Junho 13, 2026
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A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), por meio da Comissão de Organização dos Empregados (COE), e demais entidades de representação dos trabalhadores se reuniu com o banco Santander no Comitê de Relação Trabalhistas (CRT) na quinta-feira (25) para debater uma pauta de questões que afetam o dia a dia de trabalho e estão pendentes de negociação com o banco.

O CRT é uma conquista dos bancários do Santander prevista na cláusula 35 do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) específico do banco, aditivo à Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). A CRT se reúne a cada dois meses para tratar das questões de relações trabalhistas.

“Foi uma reunião longa com debates intensos. Tratamos das demandas nacionais dos trabalhadores, mas houve certa insensibilidade do banco. Esperávamos mais avanços”, disse o secretário de Assuntos Socioeconômicos e representante da Contraf-CUT na mesa de negociações com o banco, Mario Raia.

CPA 10

A Contraf-CUT reivindicou a extensão do prazo para obter a certificação, considerando que o normativo do Banco Central 3.158/2003, estabelece o prazo de até um ano, a partir da contratação ou a partir da ascensão a novo cargo. E ressaltou a falta de sensibilidade do banco para com as solicitações dos trabalhadores. Em resposta, o banco prorrogou por mais 30 dias o prazo para a realização das provas.

Unificação de cargos

O banco avalia que o atual modelo de atendimento segmentado está ultrapassado e que, com o novo modelo, embora haja mais gerentes de negócios e serviços, não haverá aumento de metas para o chamado “carteirão”, a carteira de clientes.

O banco se comprometeu em garantir que o trabalhador tenha seu tempo de treinamento com dedicação exclusiva dentro da jornada de trabalho. Estuda ainda a inclusão de período presencial e a extensão do horário de treinamento.

A configuração dos cargos dependerá de cada caso nas agências. Nem todos os caixas deverão ser migrados para os novos cargos de gerentes de negócios e serviços. Cerca de 2.000 caixas permanecerão nessa mesma função.

Bandeira dos vales refeição e alimentação

Sobre a mudança da bandeira dos vales refeição e alimentação, o banco informou que a quantidade de estabelecimentos cadastrados já é maior que a rede da Alelo (utilizada até então) e que não é possível fazer a migração de saldo entre o cartão velho e o novo nem estender o prazo de implantação.

“Embora o banco tenha apresentado números de que a rede credenciada já seja maior do que a da Alelo, na maioria dos lugares onde os bancários conseguem usar o Alelo, ainda não conseguirão usar o Ben Visa Vale a partir desta terça-feira (30). Por isso a preocupação com as dificuldades de aceitação do novo cartão”, disse a coordenadora da COE, Maria Rosani.

Retirada das portas-giratórias

Os representantes dos trabalhadores cobraram a manutenção das portas giratórias. O banco afirmou que todas as agências estão de acordo com o Plano de Segurança da Polícia Federal e que “as portas giratórias não são mais impeditivas” para as situações de assalto.

Além disso, não serão todas as agências que terão suas portas giratórias retiradas, isso dependerá de avaliações do banco e das legislações, que proíbem a retirada em alguns estados e municípios.

“Percebemos que as novas tecnologias em implantação visam apenas a segurança patrimonial, mas esquecem da integridade dos funcionários e clientes do banco, que estarão expostos às ações de criminosos que poderão entrar nas agências sem que se percebam que estão armados”, observou o representante da Contraf-CUT.

A Contraf-CUT solicita que os bancos compartilhem os locais onde se pretende retirar as portas e irá cobrar os resultados nas próximas reuniões.

Abertura aos finais de semana

A Contraf-CUT reivindicou que o projeto de abertura de agências nos finais de semana para educação financeira seja apresentado na íntegra.

O banco sustenta que será um trabalho voluntário dos funcionários em 29 agências do país e que não haverá trabalho comercial nas agências que trabalharão com orientação financeira.

“Os trabalhadores devem denunciar ao seu sindicato caso tenha ocorrido alguma pressão para se tornar “voluntário”. Eles precisam estar cientes de que, ao realizar esse tipo de trabalho, não estarão cobertos pela legislação trabalhista caso ocorra algum acidente no trajeto e/ou no trabalho”, orientou Mario Raia.

Reembolso de KM rodado

O banco afirmou que já está em estudo a majoração do valor do quilômetro rodado e seu novo valor será anunciado nos próximos dias.

