Maio 22, 2025
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Nesta quarta-feira (1º de dezembro), é o Dia Mundial de Luta contra a AIDS.

A data é oportunidade para apoiar as pessoas envolvidas na luta contra o HIV e melhorar a compreensão do vírus como um problema de saúde pública global.

Esse dia também tem a função de auxiliar no combate contra o preconceito que os portadores de HIV sofrem na sociedade por causa da doença.

A data foi instituída em 1987, quando a Assembleia Mundial de Saúde, com o apoio da Organização das Nações Unidas (ONU), oficializou o 1º de dezembro como o Dia Mundial de Luta contra a Aids.

No Brasil, um ano depois, o Ministério da Saúde oficializou a data, que passou a ser um símbolo mundial no combate à doença.

 

O difícil enfrentamento à pandemia da Covid-19, que tirou a vida de mais de 600 mil pessoas no Brasil, expôs a fragilidade dos sistemas de saúde públicos e privados, revelou as desigualdades entre os planos de saúde e reforçou o debate nacional sobre a importância do Sistema Único de Saúde (SUS) e do investimento em ciência, tecnologia e inovação. Esses foram alguns dos pontos discutidos com profundidade no painel “O SUS na pandemia e os desafios da saúde pública e suplementar pós-pandemia”, do Encontro Nacional de Saúde dos Funcionários do Banco do Brasil, realizado sábado (27).

“Este encontro surgiu de um debate muito importante, no Congresso dos Funcionários do Banco do Brasil, que é a necessidade de discutirmos a saúde do trabalhador, não só os nossos planos de saúde, mas a saúde em si dos trabalhadores, discutir políticas, discutir projetos, discutir enfrentamentos com o próprio governo e com o próprio banco, frente à pandemia que vivemos e frente às consequências do pós-covid”, disse o coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), João Fukunaga, durante a abertura do evento.

O debate aconteceu entre os médicos sanitaristas Gonzalo Vecina Neto, fundador da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e professor da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP-USP) e Lígia Bahia, pesquisadora em saúde pública e professora do Instituto de Estudos em Saúde Coletiva da UFRJ.

Um dos pontos de acordo entre os dois especialistas é o fato de estarmos longe do fim da pandemia: “Sendo muito otimista, poderia dizer que estamos no meio da pandemia. No fim, nem pensar”, disse Gonzalo.

“Nós não estamos apenas longe do final, como também estamos numa crise pós-crise econômica, considerando que é recente a crise mundial de 2008. Talvez a gente ainda não tenha distanciamento histórico [suficiente] para entender todas as mudanças que estão ocorrendo neste momento”, ponderou Lígia.

SUS e sistema suplementar

Para os dois especialistas, não há dúvidas de que a crise sanitária que atingiu o Brasil foi pior por causa de um conjunto de fatores que incluem o desmonte da atenção primária à saúde provocado pelo governo Bolsonaro; a falta de integração entre os sistemas dos Estados e municípios; a drenagem de recursos do setor público para o privado, que também oferece planos de saúde de qualidade duvidosa; além do baixo investimento para a produção de tecnologias próprias na área de saúde.

“Temos que revisitar a discussão sobre as UPAs (Unidades de Pronto Atendimento). Uma grande parte dessas mais de 600 mil mortes não se deve ao vírus, mas ao tipo de medicina porca que nós praticamos”, criticou Gonzalo. “Em Manaus faltou oxigênio. Aqui no Sul e Sudeste faltou torpedo de oxigênio, porque nós estávamos internando pacientes em UPA, que não foi feita para tratar pacientes que precisam de oxigênio”, destacou.

Para a professora Lígia, a terrível marca de mortos no Brasil, em decorrência da Covid-19, comprova que o SUS, do jeito que está “não é bom”. A pesquisadora não é a favor do fim do Sistema Único de Saúde. Muito pelo contrário, ela defendeu que a discussão seja feita com base na realidade para que as manifestações em defesa do SUS sejam, de fato, eficientes, completando: “A ciência também não saiu glorificada dessa pandemia. Esse é outro problema que temos que discutir: a ciência é muito arrogante, o que colaborou para a polarização [nos debates]”.

