Julho 26, 2026
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    Pedro Batista participa de reunião do Coletivo Nacional de Segurança Bancária em SP

    Na última quinta-feira, 10 de julho, o Coletivo Nacional de Segurança Bancária da Contraf-CUT se reuniu com representantes das federações e sindicatos de bancários de diversas regiões do país para debater as principais preocupações e propostas relacionadas à segurança no setor financeiro. O encontro serviu para alinhar os pontos que serão levados à mesa de negociação com a Fenaban, prevista para agosto, e também definiu uma data indicativa para o Seminário Nacional de Segurança Bancária, que deve ocorrer em novembro.

    Pedro Batista, Coordenador Geral do Sindicato dos Bancários da Baixada Fluminense e Vice-Presidente da Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro dos Estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo (Fetraf RJ/ES), participou da reunião, que aconteceu em São Paulo.

    “É inadmissível os trabalhadores ficarem expostos a riscos causados por falta de investimento.
    Vamos lutar sempre pela integridade de todos que usufruem e utilizam os serviços bancários”, comentou Pedro.

    A reunião foi marcada por relatos contundentes sobre a precarização das condições de segurança nas agências. Os representantes destacaram o fechamento de unidades físicas, especialmente nos grandes bancos, o que tem gerado demissões e aumentado a pressão sobre os locais que permanecem abertos. Em muitos casos, os próprios bancários estão sendo obrigados a abastecer os caixas eletrônicos (ATMs), uma função que deveria ser realizada exclusivamente por empresas de segurança especializada.

    Outro ponto de preocupação é a atuação dos bancos junto a prefeituras para retirada das portas giratórias de segurança das agências, medida que coloca em risco a integridade de trabalhadores e clientes. As chamadas “agências de negócios”, modelo cada vez mais adotado pelas instituições, também foram criticadas por não contarem com estrutura de segurança adequada.

    Os idosos têm sido particularmente prejudicados com o avanço do autoatendimento e da digitalização, tornando-se alvos frequentes de golpes e fraudes. A falta de suporte presencial nas agências aumenta ainda mais a vulnerabilidade desse público.

    Entre as principais reivindicações que serão levadas à Fenaban estão:

    • Avaliação dos planos de segurança das agências pela Polícia Federal;
    • Proibição de abertura de terminais de autoatendimento por funcionários;
    • Obrigatoriedade de sinalização externa nas agências sobre a inexistência de numerário no local;
    • Visitas técnicas aos centros de segurança dos principais bancos;
    • Participação de representantes da Polícia Federal e especialistas no seminário nacional.

    *com informações da Contraf-CUT e Fetraf RJ/ES