Outras reivindicações, como: retorno ao trabalho e plano de saúde ficaram para serem discutidas na próxima reunião.

 

Fonte: Contraf-CUT

Os bancos fecharam 1.655 postos de trabalho no país, nos primeiros três meses de 2019, de acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). A análise por Setor de Atividade Econômica revela que os “Bancos múltiplos com carteira comercial”, categoria que engloba bancos como Itaú Unibanco, Bradesco, Santander e Banco do Brasil, foram responsáveis pelo fechamento de 1.656 postos no período, enquanto a Caixa fechou 74 postos.

“Os bancos não têm motivo algum para demitir, estão publicando seus lucros e estes são crescentes. Falta compromisso com o pais que já tem um número enorme de desempregados”, criticou a presidenta da Contraf-CUT, Juvandia Moreira.

Os piores saldos foram registrados no Rio Grande do Sul (676 postos fechados), no Rio de Janeiro (-423 postos) e no Ceará (-143 postos). Por outro lado, Pará e São Paulo apresentaram os maiores saldos positivos, abrindo 86 e 76 postos respectivamente.

As demissões sem justa causa representaram 53,5% do total de desligamentos no setor bancário nos três primeiros meses de 2019. As saídas a pedido do trabalhador representaram 32,2%. Em janeiro foram, ainda, registrados 49 casos de demissão por acordo entre empregado e empregador. Essa modalidade de demissão foi criada com a aprovação da Lei 13.467/2017, a Reforma Trabalhista, em vigência desde novembro de 2017. Os empregados que saíram do emprego nessa modalidade apresentaram remuneração média de R$11.063,00, bastante superior à média (R$ 6.318,22).

Faixa etária

A abertura dos postos bancários concentrou-se nas faixas entre 18 e 29 anos, com criação de 2.387 postos de trabalho. Acima de 30 anos, todas as faixas apresentaram saldo negativo, com destaque para a faixa de 50 a 64 anos, com fechamento de 1.846 postos, contudo, na faixa entre 30 e 39 anos, foram fechados 1.277 e entre 40 e 49 anos, o saldo foi de 906 postos fechados.

Desigualdade entre Homens e Mulheres

As 3.063 mulheres admitidas nos bancos em janeiro a março de 2019 receberam, em média, R$ 3.993,00. Esse valor corresponde a 78,8% da remuneração média auferida pelos 3.736 homens contratados no período. Constata-se uma diferença de remuneração ainda maior entre homens e mulheres nos desligamentos. As 4.199 mulheres desligadas dos bancos recebiam, em média, R$ 5.581,00, o que representou 70,6% da remuneração média dos 4.255 homens desligados dos bancos no período.

Fonte: Contraf-CUT

O Bradesco lucrou R$ 6,2 bilhões no 1º trimestre de 2019, um crescimento de 22,3%, em relação ao mesmo período de 2018 e de 7,0% comparado com o ultimo trimestre de 2018.

No balanço divulgado, o banco destaca o fato de os primeiros indicadores de atividade econômica de 2019 terem apresentado resultados menores do que o esperado. As condições para uma aceleração do crescimento, na visão do Bradesco, continuam presentes, com inflação e juros em patamares baixos e expansão do crédito com taxas de inadimplência reduzidas. “A aprovação da proposta da Nova Previdência nos próximos meses constitui condição fundamental para reequilíbrio das contas públicas no médio prazo, com importante impacto na confiança dos agentes econômicos e, consequentemente, retorno de investimentos privados”, atenta o banco, no documento.

Para Magaly Fagundes, coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Bradesco, o documento mostra o sentimento negativo do banco com o resultado. “É impressionante, mesmo com um resultado 22% maior do que o do ano passado, essa insatisfação. Eles sempre querem mais. A ansiedade na aprovação da reforma da Previdência deixa claro que as mudanças só vão beneficiar os banqueiros e os empresários.”

destaque do Dieese mostra que o retorno sobre o Patrimônio Líquido médio anualizado (ROE) ficou em 20,5%, com aumento de 1,9 p.p. em doze meses. Segundo o Banco, esse aumento deve-se “à maior margem financeira com clientes, menores despesas com PDD (Expandida) e maior resultado das operações de seguros, previdência e capitalização, além do bom desempenho das receitas de prestação de serviços”. A holding encerrou o 1º trimestre de 2019 com 99.156 empregados, com aumento de 1.563 postos de trabalho em doze meses. Foram fechadas 114 agências e 54 postos de atendimento (PA), em relação ao mesmo período de 2018.