Lígia criticou, principalmente, o grande aporte de recursos públicos para a iniciativa privada enfrentar a pandemia: “Só em 2020, o Ministério da Saúde alocou mais R$ 36 bilhões para a Saúde, entretanto a rede pública não se fortaleceu. Por que isso? Porque se comprou leitos do setor privado, grupos econômicos pegaram parte desse dinheiro”, disse.

Na Saúde Suplementar, Lígia denunciou o aumento na desigualdade de tratamento entre os pacientes. “Não temos mais aquela discussão entre ‘quem tem plano e quem não tem plano’. Não! O que temos são diferentes tipos de planos no mercado que disputam recursos entre si, disputam profissionais de saúde”. A professora também expôs uma recente denúncia na Justiça contra a Amil feita por um médico, acusando a operadora de prescrever remédios mais baratos e sem efetividade para o tratamento de câncer dos pacientes de planos de saúde inferiores.

O professor Gonzalo ponderou que há espaço para as iniciativas pública e privada atuarem juntas. “Atualmente, 60% da rede hospitalar brasileira é privada. Não é possível funcionar sem esses 60%. Então, essa rede continuará sendo contratada pelo SUS”, completando que há espaço, principalmente, à iniciativa privada nas ações da saúde de alta complexidade.

Porém, Gonzalo apontou para a grande diferença entre o custo por paciente entre os dois sistemas: “A assistência médico-suplementar, pelos dados que temos de 2019, gastou R$ 4.000 per capita em um ano, enquanto o SUS gastou R$ 1.200 per capita no ano”.

A professora Lígia respondeu que não defende o fim dos planos de saúde, mas sim “uma transição, um movimento que não prejudique ninguém”, e que estabeleça financiamento seguro e progressivo para um sistema de saúde público e universal.

Desafio da nova variante

Os dois médicos sanitaristas avaliaram com preocupação a descoberta da variante da Covid-19, chamada Ômicron. “Só vamos conseguir atravessar a pandemia se a vacina chegar para as pessoas de todo o mundo”, destacou Gonzalo. Caso as vacinas já em circulação não sejam capazes de criar anticorpos contra a Ômicron, o professor pontuou que a humanidade tem capacidade de produzir novos imunizantes. “Mas lembro que fazer vacina nova não é a mesma coisa que distribuir vacina nova”, explicando em seguida que, caso a variante Ômicron exija nova vacina e o Brasil falhar na continuidade do plano de imunização, “o jogo zera e [a Covid] começará a matar de novo, gerando outros milhares de mortos”.

“Quando essa pandemia começou, criamos uma expectativa muito grande, que o mundo se tornaria um lugar mais solidário. Mas, não foi isso que aconteceu”, lamentou Lígia. “Acho que os sindicatos, as centrais sindicais, nós, cidadãos e cidadãs, temos que partir para cima. Não é verdade que todo mundo é favorável ao SUS”, prosseguiu. “Temos que ser muito objetivos com os candidatos, em 2022, e dizer para eles: ‘se o senhor candidato, se a senhora candidata não for a favor do SUS, não terá o nosso voto’”, completou.

Gonzalo reforçou que o Brasil precisa voltar a investir na atenção primária à saúde, sistema onde o paciente é colocado como sujeito, na construção da sua cura. “Conseguimos levar a atenção primária a 60% da população, mas isso está sendo desmontado desde o primeiro dia desse governo”, pontuou o médico. “Precisamos garantir que a atenção primária alcance 80% da população, considerando que 23% tem plano de saúde”, destacou.

“O SUS é fantástico, é de onde veio a vacinação, de onde veio o acompanhamento das doenças, através da vigilância epidemiológica, de onde vem a segurança de tudo que a gente consome, através da vigilância sanitária, é de onde vem boa parte da alta complexidade”, completou. Gonzalo ainda destacou que, apesar de 23% da população ter planos de saúde, 95% dos transplantes são feitos pelo SUS, assim como 95% das hemodiálises e a distribuição de 100% dos medicamentos de alto custo.

