Junho 12, 2026
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Quase três anos após a conquista na Campanha Nacional dos Bancários de 2022, os trabalhadores e trabalhadoras do Banco do Brasil comemoram mais um passo importante para a valorização de sua previdência complementar: a nova Tabela de Pontuação Individual do Participante (PIP), reivindicação histórica do movimento sindical, acaba de ser aprovada pela Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (SEST). Agora, o processo retorna à Previ e, em seguida, para análise final da Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc).

A revisão da tabela, garantida nas negociações com o banco, tem como objetivo ampliar a base de associados que conseguem atingir percentuais maiores na contribuição adicional 2B. Essa contribuição varia de 1% a 10% do salário de participação dos associados do Previ Futuro, sendo que o Banco do Brasil contribui com o mesmo percentual definido pelo participante.

Na época das negociações da Campanha Nacional de 2022, o então coordenador nacional da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB (CEBB) e atual presidente da Previ, João Fukunaga, destacou a importância da conquista. “Essa foi uma vitória importante de uma reivindicação que foi colocada dentro da entidade pelos diretores e conselheiros eleitos na Previ. Um levantamento inicial feito para embasar a importância dessa conquista mostra que, logo de início, as mudanças na PIP devem beneficiar mais de 14 mil trabalhadoras e trabalhadores do BB, e outros milhares também serão impactados com as mudanças na tabela ao longo dos próximos anos.”

A governança da Previ aprovou as propostas de alteração e atuou ativamente para que as outras instâncias também aprovassem as medidas que beneficiarão os associados.

A revisão era uma demanda antiga dos funcionários, pois desde a criação do plano Previ Futuro, em 1998, a metodologia da PIP nunca havia sido alterada — mesmo com as diversas reformulações nos planos de cargos e salários do BB. Isso resultava em um cenário no qual apenas executivos com altos salários conseguiam atingir o patamar máximo da contribuição 2B. “Após várias negociações do movimento sindical, finalmente em setembro de 2022 o banco aceitou revisar a metodologia de cálculo”, relembra Fernanda Lopes, atual coordenadora da CEBB. “Tenho 15 anos de carreira no banco e só obtive aumento de dois pontos na PIP nesse período. Da forma como ela estava, somente os cargos mais altos conseguiam alcançar os 10% de contribuição.”

A expectativa é que a nova metodologia corrija essa distorção, permitindo que um número muito maior de associados tenha acesso à elevação do percentual de contribuição, aumentando o saldo de conta e, consequentemente, o valor dos benefícios na aposentadoria. “Milhares de associados e associadas vão conseguir aumentar o percentual de contribuição. Isso será uma vitória importante dos trabalhadores, porque representa mais uma garantia de aposentadoria segura aos participantes da Previ”, reforça Fernanda.

 

A nova tabela, já aprovada pela SEST, retorna agora à Previ e, na sequência, seguirá para a análise final da Previc. Quando implementada, permitirá que mais associados alcancem percentuais maiores de contribuição, ampliando significativamente os valores acumulados para o período da aposentadoria. “A nossa expectativa é que a nova PIP seja, finalmente, implementada ainda neste ano”, projeta Fernanda.

Entenda a importância da nova Tabela PIP

  • A Tabela PIP define o percentual de contribuição adicional 2B no plano Previ Futuro, que varia de 1% a 10% do salário de participação.
  • O Banco do Brasil contribui com o mesmo percentual definido pelo participante.
  • A 2B cresce à medida que o funcionário evolui na carreira, mas a metodologia antiga impedia esse avanço para a maioria dos trabalhadores.
  • A nova tabela corrige essa distorção, permitindo que mais associados aumentem sua contribuição e tenham uma aposentadoria mais robusta.

Fonte: Contraf-CUT

O governo Lula estuda formas de aumentar o tempo de quarentena para que ex-funcionários públicos possam assumir cargos ou estabelecer vínculos profissionais com instituições que antes eram reguladas pelas entidades públicas onde atuavam.

A notícia foi divulgada neste domingo (18), na coluna Painel, da Folha de S.Paulo. Segundo o meio de comunicação, o governo discute ampliar para 18 meses (hoje são seis meses) o período de quarentena, que existe com o objetivo de evitar conflitos de interesses. A coluna também apontou que a mudança do tempo de quarentena está em debate no Ministério da Gestão e na Comissão de Ética Pública (CEP) desde o ano passado.

