Janeiro 23, 2018
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Temer recusa recomendação do MPF de afastar a atual direção da Caixa

Manter as indicações dos partidos da base aliada nos cargos do governo a qualquer preço para garantir a aprovação da Reforma da Previdência. Esta parece ser a principal razão para que o presidente Michel Temer não atenda a recomendação do Ministério Público Federal de afastamento de todos os vice-presidentes da Caixa, inclusive os que estão sob suspeita de irregularidades. As denúncias atingem também o atual presidente do banco, Gilberto Occhi.
Segundo matéria da Folha de SP, publicada na segunda-feira, dia 8, o Palácio do Planalto quer manter atados à sua base no Congresso Nacional partidos que indicaram os diretores da Caixa (PP, PR e PRB), visando a aprovação do projeto que modifica as regras para a aposentadoria na Previdência Social.
Em resposta enviada na segunda-feira (8), a Casa Civil afirmou que o ministro Eliseu Padilha “não tem competência para análise do pedido, uma vez que o tema caberia ao Ministério da Fazenda”.
A direção da Caixa também enviou sua resposta ao MPF. A alegação é que “por inexistir regra na Lei das Estatais”, a diretoria entende que o novo estatuto disciplinará “as futuras indicações e nomeações de vice-presidentes, não cabendo sua aplicação aos atuais ocupantes de modo a impor suas substituições”. O novo estatuto da Caixa, aprovado por seu Conselho de Administração, dá poderes para que o colegiado afaste dirigentes. A implementação, no entanto, ainda depende de aval do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e da assembleia de acionistas.