Fonte: Contraf-CUT

A água consumida pelos brasileiros pode estar contaminada por muito mais que 27 pesticidas identificados pelo Ministério da Saúde. O alerta é da pesquisadora do departamento de Geografia da Universidade de São Paulo (USP) Larissa Mies Bombardi, autora do Atlas Geografia do Uso de Agrotóxicos no Brasil e Conexões com a União Europeia, em entrevista à jornalista Marilu Cabañas, na Rádio Brasil Atual.

Dados compilados e divulgados nesta semana pela ONG Repórter Brasil, Agência Pública e a organização suíça Public Eye, com base em amostras das empresas de abastecimento de 1.396 municípios, indicam que a água de uma a cada quatro cidades está contamina por agrotóxicos. Mas, como adverte Larissa, os 27 pesticidas foram encontrados apenas porque seu uso está condicionado por lei a testes obrigatórios, desconsiderando, no entanto, a avaliação de outros tipos de agrotóxicos que têm utilização permitida no país, um número que chega a ser superior a 500. "Há outros 400 e tantos agrotóxicos que sequer são investigados. É algo mais grave do que a gente está vendo", avalia a pesquisadora. 

Entre as centenas de substâncias que são deixadas de lado pela legislação está o Acefato, um tipo de inseticida, proibido na União Europeia, mas que figura entre os 10 mais vendidos no Brasil, de acordo com Larissa. "Ele pode estar presente (na água) e estar tudo certo, porque a legislação não faz menção a essa substância", descreve.

Só entre os 27 agrotóxicos identificados, 16 são considerados altamente tóxicos e 11 estão diretamente associados ao desenvolvimento de doenças crônicas e disfunções hormonais e reprodutivas, ressaltando o potencial ofensivo à saúde e ao meio ambiente desse tipo de substância. "Isso, digamos, que é uma amostra grátis da realidade que envolve a contaminação de água no Brasil", destaca a pesquisadora.

Fonte: Rede Brasil Atual

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), "prévia" da inflação oficial, variou 0,72% neste mês, na taxa mais alta para abril desde 2015. Em março, a variação foi de 0,54%. Com o resultado divulgado nesta quinta-feira (25) pelo IBGE, o IPCA soma 1,91% no ano. Em 12 meses, se aproxima dos 5%, atingindo 4,71%, bem acima do período imediatamente anterior (4,18%).

Os combustíveis puxaram o índice para cima: a alta foi de 3%, com destaque para a gasolina, 3,22%, que representou o maior impacto individual de abril (0,14 ponto percentual). Etanol (2,74%) e diesel (1,06%) também subiram. O IBGE apurou ainda elevação de 1,04% na tarifa de ônibus urbanos, que teve reajuste em várias regiões, assim como trem (3,05%) e metrô (0,68%). Com isso, o grupo Transportes passou de 0,59%, em março, para 1,31%. 

O segundo maior impacto do mês, de 0,07 ponto, veio do tomate, que subiu 27,84%. Outros itens com alta, segundo o instituto, foram carnes (1,55%) e frutas (3,36%), cada qual contribuindo com 0,04 ponto para a taxa geral. A cebola passou de -0,34% para 13,44%, enquanto no caminho inverso a batata inglesa foi de 25,59% para 6,10% e feijão carioca, de 41,44% a -2,38%. O grupo Alimentação e Bebidas subiu menos (de 1,28% para 0,92%).

Em Saúde e Cuidados Pessoais, a variação foi de 1,13%, puxada pelo item higiene pessoal, com alta de 2,61% e impacto de 0,07 ponto percentual. Apenas os perfumes tiveram aumento de 6,94%, ante 0,49% no mês passado. Os remédios também subiram, 0,72%.

Outro aumento foi do item energia elétrica: 0,58%, acima de março (0,43%). O item encanado variou 0,84% e a taxa de água e esgoto, 0,47%. O grupo Habitação teve alta de 0,36%. 

O único grupo com deflação neste mês foi Comunicação (-0,05%), devido ao item telefone fixo (-0,29%). O correio teve alta de 2,19%.