Em matéria publicada recentemente no site da Contraf-CUT, a presidenta da entidade Juvandia Moreira alertou para a movimentação do ex-presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, para o Nubank, em dois cargos, que passará a assumir no dia 1º de julho, quando estará liberado da regra atual de quarentena: chefe global de Políticas Públicas e vice-presidente do Conselho de Administração da instituição financeira. 

"Defendemos o fim da porta giratória dos dirigentes do Banco Central. Sair do banco para ir trabalhar no setor financeiro é, no mínimo, imoral e antiético. Campos Neto simplesmente passa a assumir posição em uma das fintechs que mais cresceram no país, nos últimos anos, e que hoje tem ativos bilionários, que a coloca em pé de igualdade com bancos tradicionais, mas que, entretanto, não é responsabilizada socialmente e economicamente da mesma forma que os bancos tradicionais, contribuindo para a insegurança de todo o sistema financeiro nacional”, completou a dirigente.

Campos Neto e as fintechs

A Nubank existe desde 2013, mas foi em 2022 que ganhou notoriedade, pois na época ultrapassou o Santander em números de clientes. Hoje, a empresa tem ativos acima de R$ 30 bilhões, volume superior a muitos bancos que atuam no país. Apesar disso, a Nubank não tem registro de banco, e sim de fintech, termo para empresas de serviços financeiros que utilizam tecnologias.

A normativa que regulamenta fintechs para atuarem no sistema financeiro do país foi publicada pelo Banco Central em 2018. Antes disso, em 2013, o BC havia editado uma circular que disciplinava a prestação de serviço por parte de instituições de pagamento.

Mas, foi quando Campos Neto assumiu a presidência do Banco Central que ocorreu um forte impulsionamento desse tipo de empresas no país: em 2019, primeiro ano dele na gestão do órgão regulador do sistema financeiro, somente 34 fintechs tinham obtido o aval do Banco Central. Esse número saltou para 258 em 2024, ano que Campos Neto deixou a instituição.


Por que trabalhadores discutem regulação de fintechs?

O aumento significativo das fintechs operando como bancos no sistema financeiro ocorreu mesmo diante de inúmeras preocupações levantadas sobre as diferenças regulatórias entre os bancos tradicionais e as fintechs, estas últimas sujeitas a regras e critérios menos rígidos em termos de recolhimento de alíquotas, segurança de dados e direitos trabalhistas. A facilidade na abertura de fintechs também tem contribuído para sonegação e lavagem de dinheiro, por grupos de organizações criminosas.  

Por essas razões, a revisão das normas regulatórias para o sistema financeiro do país é uma das pautas do movimento sindical bancário, discutida em recente audiência pública realizada na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) com o apoio do deputado federal Reimont (PT-RJ).

“Regular o sistema financeiro é uma responsabilidade muito grande. Quando uma entidade bancária quebra, a sociedade inteira sofre as consequências. E o grande problema hoje, no Brasil, é que temos uma regulação do Banco Central diferenciada para bancos e outras empresas que atuam como bancos no setor, como as fintechs", destacou Juvandia na audiência. “O que aconteceria se o Nubank quebrasse, empresa que, apesar de não ser registrada como banco, tem 100 milhões de clientes, oferecendo serviços de um banco? Afetaria seriamente todo o país”, concluiu.

Nesta terça-feira, 20 de maio, o Sindicato dos Bancários da Baixada Fluminense visitou agências da Caixa Econômica Federal, em Duque de Caxias, no Dia Nacional de Luta em Defesa do Saúde Caixa.

O objetivo da manifestação, que ocorreu em todo o país, é ressaltar que os empregados não tolerarão aumentos dos valores das mensalidades do plano de saúde. E, também, pressionar pela resposta da Caixa sobre a não retirada do teto de gastos do banco com a saúde das empregadas e empregados.

Os diretores e diretoras do Sindicato exibiram uma faixa e distribuíram o Boletim "Avante", que explica e contribui com os argumentos de mobilização das empregadas e empregados

Além disso, foram feitas publicações na internet, ampliando o alcance das atividades.

