Nesta quarta-feira, 13 de maio, o Sindicato dos Bancários da Baixada Fluminense protestou contra o fechamento de agências e as demissões no Itaú, denunciando os impactos da reestruturação promovida pelo banco sobre trabalhadores e a população.
A manifestação ocorreu em frente a agência 0090, no Centro de Duque de Caxias, e contou com o apoio de clientes e população que presenciaram o ato.
O fechamento de unidades tem provocado superlotação nas agências remanescentes, com filas extensas, demora no atendimento e dificuldade para a resolução de demandas básicas.
Clientes são obrigados a se deslocar para unidades mais distantes, que muitas vezes não possuem estrutura física nem número suficiente de trabalhadores para absorver o aumento da demanda.
A reestruturação também tem impactado diretamente os bancários. Dados apontam que 79% dos trabalhadores atingidos foram realocados — frequentemente em condições inadequadas —, enquanto 18% foram desligados e 3% pediram demissão diante da pressão.
Relatos indicam aumento das metas, intensificação da cobrança por resultados e crescimento dos casos de adoecimento, como estresse, ansiedade e depressão.
Lucro cresce enquanto emprego bancário encolhe
O Itaú Unibanco registrou lucro líquido gerencial de R$ 12,282 bilhões no primeiro trimestre de 2026, crescimento de 10,4% em relação ao mesmo período do ano passado.
Mesmo com resultados recordes, o Itaú manteve a política de redução da estrutura física e do quadro de trabalhadores.
Ao final de março de 2026, o banco possuía 81.659 empregados no Brasil, após o fechamento de 4.620 postos de trabalho em 12 meses 1.034 vagas apenas no trimestre.
No mesmo período, foram encerradas 360 agências físicas no país.
Em contrapartida, o número de clientes continuou crescendo, com aumento de 1,678 milhão, alcançando 100,9 milhões de clientes.
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