação unânime da Carta de Fortaleza, um documento que reúne propostas estratégicas para o enfrentamento do racismo e a promoção da igualdade racial no setor financeiro.

Realizado na sede do Sindicato dos Bancários do Ceará, o encontro reuniu cerca de 120 delegados e delegadas de sindicatos e federações de trabalhadores do ramo financeiro de todo o país, consolidando-se como um dos espaços mais importantes de reflexão e formulação de políticas de combate à discriminação racial.

Durante dois dias de debates, painéis, exposições e trocas de experiências, o Fórum aprofundou temas como desigualdade racial, políticas afirmativas, condições de trabalho, violência estrutural e os desafios trazidos pela transformação digital e pela inteligência artificial. As discussões resultaram na elaboração de uma agenda que reafirma o compromisso do movimento sindical bancário com a construção de um sistema financeiro mais justo, inclusivo e representativo da diversidade brasileira.

A Carta de Fortaleza propõe uma série de ações que serão levadas às minutas de reivindicações da categoria, com desdobramento nas conferências regionais e nacional da Campanha 2026, garantindo que a luta por igualdade racial se traduza também em conquistas na Convenção Coletiva de Trabalho dos bancários.

Entre as propostas aprovadas estão:

  • Realizar formações com temática racial, em parceria com a Secretaria de Formação Sindical;
  • Propor projetos de financiamento permanentes para o Fórum Nacional pela Visibilidade Negra e demais ações de formação;
  • Incluir trabalhadores terceirizados nas ações e debates sobre racismo;
  • Promover atos e manifestações em todas as datas relacionadas à luta racial, com o slogan “Vamos abolir a discriminação e promover a inclusão, por mais contratação de negros e negras nos bancos”;
  • Criar e fortalecer Coletivos de Combate ao Racismo em federações e sindicatos;
  • Construir protocolos antirracistas com amparo psicológico e jurídico às vítimas de racismo no ambiente de trabalho;
  • Acompanhar e monitorar a inserção e ascensão de pessoas negras no sistema financeiro e no movimento sindical;
  • Estabelecer parcerias com movimentos negros e realizar audiências públicas sobre a temática racial;
  • Defender a implementação da Lei 10.639/2003, que obriga o ensino da história e cultura afro-brasileira e africana nas escolas;
  • Cobrar do Estado ações concretas contra o racismo estrutural, a desigualdade e a letalidade da juventude negra;
  • Realizar o Fórum Nacional pela Visibilidade Negra anualmente e de forma itinerante.

Para a secretária de Políticas Sociais da Contraf-CUT, Elaine Cutis, o evento cumpriu plenamente seu papel ao unir formação, mobilização e encaminhamentos práticos. “Este Fórum superou as expectativas. Saímos daqui com mais consciência, mais formação e, principalmente, com ações objetivas construídas coletivamente. É um passo importante para manter o debate racial no centro da ação sindical e transformar realidades dentro dos bancos”, afirmou.

Os dados apresentados durante o Fórum reforçaram a urgência de políticas efetivas: mulheres negras recebem, em média, 53% a menos que outros trabalhadores, e a juventude negra representa 79% das vítimas de homicídios registrados em 2024.

Para o secretário de Combate ao Racismo da Contraf-CUT, Almir Aguiar, o encontro foi fundamental para consolidar o acúmulo de diagnósticos e propostas que o movimento sindical vem construindo ao longo dos anos. “O Fórum mostrou, com precisão, que a luta contra o racismo precisa ser permanente e estruturada. Debatemos dados duros, ouvimos especialistas e, principalmente, construímos caminhos para avançar. A Carta de Fortaleza é um instrumento poderoso, porque traduz indignação em ação, análise em compromisso”, destacou.

Almir também reforçou que o sistema financeiro precisa enfrentar sua histórica desigualdade interna. “Sabemos que a presença negra ainda está concentrada nas bases dos bancos, e isso não é aceitável. A partir deste Fórum, reforçamos a exigência de políticas reais de inclusão, formação e ascensão profissional. É desta maneira que precisamos transformar o sistema financeiro e contribuir para transformar a sociedade”, concluiu.

O VIII Fórum Nacional pela Visibilidade Negra no Sistema Financeiro marcou simbolicamente o início do Mês da Consciência Negra, reafirmando o compromisso da Contraf-CUT e das entidades sindicais com a memória de Zumbi dos Palmares, a luta antirracista e a construção de um país mais igualitário.

Fonte: Contraf-CUT

Mais uma trabalhadora reintegrada!

O trabalho no Sindicato dos Bancários da Baixada Fluminense não para: nesta terça-feira, 11 de novembro, mais uma funcionária do Banco Itaú foi reintegrada.

Débora O. da Silva, da agência 4562 (Belford Roxo, com mais de 20 anos de serviços prestados ao banco, foi demitida em setembro de 2025, com projeção do aviso prévio para o dia 14 de dezembro do mesmo ano, quando exercia o cargo de Gerente de Relacionamento Uniclass.

A trabalhadora, sindicalizada, procurou o Sindicato e teve todo o suporte e atendimento do Departamento Jurídico, através do advogado Luiz Paulo, do Escritório Baptista & Reis Advogados Associados, e pelo Departamento de Saúde.

E foi foi reintegrada em razão de doença ocupacional, reconhecida pelo INSS, tendo todos os seus direitos restabelecidos.

Depois da notícia da minha reintegração junto ao Itaú, fica difícil colocar em palavras tudo o que sinto neste momento. Depois de dias e dias de angústia, de incertezas e de luta, agora, finalmente, sinto que tudo valeu a pena. Foi como se uma parte de mim, que estava suspensa no tempo, voltasse a viver. Voltar não é apenas retomar um trabalho. É retomar minha história, minha paz e o reconhecimento do meu valor. Por isso, quero agradecer muito o apoio do Sindicato, por te me ajudado nesse momento de muitas inseguranças. E fazer um agradecimento, em especial, ao Dr. Luiz Paulo, que é um e excelente profissional. Obrigada pelo carinho e apoio de todos e todas”, declarou Débora.

A reintegração foi acompanhada pelos Diretores: Perro Batista, Renata Soeiro e Elizabeth Paradela.

IMPORTANTE

É fundamental que bancárias e bancários, logo que sejam informados de suas demissões, procurem imediatamente atendimento no Sindicato.

ATENDIMENTO JURÍDICO PRESENCIAL

Nova Iguaçu - às terças-feiras, das 11 horas à 13 horas e das 14 horas às 17 horas (telefone: 21 / 2658-8041)

Duque de Caxias - às quintas-feiras, das 10 horas às 13 horas (telefone: 21 / 26710-110)

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