ENTENDA

Desde 2017, quando a Caixa impôs o limite de 6,5% da folha de pagamentos dos empregados para seus gastos com a saúde do seu quadro de pessoal, a derrubada deste teto passou a ser prioridade para todas as empregadas e empregados.
 
O teto congelou a participação da Caixa no custeio, o que transfere aos empregados qualquer elevação no custo do plano, ampliando a parte que usuários têm que pagar.
 
Na prática, impede a aplicação da proporção 70/30, comprometendo, assim, a sustentabilidade do plano, uma vez que as constantes altas da tabela de preços médicos passam a recair sobre os trabalhadores.



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O Banco Mercantil do Brasil registrou um Lucro Líquido Contábil de R$ 241 milhões no primeiro trimestre de 2025, um crescimento expressivo de 46,1% em relação ao mesmo período de 2024, quando lucrou R$ 165 milhões. Em relação ao trimestre anterior, a alta foi de 17,6% – no quarto trimestre de 2024, o banco havia lucrado R$ 205 milhões. Assim, o Mercantil segue sua trajetória de lucros consecutivos desde o segundo trimestre de 2023, quando ultrapassou a marca dos R$ 100 milhões.

O desempenho do trimestre foi impulsionado principalmente pela alta nas receitas com operações de crédito (+25,6%), resultados com títulos e valores mobiliários (+104,9%) e crescimento das receitas com prestação de serviços e tarifas bancárias (+26,9%). A rentabilidade sobre o patrimônio líquido (ROE) alcançou o patamar de 46,4%, com alta de 11,7 pontos percentuais (p.p.) em doze meses – um índice bastante elevado mesmo para os padrões do setor bancário. 

Crescimento com digitalização

Os ativos totais do banco cresceram 32,9% em relação a março de 2024, chegando a R$ 27,1 bilhões. A carteira de crédito, que representa quase 70% dos ativos, atingiu R$ 19 bilhões, com destaque para o crédito consignado, que subiu 42% e chegou a R$ 12,1 bilhões, e o crédito pessoal, com alta de 26%, somando R$ 2,6 bilhões.

A inadimplência acima de 90 dias ficou em 2,17%, com queda de 0,36 p.p. em 12 meses, o que possibilitou uma redução de 6,2% nas despesas com provisões para devedores duvidosos (PDD), mesmo com as mudanças contábeis exigidas pela Resolução CMN nº 4.966/21, que entrou em vigor em janeiro de 2025.

Outro destaque do período foi o avanço na digitalização: 78% das operações de crédito foram originadas por canais digitais, demonstrando a estratégia do banco em investir em tecnologia para ampliar sua atuação.

Receita cresce mais que despesas

As receitas com prestação de serviços e tarifas bancárias totalizaram R$ 202,7 milhões, crescimento de 26,9% em relação ao primeiro trimestre de 2024. Já as despesas de pessoal, incluindo a PLR, somaram R$ 181,8 milhões, com alta de 21,5%. Com isso, o índice de cobertura dessas despesas pelas receitas com tarifas ficou em 111,5%. 

Aumento da base de clientes

O Mercantil encerrou o trimestre com 3.588 funcionários e estagiários, número que representa a criação de 225 postos de trabalho em 12 meses. Também foram abertas 16 novas unidades, totalizando 313 pontos de atendimento em março de 2025. A base de clientes cresceu em 800 mil, atingindo 9 milhões de pessoas.

Para Vanderci Antônio, funcionário do Mercantil e coordenador da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Mercantil, apesar dos números positivos, a COE segue atenta à qualidade dos empregos gerados, à valorização dos trabalhadores e aos impactos da digitalização e terceirização nas condições de trabalho. “O crescimento do lucro e da base de clientes precisa vir acompanhado do respeito aos direitos dos bancários e da ampliação de oportunidades com dignidade no setor financeiro.”

Fonte: Contraf-CUT

A Comissão de Empresa das Funcionárias e dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) se reuniu com a direção do banco nesta quinta-feira (16), em formato online, para discutir a situação das horas negativas acumuladas durante a pandemia de covid-19. O acordo firmado entre as partes para a compensação dessas horas vence no próximo dia 31 de maio. A partir dessa data, as funcionárias e os funcionários que não conseguiram realizar toda a compensação terão que pagar as horas pendentes.

