Julho 26, 2026
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    COE Santander debate políticas de diversidade em reunião com o banco

    A Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander se reuniu com a direção do banco, nesta última quarta-feira (2/3), para discutir as políticas de diversidade da instituição.

    O encontro ocorreu de forma híbrida, com participação presencial na sede do Santander em São Paulo e de alguns dirigentes sindicais de forma online.

    Durante a reunião, o banco apresentou algumas das iniciativas implementadas em 2024 para promover a diversidade e inclusão.

    Diretora do Sindicato dos Bancários da Baixada FluminenseSolange Ribeiro, representou, a Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro dos Estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo (Fetraf RJ/ES) na COE Santander, na reunião.

    “Quero reforçar a necessidade de ter um local para o funcionário PCD e que tenhamos mais mesas, como esta de diversidade, entre o movimento sindical e o banco. Quero parabenizar os envolvidos nesta reunião, principalmente na pessoa da nossa Coordenadora da COE, Wanessa Queiroz”, declarou Solange.

    Desenvolvimento de mulheres

    O Santander destacou a criação do programa “Lidere a sua carreira” e o lançamento do programa “Impulsione a sua carreira”, voltado para o desenvolvimento de mulheres e para a equidade de gênero e raça em cargos de especialista. No Santander, as mulheres representam 59% de toda a organização, mas elas ainda têm pouca representação nos níveis de liderança. Por isso, o objetivo é ampliar a representatividade de mulheres nesses níveis.

    Segundo o banco:

    • 114 mulheres participaram das edições de 2024 dos programas de desenvolvimento;
    • 54,4% dos membros do Conselho de Administração são mulheres;
    • 35,6% das posições de alta liderança são ocupadas por mulheres;
    • 43% das posições de liderança são ocupadas por mulheres.
    • Além disso, foram estabelecidos encontros bimestrais com o grupo de afinidade para manter a pauta da inclusão de mulheres na liderança sempre ativa e sustentável.

    Programas voltados para profissionais negros

    Com o lema “Talento não tem cor”, o Santander reforçou seu compromisso com o crescimento profissional de pessoas negras. Foram lançadas as primeiras edições dos programas “Lidere Sua Carreira” para líderes e “Impulsione Sua Carreira” para especialistas.

    Os números apresentados incluem:

    • 62 profissionais negros participaram das edições de 2024 dos programas;
    • 36,6% dos funcionários do banco são negros;
    • 22% dos cargos de liderança são ocupados por negros;
    • 12,5% das posições de alta liderança são ocupadas por negros.

    Jovens talentos

    O banco também reformulou seus programas de estágio e jovem aprendiz, priorizando a contratação de pessoas negras.

    Os principais indicadores divulgados foram:
    Mais de 400 gestores participaram das sessões de sensibilização sobre diversidade;

    • 80,7% dos jovens aprendizes são negros;
    • 80,2% dos estagiários são negros;
    • 64,6% dos estagiários efetivados são negros;
    • 69% dos jovens aprendizes efetivados são negros;
    • 100 jovens aprendizes contam com bolsa de estudo ativa.

    Inclusão de pessoas com deficiência

    Foram anunciadas vagas afirmativas e a criação de um banco de talentos para pessoas com deficiência. Além disso, o banco implementou um programa de contratação associado a ações de formação.

    Os números apresentados incluem:

    • 2.186 colaboradores com deficiência;
    • 14% de promoções para pessoas com deficiência no último ano;
    • 50 profissionais com deficiência participaram do programa de desenvolvimento.
    • Promoção da diversidade LGBTQIAPN+
    • Durante a reunião, também foram apresentadas ações voltadas para a comunidade LGBTQIAPN+, como:
    • A Semana de Saúde e Bem-Estar da Pessoa LGBTQIAPN+;
    • Uma série sobre bem-estar da população LGBTQIAPN+;
    • Uma live sobre saúde e bem-estar, com participação de médicos, executivos do banco e especialistas no tema;
    • Atividades do Mês do Orgulho LGBTQIAPN+, realizadas em junho para promover engajamento, letramento e visibilidade.

    Outras iniciativas

    O banco também mencionou o fortalecimento dos Grupos de Afinidade e o lançamento de materiais e campanhas para engajar os funcionários na pauta da diversidade.

    Algumas das ações incluem:

    • Produção de vídeos com funcionários de diferentes gerações compartilhando experiências;
    • Lançamento da Cartilha de Letramento Geracional;
    • Campanha “Vocabulário Anticapacitista” para conscientizar sobre o uso adequado de termos relacionados à inclusão.
    • Resultados do primeiro Censo da Diversidade
    • Para aprofundar o conhecimento sobre seus funcionários, o Santander realizou seu primeiro Censo da Diversidade, que incluiu uma pesquisa sobre percepção de inclusão e pertencimento, além da realização de grupos focais. Os principais indicadores foram:
    • 51% de participação no censo;
    • Realização de 5 grupos focais, com mais de 20 participantes;
    • Nota 8,7 no índice de satisfação (NSAT);
    • 83% de favorabilidade na pesquisa.
    Texto descritivo da imagem aqui

     

    A COE Santander reforçou a importância de garantir que essas ações resultem em avanços concretos para os funcionários e que o banco mantenha o compromisso com a inclusão e equidade dentro da instituição.

    “O debate sobre diversidade e inclusão deve ser contínuo e acompanhado de medidas concretas que garantam avanços reais. O Santander apresentou algumas iniciativas importantes, mas seguimos cobrando metas mais ousadas e ações que ampliem ainda mais a representatividade, especialmente nos cargos de liderança. Também reforçamos a necessidade de acompanhar de perto a efetividade desses programas, garantindo que não fiquem apenas no papel, mas se traduzam em mudanças estruturais dentro do banco”, afirmou a coordenadora da COE, Wanessa Queiroz.

    Ela também destacou que as desigualdades salariais entre homens e mulheres ainda são expressivas, principalmente nos altos cargos, conforme apontado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). A nova legislação brasileira de 2023 prevê mecanismos para combater essa disparidade, mas, segundo o Dieese, a paridade salarial pode levar até 46 anos para ser alcançada se não houver medidas mais efetivas.

    “Diante desse cenário, é fundamental a manutenção da mesa de igualdade de oportunidades no banco para continuarmos levando as reivindicações dos empregados e contribuindo para a construção de novos direitos. Precisamos garantir que as políticas implementadas tragam mudanças reais e acelerem esse processo de equidade dentro da instituição”, concluiu Wanessa.

    A próxima reunião será realizada em maio.

    *Fonte: Fetraf RJ/ES com informações da Contraf-CUT