Entre as regiões pesquisadas, oito das 11 áreas tiveram índices maiores em abril. O menor foi o de Goiânia (-0,01%) e o maior, de Porto Alegre (1,27%). Na região metropolitana de São Paulo, o IPCA-15 foi de 0,56% para 0,72%, acumulando 4,75% em 12 meses.

O IPCA e o INPC de abril serão divulgados em 10 de maio.

Fonte: Rede Brasil Atual

Bancários de todo o país realizam na sexta-feira (26) um Dia Nacional de Luta em Defesa da Caixa. Em reuniões com os empregados do banco nos postos de trabalho e atividades de rua com a população serão distribuídos materiais de formação e informação sobre a importância da manutenção do banco 100% público. O principal enfoque das atividades será a luta contra a venda da Lotex, cujo leilão foi adiado pela quinta vez. Agora foi agendado para o dia 9 de maio.

“Vamos deixar claro para os empregados e para a população que o leilão da Lotex é parte de um pacote que visa fragilizar a Caixa. A atual direção do banco já afirmou que a Caixa é puxa-fila das privatizações. Querem vender todos as operações mais rentáveis para deixá-lo sem poder de ação e, nas palavras do ministro da Economia, pronto para a privatização”, afirmou a dirigente e representante da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) na mesa de negociações com a Caixa, Fabiana Proscholdt.

A dirigente da Contraf-CUT disse também que as atividades têm o objetivo de mostrar os prejuízos que a fragilização da Caixa pode causar à sociedade e aos empregados.

“A fragilização é o primeiro passo para a privatização. Isso significa a perda da estabilidade do emprego, mas, muito mais do que isso, significa que a população será privada de serviços bancários e de políticas sociais na área da habitação, da educação, do esporte e tantas outras que são realizadas com parte da arrecadação da Lotex”, explicou Fabiana.

“Além disso, os bancos privados não têm interesse em prestar serviços para população menos favorecida e tampouco se instalar em cidades e bairros afastados dos grandes centros comerciais e financeiros. Dias atrás a imprensa divulgou que é cada vez maior o número de cidades sem agências bancárias e mostrou os prejuízos que isso traz para a população e para a economia dessas localidades”, completou.

Intensificação da luta

O coordenador Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Dionísio Siqueira, ressaltou que o processo de debates com os bancários da Caixa e a população sobre a defesa dos bancos públicos será intensificado a partir do dia 26, em preparação do ambiente para o dia 9 de maio. “Temos que mostrar a gravidade do desmonte e o fatiamento da Caixa. Além de ser uma importante fonte de financiamento do povo e do desenvolvimento do país, o banco é o implementador e gestor de diversos programas e políticas sociais do governo federal”, disse.

“Vamos reforçar a resistência e a luta em defesa do banco, que é também a defesa da sociedade. Convidamos todos os empregados e toda a população a participar dessa mobilização. Só a luta nos garante”, concluiu.

Do dia 29 (segunda-feira) até o dia 8 de maio, os bancários farão atividades diárias para denunciar o fatiamento da Caixa e o desmonte dos bancos e demais empresas públicas. Também serão denunciados os ataques aos direitos dos trabalhadores, como os presentes na reforma da Previdência proposta pelo governo Bolsonaro. (Podendo aliar com o abaixo assinado na defesa da Previdência Social) e, no dia 9 de maio, data prevista para o leilão da Lotex, realizarão um novo Dia Nacional de Luta em Defesa da Caixa.

Materiais a serem distribuídos

Nas atividades, os bancários vão distribuir um panfleto que denuncia a tentativa de privatização da Caixa e mostra a importância do banco público para sociedade, além de uma cartilha com detalhes sobre as loterias da Caixa elaborados pela Federação Nacional das Associações de Pessoal da Caixa (Fenae) e pela Contraf-CUT.

Em 2017, as loterias da Caixa arrecadaram quase R$ 13,9 bilhões. Desse total, cerca de R$ 5,4 bilhões foram transferidos aos programas sociais do governo federal relacionados à seguridade social, à educação (Fundo de Financiamento Estudantil- Fies), ao esporte (Ministério do Esporte, Comitê Olímpico Brasileiro, Comitê Paralímpico Brasileiro e clubes de futebol), à cultura (Fundo Nacional da Cultura), à segurança (Fundo Penitenciário Nacional) e à saúde (Fundo Nacional de Saúde), o que corresponde a 37,1% do total arrecadado. Caso a Loteria Instantânea seja privatizada, o repasse social deverá ser reduzido para 16,7%.