O movimento sindical bancário, juntamente com a Universidade Católica de Petrópolis, está realizando uma pesquisa para estudar a Síndrome de Burnout.

A Síndrome de Burnout representa atualmente um transtorno de enorme prevalência na atualidade, pouco conhecido e, portanto, subdiagnosticado, gerador de outras morbidades, motivo de um número crescente de afastamentos no trabalho com consequências na saúde, nas organizações de trabalho e nos enormes gastos públicos com seu tratamento. E apresenta crescimento expressivo entre bancários e bancárias. A síndrome define-se por sintomas como o esgotamento físico e psicológico, o distanciamento afetivo dos demais, certa insensibilidade ou perda do sentido do eu e baixa realização profissional, caracterizada por sensações e sentimentos de baixa autoeficácia e baixa autoestima.

A pesquisa investigará a relação entre conflitos de valores pessoais e éticos e alterações de identidade na Síndrome de Burnout em bancários e bancárias, como por exemplo o distanciamento entre identidade pessoal e profissional, sentimento de vazio, de perda de contato com as próprias vontades, o automatismo e rigidez no comportamento, sentimentos de incapacidade de refazer a vida fora da instituição bancária e sensações de recusa involuntária à ida ou permanência no ambiente de trabalho.

Para participar da pesquisa, acesse o link: https://forms.gle/TTaD9f8QzGeTYvXW8

PARTICIPE!

Na manhã desta terça-feira, 30 de novembro, o Sindicato dos Bancários da Baixada Fluminense protestou em agências do Banco Santander, em Duque de Caxias.

As ações fazem parte do Dia Nacional de Luta contra Terceirizações, onde denunciam a prática utilizada pelo banco, que está abrindo empresas e realocando trabalhadores da categoria bancária para realizar os serviços bancários a partir destas empresas.

Ocorreram atos, protestos e manifestações em todo o país. 

As diretoras e diretores do Sindicato panfletaram e falaram para clientes, funcionárias, funcionários e para o público em geral, sobre esta prática maléfica aos trabalhadores. 

Gentil Ramos, Diretor do Sindicato e funcionário do Santander, explicou sobre este dia de luta: “Durante o governo Temer, após o golpe, o governo sancionou o Projeto de Lei 4330, que normalizou a terceirização no país. Os banqueiros aproveitaram para terceirizar e, assim, precarizar, setores estratégicos do banco. Hoje temos trabalhadores fazendo o mesmo trabalho dos bancários, cumprindo as mesmas etapas e, inclusive, acessando dados de clientes, mas sem os mesmos direitos. Isso retira direitos, precariza e coloca em risco os trabalhadores que já estão nas agências, pois o banco irá priorizar sempre o menor custo. Somos totalmente contra isso”.

Lucros

O Banco Santander obteve lucro líquido gerencial de R$ 12,467 bilhões nos nove primeiros meses de 2021, crescimento de 29,4% em relação ao mesmo período de 2020 e de 4,1% no trimestre, e uma rentabilidade (retorno sobre o Patrimônio Líquido Médio Anualizado – ROE) de 22,4%, alta de 1,4 ponto percentual (p.p.) em doze meses. De julho a setembro deste ano, o lucro líquido do banco no país atingiu R$ 4.340 bilhões, 27,6% do lucro global, que foi de € 6.379 bilhões, alta de 87% em doze meses e 25% no trimestre.

Mas, em um ano, o Santander fechou 139 agências e 35 postos de atendimento bancário (PABs), o que gera economia com a manutenção de sua estrutura. E, mesmo assim, a receita com prestação de serviços tem aumentado. Em 12 meses, a renda obtida com tarifas bancárias cresceu 7,9%, totalizando R$ 14,4 bilhões, o que é suficiente para que o banco cubra mais do que dobro de todas as despesas que tem com seus funcionários.

