Julho 24, 2026
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    Bancários rejeitam proposta dos bancos e decidem greve a partir do dia 19

    Nas assembleias realizadas nesta quinta-feira à noite em todo o país, os bancários rejeitaram a proposta de 6,1% de reajuste apresentada pela Fenaban e decidiram entrar em greve por tempo indeterminado a partir do dia 19, conforme orientação do Comando Nacional, coordenado pela Contraf-CUT.

    Além de negar aumento real nos salários, pisos, PLR e todas as verbas salariais (os 6,1% apenas recompõem a inflação do período medida pelo INPC), a proposta da Fenaban ignora todas as reivindicações dos bancários sobre emprego, saúde e condições de trabalho, segurança e igualdade de oportunidades.

    “Nós advertimos os bancos na mesa de negociações que essa proposta era uma provocação. Um setor em que somente as seis maiores empresas tiveram lucro líquido de R$ 29,6 bilhões no primeiro semestre e mantêm a mais alta rentabilidade do planeta, graças ao aumento da produtividade de seus trabalhadores, acenar com uma proposta desse tipo é pra empurrar os bancários para a greve”, avalia Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional.

    “Apesar desse lucro recorde, os bancos estão fechando postos de trabalho e piorando as condições de trabalho, com aumento das metas abusivas e do assédio moral, o que tem provocado uma verdadeira epidemia de adoecimentos na categoria. Por falta de investimento em segurança, também cresce o número de assaltos, sequestros e mortes. Mas os banqueiros se recusam a discutir esses problemas. Por isso, a única saída da categoria é a greve”, acrescenta Cordeiro.

    Intensificar a mobilização

    A Contraf-CUT está orientando as entidades filiadas a intensificarem a mobilização em todo o país. “Nos últimos anos os bancários têm demonstrado um grande poder de mobilização e de pressão e por isso conquistaram aumentos reais de salários e outros avanços econômicos e sociais. Somente uma greve muito forte da categoria fará os bancos melhorarem a proposta”, conclui Carlos Cordeiro.

    Segundo as informações recebidas pela Contraf-CUT até às 21h da quinta-feira, os bancários das bases dos seguintes sindicatos aprovaram a greve por tempo indeterminado a partir do dia 19:

     

    SINDICATO RESULTADO
    São Paulo Rejeitou a proposta e aprovou greve a partir do dia 19
    Rio de Janeiro Rejeitou a proposta e aprovou greve a partir do dia 19
    Brasília Rejeitou a proposta e aprovou greve a partir do dia 19
    Belo Horizonte Rejeitou a proposta e aprovou greve a partir do dia 19
    Curitiba Rejeitou a proposta e aprovou greve a partir do dia 19
    Porto Alegre Rejeitou a proposta e aprovou greve a partir do dia 19
    Pernambuco Rejeitou a proposta e aprovou greve a partir do dia 19
    Ceará Rejeitou a proposta e aprovou greve a partir do dia 19
    Bahia Rejeitou a proposta e aprovou greve a partir do dia 19
    Sergipe Rejeitou a proposta e aprovou greve a partir do dia 19
    Alagoas Rejeitou a proposta e aprovou greve a partir do dia 19
    Acre Rejeitou a proposta e aprovou greve a partir do dia 19
    Paraíba Rejeitou a proposta e aprovou greve a partir do dia 19
    Piauí Rejeitou a proposta e aprovou greve a partir do dia 19
    Mato Grosso Rejeitou a proposta e aprovou greve a partir do dia 19
    Campo Grande Rejeitou a proposta e aprovou greve a partir do dia 19
    Espírito Santo Rejeitou a proposta e aprovou greve a partir do dia 19
    Rondônia Rejeitou a proposta e aprovou greve a partir do dia 19
    Maranhão Rejeitou a proposta e aprovou greve a partir do dia 19
    Florianópolis Rejeitou a proposta e aprovou greve a partir do dia 19
    Pará Rejeitou a proposta e aprovou greve a partir do dia 19
    Niterói Rejeitou a proposta e aprovou greve a partir do dia 19
    Campinas – SP Rejeitou a proposta e aprovou greve a partir do dia 19
    Amapá Rejeitou a proposta e aprovou greve a partir do dia 19
    ABC Paulista Rejeitou a proposta e aprovou greve a partir do dia 19
    Guarulhos Rejeitou a proposta e aprovou greve a partir do dia 19
    Londrina Rejeitou a proposta e aprovou greve a partir do dia 19
    Uberaba Rejeitou a proposta e aprovou greve a partir do dia 19
    Campina Grande Rejeitou a proposta e aprovou greve a partir do dia 19
    Vitória da Conquista Rejeitou a proposta e aprovou greve a partir do dia 19
    Novo Hamburgo Rejeitou a proposta e aprovou greve a partir do dia 19
    Bragança Paulista Rejeitou a proposta e aprovou greve a partir do dia 19
    Limeira Rejeitou a proposta e aprovou greve a partir do dia 19
    Alegrete Rejeitou a proposta e aprovou greve a partir do dia 19
    Mogi das Cruzes Rejeitou a proposta e aprovou greve a partir do dia 19
    Vale do Ribeira Rejeitou a proposta e aprovou greve a partir do dia 19
    Piracicaba Rejeitou a proposta e aprovou greve a partir do dia 19
    Sul Fluminense Rejeitou a proposta e aprovou greve a partir do dia 19
    Rondonópolis Rejeitou a proposta e aprovou greve a partir do dia 19
    Juiz de Fora Rejeitou a proposta e aprovou greve a partir do dia 19
    Campo Mourão Rejeitou a proposta e aprovou greve a partir do dia 19
    Cruz Alta Rejeitou a proposta e aprovou greve a partir do dia 19
    Teresópolis Rejeitou a proposta e aprovou greve a partir do dia 19
    Santa Maria Rejeitou a proposta e aprovou greve a partir do dia 19
    Angra dos Reis Rejeitou a proposta e aprovou greve a partir do dia 19
    Campos dos Goytacazes Rejeitou a proposta e aprovou greve a partir do dia 19
    Bagé Rejeitou a proposta e aprovou greve a partir do dia 19
    Macaé Rejeitou a proposta e aprovou greve a partir do dia 19
    Santa Cruz do Sul Rejeitou a proposta e aprovou greve a partir do dia 19
    Santa Rosa Rejeitou a proposta e aprovou greve a partir do dia 19
    Dourados Rejeitou a proposta e aprovou greve a partir do dia 19
    Araranguá Rejeitou a proposta e aprovou greve a partir do dia 19
    Vale do Caí Rejeitou a proposta e aprovou greve a partir do dia 19
    Apucarana Rejeitou a proposta e aprovou greve a partir do dia 19
    Vale do Paranhana Rejeitou a proposta e aprovou greve a partir do dia 19
    Extremo Sul da Bahia Rejeitou a proposta e aprovou greve a partir do dia 19
    Naviraí Rejeitou a proposta e aprovou greve a partir do dia 19
    Cornélio Procópio Rejeitou a proposta e aprovou greve a partir do dia 19
    Paranavaí Rejeitou a proposta e aprovou greve a partir do dia 19
    Toledo Rejeitou a proposta e aprovou greve a partir do dia 19
    Umuarama Rejeitou a proposta e aprovou greve a partir do dia 19
    Guarapuava Rejeitou a proposta e aprovou greve a partir do dia 19
    Arapoti Rejeitou a proposta e aprovou greve a partir do dia 19
    São Miguel do Oeste Rejeitou a proposta e aprovou greve a partir do dia 19

