Janeiro 23, 2018
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Quem é a nova ministra do Trabalho de Temer

A nova ministra do trabalho do governo Michel Temer, a deputada federal Cristiane Brasil (PTB-RJ), tem um currículo de arrepiar os cabelos do trabalhador brasileiro. Não bastasse ser filha de Roberto Jefferson, o ex-deputado que foi condenado e preso por envolvido no chamado caso do mensalão, no qual foi o principal delator, a parlamentar tem antecedentes em sua trajetória que só justificam sua escolha, na atual conjuntura de conchavos e comprometimento político que garantem força do Palácio do Planalto no Congresso Nacional para aprovar projetos que retiram direitos dos trabalhadores e proteger Temer das denúncias que recaem sobre ele, de corrupção passiva, organização criminosa e obstrução de Justiça.

Decotes e minissaias

Como deputada, a petropolitana Cristiane Brasil jamais apresentou uma proposta para defender o trabalhador. Entre seus estranhos e polêmicos projetos, está um que resultou em calorosos protestos dos servidores da Câmara: ela queria criar um código de vestimenta, que proibiria as funcionárias de usarem minissaias e decotes dos corredores e salões da Casa.

Golpista

 Em abril de 2016 Cristiane era também presidente de seu partido, o PTB e um de seus últimos atos à frente da sigla foi justamente fechar a questão a favor do impeachment de Dilma Rousseff. No dia da votação na Câmara, ela usou o símbolo dos favoráveis à saída da ex-presidente, a camisa da seleção brasileira, para declarar seu voto. No discurso, admitiu sua retaliação ao lembrar da cassação do mandado do pai, onze anos antes, e votou pelo afastamento de Dilma em "homenagem" ao pai.

Retirou direitos

 Em 2017 Cristiane apoiou o governo Temer em questões decisivas, como a PEC do Teto dos Gastos Públicos, que reduzirá investimentos em setores como saúde, educação, habitação e saneamento básico, nos próximos 20 anos. Em relação às propostas que prejudicam o trabalhador e atendem aos setores mais reacionários do empresariado, a nova ministra do Trabalho sempre ficou do lado patronal. Votou a favor da ampliação da terceirização e da reforma trabalhista.

Apesar de sua postura “moralista”, votou contra a abertura de investigação de Temer, que poderia afastá-lo da presidência da República.

Quem é o suplente

Com a ida para o Ministério, Cristiane deixa aberto seu lugar na Câmara, que será ocupado pelo suplente Nelson Nahin (PSD-RJ), irmão do ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho, ex-presidiário, condenado por exploração sexual de meninas.

Cristiane foi condenada a apagar R$60 mil por dívida trabalhista

A nova ministra do Trabalho de Temer, Cristiane Brasil, além de sua posição patronal, parece não ser uma boa patroa. Foi condenada, em 2016, a pagar R$60,4 mil a um motorista que prestava serviços para ela e sua família. Na época, a decisão do tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região foi confirmada em segunda instância.

De acordo com o juiz Pedro Figueiredo Waib, da primeira instância, o funcionário não teve a carteira de trabalho assinada e, por isso, deveria receber todo o dinheiro a que tinha direito referente às férias, aviso prévio e gratificações natalinas. A carga horária do funcionário era de cerca de 15 horas por dia.

Agora, a parlamentar só pode recorrer ao Tribunal Superior do Trabalho, para tentar reduzir o valor da indenização.

Tudo é ruim na indicação da filha de Roberto Jefferson. Como diz o ditado popular, no atual governo “não há tão ruim que não possa piorar”