No ano passado, o Fies recebeu R$ 730 milhões para financiamento de cursos superiores para estudantes, principalmente de famílias de baixa renda. Já para o Fundo Nacional de Cultura os repasses foram de aproximadamente R$ 387 milhões.

 

Fonte: Contraf-CUT

O resultado do emprego formal para março, com eliminação de 43.196 vagas (-0,11%), surpreendeu os chamados "analistas" e contrariou o discurso de recuperação da economia. Divulgado nesta quarta-feira (24) pelo Ministério da Economia, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) teve o terceiro pior saldo para o mês na recente série histórica. De tão ruim, ganhou um trocadilho do jornal Valor Econômico: "Traged".

Poucos setores tiveram resultado positivo em março. O que segue crescendo é o trabalho precário, simbolizado pelas modalidades intermitente e parcial, criadas com a "reforma" trabalhista – a mesma que traria milhões de empregos, assim como se fala na propaganda da "reforma" da Previdência. No mês passado, o trabalho intermitente criou 6.041 vagas e o parcial, 2.129. 

Outra tendência que se mantém é a redução salarial. Pelos números do Caged, quem entra no mercado ganha menos do que recebiam os ex-empregados. Em março, o salário médio dos admitidos foi de R$ 1.571,58, enquanto o ganho médio dos demitidos era de R$ 1.706,37. Diferença, para menos, de aproximadamente 8%.

O resultado do mês passado se concentrou no comércio, que eliminou 28.803 postos de trabalho formais, queda de 0,32%. O corte foi todo na área varejista, ligada ao consumo: menos 30.145. Houve pequena alta no atacado.

A agropecuária fechou 9.545 vagas, com a maior retração em termos percentuais: -0,61%. A construção cortou 7.781 (-0,39%), sendo mais de 5 mil no segmento de edifícios. Indústria (-3.080, -0,04%) e serviços (4.572, 0,03%) ficaram próximos da estabilidade. A administração pública teve saldo de 1.575 (0,18%) e o setor extrativo-mineral, de 528 (0,27%).

No primeiro trimestre de 2019, o saldo é de 179.543, aumento de 0,47% no estoque, com altas na indústria, na construção, nos serviços e na administração pública e retração no comércio e na agropecuária. Em 12 meses, o emprego formal tem 472.117 vagas a mais (1,24%), concentrado no setor de serviços (375.796). Comércio e construção sobem, indústria e administração pública caem. O estoque é de 38,6 milhões de postos de trabalho com carteira assinada. Até quase o final de 2015, manteve-se acima de 40 milhões, um patamar agora distante.

 

Fonte: Rede Brasil Atual

A primeira reunião da Mesa Bipartite de Segurança Bancária de 2019, entre o Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), foi realizada na tarde desta terça-feira (23), em São Paulo.

Ivone Silva, presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo e uma das coordenadoras do Comando Nacional, reafirmou que a atual minuta deve ser debatida para ter avanços. “Mesmo que a gente possa ter divergências, nós queremos construir e chegar a soluções efetivas que garantam a vida e a segurança dos bancários e dos clientes.”

Entre as principais reivindicações do movimento sindical esteve a instalação de portas automáticas em postos de atendimentos bancários (PABs) e agências de negócios, com caixas automático e logo do banco, sem vigilantes. “Esses locais acabam tendo a movimentação de dinheiro, com depósito e saque nos caixas eletrônicos, o que atraem a atenção de bandidos e colocam em risco a segurança dos trabalhadores no local”, afirmou Elias Jordão, coordenador do Coletivo Nacional de Segurança Bancária da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT). “Os locais com portas de segurança sofrem menos ataques dos que os que não tem. Por isso, a questão da porta de segurança é um tema prioritário da nossa pauta. Vamos manter a pressão até que os bancos atendam nossa reivindicação.”

Diferença de pesquisas

Durante a reunião ficou claro a diferença de metodologia de apuração de dados de violência bancárias entre os lados. A nova Pesquisa Nacional de Ataques a Bancos, realizada pela subsecção do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) na Contraf-CUT, foi apresentada. Na sequência, os bancos apresentaram os números de violência bancária tabulados por eles. O movimento sindical apontou que está bem distante da realidade e que o ideal seria os bancos passar os números deles para fazer parte do estudo dos bancários.