Em setembro de 2021, as receitas com tarifas seriam suficientes para pagar todas as despesas com os funcionários e ainda sobraria 113,14% do valor. E esta é uma arrecadação ínfima obtida pelo banco se comparada a que ele obtém com as demais transações financeiras.

A apresentação do relatório do deputado Fabio Ramalho (MDB/MG) na Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados, indicando a aprovação do Projeto de Lei 1043/2019, que autoriza a abertura de agências e o trabalho bancário aos sábados e domingos, está agendada para a próxima quinta-feira (2/12). O autor do projeto é o deputado David Soares (DEM/SP), filho do pastor R.R. Soares.

“Precisamos mostrar nossa indignação contra mais esse ataque aos trabalhadores da categoria e, nas bases destes deputados, fazermos um trabalho intenso junto aos bancários e bancárias para mostrarmos quem é que apresenta propostas que os prejudicam”, disse o secretário de Relações do Trabalho da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Jeferson Meira, o Jefão, ressaltando que a Contraf-CUT e os sindicatos e federações que fazem parte do Comando Nacional dos Bancários já vem fazendo um trabalho de mobilização e desconstrução de mais esse ataque à jornada de trabalho da categoria.

Para Jefão, o projeto vai sobrecarregar ainda mais bancários e bancárias que já estão adoecendo devido à pressão e o assédio moral da cobrança de metas. “Se um projeto como este for aprovado, a pressão pelo cumprimento de metas aumentará ainda mais e trará um grande prejuízo à categoria”, ressaltou, acrescentando estes parlamentares desconhecem totalmente o trabalho da categoria bancária, que nunca parou de trabalhar durante a pandemia se expondo às mais diversas situações de risco. “O que deveriam fazer era uma moção de agradecimento aos bancários e bancárias”, disse.

Mostre sua indignação

O dirigente da Contraf-CUT conclama toda a categoria acessar o site da Câmara dos Deputados e mostrar sua discordância com o projeto. “Basta acessar o link, se cadastrar e clicar em ‘discordo totalmente’. Mas, também é possível mandar e-mails e ligarem para o relator do projeto mostrando a sua insatisfação”, disse.

Ataque contínuo

A possibilidade de abertura das agências bancárias aos sábados e domingos já foi aventada diversas vezes no Congresso, tanto por meio de projetos de lei, como o PLS 203/2017, quanto por medidas provisórias (MP 881/2019 e MP 905/2019) encaminhadas pelo governo Bolsonaro e foi derrubada graças à pressão dos trabalhadores e seus representantes sindicais.

Para a presidenta Contraf-CUT, Juvandia Moreira, que também é uma das coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários, a proposta visa atender interesses do mercado financeiro. “É coisa deste governo, que governa só para os ricos. Hoje, os bancos já obtêm lucros astronômicos com cobrança de metas absurdas dos bancários. Eles querem realizar essa mesma prática aos sábados e domingos para aumentar ainda mais seus lucros, sem pensar na saúde e nas condições de trabalho da categoria”, disse.

Acordos

O principal argumento de quem defende a abertura dos bancos aos finais de semana é a necessidade de eventos que necessitem de serviços bancários nestes dias. Mas, a presidenta da Contraf-CUT lembrou, que para casos específicos, como a abertura durante eventos aos finais de semana e para o funcionamento de centrais de teleatendimento, já existem acordos específicos negociados com as entidades de representação dos trabalhadores e que, por isso, não há necessidade de alteração na lei.

Histórico

O PL 1043 tramita desde 2019, mas foi engavetado até este ano após intervenção da Contraf-CUT junto ao antigo relator, o deputado João Carlos Bacelar (PL/BA). Como ele não pertence mais à CDC, o deputado Fábio Ramalho foi designado como novo relator.

“Fábio Ramalho já havia apresentado um relatório contrário, que foi devolvido para adequações, mas, de forma surpreendente, mudou de posição e fez um relatório pela aprovação, que também foi devolvido, e agora, em forma de substitutivo, deu parecer favorável novamente para que as agências sejam abertas aos sábados e domingos colocando em xeque o descanso semanal dos bancários e bancárias”, explicou Jefão.