    Calendário de luta

    17 e 18 - Todos a Brasília para pressionar os deputados federais durante a audiência pública sobre o PL 4330 no plenário da Câmara.

    18 - Assembleia organizativa para encaminhar a greve.

    19 - Deflagração da greve nacional dos bancários por tempo indeterminado.

    A proposta da Fenaban

    Reajuste - 6,1% (inflação do período pelo INPC) sobre salários, pisos e todas as verbas salariais (auxílio-refeição, cesta-alimentação, auxílio-creche/babá etc.)

    PLR - 90% do salário mais valor fixo de R$ 1.633,94, limitado a R$ 8.927,61 (o que significa reajuste de 6,1% sobre os valores da PLR do ano passado).

    Parcela adicional da PLR - 2% do lucro líquido dividido linearmente a todos os bancários, limitado a R$ 3.267,88.

    Adiantamento emergencial - Não devolução do adiantamento emergencial de salário para os afastados que recebem alta do INSS e são considerados inaptos pelo médico do trabalho em caso de recurso administrativo não aceito pelo INSS.

    Prevenção de conflitos no ambiente de trabalho - Redução do prazo de 60 para 45 dias para resposta dos bancos às denúncias encaminhadas pelos sindicatos, além de reunião específica com a Fenaban para discutir aprimoramento do programa.

    Adoecimento de bancários - Constituição de grupo de trabalho, com nível político e técnico, para analisar as causas dos afastamentos.

    Inovações tecnológicas - Realização, em data a ser definida, de um Seminário sobre Tendências da Tecnologia no Cenário Bancário Mundial.

    As reivindicações dos bancários

    Reajuste salarial de 11,93% (5% de aumento real além da inflação)

    PLR: três salários mais R$ 5.553,15.

    Piso: R$ 2.860,21 (salário mínimo do Dieese).

    Auxílios alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$ 678 ao mês para cada (salário mínimo nacional).

    Melhores condições de trabalho, com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoece os bancários.

    Emprego: fim das demissões, mais contratações, aumento da inclusão bancária, combate às terceirizações, especialmente ao PL 4330 que precariza as condições de trabalho, além da aplicação da Convenção 158 da OIT, que proíbe as dispensas imotivadas.

    Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários.

    Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós-graduação.

    Prevenção contra assaltos e sequestros, com o fim da guarda das chaves de cofres e agências por bancários.

    Igualdade de oportunidades para bancários e bancárias, com a contratação de pelo menos 20% de negros e negras.

    Fonte: Contraf-CUT