Projeto Piloto

O movimento sindical apresentou os números do projeto-piloto realizado em Pernambuco e cobrou sua ampliação para outras cidades. “O projeto piloto trouxe resultados muito positivos. Não podemos deixar essas ações se perderem. Nosso objetivo é que no futuro, todas as agências do país tenham essas iniciativas de segurança.”

A próxima reunião ficou marcada para o dia 26 de junho.

 

Fonte: Contraf-CUT

O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 10ª Região julga, na quarta-feira (24), a Ação Civil Pública (ACP) que exige a contratação de pessoas com deficiência (PCD) pela Caixa Econômica Federal para que o banco se enquadre ao que determina a Lei 8.213/91. A lei determina que, em empresas com mais de 1.000 empregados, 5% do quadro funcional seja de pessoas com deficiência ou reabilitados. A da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e a Federação Nacional das Associações de Pessoal da Caixa (Fenae) são assistentes da ação.

O banco foi condenado em Primeira Instância em agosto de 2017 a cumprir a referida norma, além de pagar indenização de R$ 1 milhão por danos morais coletivos. O processo volta a julgamento em segunda instância após suspensão. Se a condenação for confirmada, o banco deverá contratar pessoas com deficiência aprovadas no concurso público de 2014.

“Dados da própria Caixa mostram que o banco tem apenas 1,42% de trabalhadores com deficiência. Isso é monos do que 1/3 do exigido pela lei”, disse o coordenador da Comissão Executiva de Empregados (CEE) da Caixa, Dionísio Reis.

“O banco precisa contratar, aproximadamente, 3.500 pessoas com deficiência  para cumprir o mínimo exigido em lei”, completou a dirigente e representante da Contraf-CUT na CEE/Caixa, Fabiana Proshcholdt.

Segundo dados da Fenae, entre os aprovados do concurso de 2014, quase três mil são PCDs.

Na sentença de 2017, a juíza Maria Socorro Lobo destacou que a Caixa, enquanto se recusa a contratar concursados, adota a terceirização e fomenta a precarização das relações de emprego. “A seara trilhada por candidatos portadores de deficiência na busca pela contratação em tempos de raras ofertas de empregos é árdua, e quando uma instituição abre o certame provoca em tais pessoas a esperança de ter um emprego”, fundamentou.

 

Fonte: Contraf-CUT

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), por meio da Comissão de Organização dos Empregados (COE), e demais entidades de representação dos trabalhadores se reúnem com o banco Santander na Comitê de Relação Trabalhistas (CRT) na próxima quinta-feira (25) para debater questões que afetam o dia a dia de trabalho e estão pendentes de negociação com o banco.

O CRT é uma conquista dos bancários do Santander prevista na cláusula 35 do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) específico do banco, aditivo à Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). A CRT se reúne a cada dois meses para tratar das questões de relações trabalhistas.

“Queremos a solução para questões que estão pendentes, tanto para problemas específicos enfrentados pelos trabalhadores em seu dia a dia, quanto para aquelas que nos ajudarão na resolução de questões gerais. O importante é sairmos da reunião com a solução”, disse o secretário de Assuntos Socioeconômicos e representante da Contraf-CUT na mesa de negociações com o Santander, Mario Raia.

Histórico e pontos de pauta

Os trabalhadores se reuniram com a vice-presidenta de RH do banco no dia 22 de março e a reunião de quinta-feira só foi marcada após envio de ofício à vice-presidência de RH do Santander e carta aberta à presidenta executiva do conglomerado, Ana Botín.

Entre os temas abordados, estão as pressões e ameaças de demissão contra os bancários que não obtiverem a certificação CPA 10 até maio; unificação de cargos; mudança da bandeira dos vales refeição e alimentação; aumentos abusivos na mensalidade e coparticipação do plano de saúde; retirada das portas giratórias de agências.

Os representantes dos trabalhadores também cobrarão explicações sobre a possível abertura de agências nos finais de semana para educação financeira e abertura de agências em shoppings centers. O presidente do Santander Brasil, Sérgio Rial, informou em vídeo a intenção que o banco tem de abrir as agências aos finais de semana.

O valor do reajuste do valor de reembolso por quilômetro rodado com carro próprio; e problemas enfrentados pelos trabalhadores após afastamento pelo INSS são outros pontos a serem discutidos.

Fonte: Contraf-CUT, com informações do SPBancários