Fonte: Contraf-CUT

Alguns bancos estão exigindo que colegas de grupo de risco, com comorbidades, voltem ao trabalho presencial, apesar dos riscos com a pandemia da Covid-19. A volta de bancárias e bancários desses grupos de risco preocupa o movimento sindical bancário, que defende a revisão dessas medidas. A volta ao trabalho presencial dos grupos de risco será tema de discussão da reunião, nesta segunda-feira (29), do Comando Nacional dos Bancários com a Comissão Nacional de Negociações da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban).

No início da pandemia, em 2020, uma das primeiras medidas adotadas na categoria foi proteger os grupos de risco.

Países da Europa e da Ásia Central já enfrentam uma nova onda de infecções e mortes causadas pela Covid-19. Os países dessas regiões foram responsáveis por cerca de 60% dos novos casos da doença e metade das mortes nas últimas semanas, de acordo com levantamento descrito pela Fiocruz. Técnicos da Fiocruz orientam que seja possibilitado a permanência do trabalho em casa para os grupos de risco.

Outra preocupação é com a nova variante do coronavírus identificada esta semana na África do Sul e que pode ter uma capacidade ainda maior de contágio do que as variantes anteriormente identificadas.

O diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom, manifestou preocupação com a falta de cuidados para a prevenção da doença. “As vacinas salvam vidas, mas não evitam totalmente a transmissão da Covid-19. Estamos preocupados, em muitos países e comunidades, com a falsa sensação de segurança de que as vacinas acabaram com a pandemia da Covid-19 e que os vacinados não precisam tomar quaisquer outros cuidados”, afirmou o diretor-geral da OMS.

É com imensa tristeza que comunicamos o falecimento do Coordenador Geral do Sindicato dos Bancários da Baixada Fluminense, Alcyon Costa, nesta sexta-feira, 26 de novembro de 2021.

Alcyon era funcionário do Banco Itaú e teve uma trajetória de lutas, conquistas e de defesa pelos direitos dos trabalhadores, lutando incansavelmente por uma sociedade mais justa.

Neste momento difícil que o país e o mundo vivem, a perda de um companheiro leal e dedicado é imensurável. 

Alcyon era uma referência, não somente na Baixada Fluminense, como para todo o movimento sindical.

Maiores informações, como velório e sepultamento, serão divulgadas posteriormente.

O Sindicato dos Bancários da Baixada Fluminense expressa toda sua solidariedade com a família e amigos do companheiro Alcyon Costa.

ALCYON PRESENTE! 

Em reunião entre a Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Banco Mercantil do Brasil com o banco, realizada na quarta-feira (24), a representação dos trabalhadores conquistou a garantia do pagamento da Campanha de Empréstimo Consignado de setembro, para o dia 30 de novembro. O cálculo vai incluir a Proposta de Negócio (PNG), que estava ameaçada de ser retirada da soma das metas das agências.

Para o coordenador da COE do BMB, Marco Aurélio Alves, a garantia da manutenção da PNG é uma grande conquista dos trabalhadores, já que se ocorresse a retirada, isso poderia comprometer o cumprimento das metas dos funcionários e, consequentemente, levaria à redução da premiação para centenas de trabalhadores.

“Esta é mais uma conquista dos funcionários do Mercantil do Brasil, que apoiam as atividades organizadas pelas entidades sindicais em defesa dos direitos e por novas conquistas para os trabalhadores”, ressaltou Marco Aurélio Alves.

#TamoJunto

A reunião com o banco foi realizada a pedido da COE/BMB depois que funcionários do Mercantil do Brasil de diversas partes do país denunciaram aos seus sindicatos que o banco deixou de considerar as PNG no cálculo de cumprimentos das metas. A empresa havia anunciado que consideraria no cômputo apenas a produção feita pela plataforma da campanha de empréstimo consignado.