Durante a reunião, os representantes das funcionárias e dos funcionários apresentaram ao banco relatos de trabalhadoras e trabalhadores que enfrentam dificuldades para quitar o saldo de horas negativas, especialmente quem tem filhos menores ou cuida de pessoas idosas ou adoecidas. A situação das mães solo foi destacada como uma das mais críticas. Para essas trabalhadoras, a exigência de jornada adicional para compensar as horas significaria abrir mão do tempo dedicado aos cuidados com a família — e o pagamento direto das horas comprometeria ainda mais a renda familiar.

“É preciso sensibilidade para lidar com esse tema. O banco precisa considerar os impactos que esses descontos terão na vida de milhares de pessoas, principalmente mães solo e trabalhadores com responsabilidades de cuidado. Não é justo que, após tudo o que enfrentamos na pandemia, essas famílias sejam penalizadas financeiramente por não conseguirem cumprir integralmente a compensação”, afirmou Fernanda Lopes, coordenadora da CEBB.

A representação sindical sugeriu ainda que o banco crie uma linha específica de crédito para funcionárias e funcionários que eventualmente precisem arcar com o pagamento das horas negativas.

Segundo dados apresentados, no início da vigência do acordo, mais de 25 mil funcionárias e funcionários acumulavam horas negativas. Atualmente, esse número caiu para menos de 10% do total inicial, o que evidencia o esforço coletivo para cumprir a compensação acordada.

Outro ponto debatido foi a situação de funcionárias e funcionários pertencentes a grupamentos com regras específicas no acordo anterior, como pessoas com deficiência, pais e mães de pessoas com deficiência, e pessoas que integravam o grupo de risco da covid-19. Esses trabalhadores tinham o compromisso de compensar apenas 30% do total das horas devidas — e os 70% restantes seriam anistiados caso a meta fosse atingida. Os representantes dos trabalhadores alertaram, porém, que há casos em que o banco pretende descontar a totalidade das horas, mesmo de quem não conseguiu atingir os 30% mínimos. A orientação é que, nesses casos, os descontos sejam proporcionais apenas ao que foi efetivamente compensado, preservando o critério do acordo anterior.

Além disso, os representantes das funcionárias e dos funcionários solicitaram que o banco limite a dedução em folha a, no máximo, 30% da renda mensal das pessoas afetadas, para evitar impactos financeiros mais severos.

A representação sindical aguarda o retorno do banco sobre as propostas apresentadas e reforça que a busca por uma solução justa e equilibrada para todas e todos é prioridade neste momento.

Fonte: Contraf-CUT

No dia 21 de maio de 2025, das 8 horas às 20 horas, bancárias e bancários do Banco Itaú, da base do Sindicato dos Bancários da Baixada Fluminense, participam de assembleia remota, para deliberar sobre a aprovação do Acordo Coletivo de Trabalho para pagamento da Participação nos Lucros e/ou Resultados referentes aos exercícios de 2025 e 2026 disciplinado pela Lei nº 10.101 e alterações das Leis 12.832/13 e 14.020/20.

Podem participar bancários, sócios e não sócios, da base territorial do Sindicato, que prestam serviço para o Banco Itaú Unibanco S/A; Itaú Unibanco Holding S/A; Banco Itaú Consignado S/A;.

PARA VOTAR

Para votar e participar, basta acessar o link de votação: https://bancarios.votabem.com.br/

O link estará, também, disponível em nosso site (http://www.bancariosbaixada.org.br)

IMPORTANTE

O Sindicato dos Bancários da Baixada Fluminense, seguindo orientações da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), indica a aprovação da deliberação proposta.

 

 

A Contraf-CUT enviou, nesta quinta-feira (15), um ofício para a Caixa Econômica Federal pedindo que o banco explique um boato sobre uma possível reestruturação das funções de caixa e tesoureiro executivos (CAEX e TEX).

A informação que circula entre empregadas e empregados é a de que caixas e tesoureiros estão sendo convocados para uma "Ação consultiva-ReprogAME Sua Trajetória".

Segundo o que se diz, trata-se de um treinamento presencial para empregados (indicados por seus gestores), que sintam a necessidade de repensar sua trajetória profissional. “Pelas informações que nos foram passadas, o ‘treinamento’ é, na verdade, uma forma de fazer com que caixas e tesoureiros reflitam sobre sua carreira”, disse o coordenador da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Felipe Pacheco.

Para a representante da Federação dos Bancários da CUT do Estado de São Paulo (Fetec-CUT/SP) na CEE, Luiza Hansen, a informação gerou insegurança e apreensão. “Ontem, vários colegas nos procuraram preocupados e inseguros em relação a uma possível reestruturação que atingiria em especial os caixas e tesoureiros. Enviamos ofício à Caixa para que isso seja esclarecido”, informou. “Mas, reforçamos nossa reivindicação para que qualquer mudança que mexa com a carreira e a vida dos empregados seja sempre previamente tratada com a CEE, que representa o Comando Nacional dos Bancários nas negociações com o banco”, completou.

“Torcemos para que sejam apenas boatos, pois temos negociações pendentes sobre as funções de caixas e tesoureiros desde a Campanha Nacional dos Bancários de 2024 e o banco vinha prorrogando a realização das reuniões de negociação. Agora, que temos uma previsão de que haja uma mesa de negociações até o final deste mês, surgiu esse ‘boato’”, observou o coordenador da CEE. “Mas, se são apenas boatos, eles passam bastante credibilidade pois já circulam informações até sobre os novos nomes dos cargos, onde os caixas passariam a ser assistentes e os tesoureiros passariam a gerentes de operações”, completou.

Em seu ofício, a Contraf-CUT pede que o banco informe sobre a veracidade, ou não, das informações que circulam nas unidades; que, sendo verdade, que o banco passe todas as informações para a representação dos empregados e agende para o quanto antes uma reunião para retomar as negociações.

“É inadmissível que a Caixa esteja dando andamento a esta reestruturação sem as devidas tratativas com a representação sindical dos empregados, que, nestes casos, são sempre os mais afetados pelas mudanças”, disse Felipe. “Temos muito a contribuir com esta questão e o banco não pode menosprezar a representação e a posição dos empregados. Por isso, esperamos que a Caixa mande rapidamente as informações e agende a reunião de negociações para o quanto antes”, cobrou o coordenador da CEE.

Fonte: Contraf-CUT

A terceira rodada de negociações sobre o custeio da Cassi foi realizada nesta terça-feira (13). A discussão, que envolve representantes das entidades do funcionalismo do Banco do Brasil, não avançou como o esperado devido à ausência de dados por parte do banco, que alegou restrições por conta do período de silêncio do mercado.

Durante a manhã, as entidades representativas se reuniram na sede da Anabb, onde analisaram números, indicadores e simulações de propostas com apoio de dirigentes eleitos da Cassi e atuários que prestam assessoria à diretoria da entidade. O objetivo foi aprofundar a análise técnica para qualificar a atuação na mesa de negociação.

Já no período da tarde, na sede do BB, foi instalada formalmente a mesa de negociações. No entanto, os representantes do banco informaram que, em função da alteração na data de divulgação dos resultados trimestrais e da obrigação de cumprir o período de silêncio, não poderiam apresentar dados ou informações que pudessem “influenciar o mercado”.

Apesar do impasse, os dirigentes da Cassi aproveitaram o momento para apresentar informações sobre a gestão da Caixa de Assistência. De acordo com os dados divulgados, as reservas livres estão garantidas até junho de 2026, uma vez que o aumento das provisões técnicas não afeta esse montante. A diretoria também reafirmou o compromisso com o fortalecimento da Atenção Primária à Saúde (APS), com foco em atendimento e ampliação do quadro de profissionais.

Outro ponto destacado foi a incorporação de ferramentas de inteligência artificial para dar mais agilidade à autorização de procedimentos e para melhorar a detecção de fraudes e irregularidades.

A coordenadora da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, Fernanda Lopes, destacou que a negociação precisa manter o foco na sustentabilidade e no equilíbrio do plano. “É fundamental manter os estudos com base na premissa do modelo de custeio 70/30, conforme estabelecido na resolução CGPAR 52. Também defendemos que o banco assuma sua responsabilidade no custeio dos associados oriundos de bancos incorporados, que estão na Cassi por decisão judicial. Não é justo que o custo desse grupo recaia sobre os demais participantes”, afirmou Fernanda Lopes.