“É importante que os funcionários mantenham esse contato com seus sindicatos. Isso permite que a gente saiba de imediato o que acontece no dia a dia do trabalho nas agências e possamos interferir junto ao banco para melhorar as condições de trabalho e garantir o cumprimento dos direitos conquistados”, ressaltou o coordenador da COE. “Agradecemos as informações que são nos passadas. Garantimos o sigilo e contamos com a continuidade desta parceria”, concluiu.

Fonte: Contraf-CUT

Nilton Damião Esperança, Presidente da Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro dos Estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo (Fetraf RJ/ES), esteve presente em Duque de Caxias (RJ), nesta quinta-feira, 25 de novembro, na feijoada que o Sindicato dos Bancários da Baixada Fluminense promove para seus associados e associadas.

Após um turbulento período de pandemia, que afetou muita gente, o Sindicato voltou a realizar este evento, que já era uma tradição entre os bancários e bancárias da Baixada Fluminense.

O Sindicato dos Bancários da Baixada Fluminense promove a feijoada em sua sede, em Duque de Caxias, e em sua sub-sede, em Nova Iguaçu.

Nilton Damião agradeceu a receptividade: "É um prazer estar em um sindicato grande e forte como o da Baixada Fluminense. A Federação tem a sorte de contar com sindicatos que fortalecem e priorizam sempre o bem-estar dos trabalhadores." E prometeu voltar: "A feijoada estava uma delícia. Voltarei. Agradeço a receptividade de todas e todos os diretores e presentes ao evento. Obrigado", finalizou o Presidente da Fetraf RJ/ES.

Fonte: Fetraf RJ/ES

"Se me matam, levantarei os braços do túmulo e serei mais forte".

Com esta frase, a ativista Minerva Mirabal, da República Dominicana, respondeu aos que a advertiram de que o regime do presidente Rafael Leónidas Trujillo (1930-1961) iria matá-la, no início da década de 1960. 

O alerta se concretizou pouco depois. Em 25 de novembro de 1960, seu corpo foi encontrado no fundo de um barranco, no interior de um jipe, junto com os corpos de suas irmãs, Patria e Maria Teresa, e do motorista Rufino de la Cruz.

A promessa de Minerva parece ter sido cumprida: a morte das irmãs nas mãos da polícia secreta dominicana é considerada por muitos um dos principais fatores que levou ao fim do regime trujillista.

E os nomes das irmãs Mirabal se converteram em um símbolo mundial da luta da mulher.

A cada 25 de novembro, a força de Minerva, Patria e María Teresa se faz sentir. A data foi declarada pelas Nações Unidas como o Dia Internacional da Não-Violência Contra a Mulher, em homenagem às três irmãs.

A gota que encheu o copo

Conhecidas como "Las Mariposas" (as borboletas), essas mulheres nascidas em uma família rica da província dominicana de Salcedo (hoje chamada de Hermanas Mirabal) tinham formação universitária, maridos, filhos e cerca de uma década de ativismo político na época em que foram mortas.

A polícia secreta da República Dominicana assassinou as irmãs Mirabal por ordem de Rafael Leónidas Trujillo. Foto: Getty Images
A polícia secreta da República Dominicana assassinou as irmãs Mirabal por ordem de Rafael Leónidas Trujillo. Foto: Getty Images
Foto: BBC News Brasil

Duas delas, Minerva e María Teresa, já haviam passado pela prisão em várias ocasiões. Uma quarta irmã, Bélgica Adela "Dedé" Mirabal, que morreu em 2014, tinha um papel menos ativo na oposição e conseguiu salvar-se.

"Elas tinham uma longa trajetória de conspiração e resistência, muitas pessoas as conheciam", explica para a BBC Mundo Luisa de Peña Díaz, diretora do Museu Memorial da Resistência Dominicana (MMRD).

Naquele fatídico 25 de novembro, funcionários da polícia secreta interceptaram o veículo que transportava as irmãs em uma estrada da província de Salcedo, no norte do país.

As mulheres foram enforcadas e depois espancadas para que quando o veículo fosse jogado no precipício a morte parecesse resultado de um acidente de carro.