Apesar de não ter sido definida uma nova data para continuidade das negociações, as partes sinalizaram a intenção de retomar o diálogo o mais breve possível.

Fonte: Contraf-CUT

 

Os financiários voltaram a se reunir com a Fenacrefi nesta quarta-feira, 14 de maio, na sede da Contraf-CUT, em São Paulo. O encontro teve como foco principal a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e o levantamento do chamado “Rosto dos Financiários” — um mapeamento do perfil da categoria. 

PLR: debate continua

Apesar da disposição das partes, o debate sobre a PLR não avançou para uma reformulação para 2025. A Fenacrefi informou que ainda não possui informações suficientes de todas as empresas para embasar uma proposta de mudança nas regras atuais. Dessa forma, o que está assegurado na Convenção Coletiva de Trabalho, na cláusula quarta, segue valendo: as mesmas regras da PLR de 2024 continuam aplicados em 2025, com reajuste previsto em CCT.

Para Jair Alves, diretor da Contraf-CUT, o acordo de dois anos firmado na última campanha garantiu segurança para a categoria: “A manutenção da PLR por mais um ano é uma conquista importante, fruto do acordo de dois anos que negociamos. Agora, temos mais tempo para buscar avanços sem retrocessos”, afirmou. 

Rosto dos Financiários: mapeamento em andamento

Outro tema discutido foi o projeto “Rosto dos Financiários”, que tem como objetivo traçar o perfil dos trabalhadores do setor.

Uma empresa já foi contratada para realizar o levantamento. O prazo estimado para a conclusão do trabalho é de 90 a 120 dias. Após esse período, uma nova reunião será marcada para apresentação e análise dos dados coletados.

Magaly Fagundes, coordenadora do Coletivo Nacional dos Financiários da Contraf-CUT, ressaltou a relevância do estudo. “É fundamental conhecermos os trabalhadores que representamos, saber quem eles são para entender o que pensam e o que precisam. Isso fortalece nossa representação e qualifica nossa atuação”, afirmou.

Fonte: Contraf-CUT

Os associados da Cassi terão entre os dias 15 e 26 de maio para votar no Relatório Anual de 2024, documento que apresenta os resultados econômico-financeiros e as principais ações da governança da Caixa de Assistência no último ano. A votação poderá ser realizada por meio do App Cassi, do site da entidade, nos terminais de autoatendimento do Banco do Brasil e no SISBB — este último, exclusivo para associados da ativa. Dúvidas sobre o conteúdo podem ser encaminhadas para o e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

Entre os destaques do documento está o aumento de 32,5% no número de consultas realizadas nas CliniCASSI em 2024. De acordo com a diretoria da Cassi, o crescimento é resultado direto das melhorias promovidas na rede própria da Caixa de Assistência, como a ampliação, reformulação e relocalização de seis unidades, além da ampliação da oferta de especialidades médicas e do número de procedimentos realizados. A expectativa é de que oito novas CliniCASSI sejam entregues aos associados em 2025.

Outro avanço importante apresentado no relatório foi o aprimoramento da avaliação do risco populacional, que passou a utilizar tecnologia e evidências científicas para identificar associados e familiares com alto risco de desenvolver doenças crônicas. A iniciativa permite que a Cassi atue de forma preventiva, com ações mais direcionadas e eficientes, monitoradas pelas equipes das CliniCASSI.

Essa abordagem tem como foco doenças como diabetes, colesterol alto, hipertensão, câncer e enfermidades cardiovasculares. O objetivo é melhorar a qualidade de vida das pessoas e, ao mesmo tempo, controlar despesas, evitando internações e tratamentos mais complexos e onerosos no futuro.

A Contraf-CUT orienta os colegas do Banco do Brasil a participarem do processo e votarem pela aprovação do Relatório Anual de 2024. “O Relatório Anual de 2024 apresenta com transparência os resultados e avanços importantes da Cassi. Por isso, a Contraf-CUT orienta os colegas do Banco do Brasil a votar pela aprovação do documento, que reflete a real situação da entidade e os esforços feitos para melhorar o atendimento aos associados”, afirma o secretário-geral da Contraf-CUT, Gustavo Tabatinga Jr..

Fonte: Contraf-CUT