Tinham entre 26 e 36 anos e 5 filhos

"Foi um dia terrível, porque apesar de sabermos (dos perigos), não pensávamos que o crime iria se concretizar", disse Dedé Mirabal no documentário Las Mariposas: Las Hermanas Mirabal.

"Eu agarrava os policiais e dizia: não foi um acidente, as assassinaram."

O assassinato marcou a vida de Dedé Mirabal (que aparece na foto) e a história da República Dominicana. Foto: Getty Images
O assassinato marcou a vida de Dedé Mirabal (que aparece na foto) e a história da República Dominicana. Foto: Getty Images
Foto: BBC News Brasil

A popularidade das três mulheres, somada ao aumento dos crimes, torturas e desaparecimentos daqueles que se atreviam a se opor ao regime de Trujullio fizeram com que o assassinato marcasse a história dominicana.

"O crime foi tão horroroso que as pessoas começaram a sentir-se totalmente inseguras, até mesmo aqueles que eram mais próximos do regime. Porque sequestrar três mulheres, matá-las e atirá-las em um barranco para fazer parecer um acidente é horroroso", explica De Peña Díaz.

Nas palavras de Julia Álvarez, escritora americana de origem dominicana, a chave para explicar por que a história das irmãs Mirabal é tão emblemática é que foi dado um rosto humano para a tragédia gerada por um regime violento, que não aceitava dissidências e que já estava há três décadas cometendo assassinatos no país.

"Esta história foi o 'basta' para os dominicanos, que disseram: quando nossas irmãs, nossas filhas, nossas esposas, nossas namoradas não estão seguras, para que serve tudo isso?", afirma Álvarez, autora do romance El tiempo de las mariposas, que inspirou um filme de mesmo nome.

Nesse sentido, a diretora do Museu Memorial da Resistência Dominicana afirma que todos os envolvidos na execução de Trujillo a tiros, em maio de 1961, "citam o crime das Mirabal como a última gota que fez o copo transbordar".

O que se comemora no dia 25 de novembro

"As irmãs Mirabal levantaram os braços de seus túmulos de um jeito muito forte", afirma Peña Díaz.

Hoje Minerva, Patria e María Teresa são um símbolo da República Dominicana. No país caribenho, além de uma província com o nome delas, há um monumento em uma avendia central da capital Santo Domingo e um museu em sua homenagem, que se transforma em local de peregrinação a cada 25 de novembro.

Além disso, desde 1981 a data de suas mortes se tornou, em toda a América Latina, um dia para marcar a luta das mulheres contra a violência.

Nesse dia foi realizado o primeiro Encontro Feminista da América Latina e do Caribe, em Bogotá (Colômbia) - no qual as mulheres denunciaram os abusos de gênero que sofriam no ambiente doméstico, assim como a violação e o assédio sexual por parte dos Estados, como a tortura e a prisão por motivos políticos.

Em 1999, a ONU transformou o dia em uma data comemorativa internacional.

Cenas dolorosas

Para a escritora Julia Álvarez, se as irmãs Mirabal ainda estivessem vivas, teriam muitos motivos para continuar lutando.

A imagem das irmãs Mirabal lembra a situação de violência de gênero na América Latina. Foto: AFP
A imagem das irmãs Mirabal lembra a situação de violência de gênero na América Latina. Foto: AFP
Foto: BBC News Brasil

"No mundo, os direitos de muitas mulheres ainda não são respeitados e muitas não têm acesso à educação", afirma.

A violência de gênero chegou a ser classificada como pandemia na América Latina. Segundo dados da Organização Panamericana de Saúde (Opas) de 2013, "entre um quarto e metade das mulheres declararam ter sofrido alguma vez violência por parte de um companheiro íntimo".

Segundo a ONU, em todo o mundo, a violência dentro das próprias casas das mulheres é a principal causa de lesões sofridas por aquelas que têm entre 15 e 44 anos.

Por isso, indica Álvarez, mesmo mais de meio século depois da morte das irmãs Mirabal, "ainda é tempo das borboletas".

*Este texto foi publicado originalmente em 25 de novembro de 2017

Fonte: UOL